Dor nas costas pode ser sinal de problema

dor-nas-costasNão é incomum sentir dor nas costas. Afinal, a área é a responsável pela sustentação do tronco, e sofre inúmeros impactos ao longo do dia a dia.

Formada por ossos, articulações, estruturas nervosas, ligamentos e músculos, sua constituição é incrivelmente bem estruturada e conectada. Por isso, lesões em um destes componentes podem irradiar dor por toda a extensão das costas.

Por vezes, o incômodo ainda pode ser relacionado a problemas mais graves – o que demanda atenção a quadros de dor.

O tipo de dor e sua gravidade dependem de sua fonte causadora, que são as mais diversas. Em geral, porém, o paciente costuma perceber a sensação de estiramento do músculo, agulhadas e dor latejante.

Há casos em que a dor “se move”, iniciando em parte das costas e podendo chegar aos ombros ou às coxas. Espasmos musculares são igualmente comuns, associados a desconfortos ao realizar movimentos simples, como andar.

Os incômodos podem ainda começar de repente, ou se desenvolverem gradualmente. Em situações como a última, é comum que um quadro leve de dor seja percebido, depois deixe de existir, retorne pouco mais forte, pare e, assim, sucessivamente.

As dores nas costas são classificadas em agudas, subagudas e crônicas, cada uma requerendo um tipo de cuidado. A dor aguda, por exemplo, acontece de repente, após alguma lesão ou dano ao músculo das costas. O incômodo dura por alguns dias, ou até cinco semanas, e é curada quase que sozinha, contando apenas com o auxílio de alongamentos e medicamentos anti-inflamatórios.

Por sua vez, a dor subaguda dura entre seis semanas e três meses. Habitualmente, o incômodo prejudica atividades diárias do indivíduo, mantendo constância mesmo com o maior cuidado com a postura ou movimentos. A tensão muscular e danos mais graves aos ligamentos ou articulações são as causas mais comuns, e por isso é indicado buscar auxílio médico.

Quando dura mais que três meses, a dor nas costas é considerada crônica. Normalmente, sua causa é radicular, ou seja, por alguma inflamação ou desgaste do nervo espinhal. Pacientes que sofrem deste tipo de dor costumam perceber sensação de choques elétricos, além da irradiação da dor para as pernas e, em algumas situações, perda gradual da sensibilidade dos membros inferiores.

Dor nas costas: causas mais leves

A dor nas costas é uma das principais causas de afastamento do trabalho. Entre suas inúmeras causas, as mais comuns são por impactos e características físicas, motivos recordistas das visitas a consultórios médicos.

Assim, movimentos bruscos ou feitos de forma incorreta, como o levantamento de carga além do que o corpo suporta, pode causar o conhecido “mau jeito” na coluna. Assim, a dor é repentina, e vem em forma de agulhadas. O resultado é maior dificuldade de locomoção, uma vez que a dor é ampliada por movimentos mínimos.

Nesta categoria, há dois problemas que podem levar à dor: a entorse e a distensão. A entorse acontece quando há o estiramento ou rompimento dos ligamentos, tecido que liga os ossos e articulações. Por sua vez, a distensão ocorre no rompimento ou alongamento exagerado e repentino do músculo.

Já quando a causa da dor são movimentos repetitivos, é mais comum que ela apareça gradualmente. Assim, a torção ou curvatura constante da coluna, ou mesmo um exercício físico feito de forma inadequada, pode lesionar uma articulação ou músculo aos poucos. A dor será então percebida numa crescente, sendo intensificada de forma gradual.

Há também situações em que a dor surge “atrasada”, dias após algum impacto mais forte ou lesão nas costas. Ela acaba por causar uma dor mais intensa, mas tende a desaparecer rapidamente, pois é um efeito colateral do processo de cura natural da área lesionada.

A má postura é outra causa corriqueira de dor nas costas. Isso porque, idealmente, a coluna deve permanecer ereta na maior parte do dia, evitando sua curvatura e pressão exagerada para manutenção do tronco. Entretanto, as vértebras são constantemente demandadas no dia a dia, de forma exagerada e incorreta, o que pode irradiar a dor.

Note, por exemplo, seu período diário do uso do smartphone. Com certeza é mais comum que você mantenha a cabeça curvada, do que o celular à altura dos olhos. Esta posição provoca na coluna maior pressão, e a resposta do corpo vem por meio do incômodo da dor.

O mesmo acontece a mulheres que utilizam salto alto. O sapato com elevação muda o centro de gravidade do corpo, e provoca inclinação do tronco para a frente. Isso exige que a coluna trabalhe mais que o normal para manter o corpo ereto, causando pressão em excesso.

Aliás, qualquer situação que demande em demasia da coluna pode causar dor. Ainda para as mulheres, os seios muito grandes podem ser um problema, pois o busto provoca inclinação do tronco para a frente.

Quando o indivíduo apresenta também quadril desigual, ou seja, um lado da pelve maior que o outro, o equilíbrio do corpo também fica comprometido. Assim, mais uma vez a coluna sofre maior pressão. A consequência básica é a dor nas costas, mas outros quadros podem ocorrer, como as causas mais graves da dor, que serão citadas a seguir.

Com dor crônica é preciso ficar alerta

dor-nas-costasA partir de três meses de dor, o indivíduo entra no quadro de dor crônica nas costas, o que merece maior atenção. Afinal, crises de dor por período tão prolongado costumam ter como causa problemas na coluna vertebral – parte fundamental na locomoção do corpo.

Habitualmente, a causa principal desta modalidade de dor são as doenças degenerativas. Elas são caracterizadas por sintomas associados, e o incômodo costuma acontecer esporadicamente, tornando-se mais severo a cada crise.

Assim, a dor pode ocorrer, por exemplo, devido a hérnia de disco. A hérnia é uma condição em que o núcleo pulposo da coluna, que fica em seu interior, desloca-se de seu lugar original e pressiona as raízes nervosas da vértebra. Este “gel” pode se deslocar para o exterior da coluna, na chamada hérnia extrusa, em que o disco (ou anel) vertebral sofre fissura e permite sua saída.

Quando o núcleo pulposo se desloca pela extensão da própria coluna, a hérnia é chamada de sequestrada. Ela causa pressão das raízes nervosas e inflamação da região.

Por último, a hérnia protusa é caracterizada pelo alargamento do disco da vértebra, que por sua vez pressiona os nervos lombares e causa dor. Já o contrário, o estreitamento do canal espinhal, ocorre na estenose espinhal, o que também provoca pressão nervosa.

A conhecida dor no ciático também pode causar problemas nas costas. O nervo ciático é a terminação nervosa responsável pela ligação da coluna e os membros inferiores, o que permite o movimento de pernas e pés. Caso sofra grande impacto, o nervo acaba lesionado, provocando dor na lombar. O incômodo costuma “se deslocar” das costas à coxa, e pode causar ainda cansaço, perda da sensibilidade e fraqueza dos membros inferiores.

Em casos de disfunção articular sacroilíaca, a região do sacro é a afetada. O sacro é um osso em forma de pirâmide invertida que fica localizado na região lombar das costas. É ele quem absorve os principais impactos de movimentos do corpo em geral, e se sofrer pressão incorreta ou pancada pode inflamar e causar dor aguda.

Já na espondilolistese, uma das vértebras da coluna se desloca sobre a outra, deixando-as “desemparelhadas”, causando curvatura para frente ou para trás da coluna. Por outro lado, a escoliose causa curvatura da coluna para o lado, provocando dor idêntica nas costas.

Problemas no tecido ósseo são iguais causadores de dores nas costas. Citando a osteoartrite, há o desgaste do disco vertebral e do tecido nas extremidades dos ossos. A condição é progressiva, e costuma acontecer com o avanço do envelhecimento do indivíduo.

A artrite, inflamação das articulações, também acaba provocando dor nas costas, podendo irradiar para o quadril, joelhos e mãos. O mesmo ocorre com o enfraquecimento dos ossos provocado pela osteoporose, já que as fraturas por pequenos movimentos se tornam mais recorrentes.

Distúrbios causais podem ir além da coluna

Além das circunstâncias mecânicas e problemas mais comuns na coluna, há outras situações que podem levar à dor nas costas. As causas são menos comuns, mas ainda assim estão entre fontes do incômodo.

Em ocasiões em que, somada à dor, há incontinência urinária ou intestinal, o problema costuma ser a síndrome de cauda equina. A cauda equina é um emaranhado de raízes nervosas localizada ao fim da coluna, e extremamente importante ao movimento dos membros inferiores. Sua dor característica costuma também ser associada à perda de sensibilidade na altura das nádegas. Em geral, a condição é uma emergência médica, e resolvida apenas por procedimento cirúrgico.

Tumores espinhais também podem originar dor lombar. A anomalia consegue pressionar o nervo da coluna, e assim causa o incômodo. Normalmente, os cânceres nesta região são “ramificações” de tumores na mama, próstata, tireóide, rim ou pulmão. Por isso, é preciso ficar atento às consequências de qualquer câncer no restante do corpo.

Em casos de infecção da coluna vertebral, o paciente passa por quadros de febre, somados à dor e a percepção de que as costas têm uma região “mais macia”. O distúrbio pode ocorrer por reflexo de procedimento cirúrgico, injeções e deficiências no sistema imunológico.

Traumas, fraturas e fissuras são da mesma forma causas de dores nas costas. Assim, caso sofra algum impacto mais forte, e mesmo que após dias perceba dor na região, é importante que o paciente procure o consultório médico. Afinal, uma pequena fissura pode levar a problemas maiores, de pressão do nervo vertebral e outros distúrbios.

Finalmente, a dor nas costas pode ser sintoma de infecção no trato urinário. Em geral, o paciente acometido pelo problema sente fortes pontadas de dor do meio ao fim das costas. A dor é conhecida por obrigar o paciente a se curvar para frente durante a crise, num movimento involuntário do corpo.

Fatores de risco para a dor

dor-nas-costasHábitos e condições de um indivíduo podem deixá-lo propenso ao desenvolvimento de dor nas costas. O estilo de vida sedentário é o principal deles – afinal, quando o corpo não se exercita, ele perde força e flexibilidade, e fica mais vulnerável a grandes impactos.

Questões psíquicas também estão associadas ao mal. Desenvolver diariamente trabalho mental estressante, sofrer de ansiedade ou de depressão pode levar a quadros de dor aparentemente sem causa, mas que precisam ser tratados com igual atenção de um médico.

O envelhecimento também contribui para o desenvolvimento de quadros assim, uma vez que o corpo se degenera com o passar dos anos. Quanto a isso não há medidas preventivas, apenas aquelas que podem amenizar os efeitos. Ou seja, é preciso manter um estilo de vida saudável.

Exercícios físicos realizados de forma incorreta, ou em excesso, são igualmente prejudiciais às costas. Isso porque a região fica sujeita a impactos muito fortes, que podem distender o músculo ou levar a lesões no nervo ciático ou ossos.

Condições em que a coluna é demandada em demasia também podem provocar dores. É o que acontece, por exemplo, quando o paciente apresenta obesidade e excesso de peso, dado que o corpo é desenvolvido para suportar carga específica. Quando, então, o Índice de Massa Corporal (IMC) ultrapassa o indicado, sua coluna é obrigada a apoiar mais do que está preparada.

Assim, períodos de gestação também costumam ser marcados pelo incômodo. Enquanto o feto cresce, a mulher acaba carregando peso extra. Portanto, é essencial que a grávida conte com acompanhamento do médico, que poderá indicar práticas e exercícios para diminuição da dor.

As gestantes convivem também com a condição devido a ação dos hormônios, que provocam relaxamento dos ligamentos e instabilidade ao realizar alguns movimentos.

Estudos ainda indicam o tabagismo como um grande fator de risco para a dor nas costas. Para especialistas, as substâncias químicas do cigarro dificultam a irrigação dos músculos, enfraquecendo e podendo provocar dor nas costas.

Utilizar roupas muito apertadas também pode ser um problema. Quando utiliza calça muito justa, por exemplo, o indivíduo comprime o final da coluna e o quadril, o que diminui a amplitude de movimento da região. Assim, é comum curvar a coluna de forma involuntária, e ainda torcer a coluna em movimentos mais bruscos, já que o corpo não tem liberdade de movimento.

Até mesmo a má nutrição pode levar a dores nas costas. Conforme dados do AsianSpineJournal, 25% dos homens e 31% das mulheres que sofrem de dores nas costas consumiam alimentos ricos em açúcar e gordura, nutrientes considerados fonte de inflamações pelo corpo, inclusive na região lombar.

Por último, o principal fator de risco para a dor nas costas é a mápostura. Realizar movimentos inadequados, manter-se na mesma posição por muito tempo, colocar pressão nas costas ou pescoço pode levar tanto a quadros mais leves, quanto de dor crônica.

Os tipos de dor nas costas

Como são diversas as causas da dor nas costas, é interessante poder identificar sintomas associados e os “tipos” de dor, que deixarão mais claro ao paciente qual sua condição.  Sentir dor nas costas em apenas um lado, por exemplo, pode ser sinal de uma lesão muscular, ou pela má postura durante o dia a dia.

Em contrapartida, o indivíduo que percebe dor ao respirar pode ser sinal de algum problema ou infecção no pulmão, o que merece atenção redobrada.

Dor na região lombar, onde localizam-se os rins, é mais recorrente em casos de cálculo renal ou infecção urinária. Quando o incômodo irradia para as pernas, o paciente geralmente é diagnosticado com dor ciática.

Se o distúrbio se faz sentir no meio das costas, são habituais hérnias de disco. Se está mais próximo da parte superior da coluna, na área dos ombros, a causa pode ser o cansaço, atividade física em excesso ou ainda o estresse.

O quadro que merece maior atenção, entretanto, é aquele em que a dor vem associada da sensação de enjoo e mal estar. Os sintomas são corriqueiros em infartos.

Diagnóstico do problema

Como já foi possível notar, a dor nas costas não é o problema central, mas sim um sintoma de alguma condição ou mau hábito. Por isso, para colocar fim ao incômodo, é fundamental descobrir a causa correta da dor. Para isso, há passo a passo importante do diagnóstico, que avalia cada aspecto clínico do paciente.

O diagnóstico se inicia na conversa frente a frente com o médico. Por meio dela, o especialista vai conhecer a recorrência da dor e seu tipo, sintomas associados e o início do quadro, todos estes dados fornecidos pelo paciente.

Os hábitos de saúde do indivíduo também serão questionados. Como é sua alimentação? Ele realiza atividades físicas frequentemente? Estas atividades são de alta ou baixa intensidade? Qual seu trabalho? Como é sua postura diária?

Conhecendo estes fatores, o médico terá ideia mais clara das possibilidades, podendo indicar a próxima etapa mais adequada ao diagnóstico.

Em geral, este segundo passo consiste no exame físico. Nele, o especialista faz pressões nos pontos de dor e áreas próximas, e move os membros para verificar o reflexo da dor com os movimentos.

Outro método nesta etapa é a verificação da escala de movimento, o que significa perceber a capacidade do paciente em se movimentar, mesmo com dor.

Quando a conclusão inicial é por algo pouco mais grave que uma entorse ou distensão, o indivíduo é requisitado a exames de imagem.

São diversas as opções de teste por imagem. Delas, o raio-X é uma das mais comuns, e apresenta uma “fotografia” em azul e branco em que é possível verificar os ossos da coluna e quadril.

Por sua vez, a tomografia computadorizada oferece uma imagem mais detalhada da coluna vertebral, graças à imagem em 3D gerada.

Há também a possibilidade da ressonância magnética. Este exame consegue detectar anormalidades, além de nos ossos, nos músculos e ligamentos do corpo.

Já o escaneamento ósseo consegue verificar a osteoporose ou mesmo fraturas, enquanto o eletromiografia, também por imagem, mede a resposta dos músculos aos impulsos elétricos dos nervos. Assim, o especialista pode perceber se há compressão nervosa na região da coluna – afinal, a resposta do corpo será mais fraca.

Boa postura é prevenção da dor

dor-nas-costasAs medidas para a prevenção da dor nas costas são, em geral, simples, e prezam por algo básico: a qualidade de vida do usuário. Assim, a primeira e principal medida a se tomar para cuidado com as costas é a boa postura.

É comum que, ao levantar peso, o indivíduo se curve. Esta posição, entretanto, está longe do ideal. Antes de recolher um objeto do chão, é indicado que o usuário flexione os joelhos, busque o que procura, e levante-se devagar, buscando deixar os braços flexionados. Caso a carga demande que os braços fiquem muito esticados, em direção ao solo, pode ser mais indicado diminuir o peso ou contar com a ajuda de um suporte. Assim, o indivíduo terá a certeza de estar carregando apenas o que seu corpo suporta.

Ao mover um objeto pesado pelo chão, é interessante ainda empurrá-lo usando a força das pernas, ao invés de puxá-lo curvando as costas.

Diferente do que pensam alguns, aqueles que trabalham no escritório precisam ter cuidado redobrado com a postura. Isso porque curvar as costas e o pescoço é algo recorrente no uso do computador, mas prejudica, e muito, a coluna.

Assim, ao trabalhar de frente a uma tela, é importante colocar o monitor na altura dos olhos, para que não seja preciso nem baixar, nem levantar o pescoço para a visualização. Sentar com as costas encostadas na cadeira também é importante, e dá o apoio que a coluna precisa.

Da mesma forma, é fundamental dar suporte aos pés. É preciso mantê-los no solo, ou então colocá-los em um apoio, impedindo que eles fiquem suspensos no ar. Os joelhos devem, assim, permanecer dobrados em ângulo de aproximadamente 90 ° conforto e, ao mesmo tempo, a retidão das costas.

Os braços precisam ter igual cuidado, sempre oferecendo aos punhos apoio na digitação. Deixar os braços suspensos sobre o teclado colocará maior pressão sobre os punhos, o que consequentemente causará impacto na coluna e então dor nas costas.

Ao dirigir um automóvel, tenha o mesmo cuidado em oferecer suporte aos membros. Os braços devem permanecer flexionados durante toda a condução. As pernas precisam ficar em um ângulo confortável, que não encoste no volante, mas que também não exija que  motorista se estique para alcançar os pedais. As costas da mesma forma precisam de apoio, e a parte de trás do crânio deve permanecer no encosto de cabeça.

Na hora de dormir, é interessante ter dois travesseiros: um da altura entre ombro e cabeça, para repousá-la, e o outro para inserção entre as pernas. A posição ideal para o descanso é de lado, pois assim a coluna permanecerá o mais ereta possível, mesmo na madrugada. Evite sempre dormir de bruços, a pior posição para as costas.

Quais as outras formas de prevenção?

Como o sobrepeso do corpo provoca pressão desnecessária da coluna, é importante manter o corpo no peso ideal. Assim, é preciso manter alimentação saudável, rica em frutas, verduras e carnes magras.

Além disso, há os exercícios físicos, essenciais em qualquer época da vida. Seja na academia, seja na caminhada pela rua, o indivíduo deve contar com a prática para manter o corpo em forma.

Seja qual for a escolha do exercício, porém, é essencial contar com o aconselhamento de um médico e de um profissional de Educação Física. Os especialistas serão os responsáveis por indicar o melhor exercício para seu tipo físico. Eles também poderão verificar sua capacidade de prática – afinal, caso seu joelho, por exemplo, tenha predisposição a uma fissura, é melhor não realizar corrida, não é mesmo?

Alongar-se algumas vezes por dia também é uma prática indicada. Os exercícios não precisam ser complexos. Basta realizar séries de dez segundos, alongando braços, pernas, pescoço e pés.

Em geral, os movimentos são feitos segurando o membro à frente ou acima do corpo, como esticar os braços acima da cabeça, entrelaçando os dedos. Estas práticas garantem relaxamento ao corpo, e permitem que os músculos fiquem mais preparados tanto para realizar movimentos, quanto para permanecer em uma mesma posição por certo período.

Utilizar sapatos confortáveis é igualmente importante. Mesmo que a escolha seja por um salto alto, a mulher consegue encontrar no mercado opções anatômicas e belas. A alternativa precisa garantir que a coluna não será forçada ao andar. Assim, a dor mecânica nas costas será evitada, assim como problemas mais sérios.

Para as grávidas, é vantajoso ainda utilizar faixa de suporte da barriga, ou a chamada cinta de sustentação. O acessório consegue diminuir o impacto sobre os músculos, causado pelo sobrepeso, e redistribui a carga “extra”, evitando as dores.

Tratamento da dor

dor-nas-costasO primeiro método de tratamento da dor nas costas, utilizado tanto por conta própria, quando o paciente ainda não visitou o médico, quanto pós-diagnóstico, é o uso de medicamentos. Realizada principalmente com anti-inflamatórios, a etapa diminui a dor do indivíduo.

Apesar de eficaz, porém, a utilização medicamentosa não deve ser feita com exagero. Isso porque, antes do diagnóstico, os químicos podem acabar mascarando algum sintoma ou problema mais grave. Já no pós-diagnóstico, é fundamental seguir a indicação correta do médico, pois o especialista tem real noção da quantidade necessária a cada usuário.

Utilizar-se de bolsas de água quente e bolsas de gelo também é benéfico. Os recursos têm a capacidade de diminuir a dor e, especialmente durante crises, conseguem oferecer alívio ao indivíduo.

Habitualmente, o calor tem o poder de melhorar a circulação sanguínea dos músculos, entregando mais oxigênio e nutrientes para que o órgão se cure. Já o gelo tem efeito anestésico, combatendo inclusive inflamações.

Para a terapia física, os exercícios indicados são para a reeducação da postura do paciente e alongamento da musculatura. Afinal, as duas características são fatores de risco para a dor nas costas, e podem agravar o problema caso continuem sendo realizadas de forma incorreta.

Por isso, os meios indicados se iniciam pela fisioterapia. Associada a ela, porém, costuma haver um exercício físico de reforço da musculatura e melhora da flexibilidade. Yoga e Pilates cumprem bem este papel.

O Pilates é um tipo de exercício que reúne mais de quinhentos movimentos de alongamento e fortalecimento. O exercício é realizado com o auxílio de uma bola de material elástico, em outros aparelhos ou mesmo no chão. Já o Yoga envolve poses e exercícios de respiração, com os mesmos benefícios do anterior.

Fazer acupuntura também tem efeito tratativo, uma vez que a técnica diminui desconfortos por meio de pequenas agulhas inseridas na pele.

Para a melhoria do fluxo sanguíneo e relaxamento dos músculos, há ainda a possibilidade de massagem terapêutica. O melhor é que o indivíduo busque um especialista, para que os movimentos sejam realizados da forma correta e mais eficaz.

Entretanto, se com todos estes métodos pouco invasivos a dor não cessa, resta a cirurgia. O método é sempre tomado como última solução, normalmente para solucionar um distúrbio na coluna vertebral.

O procedimento cirúrgico pode, por exemplo, descomprimir a faixa nervosa da coluna, retirando o agente causador desta pressão, como uma anomalia no osso. Há também aquele que insere enxerto ósseo entre duas vértebras que se juntaram, ou ainda a inserção de um disco artificial entre elas.

A melhor saída é sempre definida pelo  médico. Para que isso ocorra, no entanto, é preciso comparecer ao consultório. Por isso, lembre-se: se sua dor nas costas se prolongar por algumas semanas, procure o especialista. Assim, a descoberta do real motivo da dor e o melhor tratamento poderão logo ser realizados!

Sua dor no pescoço pode ser mais do que um “mau jeito”: descubra tudo sobre cervicalgia

cervicalgia-dor-cervicalA cervical, parte da coluna vertebral que forma o pescoço, é uma área delicada do corpo. É ela quem sustenta o crânio e que permite a ligação do cérebro ao restante da espinha, garantindo que impulsos nervosos cheguem aos membros e tornem-se movimentos físicos. Por esta importância, é comum que quadros de dor na área causem preocupação – entretanto, na maior parte das vezes, a dor na cervical tem motivo simples, que pode ser resolvido pelo próprio indivíduo.

Também chamada cervicalgia, a dor na cervical, por si só, não é um distúrbio, mas o sinal de que há algo errado. Habitualmente, o problema acontece por aspectos motores, que prejudicam o músculo da região.

Isso não quer dizer, porém, que a cervicalgia não merece atenção. Associada a outros sintomas, o incômodo no pescoço pode indicar problemas mais sérios, na coluna ou músculo da área.

O que causa dor na cervical?

A cervical é a porção mais flexível da coluna. Afinal, ela permite os mais variados movimentos, para cima, baixo, lados e até mesmo deslocamentos circulares. Esta capacidade é garantida por sete vértebras, que a formam e absorvem os impactos diários. Também no pescoço, o indivíduo apresenta ligamentos e inúmeras raízes nervosas.

Fortes impactos ou alterações nestas estruturas são os responsáveis pelas dores cervicais. Em geral, os incômodos aparecem de repente, por algum abalo mecânico, ou por infecções ou desgastes.

A motivação mais comum para a cervicalgia é a tensão muscular ou a entorse do tecido. Uma entorse consiste na lesão dos ligamentos devido a uma torção brusca. Assim, ao virar o pescoço de forma muito rápida, o indivíduo fica sujeito a uma apontada de dor, que pode persistir por dias.

A torcicolo, também de início súbito, é outra causa comum do problema. Ela é caracterizada pela rigidez do pescoço, que parece “travar” o pescoço para um lado. Assim, quando tenta movimentar a região para a outra direção, o sujeito sente dor intensa, e por ela é quase impossibilitado de locomover a cabeça. A dor acontece apenas de um lado do pescoço.

Ambas as situações, de impacto ou torcicolo, são habitualmente causadas pela má postura. No dia a dia ou em casa, e principalmente na hora de dormir, é preciso ter atenção à posição da coluna. Outra circunstância comum ao aparecimento da rigidez da cervical é a prolongada exposição ao frio.

A fadiga dos músculos por toda coluna também pode provocar o conhecido “mau jeito” no pescoço. Seja por movimentos repetitivos, ou pelo estresse emocional, ansiedade ou depressão, a dor na cervical é um reflexo da pressão excessiva exercida sobre o ponto.

Assim, atletas são um público altamente vulnerável ao problema, uma vez que seu corpo suporta impactos mais bruscos, e também repetitivos durante a prática. É esta a real importância de sempre realizar exercícios físicos sobre a recomendação de um médico e supervisão de um profissional de Educação Física. Os especialistas conhecem as melhores alternativas para cada composição corporal, e os movimentos adequados para manter a saúde e, ao mesmo tempo, garantir o bem estar da área cervical e todo o restante do tronco.

Há causas mais sérias

A dor no pescoço por efeitos mecânicos, como os citados, é considerada aguda. Ela não dura mais que alguns dias, e em geral melhora pelo uso de analgésicos e retomada controlada do movimento. Quando passa de seis semanas, no entanto, a cervicalgia é considerada crônica, e pode ser sinal de problemas mais sérios na coluna.

O primeiro diagnóstico possível para a dor crônica é a infecção de algum nervo cervical. Normalmente, a condição provoca a compressão das raízes nervosas, e assim leva à dor.

Há também a possibilidade de doença degenerativa de disco cervical. O desgaste da espinha é uma condição comum ao longo do avanço da idade, visto que a utilização constante das estruturas do corpo provoca a deterioração de forma gradual. Em casos específicos e de doenças associadas, porém, esta degeneração pode se tornar mais rápida, e levar a quadros de dor no pescoço.

A hérnia de disco é um destes problemas associados à degeneração. O distúrbio ocorre quando o disco vertebral, localizado entre as vértebras, sofre fissura. Responsável por amortecer os impactos de uma vértebra sobre a outra, este tecido discal, quando rompido, pode sozinho pressionar as raízes nervosas.

Em outros casos, a fissura maior ainda permite o escapamento do chamado núcleo pulposo. O gel interior do disco pode comprimir os nervos e provocar inflamações quando fora da estrutura de que é originada.

Habitualmente, a hérnia de disco acontece na região lombar da coluna, mas é possível em qualquer área da espinha. Independentemente de sua localização, é possível perceber efeitos na cervical.

A osteoartrite cervical é outro porquê recorrente à cervicalgia. O transtorno, também chamado espondilose cervical, acontece quando há o desgaste das articulações da coluna. A situação é resultado da degeneração natural da região, ao longo dos anos, ou pelo uso excessivo da área.

Por sua vez, na espondilose uma vértebra escorrega sobre a outra, causando uma posição anormal da coluna e a compressão desta. Já a dor originada pela estenose da coluna vertebral cervical é o resultado do estreitamento do canal espinhal.

Há causas surpreendentes

cervicalgia-dor-cervicalA dor na cervical pode ter ainda causas pouco consideradas. Há, por exemplo, a possibilidade de dissecção da artéria cervical. Apesar de pouco corriqueira, a patologia aparece quando algum dos importantes vasos sanguíneos do pescoço, as artérias carótidas e vertebrais, sofrem obstrução. Neste caso, há coágulo sanguíneo na área, que pode bloquear o fluxo e levar ao AVC (Acidente Vascular Cerebral). A dor, associada a tonturas, visão dupla e desequilíbrio do corpo, é sinal do problema. Com todos os sintomas, o indivíduo deve procurar imediatamente a emergência hospitalar.

Disfunções da articulação têmporo-mandibular, as DATM, é outra circunstância adicional. Os transtornos consistem em qualquer problema na ATM, articulação que liga a mandíbula ao crânio e funciona quando mastigamos, falamos ou respiramos.

Nos casos de má-mordedura e bruxismo como DATM, o pescoço pode sofrer reflexos doloridos, assim como a dor cervical pode levar às disfunções.

Inflamações na glândula tireoide, como a tireoidite, são outras causas admissíveis à cervicalgia. Nestes casos, a dor costuma ser acompanhada pela sensação de “cabeça distorcida”, depressão e constipação.

Até mesmo a triciníase, doença causada pela ingestão de carne de porco infectada por parasita, pode levar a dores cervicais. Finalmente, há casos em que câncer no pescoço, doenças autoimunes ou problemas estruturais, como a hiperlordose, podem levar a dor na região. Estas situações, todavia, são menos comuns.

Sintomas da cervicalgia

A dor no pescoço tem diferentes intensidades, de acordo com sua causa e com os hábitos do indivíduo. Em alguns casos, é possível ignorá-la facilmente, e permanecer com a realização das atividades habituais. Em outros, porém, o incômodo é forte, e dificulta muito a rotina.

A cervicalgia pode também durar apenas alguns dias, ir e vir, e se tornar constante. Segundo estudos, quase 70% das pessoas no mundo sofre de dor na cervical ao longo da vida.

Os tipos de incômodo variam entre a sensação de agulhadas e a sensação de cansaço intenso, ambas na base do pescoço. Outra possibilidade é a dor irradiada, que se espalha por ombros e braços, causando impressão de queimação.

Dependendo da área da raiz do nervo comprimida, os sinais também variam. Quando a região das primeiras duas vértebras é atingida, a dor no pescoço é associada à dor de cabeça. Atingindo as vértebras C3 e C4, o indivíduo também percebe certa dificuldade na respiração, uma vez que a estrutura tem raízes nervosas que regulam o diafragma. Aqui, a dor se espalha pelos ombros.

Já a partir da quinta vértebra da coluna, os impactos provocam fraqueza. Fraqueza dos ombros, dos braços e punho. Verifica-se ainda sensação de entorpecimento e formigamento destes membros.

Desta forma, o indivíduo com dor na cervical pode sentir também sua coordenação prejudicada e equilíbrio prejudicado.

Quando acontecem episódios como tontura, náusea, vômito, incontinência urinária e do intestino, febre e mesmo calafrios, é preciso ainda maior atenção. Isso porque os sintomas indicam algo mais grave que uma simples torção do pescoço.

A hora ideal para buscar ajuda médica acontece quando estes sintomas mais sérios são verificados. Também é importante procurar o diagnóstico quando o indivíduo também sentir que o toque em outras partes da coluna é doloroso, que a dor de cabeça associada é intensa e torna quase impossível a movimentação do crânio, ou ainda perceber a perda de peso repentina e involuntária do corpo.

Caso a dor no pescoço apareça ainda alguns dias após um acidente com grande impacto, como uma batida de carro ou a queda de uma altura elevada, é fundamental comparecer imediatamente ao consultório médico. Nestas situações, a dor costuma aparecer de forma retardada, e pode ser sinal de alguma sequela.

Por último, a investigação deve ser logo marcada quando os sintomas atrapalharem atividades do dia a dia, como se vestir ou dormir.

Dor cervical durante a gravidez

cervicalgia-dor-cervicalGestantes são um grupo, assim como atletas, bastante suscetíveis ao aparecimento da dor cervical. Não por grandes impactos, mas devido à carga “extra” que a mulher carrega durante o desenvolvimento do bebê.

Isso acontece porque a coluna vertebral é preparada, durante a puberdade e crescimento do corpo, para a sustentação de determinado peso. Como suporta pouco mais durante a gestação, a mulher acaba pressionando a coluna em toda a sua extensão, inclusive na cervical. A mesma situação acontece em casos de sobrepeso e obesidade de qualquer indivíduo.

O resultado da compressão exagerada na espinha é o incômodo recorrente nos músculos da área.

Na gestação, o sinal é ainda agravado pela atuação de alguns hormônios, que relaxam a região da pelve na preparação gradual para o parto. A barriga ainda sempre projeta a futura mamãe para a frente, mudando seu centro de gravidade e demandando mais das costas.

Como é feito o diagnóstico?

Ao perceber a insistência e recorrência da dor cervical, é fundamental que o indivíduo procure o médico. Apenas o especialista poderá definir a real causa do transtorno, e assim indicar o melhor tratamento para o corpo.

O primeiro passo para o diagnóstico é a conversa com o médico. Por meio dela, o profissional questionará o paciente quanto aos seus hábitos e as características da dor. Quando a dor começou? Houve algum trauma físico na época do início? Ela é recorrente? A dor permanece apenas no pescoço, ou irradiada para ombro e para os braços? Há algum sintoma associado às crises do incômodo?

A ocupação profissional do indivíduo também é verificada. O trabalho é manual? Demanda o carregamento de peso? Se na frente do computador, a empregadora oferece material adequado e cadeira confortável?

Quanto ao estilo de vida, o especialista costuma questionar os hábitos de prática de exercícios físicos e alimentação.

Outro aspecto importante é a postura. Ao utilizar o smartphone, o usuário mantém o aparelho na altura dos olhos, ou baixa a cabeça? Ao sentar-se numa cadeira, ele costuma apoiar as costas em seu encosto?

Da mesma forma, os hábitos na hora de dormir são analisados. Aqui, o médico questiona quanto ao uso de travesseiros, posição mais comum para o sono, e conforto do colchão são algumas das características citadas.

Por último, o indivíduo narra se houve  ferimentos recentes na região do pescoço e coluna, ou algum impacto mais forte, como uma batida de carro. Situações pouco mais antigas, que provocaram lesões à época, são igualmente importantes de citação.

Com estas informações, o especialista terá melhor noção das possíveis causas da dor na cervical. Em seguida, serão realizados exames físicos.

Por meio da observação, por exemplo, o médico verifica a postura do paciente, e qualquer encurvamento que pode estar presente. Apalpando a região indicada como dolorida, ele também verifica a incidência e irradiação da dor, analisando inclusive áreas da coluna, mesmo que elas não tenham sido indicadas com o problema. Com o tatear, ainda é possível perceber mudanças causadas por estiramento ou espasmo do músculo.

Testes para os reflexos também ocorrem. Afinal, é essencial analisar se a dor não está causando diminuição da capacidade motora do indivíduo.

Com exercícios mais simples, como o levantar dos membros, o profissional ainda analisa a escala de movimento do paciente, que pode estar prejudicada pela dor e sua causa. Normalmente, o paciente realiza inclinação do corpo, flexão dos membros e ainda rotação dos ombros e quadris. Pelo mesmo exame, são investigadas a sensibilidade e a força dos músculos.

Testes de imagem

Após os testes preliminares, é hora de realizar alguns exames de imagem. Habitualmente, o primeiro solicitado é o raio X. Por meio dele, o especialista obtém uma chapa em azul e branco que mostra o contorno dos ossos. Com ele, é possível analisar qualquer alteração na coluna.

Logo depois, vem a tomografia computadorizada. As imagens criadas por ela têm qualidade um pouco melhor que as radiografias, e permitem a visualização quase em 3D da coluna, com detalhes das divisões das vértebras e discos.

Outro exame comum é a ressonância magnética, que cria imagens ainda mais detalhadas, esta vez dos ossos, nervos e outros tecidos. Finalmente, há a possibilidade do teste de eletrodiagnóstico, que percebe a capacidade de condução elétrica pelos nervos na região da coluna.

Nem sempre todos estes exames são necessários para o correto diagnóstico do problema. A análise completa, porém, consegue determinar com precisão a origem da cervicalgia e consequências dela, garantindo terapia mais eficaz.

Testes de laboratório, como exame de sangue ou urina, também podem ser solicitados, pois oferecem dados sobre inflamações ou infecções que podem ser a causa da dor.

Tratamento e prevenção andam lado a lado

cervicalgia-dor-cervicalAs medidas para a prevenção e tratamento da dor na cervical são, muitas vezes, as mesmas. A mudança da postura, hábitos saudáveis… A utilização de remédios e a cirurgia são meios  apenas para a terapia curativa, acontecendo somente pela indicação do médico.

Primeiro, a correção postural. Atividades simples do dia a dia como ler um livro ou assistir a um vídeo na cama, podem levar às  dores cervicais, graças à má postura do corpo. Isso porque, nestes momentos, o indivíduo tende a manter a cabeça baixa por tempo prolongado, o que força tanto musculatura, quanto vértebras do pescoço. Ao mesmo tempo, é habitual segurar o livro ou aparelho celular nas mãos, o que demanda muito dos braços.

Assim, para estas atividades, é interessante contar com um apoio ou uma mesinha, que dê suporte  ao objeto. Assim, as articulações não serão demandadas em excesso.

Ao utilizar o computador, é preciso igual cuidado. É fundamental, por exemplo, manter o monitor do aparelho na altura dos olhos, para que não seja necessário nem inclinar, nem suspender a cabeça para correta visualização do conteúdo. O mesmo para notebooks, que devem ser colocados em um suporte.

Sentado na cadeira, o indivíduo ainda precisa ter atenção em oferecer apoio à coluna e aos pés. As costas devem permanecer em encosto confortável, de forma que permaneçam eretas. Já os joelhos devem permanecer em ângulo de 90°, mantendo os pés no solo ou em apoio suspenso.

Na hora de dormir, é também importante cuidar da posição do corpo. Dormir de bruços é uma péssima opção, uma vez que causa grande curvatura da coluna. Por isso, o ideal é dormir de lado, apoiar a cabeça sobre um travesseiro, e inserir outra almofada entre as pernas, evitando o contato direto entre os joelhos.

Ao levantar peso, ter zelo com os joelhos também contribuirá para a coluna de uma forma geral. Considerando que a cervical é o início da estrutura, os efeitos são igualmente benéficos. Por isso, a forma correta ao levantar uma carga é agarrar flexionando os joelhos e mantendo a coluna ereta. Em seguida, deve-se agarrar o objeto, levantá-lo ainda com a espinha reta, e permanecendo com os braços levemente flexionados.

Caso a carga obrigue o indivíduo a esticar muito os braços, é mais interessante dividi-la. Do contrário, o peso extra estará demandando muito do corpo.

A fisioterapia é outro método eficaz para tratamento da cervicalgia. Determinada em conjunto com o médico, a técnica mais adequada pode incluir exercícios para a correção da postura da coluna, flexibilidade, recuperação do equilíbrio e mobilidade correta do pescoço e ombros.

Realizar as atividades dentro da água, com a hidroterapia é também uma ótima alternativa, visto que os exercícios dentro da piscina oferecem também relaxamento do corpo, diminuem os impactos das atividades sobre as articulações e ainda promovem o fortalecimento acelerado da musculatura.

O segredo é se mexer!

Com dor na região do pescoço é bastante comum que o indivíduo prefira realizar poucos movimentos, por vezes até utilizando um colar cervical por conta própria. Afinal, o corpo assume uma posição de defesa, buscando evitar a dor.

Entretanto, a imobilidade é completamente contra-indicada: com ela, a cervical tende a ficar ainda mais rígida, e agravar os incômodos já sentidos. Dessa forma, a indicação é simples: praticar exercícios físicos!

Quando o quadro de dor já está instalado, as atividades para o corpo devem começar de forma mais leve. Procurar o auxílio de profissional de Educação Física é útil e poderá ajudar a definir a ginástica mais adequada.

Os preferidos entre os pacientes, porém, são o Pilates e o Yoga. Os exercícios auxiliam na melhora da postura, da flexibilidade, promovem o fortalecimento dos músculos, melhora do equilíbrio e ainda relaxamento do corpo. Os efeitos para a coluna e pescoço são extremamente benéficos, e podem inclusive ser prolongadas pela prática contínua das atividades, mesmo após o fim do tratamento para a dor na cervical.

Exercícios aeróbicos de baixo impacto, como caminhada, bicicleta ergométrica, flexão e dança também são alternativas interessantes. Além disso, eles podem auxiliar na manutenção da boa forma e da saúde em geral.

A utilização de analgésicos e anti-inflamatórios nas crises de cervicalgia ainda é indicado, mas nunca deve ser feito em excesso. Afinal, medicamentos possuem efeitos colaterais, e ainda podem mascarar problemas mais graves. O autocuidado com utilização de bolsas de gelo e repouso também pode diminuir os efeitos do incômodo.

Como técnica alternativa ao fim da dor, pode-se citar a acupuntura. A técnica chinesa é realizada pela inserção de pequenas agulhas na pele, o  meio elimina pontos e tensão e consegue diminuir o mal do sujeito.

Quando é realizada cirurgia?

Entre as cirurgias possíveis na região cervical há, por exemplo, a discectomia, que remove o disco vertebral desgastado e causador da dor. É possível também substituir o disco por uma estrutura de plástico e metal.

Em geral, para realização de um procedimento no pescoço, o especialista considera três situações especiais: a necessidade de estabilização da coluna cervical, a descompressão da medula espinhal, ou a retirada de uma estrutura que permanentemente esteja causando irritação na raiz nervosa.

Como em qualquer outro transtorno que envolva a coluna vertebral – excluída a síndrome da cauda equina, que é uma emergência médica –, o procedimento cirúrgico é sempre a última indicação para tratamento.

Bico de Papagaio: o mal da era tecnológica e postura ruim

bico-de-papagaioVocê provavelmente já ouvir falar da Osteofitose. A doença é comum, principalmente, em idosos e causa dores e incômodos no dia a dia. A limitação de movimentos também é comum, assim como o formigamento nos braços e pernas. Entretanto, será difícil ouvir alguém dizer: “Tenho osteofitose”. Por quê? Porque o problema é muito mais conhecido como Bico de Papagaio!

O bico de papagaio é assim chamado porque, quando visto na radiografia, o osso afetado apresenta certa protuberância, em formato do bico da ave. A modificação acontece devido ao crescimento ósseo “incorreto”, uma resposta do corpo ao desgaste das articulações.

Ou seja: por motivos diversos, as vértebras e os ligamentos se desgastam, criando “folgas”, espaços que não deveriam existir entre um osso e outro. Esta aproximação das vértebras acaba por comprimir a raiz nervosa e músculos.

Assim, como forma de proteção, o corpo cria calcificações ósseas em volta dos ligamentos danificados, calcificações estas conhecidas por osteófitos. Seu objetivo é criar um novo “apoio” ao osso, estabilizando os movimentos do indivíduo e mantendo a região na posição correta. Deste modo, a sobrecarga na área é diminuída, assim como a deterioração do osso.

Os osteófitos surgem, principalmente, na borda dos discos intervertebrais  da coluna, mas podem acontecer também nas mãos, calcanhares, pescoço ou qualquer outra articulação do corpo.

O bico de papagaio não aparece rapidamente, mas se desenvolve ao longo do tempo. Sempre que é desgastada, uma articulação recebe a “proteção” por osteófitos, o que não gera grandes problemas. O incômodo acontece, porém, com o aumento destes “espinhos ósseos“. A cada novo desgaste, o osso ganha uma “nova camada” de calcificação e, assim, o bico aumenta, comprime os nervos e causa a doença.

Não há cura, mas você pode prevenir o bico de papagaio

Não existe meio de curar a osteofitose. Como é uma resposta direta do corpo, o problema, quando aparece, passa a fazer parte da rotina do paciente. Entretanto, atitudes simples, que prezam pela saúde geral do físico, podem prevenir a doença.

A primeira prática é a boa postura corporal. Se a depressão é considerada o mal do século, problemas relacionados à tecnologia também se encaixam na lista. Numa geração em que o smartphone é um dos principais companheiros do dia a dia, é comum ver pescoços abaixados e colunas curvadas. Mas, além de pequenas dores momentâneas ao usuário, o comportamento pode promover o desgaste das articulações, que no futuro causarão a osteofitose.

A mesma má postura no uso do computador ou ao dormir, são fatores relevantes ao problema. É preciso que, sentado para o uso da internet, o usuário mantenha a coluna ereta, de preferência encostada em cadeira confortável, e coloque a tela do computador na altura dos olhos.

É essencial também manter os pés com toda a sua superfície encostada no chão ou em algum apoio que não os deixe  suspensos no ar. Assim, o tronco obtém suporte, alinhando joelhos e quadris.

Já ao deitar na cama é importante garantir que a espinha vertebral se mantenha em sua curvatura natural. Posições de bruços ou barriga para cima não são as ideais, uma vez que o próprio colchão impede a manutenção ereta das vértebras. Deste modo, dormir de lado com um travesseiro na altura exata entre o ombro e o pescoço, e outro entre as pernas, é a forma mais indicada por especialistas.

Ao realizar atividades domésticas é interessante também procurar manter a postura a mais ereta possível. Curvar-se para utilizar a vassoura, ou se abaixar para pegar um objeto no chão sem flexionar os joelhos, é bastante prejudicial.

Fazer alongamentos durante o dia é mais uma medida vantajosa para a prevenção. Movimentos como esticar braços e pernas eliminam a tensão e relaxam os músculos, garantindo que eles agirão com menor impacto sobre os ossos. Realizar pausas no trabalho, por cerca de cinco minutos, para  realizar as atividades sugeridas é o mais adequado e pode ajudar ainda na melhora da produtividade.

Outras causas comuns à osteofitose, muitas vezes prevenidas pelos meios já citados, são a sobrecarga das articulações, devido ao sobrepeso ou obesidade – afinal, a estrutura óssea de um indivíduo é desenvolvida para suportar carga definida pelo índice de Massa Corporal (IMC), nunca mais; anomalias na articulação, como fraturas ou inflamações; sedentarismo; esforços ou impactos repetitivos. É importante resguardar-se contra essas adversidades ao longo da vida.

A predisposição genética e envelhecimento são também fatores preponderantes  ao aparecimento do bico de papagaio. Ao longo dos anos, as articulações sofrem desgaste natural, o que só pode ser amenizado pelas ações apresentadas.

Com medidas de prevenção, é possível diminuir os efeitos do problema, ou retardar seu aparecimento. Se você não fez até agora, nunca é tarde para começar!

Diagnóstico rápido é essencial. Conheça os sintomas!

Com a incidência do bico de papagaio sobre o corpo, o indivíduo apresenta diversos sinais. A primeira delas é a dor forte próxima ao local da calcificação formada, devido à pressão sobre o nervo da região.

Ao mesmo tempo, há também a perda da força muscular, limitação dos movimentos – devido à “anomalia” e às fortes dores, e diminuição da sensibilidade e dos reflexos. O formigamento também é comum.

Após a percepção de qualquer um dos sintomas, e principalmente da associação deles, é essencial buscar pela opinião de um especialista. Quando recorrentes, os sinais com certeza indicarão um problema maior do que apenas cansaço ou “mau jeito”, e devem ser verificados. Mesmo que não seja este distúrbio, o indivíduo poderá apresentar outro que merece cuidado.

Após avaliação criteriosa, o ortopedista irá desenvolver o melhor plano de intervenção ao paciente. Isso porque, como são diversas as manifestações e gravidade do problema, cada indivíduo necessita de atenção especial. A demora na busca pelo diagnóstico é um fator que influencia, e muito, nos métodos de tratamento.

Tratamentos garantem qualidade de vida

bico-de-papagaioO meio mais “caseiro” ao alívio das dores causadas pela osteofitose é o uso de compressas quentes na área afetada. Momentaneamente, o recurso oferece relaxamento do corpo e diminui os sintomas. Repouso também é indicado a qualquer tempo.

Com auxílio médico, é possível passar para o tratamento medicamentoso. Como provoca quadro de dor aguda, a doença pode ser controlada por analgésicos orais ou na forma de injeções espinhais, que diminuirão os incômodos.

Entre todos os métodos de combate ao bico de papagaio, porém, a principal é a fisioterapia. Exercícios sistêmicos têm objetivos diversos, e acabam por melhorar bastante a qualidade de vida do paciente afligido pela enfermidade.

O primeiro resultado oferecido pela prática é a correção de problemas nos músculos , por meio do relaxamento destes. O fortalecimento das estruturas da coluna são outros efeitos, associados, claro, à correção da postura corporal. Colocar a coluna alinhada novamente irá diminuir dores e formigamentos, assim como o impacto dos movimentos sobre a calcificação formada.

Os exercícios físicos fazem parte de  outra etapa que, quando associados  aos demais recursos, diminuem os sintomas. Com a prática, há o fortalecimento dos músculos abdominais e extensores, e da estrutura óssea. Ao mesmo tempo, exercícios como flexões, abdominais e atividades na água garantem a melhora sem que haja grandes impactos desgastantes à região afetada.

De qualquer modo, é importante contar com a orientação adequada para os exercícios físicos, tanto no tratamento, quanto ao longo da vida. Praticar atividades por conta própria pode trazer impactos maléficos ao corpo, e causar desgaste de músculos e ossos, sejam eles já afetados pela osteofitose ou não.

Por exemplo: caso a estrutura do joelho de um paciente já esteja comprometida, a não avaliação do problema e realização de corridas diariamente podem  agravar o distúrbio. O mesmo com a coluna, principal afetada pelos osteófitos.

Por isso, o auxílio de um profissional de educação física é fundamental, mesmo que você decida realizar práticas ao ar livre.

Outra técnica bastante indicada, por especialistas, para o tratamento do distúrbio atualmente  é o Pilates. O conjunto de exercícios normalmente se utiliza de uma bola em material elástico, que no chão promove movimentos que reeducam a postura. São mais de 500 movimentos possíveis com o equipamento, que promovem  a simetria corporal.

Além da modalidade do Pilates no chão, há ainda aquela que demanda equipamentos para o exercício, e traz benefícios igualmente interessantes ao bem estar.

Demais pontos trabalhados pela técnica são o  controle motor e a flexibilidade. A resistência e força do corpo são igualmente empenhadas, enquanto há a diminuição de  tensão, stress e fadiga.

A eliminação das dores crônicas é outro produto da atividade, que tem atraído cada vez mais praticantes no Brasil – basta verificar o crescimento de estúdios e academias que oferecem aulas.

Como é importante trabalhar sempre a necessidade específica do paciente, o professor de Pilates também desenvolve exercícios especiais ao aluno, contribuindo para sua recuperação e qualidade de vida.

Em último caso, o tratamento para o bico de papagaio passa para o procedimento cirúrgico. A alternativa é considerada apenas quando o diagnóstico demonstra maior gravidade, ou quando os métodos menos invasivos não apresentam resultado satisfatório. Danos neurológicos e desalinhamento progressivo da coluna também recebem indicação de cirurgia, tal como alteração contundente de força ou da sensibilidade de membros como os braços.

Este tipo de procedimento habitualmente é realizado pela utilização de implantes e enxertos ósseos. Os dispositivos diminuirão o impacto sobre a estrutura óssea e seu consequente desgaste, minimizando os sintomas.

Mas lembre-se: a prevenção é a melhor opção para qualquer problema de saúde. Comece já a praticar hábitos saudáveis e garanta um futuro sem complicações!

Hiperlordose e Hipercifose

coluna-vertebralA coluna vertebral é uma parte importante do corpo. É ela que sustenta o tronco, mantendo o corpo funcional e em equilíbrio para as atividades básicas, como o caminhar e movimento dos braços. Por isso, é tão comum ouvir de pessoas próximas orientações como: “Melhore esta postura!”, “Coloque a coluna reta!”, para que a região não sofra grandes pressões e depois cause dor e outras complicações. Mas este pequeno conselho tem uma curiosidade interessante: não é possível manter a coluna completamente reta! Por que? Porque a estrutura é formada por curvas naturais, que garantem sua melhor atuação. Estas curvas são chamadas de lordose e cifose, e têm ângulos específicos. Quando estes são ultrapassados, então, há sinal de problemas, que podem gerar a hiperlordose e a hipercifose.

A coluna vertebral é uma estrutura complexa e fundamental para o corpo humano. Ela protege a medula espinhal e os nervos responsáveis pelos movimentos do ser humano, e liga o crânio à pelve. Com funções tão importantes, ela é formada por vértebras e outros ossos, que formam leves curvas.

A coluna é dividida em quatro regiões: a cervical, que compõe sua parte superior, com 7 vértebras, a  torácica, com 12 vértebras, a lombar, com 5 vértebras, e a sacrococcígea, ao final da espinha, com 4 vértebras.

Em cada uma dessas suas partes, a espinha dorsal apresenta, então, uma curvatura diferente. Nas áreas cervical e na lombar, a curva é chamada lordose, e possui leve arqueamento para frente. Já nas regiões torácica e pélvica, a coluna tem uma estrutura côncava ventral chamada cifose, algo que se assemelha ao símbolo gramatical parênteses.

Desta forma, o aspecto original da coluna vertebral apresenta curvas leves. Esta característica é essencial, uma vez que, sem elas, a espinha não teria suporte para manter o corpo de pé. Como uma mola, as curvaturas absorvem os impactos de cada movimento realizado no dia a dia.

Quando a lordose e a cifose são acentuadas, porém, podem ocorrer vários problemas. Afinal, a espinha precisa manter-se com o arqueamento original para permanecer trabalhando adequadamente.

Quando o acentuamento é o caso, existem três distúrbios que podem afetar a região. O primeiro deles é a escoliose, caracterizado pelo arqueamento lateral da espinha. Com o problema, o paciente apresenta uma coluna em C ou em S, e sofre grandes dores e dificuldades locomotoras.

As anomalias mais comuns, porém, são a hiperlordose e a hipercifose. Seja qual for o distúrbio, entretanto, os efeitos acontecem por todo o corpo.

Com o desvio da postura, articulações como ombros, braços, quadris e até pés costumam ser mais demandados, causando o desgaste destas, além de dores. As mudanças ocorrem devido a busca do corpo em compensar o equilíbrio, fragilizado já que a coluna não conseguirá mais mantê-lo completamente. Lesões e desgaste precoce da coluna e outras articulações também são habituais.

Além destes, as curvaturas exageradas na coluna podem levar a problemas mais sérios na espinha, devido ao desgaste das vértebras. Entre estas consequências, estão a hérnia de disco e a espondilolistese, que ocorre quando uma das vértebras da coluna se desloca sobre a outra.

Hiperlordose

Quadros de hiperlordose acontecem quando a alteração na coluna atinge a área cervical ou lombar, nas chamadas curvas de lordose. Na situação, o indivíduo adquire curva que “desloca” a parte inferior da coluna para frente, causando um aspecto arrebitado do bumbum. Na região do pescoço, a coluna também apresenta curvatura diferente, colocando-o um pouco mais para trás do que o normal – uma busca em manter o corpo reto mesmo com o arqueamento da estrutura.

Mas nem toda modificação na curvatura é hiperlordose. A mudança é definida como um problema quando o arqueamento da espinha ganha medição entre 40 e 60 graus na parte superior da coluna, e de 60 graus ao fim da espinha.

Não é difícil perceber a alteração mas, normalmente, são pessoas próximas que apontam o curvamento anormal. Para percepção por conta própria, porém, é possível realizar um teste simples. Colocando-se com as costas contra uma parede, o usuário deve manter suas pernas um pouco afastadas. Não é preciso encostar os calcanhares na superfície.

Nesta posição, a cabeça, ombros e parte inferior das costas devem encostar na parede. Ao fim da coluna, deverá haver um espaço entre parede e corpo, com largura suficiente para a inserção e deslize de uma mão pelas costas. Caso haja, porém, uma curva da coluna que impeça esse deslize completo, há sinal de hiperlordose.

Os resultados da condição são diversos. Há dor na região da lombar e do pescoço, limitação da mobilidade da coluna e de músculos próximos, e fraqueza de músculos flexores, como o abdômen.

Até mesmo questões consideradas mais estéticas, como a celulite nos glúteos e nas coxas, podem ocorrer. Esta consequência é fruto também da curvatura inadequada, que provoca a diminuição da eficiência da circulação sanguínea e linfática.

Causas e sintomas da hiperlordose

hiperlordose-hipercifoseAs causas do distúrbio também são diversas. Alterações genéticas, por exemplo, podem levar ao problema. Fraqueza dos músculos é outra motivação comum, principalmente nos músculos do abdômen ou das costas, essenciais para suporte da coluna e manutenção do corpo ereto.

A má postura, entretanto, é a principal causadora dos casos de hiperlordose. Mantendo o mau hábito de costas curvadas e pressão exagerada na coluna, a espinha tenta compensar a compressão e acaba por tornar seu arqueamento diferente do ideal.

Doenças também podem levar ao problema. A espondilose, distúrbio comum já citado , que encurva a espinha para o lado, pode se agravar e provocar também a hiperlordose. Neste caso, o resultado é uma coluna de lado e, ao mesmo tempo arrebitada. Os quadros de dor costumam ser mais intensos nestas situações.

A obesidade é outro fator de risco. Isso porque, durante seu desenvolvimento, o corpo é preparado para suportar carga específica. O peso ideal pode ser calculado pelo índice de Massa Muscular (IMC) de cada indivíduo, e apenas este peso consegue ser adequadamente sustentado pela coluna.

Em casos de sobrepeso e obesidade, então, a espinha sofre grande pressão, obrigada a firmar mais do que foi preparada. Assim, ela tende a se curvar, buscando equilíbrio. Como efeito, há a má postura o que, consequentemente, leva ao quadro anormal de lordose.

Transtornos nos ossos ainda podem levar à mudança. Citando a osteoporose, os ossos tornam-se porosos, e insuficientes para a sustentação do peso do tronco.

Por último, um grupo específico de indivíduos tem maior tendência a sofrer com o problema: as gestantes. Suportando carga “extra” no período de desenvolvimento do bebê, a futura mamãe demanda bastante da região das costas. Por isso, não é incomum prejudicar a postura na busca por manter a sustentação do peso mais confortável.

Outro motivo para o quadro de hiper neste público é a projeção do corpo para a frente, graças à mudança do centro de gravidade provocada pela barriga. Neste caso, até mesmo atividades simples, como o sentar e levantar, podem ser afetadas.

Hipercifose

Enquanto a hiperlordose cria o aspecto de bumbum arrebitado, a hipercifose age em outra parte do esqueleto: a toráxica, região entre o pescoço e o meio das costas. O efeito resultante é conhecido como corcunda, e projeta os ombros para a frente, curvando ainda a parte central das costas. A cabeça também fica projetada para a frente, como se o crânio do indivíduo chegasse sempre a um lugar antes mesmo de seu corpo acompanhá-lo.

Neste distúrbio, as causas variam de acordo com a idade. Afinal, a hipercifose pode ocorrer em qualquer época da vida, apesar de ser pouco menos comum no nascimento.

Habitualmente, o problema acontece na adolescência. Na puberdade, é bastante comum épocas de crescimento rápido, em que o indivíduo parece, de um dia para o outro, “esticar”. Este crescimento repentino do corpo causa estranhamento, e o adolescente, em alguns casos, tende a procurar manter a altura da cabeça na mesma da anterior, projetando-a para frente.

Outro motivo comum para o arqueamento da espinha na adolescência é a chamada doença de Scheuermann. O problema é originado por um desenvolvimento desigual das partes superior e inferior da coluna, com a parte inferior crescendo mais. Neste quadro, as vértebras, ao invés de apresentarem um formato simétrico, tem uma ponta mais fina que a outra, o que aumenta o ângulo de curva da coluna.

A má postura é outro fator propício para a curva exagerada por hipercifose. Aliás, manter postura inadequada é sempre perigoso para a coluna, e pode gerar inúmeros problemas.

Nos adultos, é possível citar como causas doenças degenerativas na espinha, como a artrite ou hérnia de disco, fraturas e fissuras dos ossos, traumas nas costas e ainda condições como a escoliose. A distrofia muscular e osteoporose também são condições associadas aos quadros de hipercifose.

A deficiência nutricional, principalmente de componentes como a vitamina D, também é percebida em pessoas que sofrem do problema. O nutriente é responsável pelo fortalecimento dos ossos e manutenção do bom funcionamento dos órgãos.

Outras causas comuns do encurvamento exagerado são doenças endócrinas, infecções como a tuberculose, e deformidades neuromusculares, como paralisia cerebral, distrofia muscular e a espinha bífida (má formação da espinha). A fraqueza dos músculos do abdômen e das costas ainda provoca pressão exagerada na espinha, podendo levar ao transtorno.

Finalmente, lactentes e crianças podem apresentar hipercifose quando já há deformação da coluna vertebral advinda do útero, ou seja, um defeito congênito. É o caso da espinha bífida, já citada.

Assim como na hiperlordose, o indivíduo acometido pelo curvamento incomum da hipercifose sente dor nas costas, fadiga, sensibilidade nos músculos e áreas próximas à coluna, e rigidez da espinha, dificultando os movimentos e a torção da área.

Hiperlordose X Hipercifose: as similaridades

Os dois distúrbios de curvamento da coluna são muito parecidos entre si. Os sintomas de dor na coluna são semelhantes, apesar de cada problema atingir uma região das costas. O desequilíbrio e fraqueza muscular, além de uma causa, podem ser consequência das doenças, causando grande incômodo, fraqueza em atividades diárias, estafa do corpo e dificuldade de movimento da espinha, pelo travamento da região.

De forma geral, a alteração da imagem do corpo do indivíduo é percebida por pessoas próximas. Mas além da percepção do outro sobre o sujeito, o paciente acaba por sofrer impactos em sua autoimagem. Assim, é habitual que a autoestima do indivíduo se torne baixa, com pouca confiança no corpo e suas capacidades. Esta autopercepção muda com a melhora do transtorno, o que demanda um tratamento multidisciplinar.

Além destes fatores, os métodos de tratamento dos distúrbios, que serão citados logo mais, também são bastante semelhantes.

Como é feito o diagnóstico?

hiperlordose-hipercifosePara a definição correta da patologia da coluna, é preciso buscar um médico. No consultório, o especialista fará primeiro a verificação clínica do paciente, observando a curvatura da espinha. Com as costas desnudas, o indivíduo é analisado de costas, de perfil e a postura da parte da frente do corpo. Nesta etapa, o paciente também é analisado com a coluna encostada em alguma superfície reta, o que permite comparar melhor a curvatura ideal com a atual do indivíduo.

Em seguida, para confirmação do distúrbio, são realizados exames de imagem. O método também analisa a existência de outros problemas, que podem estar associados ou serem consequência do arqueamento incomum.

Para esta investigação, não são precisos inúmeros exames, como acontece em quadros de hérnia de disco ou outras perturbações na espinha. Usualmente, o teste solicitado pelo especialista é a radiografia, também conhecida como raio X.

As chapas de raio X, assim como é feito no exame físico, analisam todo os ângulos da espinha (de frente, perfil, e pela parte posterior). Por meio dos resultados, oferecido em chapas em azul e branco, o médico verifica o contorno dos ossos, e consegue confirmar o arqueamento e outros problemas possíveis na região.

Quando há suspeita de outros problemas associados, podem ser solicitados testes como a tomografia computadorizada e a eletroneuromiografia.

Por último, o especialista questiona ao paciente os sintomas sentidos até o momento, para que o tratamento seja direcionado corretamente a cada dor apresentada.

Cuide da postura!

O tratamento da hipercifose e da hiperlordose, muitas vezes, consiste na mudança de hábitos e manutenção de práticas saudáveis. Por isso, é comum que as medidas tomadas para cura sejam indicadas também para a prevenção dos problemas.

A primeira medida para a terapia de um dos arqueamentos é a correção da postura. Afinal, ela é a principal causadora dos distúrbios, e acontece pela manutenção da espinha de forma incorreta em atividades simples do dia a dia.

Considere, por exemplo, o tempo que você gasta utilizando o celular de cabeça baixa. Esta posição é extremamente prejudicial à espinha, uma vez que coloca grande pressão sobre o pescoço e provoca o arqueamento das vértebras.

Desta forma, é sempre indicado que o uso do smartphone seja feito com o aparelho a frente dos olhos. O mesmo para computadores e notebooks: seja para o lazer, seja para o trabalho, é importante posicionar a tela de forma que não seja necessário nem arquear a cabeça, nem baixá-la para total visualização do conteúdo.

Sentar em cadeira com encosto confortável também é essencial. Isso porque, oferecer suporte à coluna garante que ela não sofra pressão desnecessária, além de mantê-la ereta pela maior parte do período.

Ao mesmo tempo, é interessante colocar os pés sobre um suporte, caso eles não cheguem ao chão. Mantendo os joelhos em ângulo de noventa graus, o indivíduo permanece com o corpo relaxado, e igualmente evita compressão das costas.

Até mesmo o ato de dirigir merece atenção. É sempre necessário regular o banco do motorista de forma que os joelhos fiquem flexionados, mas sem encostarem na parte inferior do painel do carro. Braços também devem permanecer flexionados durante a condução.

Neste caso, ainda é preciso regular os retrovisores adequadamente, sem que seja necessário esticar a cabeça para verificá-los. Aliás, apenas a parte de trás da cabeça deve encostar no  suporte do banco, mantendo o pescoço ereto e relaxado.

Ao realizar atividades domésticas, é fundamental ainda que o indivíduo preze pela sua postura. Ao varrer a casa, por exemplo, é preciso manter a espinha reta. Quando necessário limpar partes mais baixas, como debaixo dos móveis, nada de se curvar: agache flexionando os joelhos, e só então faça a atividade.

No ato de calçar o sapato também é preciso cuidado. Ao invés de levar o corpo aos pés, é mais interessante sentar-se, trazer o joelho junto ao corpo e só então vestir o calçado.

Já ao deitar na cama, é importante garantir que a espinha vertebral se mantenha em uma curvatura o mais ereta possível. Por isso, dormir de bruços é a pior maneira, pois as costas ficam arqueadas. Assim, dormir de lado, com um travesseiro sob a cabeça e outro entre as pernas, é a forma mais indicada por especialistas.

Tratamento para os distúrbios

hiperlordose-hipercifosePara potencialização deste processo de correção da coluna, o paciente com hiperlordose ou hipercifose costuma realizar uma série de exercícios. Inicialmente, na fisioterapia: com o especialista, o indivíduo aprende a melhorar o hábito postural e consegue retornar com a coluna para o modo correto.

A chamada RPG (Reeducação Postural Global) é a principal técnica utilizada. Ela consiste em variados exercícios para a coluna, em que o indivíduo deve manter uma postura por determinado tempo. Com o treinamento, o paciente consegue realinhar as costas e outras articulações afetadas pelo arqueamento.

Exercícios físicos também ajudam nesta correção. O Pilates é um dos mais procurados, e com mais de quinhentas atividades ajuda na melhora da respiração, fortalecimento dos músculos e reparação da espinha. Sua prática pode ser realizada por qualquer pessoa, acompanhadas as intensidades indicadas para cada situação. A diversidade de modalidades, com bolas de borracha, aparelhos ou ainda no chão, também favorecem esta abrangência de público.

O Yoga é outro exercício bastante indicado, pois além dos benefícios do Pilates, contribui bastante para a flexibilidade do corpo.

Atividades que fortaleçam a musculatura das costas são igualmente indicadas. Assim, são eficazes flexões, com a devida supervisão de intensidade; natação, uma vez que a prática trabalha todos os tecidos posteriores do corpo; e até mesmo alongamentos diários, principalmente após permanecer muito tempo na mesma posição.

Para estes alongamentos, é possível, por exemplo, esticar os braços sobre a cabeça, mantendo-os para cima por pelo menos dez segundos. Pelo mesmo tempo, é interessante levantar o pé pela parte de trás do corpo, encostando-o próximo ao glúteo. Movimentos deste tipo relaxam a musculatura e diminuem a pressão sobre a coluna.

Obviamente, alongamentos e exercícios físicos devem ser realizados com maior cuidado caso a condição de arqueamento exagerado já esteja instalada. Caso contrário, as dores e o próprio distúrbio podem se agravar.

Como há curvatura da coluna, os médicos também costumam indicar para o tratamento a utilização de cintas corretivas da postura. Por meio dela, o paciente tem maior suporte das costas, e o processo de tratamento é agilizado. As peças, porém, devem ser adequadas ao problema, e não modeladoras de corpo, como é possível encontrar facilmente no mercado.

Tratar as doenças causadoras da condição também é passo importante, como é o caso da osteoporose. Afinal, de nada adiantará a correção da coluna se o motivo para o arqueamento ainda estiver presente.

O tratamento psicológico para efeitos na autoconfiança são identicamente apropriados. Utilizar palmilhas e sapatos específicos para melhora da postura também são possibilidades.

Como são comuns  quadros de dor, o especialista costuma indicar ainda o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. Com o artifício, o indivíduo consegue manter atividades diárias e sua qualidade de vida. Ao mesmo tempo, ele ganha auxílio no tratamento, uma vez que o processo de reeducação da postura pode trazer incômodos.

Para o público gestante, há ainda outro meio importante: manter o peso ideal. Em geral, é indicado que a mulher engorde apenas entre nove e doze quilos. O peso varia pouco de acordo com o IMC de cada uma, e manter-se nele garantirá que a pressão sofrida pela coluna não será mais do que o suportável.

Técnicas alternativas também são possíveis. Neste caso, pode ser citada a acupuntura, ramo da medicina chinesa que introduz agulhas em pontos precisos do corpo. Com a prática, há efeito anestésico que pode melhorar a condição de bem estar do indivíduo, assim como diminuir o estresse e rigidez dos músculos.

Além destes, manter o peso ideal e alimentação saudável são essenciais para tratamento e prevenção da hiperlordose e hipercifose.

Em casos mais graves, é possível realizar ainda procedimento cirúrgico, que corrigirá a curvatura da espinha.

Emagrecer rápido pode comprometer a saúde da coluna

Estima-se que um quinto da população esteja com excesso de peso e a tendência é que esse número aumente nas próximas décadas. Confrontando com esses dados, o sonho do corpo ideal é algo que influencia a cabeça de inúmeras pessoas, principalmente as mulheres.

Emagrecimento milagroso
São inúmeras as formas de emagrecimento e dietas milagrosas para a obtenção do dito corpo perfeito. Desde dietas hipocalóricas, medicações e até intervenções cirúrgicas como a bariátrica são utilizadas como ferramentas na eliminação rápida de peso.

Porém, estudos já apontaram que o emagrecimento rápido, sem a prática regular de exercícios físicos, pode levar a uma perda da massa muscular ao invés da gordura, trazendo inúmeros prejuízos à saúde.

A perda de peso e suas consequências
Com a eliminação da massa muscular, há gradativa redução da força, inclusive nos músculos ao redor da coluna, que perdem a capacidade de sustentação. Isso gera uma maior sobrecarga, o que pode acarretar em uma protrusão ou hérnia de disco, entre outros problemas.

A perda de massa magra atinge diretamente os músculos esqueléticos, que sustentam a coluna vertebral. Isso pode gerar dor.

Os diversos fatores envolvidos no emagrecimento
O emagrecimento depende de diversos fatores, tais como: idade, peso inicial, taxa metabólica, nível de estresse, atividade profissional e prática esportiva. O que faz que a mesma dieta e exercício físico repercuta de maneira diferente de pessoa para pessoa.

É importante ressaltar que além da perda de massa muscular rápida, outros nutrientes importantes para o organismos podem entrar em carência, como o cálcio e o magnésio, o que contribui para o enfraquecimento ósseo e a perda de sua densidade.

Fique no controle!
Com o emagrecimento rápido, a musculatura fica flácida e perde seu tônus de maneira generalizada. Por isso, durante a perda de peso é necessária a prática de exercícios de fortalecimento para a musculatura. Com a diminuição do tônus e redução de sua ativação, essa musculatura perde a consistência e se retrai, dificultando o alongamento muscular e a movimentação funcional. Esse desequilíbrio pode gerar a dor.

Por isso, é importante conciliar uma dieta adequada, acompanhada por um profissional qualificado, juntamente com a prática de exercícios físicos regulares, com controle das atividades, para também se evitar excessos.

Dor nas costas em criança

Mochila pesada, muitas horas no sofá em frente à TV, má postura na carteira da escola. O resultado não poderia ser diferente: seu filho reclama de dor nas costas. O problema, assim como outros que fazem parte da vida moderna, já não é mais exclusividade dos adultos – e a incidência entre os pequenos só aumenta. “Antigamente a dor nas costas era sinal de algo mais grave, como alguma infecção, e costumava deixar os pediatras preocupados”, diz a reumatologista Margarida Fernandes Carvalho, presidente do Departamento de Reumatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. “Hoje, a reclamação é mais comum, mas sabemos que a maioria é de origem muscular. As crianças, principalmente as de centros urbanos, têm rotina de gente grande: passam mais tempo sentadas, são sedentárias e até obesas. Isso prejudica a musculatura abdominal e das costas”, explica. Não é à toa que estudos realizados em diferentes países nos últimos anos mostram que até 70% das crianças e adolescentes já se queixaram um dia de dor nas costas (nos adultos com até 50 anos, a incidência é de 80%).

A solução seria, então, investir em atividades físicas? Nem tanto. Como tudo o que é demais faz mal, se o seu filho pratica diversos esportes também pode sofrer com o sintoma. O mesmo acontece se tiver a agenda cheia. Isso porque o excesso de exercícios físicos e o estresse sobrecarregam a musculatura, provocando a dor nas costas. A boa notícia é que, em geral, na infância, o problema é mais fácil de tratar e, principalmente, de evitar. Veja como encontrar esse equilíbrio a seguir.

A causa da dor

A distensão e a tensão dos músculos são os motivos mais frequentes para a queixa do seu filho. Ele pode reclamar de dor tanto depois de um dia intenso de brincadeiras como após uma longa partida de videogame. A obesidade também é um fator de risco, pois o acúmulo de gordura na região lombar influencia a postura, além de sobrecarregar a coluna. E a mochila é uma das grandes vilãs (veja quadro na página a seguir). Outros fatores menos comuns são infecções (nos rins, pulmões ou vértebras), anormalidades da coluna, como escoliose (desvio à direita ou à esquerda) ou espondiolise (malformação da última vértebra lombar), artrite juvenil (inflamação nas articulações) e tumores.

O peso da idade

A não ser em caso de certas doenças, antes dos 5 anos é raro a criança reclamar de dor nas costas, pois as articulações e a musculatura ainda não sofreram qualquer desgaste. Por isso, é importante prestar atenção também à postura infantil. Nas fases em que ocorrem os chamados estirões de crescimento (aos 2, 7 e 14 anos), alterações como a escoliose, que nem sempre causam dor, ficam mais evidentes.

Ir ao médico nem sempre é preciso

Antes de marcar uma consulta com o pediatra, tente lembrar como foi o dia do seu filho: ele correu muito? Machucou-se enquanto jogava futebol? Ficou muitas horas em frente à TV? Nesses casos, é provável que a dor desapareça sozinha. Mas, se a queixa for constante, avise o médico. Ele vai fazer uma análise física e, se achar necessário, solicitar exames de imagem, como radiografias, ou de sangue. É importante ficar atento também se aparecerem outros sintomas, como febre e apatia, que podem indicar algo mais grave e, por isso, devem ser investigados com urgência

Caso de família

Sim, há evidências que mostram que certos tipos de doenças relacionadas à coluna e que causam dor são hereditárias. Uma pesquisa realizada com gêmeos adultos pela Universidade de Tel Aviv, em Israel, sugere que os não idênticos (que compartilham apenas metade do código genético) têm três vezes mais chance de sofrer dessa dor se o irmão também sofre. No caso dos idênticos, o risco aumenta para seis (saiba mais sobre doenças genéticas na reportagem especial de capa). Apesar de o estudo ter sido feito com adultos, se houver histórico de problemas de coluna na sua família é preciso avisar o pediatra.

Trava no pescoço

O torcicolo provocado por “mau jeito”, como acontece com os adultos, é raro na infância porque as crianças são mais flexíveis (no entanto, existe um tipo que é congênito: uma malformação muscular que “entorta” o pescoço para um dos lados e pode ser corrigida com fisioterapia desde os primeiros meses de vida ou cirurgia). Vale lembrar que o uso de travesseiro só é recomendado a partir do primeiro ano de vida por causa do risco de sufocamento. E, independentemente do material com que for fabricado, o ideal é que ele mantenha coluna, pescoço e cabeça alinhados quando a criança estiver deitada de lado.

Alívio para os sintomas

Quando a dor nas costas do seu filho for de causa muscular, o pediatra pode indicar compressas quentes, relaxantes musculares e analgésicos. Ele também vai dar orientações sobre a postura correta e indicar exercícios para alongar e fortalecer os músculos, que podem ser acompanhados por um fisioterapeuta ou professor de Educação Física. Já as dores causadas por doença mais graves, que vão de infecções a alterações na coluna, vão ser tratadas com antibióticos, anti-inflamatórios ou cirurgias corretivas, de acordo com a origem do problema.

Como proteger seu filho

Desde os primeiros anos de vida, a criança tem de aprender a cuidar da postura. Ao pegar algo no chão, por exemplo, ensine-a a dobrar os joelhos e não as costas. Para sentar, seja no sofá, na cadeira ou na carteira da escola, a coluna tem de ficar reta e as coxas, paralelas ao chão. Compromissos demais além da escola podem “roubar” o tempo que o seu filho tem para brincar – e descansar também. Isso sem falar na pressão que uma agenda de adulto pode trazer. O hábito de praticar esportes tem de começar na infância. Um estudo dinamarquês feito com crianças de 9 anos mostrou que aquelas que praticavam atividades físicas regularmente tinham menos chance de sofrer de dores nas costas aos 12.

Fonte: Revista Crescer

Dor na coluna cervical: Causas e tratamento

É muito comum encontrarmos pessoas que sofrem ou já sofreram com dores no pescoço. Em maior ou menor intensidade, a maior parte da população é afetada pela cervicalgia ou, simplesmente, dor cervical. Em grande parte dos casos, a dor surge e desaparece espontaneamente. A rigidez no pescoço, normalmente, acompanha a dor, que pode irradiar para os braços ou para a região dos ombros.

Mas em outros casos, a dor cervical pode estar associada a doenças degenerativas da coluna.

Entendendo a coluna cervical

Graças a grande flexibilidade da coluna cervical, a cabeça consegue ter uma boa mobilidade em movimentos de girar, estender para trás ou flexionar para frente, por exemplo. A realização desses movimentos é possível, sobretudo, em decorrência do trabalho das articulações da coluna, que também auxiliam na proteção do conteúdo interno – a medula espinhal. Uma estrutura mais flexível, denominada disco intervertebral, localiza-se entre as vértebras, auxiliando na mobilidade e atuando como uma espécie de “amortecedor” do conjunto de vértebras. Mas com o passar dos anos, o disco pode sofrer graus variáveis de degeneração, ficando mais fino ou até mesmo se deslocando do seu local natural entre as vértebras. O resultado desse fenômeno pode ser a causa da dor na coluna cervical.

Doenças que causam dor na coluna cervical

As doenças que, comumente, causam dor na coluna cervical, são: torcicolo (dor que se limita aos músculos ao redor do pescoço), estenose cervical (formação de osteófitos, mais conhecidos como “bicos de papagaio”, que ocupam espaço e acabam comprimindo áreas onde estão presentes estruturas nervosas, causando dor, formigamentos, dormência e fraqueza), hérnia de disco cervical (ruptura na parte externa do disco intervertebral, o ânulo fibroso, com consequente deslocamento do material interno, o núcleo pulposo, que acaba comprimindo alguma raiz cervical), traumatismos, neoplasias, artrose, etc.

Além dessas doenças, outros fatores também podem contribuir para o surgimento ou agravamento da dor na coluna cervical.

 Lesões e acidentes;

 Movimentos repetitivos;

 Má postura por muitas horas;

– Estresse ou tensões emocionais.

Como a dor na coluna cervical pode ser tratada

A maior parte das condições dolorosas pode ser solucionada com o tratamento clínico. A Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral (RMA da Coluna Vertebral) é um método não-cirúrgico, desenvolvido pelo ITC Vertebral para tratar diferentes tipos de lesões na coluna, como a cervicalgia (dor na coluna cervical). O programa fisioterapêutico utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, Mesa de Tração Eletrônica, Mesa de Descompressão Dinâmica, Estabilização Vertebral e exercícios de Musculação ou Pilates.

Veja os detalhes sobre cada etapa do Tratamento

Sua coluna é curvada? Cuidado, pode ser Escoliose!

Durante sua vida, você provavelmente já ouviu frase semelhante a “Sente-se direito! Quer ficar corcunda?”. Seja em casa ou no trabalho, sempre há alguém mais atento, que aconselha manter uma boa postura. Se você não costuma dar atenção a tal, talvez seja interessante começar. Afinal, manter a coluna reta evita dores e problemas mais graves, como a Escoliose.

A escoliose é um desvio da coluna vertebral, que a torna curva para o lado. Podendo ocorrer em todas as idades, o problema costuma atingir a coluna na área do tórax e na parte inferior das costas. O resultado é um curvatura em forma de C ou S, que deixa o tronco torto.

Tipos de escoliose

escolioseSão diversas as causas conhecidas para a doença. Má postura por tempo prolongado, transporte de peso excessivo de forma incorreta (como em mochilas muito pesadas) e até distúrbios do tecido conjuntivo estão entre os fatores de risco da doença.

Há, porém, causas mais proeminentes, que acabam por definir o tipo de escoliose sofrida. A primeira delas é a malformação do bebê, que caracteriza a Escoliose Congênita. Com incidência de 10% entre todos os casos da anormalidade, o tipo de escoliose surge por anomalia óssea no desenvolvimento do feto, que funde costelas ou vértebras e provoca o crescimento curvo da espinha.

Já a Escoliose Neuromuscular acontece por sequela de desordem do sistema neurológico, paralisia cerebral, espinha bífida, ou distrofia muscular. Por ocasionarem fraqueza muscular, os problemas não permitem boa sustentação do corpo, e o paciente acaba por desenvolver curva em C na coluna.

O tipo mais comum do desequilíbrio, entretanto, é a Escoliose Idiopática. Sem causa exata definida, ela é percebida em 80% dos pacientes. Seus fatores de risco conhecidos incluem a hereditariedade e gênero, pois as mulheres costumam apresentar maior índice da anormalidade.

Os sinais do problema podem ser percebidos, principalmente, de forma visual. O indivíduo com desvio apresenta corpo inclinado mais para um lado, comprimento irregular entre as duas pernas, e cintura, ombros e quadris assimétricos. As roupas também parecem ficar mais justas de um lado do tronco e largas no outro, destacando o recurvado do corpo.

Os efeitos físicos, por sua vez, são dor crônica, dificuldade de respiração e incômodos durante a prática de exercícios físicos, mesmo que eles sejam mínimos e de rotina.

Entretanto, os sintomas não são causados pela escoliose em si: o que acontece é que a disfunção provoca desequilíbrios no tronco e espasmos musculares, então levando a quadros de dor.

Quando não percebida na infância ou adolescência, o desvio pode aparecer na idade adulta, sendo chamada de Degenerativa. Ela é agravada por quadros de osteoporose, degeneração dos discos da espinha ou por fratura na região comuns em idades mais avançadas. Os sintomas não diferem dos outros tipos de escoliose, mas a curvatura provocada por esta pode demandar tratamento diferente.

Exames para diagnóstico

Como pode apresentar diversas causas e tipos, a escoliose é diagnosticada por meio de uma bateria de exames minuciosos. A definição exata das características da anormalidade em cada paciente é essencial para a recomendação do melhor tratamento, também diverso.

Inicialmente, o médico realiza o exame físico. Analisando quadris, ombros, costas e pernas, o especialista verifica a posição comum dos membros.

O ângulo do desequilíbrio é medido e a forma da curva examinada, o que permite inclusive verificar a probabilidade de progresso do problema. Os músculos das costas também são investigados, descobrindo se possuem a mesma força em cada lado da coluna.

Com a constatação de alguma disfunção, a segunda etapa é a análise de imagem. Por meio de um raio-X, o especialista consegue confirmar todas as informações anteriores, e perceber a localização do “ápice da escoliose”, ou seja, qual vértebra é a mais descentrada.  

Por último, é realizada a avaliação das causas da disfunção, por meio do histórico médico do paciente. Existem defeitos congênitos? Houve alguma disfunção ou trauma nervoso? Há casos na família? Com todas as informações listadas, o clínico consegue oferecer o tratamento mais adequado ao paciente.

Os fatores para tratamento

escolioseQualquer curvatura da coluna com pelo menos 10 graus já é considerada escoliose. Pequeno, porém, este desvio não é facilmente percebido visualmente, e por isso o paciente não costuma procurar um especialista. De qualquer forma, a medida não requer tratamento, mas observação da evolução do quadro.

A progressão do arqueamento em direção aos 20 graus já requer cuidado. Percebido mais facilmente, o quadro demanda tratamento fisioterápico.

Os métodos de combate mudam, portanto, de acordo com a evolução da curvatura. Com trinta graus de curva é indicado o uso de colete ortopédico. A partir de 40 graus, a solução é o tratamento cirúrgico.

Além deste fator, o tratamento do desvio considera flexibilidade do corpo, formato da curva e idade do indivíduo. Crianças com a disfunção, por exemplo, não costumam requerer tratamento, pois seu crescimento corrigirá a posição da coluna.

A cada grau, uma intervenção

No chamado “tratamento conservador”, o método adotado é o da Reeducação Postural Global, com exercícios de fisioterapia. Junto a este, é possível associar exercícios físicos que também trabalhem a postura, como o Pilates.

O Pilates é um conjunto de exercícios com mais de 500 movimentos, que pode ser realizado no chão, com auxílio de bola de material elástico ou ainda em outros aparelhos. A alternativa trabalha diretamente os músculos da coluna e ajuda a estabilizá-los, retomando a posição ereta das vértebras. Com a prática, os sintomas do problema também são amenizados, havendo a melhora da respiração, equilíbrio e resistência do corpo.

Seja qual for a prática física escolhida, ela deve ser indicada pelo especialista médico e de Educação Física. Afinal, atividades intensas demais ou não pensadas para o indivíduo em questão podem piorar a disfunção.

Se o paciente apresentar curvatura entre 20 ou 25 graus da coluna, o uso de suporte para a espinha é indicado. O apoio impede que o arqueamento piore, e normalmente é oferecido por cinta lombar ou por cinto colocado na parte superior do tronco.

Em casos mais graves de escoliose, a cirurgia se faz necessária. O procedimento é realizado por meio de enxertos ósseos, que conectados a vértebras servem como suporte à coluna. A medida estabiliza a espinha, a exemplo de um calço no pé de uma mesa. O resultado é a redução da curvatura da espinha, interrompendo a progressão do problema.

Osteopenia e osteoporose: conheça os problemas e tenha cuidado com seus ossos!

Os ossos são parte fundamental na composição do organismo humano. São eles que dão a sustentação a cada músculo, cada tecido, e assim permitem a rigidez de membros e mobilidade do corpo. Tão importantes assim, os ossos passam, apesar de parecerem tão sólidos e imutáveis, por um processo contínuo de renovação. Quando este processo não acontece como deveria, surge a osteopenia, que se não tratada pode evoluir para a osteoporose.

Osteopenia: o que é?

osteopeniaA decomposição e reconstrução dos ossos do corpo acontecem ao longo de toda a vida. Esta sucessão ocorre graças a três tipos de células presentes na estrutura óssea do corpo: os osteoblastos, os osteócitos e os osteoclastos. Juntas, estas três unidades “destroem” e constroem cada osso.

Funciona assim: os osteoblastos reproduzem a matriz óssea, base para a construção de todo o esqueleto. Em seguida, os osteócitos regulam no tecido ósseo a quantidade presente de minerais, incluindo o cálcio. Por último, os osteoclastos reabsorvem  a massa do osso envelhecida. Estas últimas células são gigantes, e com sua função dão espaço à instalação das matrizes produzidas pelos osteoblastos.

Todo este processo é contínuo e a ação de cada uma das células acontece simultaneamente. Desta forma, enquanto os osteoclastos criam espaços, os osteoblastos preenchem as lacunas e os osteócitos garantem a manutenção da estrutura. Tudo isso mantém os ossos firmes e saudáveis, garantindo a mobilidade do corpo e a prevenção de fraturas.

Há situações, entretanto, em que os osteócitos falham em sua função. Logo, quando isso ocorre, a quantidade de minerais no tecido ósseo fica defasada, resultando no que é chamado de desmineralização dos ossos. A consequência  é a maior porosidade dos ossos, assim como seu enfraquecimento.

Esta deficiência de minerais é comum principalmente em idosos, pois com o passar dos anos o processo e renovação do esqueleto é comprometido. Afinal, os “construtores” da estrutura óssea, as células, vão perdendo a rapidez de renovação. Por isso, as fraturas e trincamento dos ossos também são mais comuns nesta população.

A osteopenia, entretanto, não é considerada uma doença. A condição é uma situação pré-clínica da osteoporose. Isso significa que, se não tratado, o quadro pode evoluir e levar à doença que causa enfraquecimento ainda maior dos ossos.

Causas da osteopenia

As causas da osteopenia são diversas, e vão desde aos maus hábitos diários, a doenças específicas, que dificultam a absorção do cálcio e outros minerais. O primeiro fator causal da condição, entretanto, é natural: o envelhecimento.

Com o passar dos anos, o corpo vai perdendo a capacidade de renovação de suas células, quaisquer que sejam elas. É por isso, por exemplo, que a pele de uma pessoa idosa é mais “enrugada”, pois o corpo não pode mais produzir tantas células de colágeno. É por isso também que estes indivíduos estão mais sujeitos a distensões musculares ou fraturas dos ossos, pois as estruturas tornam-se mais fracas.

Assim, a idade acaba dificultando a absorção de minerais. Isso torna o esqueleto fraco, devido ao desenvolvimento da osteopenia.

A baixa ingestão de minerais é também uma causa do problema. Entre estes minerais, o mais importante para o osso é o cálcio, mas o esqueleto também precisa de outros como o magnésio, flúor e zinco. Estes nutrientes são encontrados em alimentos como o leite, sardinha, granola e verduras.

A osteopenia pode também ser um reflexo de doença em outras regiões do corpo. Neste caso, inflamações no fígado, rins e tireóide podem provocar a condição de desmineralização  dos ossos.

Outras causas

Doenças que provocam dificuldade na absorção de nutrientes são igualmente culpadas. Por isso, é preciso cuidado com situações como de diarréia crônica. Transtornos alimentares como a bulimia e a anorexia também entram nesta categoria de causas, pois os nutrientes que seriam absorvidos ou não são consumidos , ou são expelidos por meio do vômito.

Condições pouco mais graves ainda podem ter como reflexo a osteopenia. A doença celíaca é uma delas, pois o consumo de glúten danifica o intestino e prejudica a absorção dos minerais. A quimioterapia, com exposição à radiação, pode provocar o mesmo efeito.

Também entra na lista de fatores causais da osteopenia a questão genética. Ou seja, caso haja ocorrência na família, o indivíduo está mais suscetível ao aparecimento do problema. O uso prolongado e indiscriminado de alguns medicamentos, como corticóides e hormônios para a tireóide, consumo excessivo de álcool e cafeína são outras motivações conhecidas.

Fatores de risco

osteopeniaA massa dos ossos começa a diminuir a partir dos 30 anos. Nesta época, o corpo passa a reabsorver as células do osso de forma mais rápida  do que consegue recompô-las e minerizá-las. Esta condição ocorre principalmente devido à queda na produção da testosterona, nos homens, e do estrógeno, nas mulheres.

É por esta razão que a população feminina está mais vulnerável à desmineralização óssea. Com a menopausa precoce e a pós-menopausa, a queda na produção dos hormônios é brusca. Como o estrógeno é fundamental para absorção de cálcio no corpo feminino, a falta do componente diminui a densidade óssea do esqueleto.

O sedentarismo é também um fator de risco para a condição aqui abordada. Afinal, a prática de exercícios físicos é fundamental para a manutenção do bom funcionamento do corpo humano.

Ter uma dieta pobre em alimentos com magnésio, flúor, fósforo, zinco e, principalmente cálcio, é também bastante prejudicial, assim como a baixa exposição ao sol. Isso porque, para absorção de alguns componentes, o organismo precisa da luz solar.

Outros agentes de risco da osteopenia são fratura óssea prévia anterior, presença da artrite reumatóide – uma doença inflamatória das articulações –, e o tabagismo.

Sintomas da osteopenia

Um dos  grandes problemas em se desenvolver a osteopenia é que a condição não apresenta sintomas. Não há dor, não há incômodo ou mesmo uma febre, sinal comum de uma inflamação, por exemplo. De forma geral, o paciente só percebe o problema quando procura por ele, ou então quando ele já evoluiu para uma osteoporose.

Na osteoporose, o comprometimento dos ossos provoca dor e sensibilidade óssea, além de facilitar a ocorrência de trincas e fraturas no esqueleto.

Diagnóstico do problema

Um indivíduo possui osteopenia quando a densidade mineral de seu osso está entre menos 1% e menos 2,4%, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta medição indica perda mineral maior do que a esperada para um paciente.

Para a descoberta destes índices, é realizado um exame de densidade óssea. O teste permite que a quantidade de cálcio por centímetro quadrado do osso seja medida. Normalmente, o teste é realizado no fêmur ou coluna vertebral.

Este exame pode ocorrer de duas formas: por tomografia computadorizada, ou pelo chamado teste de densidade óssea DEXA. Este segundo, mais comum, insere o indivíduo em uma aparelho de raio X em que, a medida que o laser passa pela área a ser analisada, digitaliza os ossos e mede a quantidade de radiação que eles absorvem. A percepção desta absorção de radiação indica a densidade óssea do esqueleto.

Associado a este teste, o médico habitualmente solicita ainda exames laboratoriais, como de sangue e urina. Por meio destas alternativas, ele pode verificar, então, causas secundárias da degeneração óssea. Caso existam, o indivíduo terá tratamento diferente do que apenas para a osteopenia.

Faça um exame de densidade óssea!

Como a osteopenia não apresenta sintomas, ela dificilmente é detectada antes de  se tornar uma osteoporose. A descoberta do problema, entretanto, pode evitar evolução para a doença e diversos outros problemas e faltas que o corpo sofre com a condição. Por isso, é indicado que uma parcela da população realize exame de densidade óssea periodicamente.

Mulheres a partir dos 65 anos, e homens com pelo menos 70 anos, por exemplo, devem realizar o teste ao menos uma vez por ano. Adultos que estejam passando ou tenham histórico de doenças como a artrite reumatoide, associada à perda óssea, também precisa ter atenção a este quesito de  saúde.

Mulheres pós-menopausa, indivíduos que consomem medicamentos como corticóides, e adultos com histórico de fratura do osso são igualmente público do exame de densidade óssea.

Qualquer um que, enfim, faça parte do grupo de risco da doença deve avaliar com seu médico a necessidade de realização periódica do teste.

Tratamento da condição

osteopeniaO tratamento para a osteopenia consiste em medidas que retardam a evolução da degradação dos ossos. Afinal, é a continuidade desta corrosão que pode levar o indivíduo à osteoporose.

Desta forma, os principais passos na terapia do problema consiste  na mudança de hábitos. É necessário que o sujeito afetado exponha a pele ao sol por pelo menos 15 minutos, duas vezes por semana.

Assim, braços e pernas devem “tomar” luz pela manhã ou ao fim da tarde. Esta medida é fundamental, pois apenas com a ajuda dos raios solares o corpo obtém a capacidade de sintetizar a vitamina D e então absorver o cálcio consumido na alimentação.

Igualmente eficaz à terapia é a diminuição no consumo de álcool e cafeína, e do uso do tabaco. Estas medidas são básicas à boa saúde, e têm efeitos bastante benéficos ao tratamento da osteopenia. Já a realização de fisioterapia auxilia no fortalecimento dos músculos, o que aumenta a “proteção” do esqueleto e diminui o risco de fraturas.

Exercícios e medicamentos

Praticar atividades físicas regularmente é outra etapa importante do tratamento. O exercício físico auxilia, primeiro, no fortalecimento dos ossos, ao mesmo tempo em que garante a prevenção de quedas e fraturas.

O esporte praticado irrelevante. Você pode correr, dançar, fazer natação, levantamento de peso ou mesmo boxe. No entanto, as práticas mais eficazes ao auxílio na produção contínua de massa do osso são aquelas que provocam grande tensão muscular.

De qualquer forma, entretanto, é indispensável o acompanhamento de um profissional de Educação Física e do médico, que poderão avaliar o esporte mais indicado ao indivíduo  e seu objetivo.

Por último, há a possibilidade de terapia por medicamentos. Esta alternativa é normalmente sugerida aos casos mais graves de osteopenia, e busca corrigir a deficiência de minerais e vitamina D no organismo. Além disso, o especialista pode receitar o uso de biofosfanatos, remédio eficaz na preservação da densidade óssea.

Alimentação: uma arma poderosa

Na hora  de  tratar, e também prevenir a osteopenia, uma alimentação balanceada é o meio mais eficaz a se adotar. Afinal, para se renovar e  manter sua força, o esqueleto precisa de nutrientes como o cálcio, zinco, fósforo, magnésio e flúor. Já a vitamina D é importante para absorção destes nutrientes, e assim deve também ser bastante rica na alimentação diária.

Por isso, a alimentação ideal de um indivíduo deve incluir, por exemplo, produtos lácteos como o queijo e o iogurte, feijão, brócolis, espinafre e salmão. Estes pratos são ricos em cálcio, e ajudam a repor os 1000 mg necessários diariamente ao corpo de um  adulto.

Para o consumo do zinco, o ideal é que o indivíduo prefira alimentos como camarão, fígado de boi, cereais e legumes. Buscando o fósforo, é interessante escolher queijos, sardinha e aveia.

Também é interessante incorporar à alimentação frutas como uva, banana e abacate, soja e amendoim, ricos em magnésio, assim como carnes de peixes e vegetais, cheios de flúor.

Na hora de repor a vitamina D no organismo, os pratos mais indicados são ovos, peixes oleosos como a sardinha, e cogumelos.

Prevenindo a condição

A prevenção da osteopenia é uma medida bastante eficaz quando realizada desde a infância. Ela, basicamente, consiste na alimentação rica em nutrientes como o cálcio e a vitamina D, e na prática de hábitos saudáveis de vida.

Uma medida importante neste quesito é a exposição regular aos raios solares. Por isso, quando crianças, é interessante que os indivíduos corram pelo parque, ou apenas se sentem por 15 minutos numa área com sol. O mesmo para os adultos: que tal utilizar um tempo do horário de almoço para dar um passeio e receber um pouco de calor na pele?

A visita periódica ao médico também é importante em qualquer época da vida. Ao menos uma vez ao ano, é indicado que cada pessoa compareça ao consultório do especialista, realize exames laboratoriais comuns como o de sangue, e verifique o nível de nutrientes no organismo. Caso uma deficiência de minerais seja logo percebida, ela pode ser tratada por meio da suplementação com cálcio e vitamina D.

A realização de atividades físicas regulares também pode auxiliar na manutenção da massa muscular, diretamente relacionada à saúde da massa óssea.

Outra tática indispensável é evitar o consumo dos chamados antinutrientes, práticas que dificultam a absorção dos minerais pelo corpo. Nesta categoria, há maus hábitos como o consumo do álcool, tabagismo, alta ingestão de açúcar, uso de drogas, utilização de medicamentos sem prescrição médica ou de esteróides.

Na época da menopausa, pode ser interessante que a mulher discuta com suas médicas alternativas para a reposição hormonal. Isso porque este período é caracterizado exatamente pela baixa dos hormônios femininos, o que inclusive prejudica a renovação dos ossos. Por isso, uma reposição hormonal pode diminuir os efeitos ruins ao corpo. Nesta mesma etapa da vida, é fundamental que a mulher realize exame de densidade óssea de tempo em tempo.

Osteoporose vem logo depois

osteopeniaSe a osteopenia não é tratada ainda em estágio inicial, ela facilmente pode evoluir para a osteoporose. A doença é uma condição metabólica caracterizada pela diminuição da densidade óssea ao longo do tempo, o que diminui a força de movimentos e aumenta o risco de fraturas do esqueleto.

A osteoporose ocorre como uma fase seguinte à osteopenia. Desta forma, a dificuldade do processo de renovação das células  ósseas que ocorria na osteopenia se intensifica na osteoporose. Isso significa que a absorção das células envelhecidas do osso torna-se mais rápida, enquanto a desmineralização do osso e a renovação das estruturas diminui de velocidade. Logo, o esqueleto humano fica semelhante a uma esponja, cheio de poros, o que dá nome à enfermidade.

O grande perigo da osteoporose é a facilidade de fratura dos ossos. Por vezes, estas estruturas se rompem sozinhas, de forma espontânea. Em outras situações, um movimento simples, como um espirro, ou uma pequena batida na mesa pode resultar na quebra do osso.

A condição, então, dificulta bastante o dia a dia do paciente afetado. Afinal, o mínimo poderá causar fraturas, e a dor e imobilidade destas ocorrências tornam-se frequentes.

Pessoas com histórico da osteoporose na família, que possuem deficiência na produção de hormônios e de pele branca, baixas e magras são mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença. Assim como aqueles que realizam alimentação deficiente em cálcio e vitamina D, tem baixa exposição do corpo à luz solar e tem mais hábitos como o tabagismo. Os fatores de risco, então são os mesmos da osteopenia, acrescidos apenas pela presença de certos tipos de câncer e pela condição de imobilização e repouso prolongado do corpo.

Osteoporose versus osteopenia

Assim como a osteopenia, a osteoporose é uma doença silenciosa. O problema só costuma ser percebido em exames de rotina, ou pela ocorrência da fratura de um osso.

Curiosamente, nem mesmo a ruptura de uma estrutura óssea pode apresentar sinais: são comuns casos  em que o osso trinca, mas o paciente não percebe nenhuma dor ou alteração no organismo. As lesões mais comuns causadas pela doença são fraturas nas vértebras, fêmur, punho e costelas.

No Brasil, 2 milhões de novos casos de osteoporose são registrados por ano. O diagnóstico é realizado igualmente pelo exame de densitometria óssea. Já o tratamento do problema inclui medidas como a reposição do cálcio, principalmente pela ingestão de medicamentos, e a fisioterapia, que auxilia na prevenção e na cura de fraturas dos ossos.

Cuidado com seus ossos!

As medidas citadas para a prevenção e tratamento da osteoporose e osteopenia são, em sua maioria, eficazes também para cuidado de outras doenças que atingem o ossos.

Há, por exemplo, a doença de Paget. A condição é caracterizada pela disfunção das células chamadas osteoblastos e osteoclastos, responsáveis pela absorção das estruturas antigas e reconstrução do osso, respectivamente. Quando a doença de Paget, o tecido ósseo torna-se mais denso, mais grosso. Ao mesmo tempo, os ossos ficam mais suscetíveis a fraturas, devido à forma anormal desenvolvida.

O raquitismo, por sua vez, torna os ossos  mais porosos, mas não o suficiente para chegar à osteoporose. O problema é mais comum nas crianças, durante o crescimento do corpo, e tem como causa a deficiência de vitamina D no organismo. Nesta condição, os ossos também tendem a apresentar curvatura anormal. Os joelhos de crianças afetadas podem, por exemplo, serem jogados “para fora” ou “para dentro”, causando uma anomalia na formação.

Já a osteogênese imperfeita tem fator genético, que prejudica a produção de uma proteína que torna os ossos sólidos e fortes (o colágeno). A doença é conhecida popularmente como ossos de vidro, e torna os ossos extremamente frágeis, sujeitos a fraturas pelo menor impacto.

Por outro lado, a osteomalacia é semelhante aos quadros de raquitismo, uma vez que ambas são causadas pela falta da vitamina D no organismo. Neste caso , porém, a população mais afetada pela doença é composta por adultos, e os ossos ficam enfraquecidos e com formação anormal.

Outras doenças comuns

Na displasia fibrosa, o indivíduo afetado sofre com o crescimento exagerado do osso. A enfermidade também pode ser caracterizada pelo inchaço ocorrido graças ao desenvolvimento anormal das células do tecido ósseo. O problema pode ocorrer pelo esqueleto de todo o corpo, mas afeta principalmente os ossos da face, dentes, braços, coxas, canelas, costelas e crânio.

Isso torna, citando exemplo, uma perna maior que a outra, um braço mais esticado que o outro, e assim sucessivamente. Em muitos casos, a doença se estabiliza, o que interrompe o crescimento diferente. O tratamento pode ser realizado por medicamentos e fisioterapia. Em outros casos, é necessária a realização de intervenção cirúrgica.

Por último, a osteomielite é uma infecção bacteriana que afeta o tecido ósseo. Seus sintomas vão além do esqueleto, e incluem febre, inchaço ou calor na área da infecção, calafrios, dor, cansaço e irritabilidade. O problema geralmente ocorre nas pernas, no braço ou na coluna.

A contaminação deve-se à chegada da bactéria ao osso por meio da corrente sanguínea e, utilizando-se deste mesmo princípio, o tratamento é realizado por meio da aplicação de antibióticos na veia, ou por via oral.  Por vezes, é necessária a remoção cirúrgica do tecido afetado.

Dor na coluna é comum, mas não inofensiva

dor-na-colunaO corpo humano está sempre sujeito a dores. Afinal, cada estrutura do organismo funciona dia após dia, e sofre impactos físicos, estresse e “sobrecarga” de tarefas. Por isso, não é incomum sentirmos dor nos músculos após uma atividade física, ou no osso em seguida a uma pancada no calcanhar, ou mesmo dor de cabeça ao fim de um dia estressante de trabalho. Entre as dores a que o ser humano está sujeito, entretanto, não há nenhuma mais habitual que a dor na coluna.

A dor na coluna

A coluna vertebral é uma estrutura cheia de funções no corpo humano. É ela, por exemplo, que protege a espinha, parte nervosa que liga cérebro e membros e permite a movimentação do corpo. É ela também que dá estrutura à sustentação do tronco, e permite que os indivíduos permaneçam com a postura ereta.

Principalmente por esta característica de sustentação, que ainda permite a mobilidade de braços e pernas, a coluna fica sujeita a impactos contínuos no dia a dia. Estes impactos são físicos, como por uma pancada nas costas, ou ainda pela utilização contínua da região.

Isso significa que a movimentação da coluna tende a causar impactos naturais na região. Os ossos se atritam às cartilagens, torções bruscas causam abalos, a má postura afeta a formação das vértebras. Tão “exposta”, é compreensível que os indivíduos estejam sempre sujeitos a dor na coluna.

Durante a vida, mais de 80% da população mundial passará por episódio de dor na coluna. O incômodo pode durar apenas algumas horas, ou até duas semanas, e assim é considerado normal. Quando persiste, porém, a aflição pode ser sinal de algo mais grave – uma doença ou fratura.

A região das costas que mais sofre com este tipo de dor é a lombar, o fim do dorso. Neste caso, a dor na coluna é chamada de lombalgia. Já quando a cervical, ou seja, a área do pescoço é a afetada, o problema ganha o nome de cervicalgia, e pode vir acompanhada de náuseas e tonturas.

Maus hábitos levam à dor

A causa mais frequente da dor nas costas são os maus hábitos diários, principalmente a má postura. É preciso considerar que, para manter a posição correta da espinha, o indivíduo precisa permanecer ereto. No entanto, esta boa postura é dificilmente adotada.

No trabalho, por exemplo, é comum permanecer com a coluna “torta” ao sentar. No tempo livre, o uso do smartphone mantém a cabeça baixa e a espinha flexionada, enquanto ao andar muitas pessoas curvam  os ombros.

Situações deste tipo prejudicam bastante a coluna espinhal. Afinal, a estrutura recebe mais pressão do que deveria, pois busca sustentar com o tronco com a mesma eficácia do que faria em sua posição correta.

O excesso de peso é outro fator preocupante à dor na coluna. Por excesso de peso, é possível compreender duas situações diversas: primeiro, o peso do próprio corpo. Quando o indivíduo se encontra acima do peso ou obeso, a coluna é obrigada a suportar mais carga do que para a qual se desenvolveu. Isso porque, durante o desenvolvimento do corpo, a estrutura óssea de cada sujeito ganha capacidade de sustentação para o peso considerado ideal. Se mais do que a carga prevista ocorrer, a espinha é pressionada.

Também é possível entender excesso de peso avaliando o carregamento de objetos. Com o mesmo princípio citado para o peso corporal, um objeto pesado demais acaba forçando a espinha. Por isso, é sempre importante carregar apenas o necessário na bolsa, assim como dividir uma grande carga ao invés de carregá-la de uma só vez.

Por último, acidentes e traumatismos nas costas podem levar a quadros de dor na coluna.

Cuidado com os esportes!

Uma causa igualmente comum para a dor na coluna são lesões causadas pelos esportes. Isso dado que, quando se exercita, o indivíduo demanda mais que o comum de todo o corpo, inclusive das costas.

Desta forma, caso realize exercícios de forma incorreta ou excessiva, ou sem a preparação correta do corpo, o atleta pode sofrer lesão nos músculos do tronco e na coluna, causando dor que habitualmente demora dias para desaparecer.

Envelhecimento e dor

dor-na-colunaNão é possível dizer que a dor na coluna acontece mais em idosos, pois os hábitos já citados são frequentemente mais realizados pela população jovem. Entretanto, os indivíduos  na melhor idade são bastante sujeitos a quadros da aflição.

Desta vez, porém, a causa da dor é natural. Ocorre que, ao longo da vida, todo o organismo se desgasta. Os rins não filtram mais com tanta eficácia, os olhos têm  sua visão enfraquecida, os músculos não são tão fortes. Todo este processo é normal, pois após anos  trabalhando, o corpo começa a diminuir a “força em suas engrenagens”.

Então, a coluna vertebral é uma estrutura igualmente sujeita ao desgaste do tempo. Com a idade, o indivíduo costuma ter mais dificuldade para manter a postura ereta, os discos e vértebras se desgastam e desidratam, e o espaço de passagem da medula pelo órgão diminui.

Não é incomum, ainda que a dor na coluna irradie para outros membros. Dependendo do nervo comprimido nas costas, o idoso percebe dor e formigamento em braços e pernas. É possível ainda que haja a sensação de “membros pesados”, e dificuldade de locomoção devido ao mal.

Dor na coluna e gravidez

Para a maioria das mulheres, a gravidez é um período marcado pela dor na coluna. Afinal, ao longo do desenvolvimento do feto, o peso extra suportado pela espinha aumenta, e a região recebe pressão exagerada. A resposta do corpo é a dor, principalmente na área lombar.

As mudanças hormonais também podem ser as culpadas dos incômodos durante a gravidez, pois as articulações ficam mais “soltas”. Esta característica causa instabilidade movimentos, e na aflição na coluna.

A mudança da postura é outra causa habitual. Na gestação, a mulher tende a manter o corpo para frente, pois a barriga muda seu centro de gravidade. A má postura resulta igualmente em dor.

As situações costumam piorar quando a futura mamãe permanece muito tempo em pé. O problema também se intensifica quando ela utiliza sapatos mais altos ou desconfortáveis, como saltos. Nesta época, o ideal é optar por calçados que mantenham a planta do pé no chão. Se eles forem ortopédicos, ainda melhores.

De modo geral, as dores costumam desaparecer algumas semanas após o parto, uma vez que o peso extra não mais existe.

Quando a dor é um sintoma

Quando fatores do ambiente e o envelhecimento são eliminados como fatores causais, o motivo da dor na coluna é uma doença.

São diversas as enfermidades que têm  como sintoma a dor na coluna. Iniciando pelas doenças reumatológicas, que afetam articulações, tendões, ligamentos, ossos e músculos.  Entre elas há a espondiloartropatia, doença inflamatória da articulação da coluna vertebral, e espondilite, em que vértebras acabam se fundindo e provocando uma curvatura anormal da espinha.

Infecções são outros fatores causadores do problema. A osteomielite, por exemplo, ataca as vértebras espinhais, enquanto a dicite é uma inflamação nos discos da coluna. Ambas são responsáveis por alterações na coluna vertebral, e o primeiro sintoma apresentado pelo indivíduo costuma ser a dor intensa nas costas.

O incômodo pode ainda estar associado a um tumor, ou apenas parecer estar na coluna, quando na verdade é advinda de uma infecção urinária. Note que, neste caso, a confusão é possível porque os rins encontram-se na região posterior do abdômen.

Hérnia de disco

Dentre todas as doenças causadoras da  dor na coluna, entretanto, a mais comum é a hérnia de disco. A hérnia é uma enfermidade caracterizada por uma inflamação no disco vertebral. A estrutura cartilaginosa é responsável por separar uma vértebra da outra, e impede o atrito dos ossos na espinha.

O disco é formado por duas partes: o núcleo pulposo e o anel fibroso. O pulposo é uma espécie de gel, que permanece no interior do anel ósseo e assim diminui os impactos dos movimentos na coluna. Quando o núcleo pulposo escapa, o anel fibroso ganha uma nova formação, e assim pressiona nervos localizados nas costas. O resultado é a dor.

Assim que diagnosticada, a hérnia de disco pode ser facilmente tratada. Entretanto, caso isso não ocorra, a doença pode evoluir para a Síndrome da Cauda Equina, que além de intensificar a dor pode provocar incontinência urinária e intestinal. O problema é uma emergência médica, e acontece devido à compressão de nervos lombares.

Qual a causa?

dor-na-colunaA causa da dor na coluna só pode ser determinada com exatidão por um médico especialista. Apesar disso existem situações e sintomas específicos que podem indicar ao indivíduo qual o provável motivo da dor.

Os casos de dor por trauma são mais comuns de perceber. Seja por choque, pancada, um acidente ou pela realização de atividade física em excesso, a dor costuma aparecer poucos momentos após o ocorrido, e permanecer por dias.

Já quando a dor se inicia no fim das costas e irradia pela coxa, é provável que algo esteja comprimindo o nervo ciático. A infecção da coluna, por sua vez, pode normalmente ser percebida pela presença da febre e pelo aumento da dor na coluna ao deitar.

Se o indivíduo afetado sente a dor com maior intensidade ao levantar o joelho, o incômodo em geral é causado por alteração em um ou mais discos vertebrais. Por outro lado, pernas fracas ou adormecidas  ao caminhar podem ser sinal de estreitamento do canal vertebral.

Devo procurar o médico?

Como são consideradas comuns, as dores na coluna dificilmente levam o indivíduo de imediato ao médico. No entanto, é importante ter atenção a alguns sinais que podem indicar problema maior que uma simples torção.

A persistência da dor por mais de uma semana é um dos fatores preocupantes. Habitualmente, aflições com causas mais simples desaparecem logo, principalmente com a mudança da postura e o uso de analgésicos.

A associação de sintoma também é um aspecto a se considerar. Quando a dor na coluna vem acompanhada de febre, dormência ou formigamento de membros, dificuldade para andar e braços e pernas sem força, é bastante provável que haja uma doença ou inflamação afetando o organismo.

O aumento da intensidade da dor e a perda de controle da bexiga ou intestino são, no que lhe concerne, bastante preocupantes. A última situação costuma, inclusive, indicar ocorrência de Síndrome da Cauda Equina, uma emergência médica que deve logo levar o paciente ao hospital.

Finalmente, a recorrência da dor sem causa aparente, como uma pancada, merece atenção. Caso o sintoma persista, é interessante suspender a utilização de qualquer medicamento analgésico buscar aconselhamento médico.

Diagnóstico da dor

Para a certeza da causa da dor na coluna, o médico realiza diagnóstico passando por algumas etapas. A primeira delas é a conversa com o paciente. Por meio do bate-papo, o especialista busca conhecer os pormenores da dor e dos hábitos de vida do indivíduo, informações que auxiliarão na definição do problema.

Desta forma, ele realiza perguntas como: em que região da coluna a dor está ocorrendo? Quando ela começou? Você passou por algum trauma físico recentemente? Houveram situações de estresse no seu dia a dia recente? Há algo que piora a dor? Há algo que melhora a dor? Você percebeu algum outro sintoma? Existem casos de hérnia de disco na sua família? Você realiza atividades físicas? Se sim, em que intensidade?

Em seguida, o médico realiza o chamado exame clínico. Nesta etapa, ele verifica a região indicada pelo paciente como dolorida, realizando compressão da área e analisando a reação do corpo neste caso. Testes básicos como a medição da pressão também são realizados, assim como os de laboratório, incluindo os de sangue e urina.

Para que o diagnóstico seja certeiro, é bastante importante a realização de exame de imagem. Por meio deles, o especialista consegue verificar a região interna do organismo, e então perceber qualquer alteração ou inflamação na coluna.

Os exames de imagem mais comuns são as radiografias, que oferecem chamas em azul e branco com o contorno dos ossos. Já a tomografia computadorizada permite a visualização mais detalhada da região da coluna, assim como a ressonância magnética.

Tratamento do problema

O tratamento da dor na coluna varia de acordo com a sua causa. Para doença como a hérnia de disco e a espondilite, por exemplo, pode ser necessária a realização de cirurgia corretiva da espinha. Para qualquer situação, entretanto, a mudança de hábitos traz ótimos efeitos.

Para dores resultantes de impactos físicos, um tratamento interessante é o uso de compressas de água. Normalmente, a compressa de água morna é mais eficaz, mas alguns indivíduos reagem melhor ao gelo.

Por isso, caso uma não faça efeito, a outra compressa pode ser mais eficaz no alívio da dor. De forma geral, o calor melhora a circulação sanguínea dos músculos, enquanto o gelo tem efeito anestésico. Ao utilizar estes meios, é indispensável o cuidado para não queimar a pele. A compressa de água pode ser preparada em casa, mas a compressa e gel adquirida em farmácias é igualmente potente.

Remédios analgésicos e anti-inflamatórios também podem ser utilizados. Nas drogarias, é possível encontrar alternativas tanto para uso oral, quanto pomadas para manipulação na região dolorida. De qualquer forma, é importante tomar cuidado com a periodicidade de uso do medicamento e seguir a indicação médica. Do contrário, o remédio pode mascarar sintomas que indicariam uma condição mais preocupante.

Já a acupuntura é considerada um método alternativo de tratamento, mas pode trazer vários benefícios ao corpo. A técnica insere finas agulhas em áreas específicas da pele, e assim promove relaxamento e alívio das dores. O ideal é que o indivíduo realize uma sessão por semana.

A fisioterapia acompanhada por um médico é igualmente importante ao tratamento da dor na coluna. Por meio de exercícios pensados a cada sujeito, o especialista consegue melhorar a postura do corpo e eliminar pontos de tensão que contribuem para a dor. A série de movimentos é desenvolvida ainda de acordo com a causa do incômodo, e assim tem efeitos mais rápidos.

Melhore sua postura

dor-na-colunaA melhora da postura do corpo é um meio eficaz para o tratamento das dores na coluna, tal qual para a prevenção do problema. A mudança de hábitos, quando trabalhada ao  longo das semanas, logo se torna uma rotina, e assim o corpo se acostuma a permanecer com a coluna ereta.

É necessário, por exemplo, cuidar da postura ao sentar. No dia a dia, seja no trabalho ou em casa, o indivíduo precisa posicionar-se de forma a manter a coluna apoiada no encosto da cadeira ou sofá. Ao mesmo tempo, ele deve ter cuidado com os pés, e mantê-los apoiados ou no chão, ou num suporte específico. O ideal é que os joelhos fiquem flexionados em ângulo aproximado a 90°, pois assim a coluna não sofre pressão desnecessária.

O hábito de segurar o telefone entre a orelha e o ombro também é prejudicial. Isso porque a coluna e o pescoço ganham curvatura torta, e além de uma dor momentânea, a posição pode causar travamento destas áreas e irradiação da dor.

Ao dirigir, cuidados semelhantes são necessários. O condutor do carro precisa sempre manter joelhos flexionados, apoiando os pés no chão. Também é recomendado que os braços permaneçam arqueados, enquanto o motorista apoia  as costas no banco e o meio do crânio no encosto para cabeça. Estas precauções são interessantes, principalmente porque, além de trazer tensão ao corpo, o trânsito pode causar estresse, que também é um fator causal da dor na coluna. Evitando estes problemas, os incômodos podem ocorrer de forma mais espaçada.

Músculos merecem atenção

Ao carregar peso, os músculos do corpo são demandados. Entretanto, de nada eles  serviriam se não fossem estruturados pelos ossos – e por isso é preciso cuidado ao suspender uma carga.

Carregar peso em excesso nunca é uma boa ideia. Por isso, é importante utilizar mochila ou bolsa apenas com o que será necessário. Desta forma, o sujeito carregará menos peso.

Para levantar alguma carga, por outro lado, além de não suspender um peso excessivo, é interessante ter cuidado em como levantar o objeto. Imagine, por exemplo, que um trabalhador precisa levantar um bloco de concreto do chão. Caso dobre a coluna até o chão e levante o bloco com os braços estendidos, uma pressão imensa será provocada na coluna. Esta pressão irá resultar no desgaste dos discos e das vértebras, e poderá levar à  dor em pouco tempo.

Por outro lado, este mesmo trabalhador pode, primeiro, agachar-se  flexionando os joelhos. Em seguida, ele suspenderá o bloco com os braços flexionados, e levantará  o corpo devagar, com as costas eretas. Mantendo a coluna nessa posição e os braços flexionados, o sujeito evita qualquer tipo de pressão exagerada na espinha, e assim diminui o risco de aparecimento da dor.

Alongue o corpo!

Uma boa pedida é também realizar alongamentos periódicos dos músculos, e não apenas de forma anterior à atividade física. Você pode utilizar a técnica dos dez segundos, e alongar um membro de cada vez.

Por exemplo: suspenda o braço por cima da cabeça, formando um V ao contrário. Com a mão apoiada na parte inferior do pescoço, mantenha esta posição por dez segundos. Em seguida, realize o mesmo movimento com o outro braço, e repita esta sequência por duas vezes.

Para alongar as pernas, você pode suspender o pé pela parte de trás do corpo e segurá-lo à coxa por dez segundos, realizando o mesmo com a outra perna. Mãos e pés podem ser movimentados de forma circular por dez segundos cada, o que vai melhorar a mobilidade.

O cuidado com todos os membros irá diminuir a pressão direta na coluna. Para alongamento direto da região, entretanto, é possível deitar de costas no chão e segurar o joelho junto à barriga, esticar os braços junto no alto do corpo e outros movimentos que “estiquem” as costas.

Prevenção da dor na coluna

Além da mudança na postura, a manutenção de bons hábitos alimentares também é fundamental para prevenção de dores na coluna. Afinal, apenas bem alimentado o corpo pode manter seu funcionamento correto. Assim, preze pelo consumo de frutas, verduras, fibras e vitaminas.

É importante ainda deixar o sedentarismo de lado e realizar atividades físicas. Estas atividades, no entanto, devem ser indicadas por um profissional de Educação Física, pois se realizadas incorretamente podem causar lesões.

Nestes casos, o pilates é uma ótima alternativa. Realizada por meio de exercícios que trabalham a força dos músculos e a flexibilidade do corpo, a atividade é eficaz para a melhora inclusive da postura. Ela pode ser realizada no chão e outros aparelhos, mas sua modalidade mais conhecida inclui uma bola de material elástico.