Mielopatia

A medula espinhal é uma das estruturas mais importantes do corpo. Por ela, passam os impulsos nervosos que comandam os movimentos de todo o indivíduo. Por isso, é fundamental que a saúde da medula espinhal seja sempre mantida. No entanto, há casos em que ela é afetada por doenças como a mielopatia.

O que é mielopatia?

mielopatiaA medula espinhal é composta por uma série de feixes nervosos. Essas estruturas são as responsáveis por receber o comando do cérebro e levá-los ao membro correto, fazendo o corpo se locomover. Ou seja, braços, pernas e mais se mexerem. É por meio dela também que o ser humano possui funções sensitivas, como a sensação térmica, a percepção da dor e o tato.

Logo, qualquer lesão ou pressão exagerada sobre essa estrutura pode causar desordem, dificultando ou até eliminando a capacidade de movimento e sensibilidade do indivíduo. A medula é protegida pelo canal vertebral, com ossos, discos e vértebras, e assim qualquer desordem nessas estruturas é igualmente perigosa.

O termo mielopatia define qualquer doença que pressione a medula, dificultando as transmissões nervosas pelas quais ela é responsável. O quadro é tomado como um déficit neurológico, ou seja, compromete o sistema nervoso do paciente.

Na maioria das vezes, sua causa está relacionada à degeneração de sua estrutura e da coluna. Degeneração essa comum com o passar da idade, em que o corpo se deteriora naturalmente. Por isso, o quadro é mais recorrente em pessoas com mais de 50 anos de idade.

Assim como o desgaste é natural, o estreitamento da medula também acaba por o ser. Apesar disso, nem todo indivíduo desenvolve o estreitamento como uma patologia.

O problema pode ocorrer em qualquer área da coluna. Entretanto, é mais habitual na região cervical (pescoço) e na lombar (ao fim das costas).

Causas do problema

A degeneração da coluna e de outros ossos do corpo é algo comum ao longo dos anos de vida. Afinal, quando trabalha por um longo período, as estruturas do organismo começam a se desgastar. Como um pneu, que vai ficando careca ao longo de seu uso e precisa ser trocado.

Logo, a partir de certa idade, é habitual que surjam doenças causadas por esse desgaste. O que não significa, porém, que elas vão necessariamente acontecer. Uma série de fatores contribui para ocorrência dos problemas, como os maus hábitos de postura e o sedentarismo.

De qualquer forma, se uma doença degenerativa acontece, há grandes chances da medula espinhal ser afetada. Neste caso então, ocorre a mielopatia, que pode ser um grande problema à saúde.

A mielopatia pode ser provocada por doenças, traumas externos, infecções e processos inflamatórios. Dentre as principais causas do problema está a estenose espinhal, ou seja, o estreitamento do canal espinhal. O canal pode ser diminuído por uma série de doenças, como o bico-de-papagaio.

O bico-de-papagaio ocorre pelo desgaste dos discos vertebrais. Os discos são estruturas fibrocartilaginosas localizadas entre uma vértebra e outra da coluna. Eles servem como amortecedores naturais do corpo, e impedem que as vértebras se atritem. Afinal, caso isso ocorresse o desgaste das estruturas seria intensificado, assim como a dor a cada movimento diário.

No caso do bico-de-papagaio, o que acontece é o crescimento de ossos entre os discos desgastados. Isso porque o corpo tenta “compensar” sozinho a inexistência de seus amortecedores. Os bicos, também chamados de osteófitos, acabam então por pressionar os nervos mais próximos da coluna.

Espondiloses e outras doenças

mielopatiaA hérnia de disco é uma lesão semelhante. Nela, porém, o corpo não busca compensar a ausência do disco. O desgaste permanece, e os ossos continuam a se atritar. Nesse caso, também, o disco não apenas se deteriora, mas ganha uma nova forma. Isso significa que, ao invés de oval, ele se torna mais esticado, devido ao escapamento do seu núcleo, chamado de núcleo pulposo. Logo, essa nova forma pressiona os nervos mais próximos, podendo inclusive afetar a medula.

São várias outras as doenças causadas pelo desgaste da coluna e seus discos. Nesse caso, os problemas são denominados de espondiloses.

Outro quadro que pode levar ao pressionamento da medula é a artrite reumatoide. A artrite é uma doença inflamatória. A inflamação afeta as membranas sinoviais, camadas conjuntivas que envolvem as articulações.

As membranas são responsáveis pela produção do líquido sinovial, uma substância fundamental por lubrificar e nutrir as articulações. Quando há uma inflamação, essas funções do líquido não são realizadas, causando o desgaste das estruturas e a pressão sobre as raízes nervosas.

Há ainda a possibilidade de ocorrência da mielopatia como consequência da hipertrofia facetaria. A hipertrofia é caracterizada pelo aumento das articulações sinoviais que se conectam às raízes nervosas. Essas articulações são cartilaginosas, preenchidas pelo líquido sinovial que realiza a função já citada. O aumento das estruturas diminui o espaço da medula, comprimindo-a.

Tumores, benignos ou malignos, podem igualmente levar ao problema. Se o tumor está localizado próximo à medula, ele pode comprimi-la. Essas situações, porém, são mais raras, assim como casos associados a linfomas, leucemias e cisticercose. Outras causas pouco recorrentes, mas possíveis, são a diabetes, síndrome da imunodeficiência adquirida, lúpus eritematosos e doenças desmielinizantes, isto é, que provocam danos à bainha de mielina dos neurônios.

Outros fatores causais

Uma possibilidade é ainda a calcificação de ligamentos. A condição acontece quando um ligamento ou tendão se inflamam. Como resposta, o corpo deposita sais de cálcio nos locais inflamados, provocando sua ossificação.

Choques externos, como uma grande pancada na coluna, ou então fraturas, também podem causar a doença a que este artigo  se refere. As fraturas podem ser resultado de choques e acidentes, mas também de doenças como a osteoporose, que enfraquece os ossos.

Outro fator possível é o acúmulo de sangue (hematoma) na medula ou áreas próximas, tal qual o acúmulo de pus nessas regiões.  Normalmente, os hematomas ocorrem como consequência de uma lesão por agente externo. No entanto, podem da mesma forma surgir por tumores, uso de anticoagulantes e problemas nos vasos sanguíneos. Já o pus é um líquido amarelo e espesso, que se forma em regiões infeccionadas.

Tipos de mielopatia

A mielopatia é classificada segundo seu fator causal, em duas categorias. A primeira é chamada de espondilótica. Nos casos dessa “modalidade” da doença, o paciente acumula uma série de fatores e problemas degenerativos.  Como a hérnia de disco, o bico-de-papagaio, a hipertrofia de estruturas e a calcificação de ligamentos.

É importante destacar que a ocorrência de quadros degenerativos é bastante comum. Mas nem sempre a mielopatia se desenvolve quando estes quadros aparecem. A gravidade, hábitos de vida e evolução da doença em questão é que determinam a ocorrência ou não da enfermidade secundária.

Já a modalidade traumática da doença, como o próprio nome sugere, é fruto de traumas diretos na região. Assim, qualquer lesão no tecido muscular, provocado por uma queda, acidente automobilístico, pancada ou outros, pode ser causa da condição.

A classificação também pode ser feita pela localização do pressionamento da medula. Assim, há a mielopatia cervical (na área do pescoço), a lombar (ao fim das costas) e a torácica (no meio da coluna espinhal).

Mielopatia completa e incompleta

Outra categorização possível da doença aqui abordada é feita de acordo com as funções afetadas pelo quadro. A mielopatia incompleta dificulta funções abaixo da lesão na medula, de forma leve ou grave. Isso significa que, se a lesão for no meio das costas, a lombar e pernas podem ser comprometidas, tanto no quesito movimento, quanto na sensibilidade.

Já no quadro completo da doença, o paciente perde toda e qualquer sensibilidade e movimento abaixo da área lesionada. Numa lesão acima da cintura, por exemplo, o indivíduo perde a capacidade de andar e até a continência urinária e intestinal.

Sintomas

mielopatiaOs sintomas de uma mielopatia são sinais comuns à maioria das doenças degenerativas da coluna, uma vez que essas são causas comuns do problema. Desta forma, o paciente afetado pela doença tende a perceber a dormência dos membros e formigamento de braços, pernas e costas.

Outro sintoma habitual é a rigidez do pescoço, assim como a dor nessa área. A dor também pode aparecer nos ombros, mãos, braços, pernas e pés. Há ainda a perda de sensibilidade, térmica ou de tato, e até dos reflexos. É possível, ao mesmo tempo, que surjam inchaços nas articulações ou costas.

O sinal que costuma chamar mais atenção, contudo, é a diminuição de força dos membros. Todos eles. Na parte superior do corpo, o indivíduo manifesta essa condição pela dificuldade em manipular e segurar objetos, tal qual de realizar trabalhos manuais como o artesanato ou mesmo o cozinhar.

Nos membros inferiores, as pernas parecem “não responder aos comandos”. Deste modo, elas se tornam “pesadas”, demonstram dificuldade em se mover. O indivíduo também sente falha no equilíbrio e fraqueza para esforços maiores, como subir escadas.

Em casos pouco mais extremos, outro sintoma que se manifesta é a incontinência urinária. Afinal, o ato de urinar é comandado por impulsos nervosos. Se a medula, principal feixe nervoso do organismo, falha, esse processo é igualmente comprometido.

O diagnóstico

O primeiro passo para o diagnóstico da mielopatia é a conversa com o médico. Por meio dela, o especialista busca entender os sintomas do paciente, a progressão dos sinais, sua história clínica e mais. Assim, são feitas ao indivíduo perguntas como: quais seus sintomas atuais? Quando eles surgiram? Onde eles ocorrem? Há algo que melhore ou piore estes sinais? Você já teve algum problema parecido anteriormente? Você ficou doente num período recente? Membros da sua família já manifestaram problemas de coluna ou na medula? Como são seus hábitos alimentares, de postura e exercícios físicos?

Após conhecer melhor esses aspectos da vida do paciente, o profissional médico realiza exames físicos. Da nuca, braços, pernas e costas. São analisadas questões como a limitação de movimentos, dor e flexibilidade dessas regiões.

Nenhum diagnóstico é completo, todavia, se não forem realizados exames de imagem. Vários exames, porque é possível que o raio X, mais “básico”, não revele problemas, mas outros testes o façam. De qualquer modo, o raio X é importante, pois permite a melhor visibilidade da coluna e áreas próximas.

A ressonância magnética, por sua vez, cria imagens em alta definição do organismo. Isso garante melhor visualização das estruturas internas, mostrando inclusive o estreitamento do canal espinhal. O mesmo faz a tomografia axial computadorizada, que permite ver alterações mínimas na região das costas, como tumores.

Como a medula é responsável pela transmissão dos pulsos nervosos, o médico ainda realiza exames neurofisiológicos. Os testes analisam se existe comprometimento de raízes nervosas ou da própria medula.

Níveis da doença

Para avaliar a gravidade da pressão sobre a medula, o médico se utiliza do chamado Sistema de Nurick. Segundo o sistema, a doença possui seis níveis, numerados de 0 a 5. No nível 0, o indivíduo apresenta sintomas de compressão das raízes nervosas da medula. No entanto, a medula em si ainda não possui danos.

Já no nível 1, os sintomas continuam, mas não incluem a dificuldade em se locomover. No 2, as dificuldades em andar se iniciam, mas ainda são leves. Isto é, ainda não afetam as atividades diárias, como trabalho e cuidado com o lar.

No nível 3, a dificuldade para andar já demanda ajuda para tal. Ajuda por meio de instrumentos como uma bengala ou andador, ou mesmo de outras pessoas. A situação dificulta muito o dia a dia, impedindo até um emprego em tempo integral. O nível 4 tem os mesmos efeitos, mas mais graves.

No último grau da doença, o 5, o paciente é obrigado a recorrer a uma cadeira de rodas, pois não consegue se manter em pé de modo algum.

Definindo melhor a gravidade do problema, o médico tem segurança para indicar o tratamento ideal da condição.

Tratamento

Com a definição da causa exata do problema, a mielopatia será então tratada. A doença não tem cura definitiva. Mas o ortopedista pode definir o melhor método para controlá-la e para garantir a qualidade de vida do paciente. Com esses objetivos, existem dois métodos principais de cuidado: o conservador e o cirúrgico.

O tratamento conservador é aquele que inclui medidas não cirúrgicas, e é indicado na maior parte das situações. Entre as medidas, é possível citar o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. Prescritos pelo especialista, os remédios auxiliam a diminuição da dor e de outros sintomas, além de evitar o agravamento da condição inflamatória.

É fundamental que o uso de medicamentos só seja realizado com a indicação médica. Mesmo que esses remédios sejam facilmente adquiridos, eles podem não ser os ideais para seu quadro de saúde. Podem ainda mascarar outros sintomas e dificultar o diagnóstico da doença.

Por isso, não há problema quanto ao uso por algumas vezes, quando os sintomas surgem repentinamente. Porém, se eles persistem, são sinais de algo maior que um mal-estar. Assim, a medicação por conta própria deve ser interrompida, sendo seguida por uma visita ao consultório.

De qualquer modo, após prescrito pelo profissional, o remédio deve ser utilizado seguindo todos os horários e doses recomendadas. Interromper a medicação sem orientação pode agravar o quadro.

Outro método conservador de tratamento é a fisioterapia. Com o auxílio de um fisioterapeuta, o paciente trabalha a postura, força e flexibilidade do corpo. O equilíbrio da marcha é igualmente aperfeiçoado pela técnica, uma vez que a locomoção costuma ser comprometida pela mielopatia.

Ademais, a fisioterapia é capaz de promover a descompressão da região da coluna. Essa realização diminui um pouco dos sintomas do paciente, principalmente a dor, já que os nervos não serão mais pressionados em demasiado.

Tratamento cirúrgico

Em alguns casos, é indicado ainda o uso do colar cervical, para imobilização do pescoço. Isso impede que a lesão se agrave.

O método conservador costuma ser eficaz, principalmente, quando a doença é descoberta rapidamente. Há casos, no entanto, em que ela é percebida já com maior gravidade. Ou outros em que, mesmo “leve”, a lesão não tem boa recuperação com as técnicas antes citadas. Nessas situações, a solução é pelo procedimento cirúrgico. Todos os tipos de operação visam a descompressão dos nervos e alívio da dor.

As cirurgias realizadas geralmente fazem a retirada do disco ou fragmentos que estão comprimindo o nervo da coluna. Em alguns casos, então, o disco pode ser substituído por uma prótese. Outra alternativa é a fusão da coluna. Ou seja, as duas vértebras que tinham o disco fragmentado entre si são “coladas”. Essa última técnica limita parte dos movimentos da coluna, mesmo que minimamente, e por isso é evitada sempre que possível.

Além destas, há a possibilidade da realização de cirurgia plástica nas áreas afetadas pela mielopatia. Quando esta é a determinação do médico, a operação é realizada de modo a aumentar o diâmetro do canal medular. Com o espaço maior, a medula deixa de ser comprimida.

Como em qualquer procedimento cirúrgico, as operações para tratamento da doença trazem riscos. Contudo, a ocorrência de complicações é baixa. De qualquer forma, é importante citar a possibilidade de lesões nos nervos da coluna ou próximos a ela, da medula e músculos da área em que for realizada a incisão. Infecções e hematomas também podem ocorrer nestes casos espaçados, assim como dificuldades em engolir, lesões no esôfago, dores locais e alteração da voz.

Atenção ao pós-cirúrgico!

mielopatiaApós a cirurgia, o paciente precisa ter alguns cuidados importantes. Como o repouso, indicado de acordo com o procedimento realizado e a condição do paciente. O tempo, porém, costuma girar em torno de algumas semanas.

O médico também pode indicar o uso do colar cervical, por aproximadamente seis semanas. Esse cuidado garante que a coluna, e principalmente o pescoço, não se movimentem bruscamente. Movimentos exagerados podem comprometer a recuperação do corpo.

A fisioterapia começa um pouco depois da cirurgia. Ela é necessária para que o corpo se adapte e mantenha plena capacidade de movimentação. Além disso, ela ajuda a diminuir a dor, e melhora força e equilíbrio. O mesmo fazem atividades físicas leves, como a caminhada. O esporte, todavia, só deve ser realizado após conversa com o ortopedista, que poderá indicar o momento e a prática adequada para o bem-estar do corpo. Exercícios feitos desmesuradamente e no período incorreto pode comprometer todo o tratamento.

Cuidados diários

Com a doença instalada ou já em tratamento, o paciente deve ter o cuidado de prevenir acidentes. Inclusive dentro de casa. Considerando que o problema dificulta a locomoção, é interessante abolir tapetes do chão, que poderiam causar escorregões e quedas. Obstáculos, mesmo que façam parte da decoração do cômodo, precisam ser encostados num canto, de modo a não atrapalharem o andar.

Nas escadas, o corrimão é mais que fundamental, assim como a iluminação que permita visualizar bem os degraus. Barras de apoio podem ser instaladas no banheiro, próximas ao vaso sanitário e ao chuveiro, para que o indivíduo tenha apoio aos seus movimentos.

Na hora de se levantar, da cama, uma cadeira ou outros, também é necessária atenção. O ideal é realizar movimentos lentos e calculados. Movimentações rápidas podem intensificar desgastes e causar pontadas de dor.

Prevenção da mielopatia

As principais causas da mielopatia são doenças que causam desgaste da coluna vertebral. Logo, o melhor modo de prevenir a doença é evitar que este desgaste desmedido ocorra. Para isso, é fundamental ter cuidado com a postura.

Quando a coluna permanece numa posição incorreta, ela recebe pressão exagerada. Cabeça baixa, lombar curvada, coluna torta. Deste modo, a espinha precisa sempre se manter ereta. Ao se sentar, procure recostar as costas no assento, de modo que a lombar e o meio das costas fiquem apoiados. Para dormir, o cuidado deve ser o mesmo: a posição ideal é manter o corpo de lado, com um travesseiro entre as pernas, para que a coluna fique o mais reta possível.

Importante também dar apoio a braços e pés, ou seja, recostá-los num suporte específico. Quando permanecem aéreos, inclusive ao trabalhar no computador, os pulsos exigem da coluna. Os pés, por sua vez, devem sempre encostar no chão ou em um apoio mais alto, de maneira que os joelhos se mantenham em ângulo aproximado a 90°.

Exercícios físicos que fortaleçam a musculatura e promovam o equilíbrio são igualmente boas formas de prevenção. Entre os mais indicados estão o Pilates e o Yoga, que utilizam o peso do próprio corpo para os movimentos. Além dos benefícios ao corpo, as atividades melhoram o bem-estar geral do organismo, auxiliando inclusive a manutenção de boas noites de sono.

Mielopatia em animais

Você sabia que, além de afetar os seres humanos, a mielopatia pode ocorrer em animais? Por isso, não estranhe se ouvir falar que o cachorro de um amigo está com a doença – isso é até mesmo comum!

A condição afeta principalmente cachorros e cavalos. No caso dos caninos, os animais perdem, progressivamente, a capacidade de movimento das patas traseiras. Em estágios mais avançados, a locomoção é feita por um arrastar. A doença atinge mais comumente cães de grande porte. Não há cura para o problema nesses pets, e há casos em que a eutanásia é indicada.

Já nos cavalos, a mielopatia é comum a todas as raças. Os sinais da condição habitualmente aparecem em até três anos de vida do equino, por meio da falta de coordenação dos músculos, rigidez muscular e até paralisia. Neste caso, há tratamento, realizado com mudanças na dieta, uso de anti-inflamatórios e de suplementos que melhoram a circulação do sangue. A cirurgia também pode ser indicada.

Dor torácica

dor-torácicaA dor nas costas é algo muito comum. Ela pode ser causada por uma série de fatores, e normalmente é algo benigno, que surge momentaneamente e desaparece após pequenas modificações no cotidiano. No entanto, quadros como a dor torácica merecem mais atenção, pois suas causas devem ser curadas com métodos específicos.

Estimativas indicam que até 80% da população mundial vive ao menos um quadro de dorsalgia durante a vida. A dorsalgia é um nome também dado à dor torácica. Ela pode estar relacionada à postura, lesões, fraturas, inflamações, mudanças provocadas pela gravidez e traumas diretos na coluna.

A região torácica das costas é a área compreendida entre a cervical (o pescoço) e a lombar (parte final da coluna). Ela possui doze vértebras, e qualquer problema numa dessas estruturas pode levar à dor. Nessa mesma região há nervos e articulações ligados a outras funções do corpo, o que pode estender a condição a estes espaços. Outros órgãos, localizados próximos à essa região, também podem ser o foco do incômodo.

Deste modo, é fundamental ter cuidado quando uma dor torácica aparece. O incômodo deve ser levado em conta principalmente quando ocorre de forma recorrente. A intensidade da dor também é importante: algo leve e passageiro pode ser fruto de uma distensão muscular, enquanto uma dor aguda provavelmente é resultado de uma inflamação.

Dor torácica e o aspecto muscular

Uma das causas mais comuns da dorsalgia são distensões musculares. Essas distensões acontecem quando o indivíduo, por exemplo, mantém a postura corporal incorreta, com as costas curvadas ou “tortas”. Ficar muito tempo na mesma posição é igualmente prejudicial, tal qual realizar movimentos bruscos.

O exercício físico realizado de forma incorreta é da mesma forma prejudicial, levando ao incômodo na área do meio das costas. Movimentos repetitivos, torções e traumas diretos na área tem os mesmos efeitos sobre as costas.

A dor torácica causada por problemas musculares tem características específicas. Primeiro: ela costuma começar levemente, e ir se intensificando ao longo do tempo. O movimento das costas costuma também aumentar a intensidade da dor, e o paciente tende a se sentir “travado”, sem conseguir realizar facilmente mudanças de posição. Em alguns casos, a tosse ou espirro, realizados repentinamente, também podem causar pontadas de dor.

Outro sintoma comum deste incômodo é a sensação de queimação da área lesionada, que pode, horizontalmente, ir de uma lateral à outra do corpo.

Problemas respiratórios

Problemas em três órgãos importantes para a respiração podem, da mesma forma, ser causa da dor torácica: os pulmões e o diafragma. Os pulmões são os órgãos mais importantes na realização da respiração de qualquer indivíduo, e ficam localizados na área posterior do corpo. Ou seja, bem próximos ao meio das costas. Se, por alguma inflamação ou disfunção, eles passam a trabalhar de maneira incorreta, o indivíduo pode sentir dores características da dorsalgia.

A dor torácica com essa causa costuma ser difusa, ou seja, tem ponto principal no meio das costas, mas se espalha para outras áreas. Assim, o paciente com o problema acaba por perceber reflexos da dor também em outras partes das costas, e cansaço insistente. Seus fatores causais são lesões na Pleura (membrana que envolve os pulmões), quadros infecciosos como a pneumonia, alterações vasculares no pulmão (como a tromboembolia pulmonar) e doenças crônicas no pulmão.

Além da dorsalgia, o paciente com distúrbios no pulmão costuma sentir dor no peito, tosse e a sensação de “peso” no tórax e nos ombros. É igualmente comum haver ainda sintomas como falta de ar, cansaço, secreção nasal e até febre, em casos de inflamações e contágio por agentes infecciosos.

Já o diafragma é um músculo que ajuda os pulmões em suas funções. Ao se estender, esse músculo cria uma “pressão negativa” dentro da caixa torácica, e assim o ar entra nos pulmões mais facilmente. Além disso, o diafragma auxilia o processo de digestão dos alimentos. Se algo afeta esse órgão, como um trauma ou inflamação, o corpo reage provocando dor.

Rins também são causa

Os rins são dois pequenos órgãos localizados na parte traseira do corpo, junto às costas. Eles são responsáveis pela filtragem do sangue, eliminando substâncias tóxicas e outras de que o organismo não precisa.

Devido a fatores como o pouco consumo de água, infecções, anemia, diabetes e outros, os rins podem ter suas funções comprometidas. Então, surgem infecções, pedras nos rins e outros problemas. Por serem localizados tão próximos ao meio das costas, os órgãos então provocam dor torácica, bastante intensa e repentina.

Normalmente, este sintoma aparece em apenas um lado das costas, pois é pouco comum que ambos os rins sofram problemas simultaneamente.

Perigo das lesões vertebrais

dor-torácicaAs lesões na coluna também podem causar a temida dor nas costas. Entre as mais recorrentes, há a hérnia de disco, resultado de uma lesão nos discos vertebrais. Os discos são estruturas fibrocartilaginosas localizadas entre cada uma das vértebras da coluna. Eles são os amortecedores naturais da espinha, e evitam que a cada movimento os ossos da região se choquem, o que causaria dor e desgaste.

Ao longo dos anos, ou por fatores como a má postura ou outras doenças, os discos vertebrais podem sofrer desgaste acelerado. Neste caso, seu núcleo, chamado de núcleo pulposo, altera seu local de repouso. Isso significa que, se antes permanecia no centro do disco, o núcleo começa a se deslocar, causando uma alteração na forma do disco. A estrutura costuma se tornar mais esticada, perdendo a silhueta oval. Essa alteração, então, provoca a compressão de nervos próximos à espinha, causando dor.

Quando todo este processo ocorre, o problema é chamado de hérnia de disco. Apesar de ser muito mais comum na área cervical e na lombar (já que essas são as que suportam maior peso do corpo), a hérnia pode sim ocorrer no meio das costas. E então, a dor torácica aparece associada ao formigamento, queimação, espasmos musculares e travamento da coluna (principalmente ao acordar).

É frequente também que o paciente com este problema perceba perda da força na área, perda de sensibilidade, e a sensação de pernas e braços “pesados”. Como reflexo, podem surgir ainda quadros de dor de cabeça e aumento da dor quando existem atividades bruscas, como respirações profundas, tosses, espirros ou movimentos rápidos realizados com as costas.

Além da hérnia, problemas análogos na coluna podem provocar a dorsalgia. Como a artrose, osteofitose, estenose do canal vertebral, traumas diretos na região e vários outros.

Atenção aos problemas digestivos!

Outro sistema que pode provocar dores nas costas é o digestivo. Relacionado ao diafragma, e também pela ligação de alguns nervos entre as regiões, problemas no fígado, estômago, vesícula biliar e duodeno, além de seus sintomas específicos, dão ao indivíduo uma dor nas costas insistente. Os quadros de dorsalgia não costumam ser agudos ou repentinos: eles surgem e vão se intensificando ao longo do tempo.

No caso dos problemas digestivos, a dor torácica vem acompanhada de sintomas como azia, gastrite, enjoos, dores abdominais e indisposição. Os sinais tendem a piorar em momentos específicos do dia, como durante o sono e após as refeições.

Outras causas

Além dos fatores causais mais comuns, citados até aqui, há problemas menos recorrentes que podem levar à dorsalgia. O primeiro deles são os tumores, pouco frequentes nessa região das costas. Além desse, há a possibilidade de surgimento do incômodo como um reflexo cirúrgico.

Se uma cirurgia ocorre nas costas, nos órgãos respiratórios ou digestivos, ou ainda nos rins, o indivíduo pode conviver por algum tempo com a dor no meio das costas. A situação é comum, desde que não seja intensa ou incapacitante. Se for este o caso, o paciente deve imediatamente informar seu médico, pois é possível que o corpo não esteja reagindo bem ao procedimento cirúrgico. Ao mesmo tempo, há a hipótese de que a operação tenha afetado algum órgão diretamente, o que deverá ser tratado.

Diagnóstico do problema

Para o correto diagnóstico da dor torácica, o médico costuma realizar uma série de etapas. Afinal, são muitos os fatores causais possíveis, e definí-lo com precisão é fundamental para um tratamento eficaz. Logo, o início dessa descoberta é realizado por um bate-papo entre médico e paciente. Nele, o especialista vai procurar entender todo o quadro do indivíduo. Serão realizadas perguntas como: como você caracteriza sua dor nas costas – aguda, branda? Ela é recorrente? Quando ela se iniciou? Há algo que melhore ou piore o sintoma? Quais outros sintomas você percebeu? Há casos de problemas de coluna em sua família? Você passou por algum procedimento cirúrgico no último ano? Você já manifestou doenças em órgãos como os rins ou os pulmões?

Em seguida, o médico realiza o exame físico. Analisa os batimentos cardíacos do paciente, o ritmo de sua respiração, os reflexos do corpo. Realiza ainda pressão no local indicado como dolorido, para verificar inchaços e a difusão da dor.

Para definição exata da localização da dorsalgia, e de sua causa, o especialista utiliza-se dos exames de imagem. Podem ser realizados, por exemplo, o raio X, que oferece uma visão em azul e branco dos contornos dos órgãos e ossos. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética, por sua vez, são capazes de analisar com maior precisão as alterações internas dos ossos e órgãos, como a porosidade da coluna ou uma inflamação nos rins.

Para melhorar a visualização das áreas, o profissional pode ainda se utilizar de técnicas microscópicas. Para isso, ele insere um pequeno dispositivo no corpo e guia-o para uma área específica. Isso permite ver o organismo, literalmente, de dentro.

Com estas informações, o médico consegue definir a causa do problema e o tratamento mais adequado.

Tratamentos da dor torácica

Logo, o tipo de tratamento para a dorsalgia varia de acordo com o diagnóstico especificado. Todas as terapias, no entanto, incluem a mudança de hábitos básicos diários. Entre estes hábitos está a alimentação: é preciso mantê-la sempre balanceada e rica em nutrientes. Sem isso, o corpo não garante todas as substâncias que precisa para funcionar perfeitamente, e fica sujeito a infecções e doenças.

De modo igual, é importante prezar pela realização de atividades físicas regulares. Essas atividades, porém, devem ser sempre supervisionadas por um profissional da Educação Física. Na hora de iniciar a prática, busque um médico e avalie suas condições físicas – um check up pode indicar problemas que você nem sabia que tinha, como uma leve lesão no joelho. Conhecer este problema vai impedir que você realize atividades que o intensifique.

Já o profissional da Educação Física é preparado para indicar os esportes mais adequados e a evolução dos exercícios de acordo com seu ritmo. Por isso, mesmo que você escolha realizar exercícios ao ar livre, como uma caminhada, converse antes com um especialista, buscando entender o melhor modo de realizá-los.

Ademais, é importante investir no alongamento do corpo antes e depois dos exercícios físicos, pois eles diminuem as chances de distensões e impactos extras.

Para situações em que as dores nas costas são causadas por problemas musculares e na coluna, esses cuidados relacionados aos esportes são bastante eficazes. Como já existe um quadro de dor, evitar sua intensificação é fundamental. Quando o esporte não é realizado, ou feito de forma incorreta, porém, pode ocorrer o aumento do impacto nas áreas doloridas. Quanto maior o impacto, maior a dor e a chance de complicações.

Pensando em qualquer fator causal, é fundamental ainda eliminar maus hábitos. Hábitos como o consumo excessivo de álcool, o tabagismo e o uso de drogas.

Cuide da postura!

dor-torácicaA postura do corpo é um ponto importante quando o assunto é a dor torácica. Isso porque, manter uma postura inadequada pode ou causar o problema, ou intensificá-lo. Deste modo, é preciso atenção à necessidade de manter as costas na posição correta durante o dia a dia.

O ideal é que a espinha permaneça sempre ereta. Por isso, a cadeira a que você se acomoda deve possuir um encosto confortável, que permita manter a coluna reta. Ao mesmo tempo, é essencial dar apoio aos braços, nos suportes da cadeira ou deixando-os pousados na mesa. Assim como é importante dar apoio aos pés: você precisa mantê-los no chão, ou firmados num suporte específico. Os joelhos devem sempre se manter em um ângulo semelhante a 90º.

Na hora de carregar peso, a coluna também deve permanecer ereta. Para isso, para suspender um objeto que se encontra abaixo o correto é flexionar os joelhos. Ou seja: você flexiona os joelhos, abaixa-se , segura o objeto e então o suspende, ainda mantendo a postura ereta. Esse tipo simples de cuidado evita tanto as dores musculares, quando o desgaste da coluna.

Nestas situações, de dor mecânica ou vertebral, o tratamento também inclui a fisioterapia. Nas sessões com o fisioterapeuta, o paciente trabalha a correção de sua postura e exercícios que fortalecem as costas. A flexibilização dos músculos também ocorre. Para estes resultados, costuma ser utilizado o método RPG (Reeducação Postural Global). O Pilates e o Yoga também podem ser indicados neste quesito, e servem inclusive como atividades físicas.

Medicamentos e terapias alternativas

Independentemente da causa da dor, um bom modo de tratá-la é pelo uso de analgésicos e anti-inflamatórios. Os remédios são comprados facilmente em qualquer farmácia, e podem ser utilizados nos primeiros quadros de dor.

No entanto, há casos em que as substâncias não fazem efeito, ou em que as dores continuam a ocorrer por mais de uma semana. Se for essa a situação, é imprescindível suspender o uso dos medicamentos e buscar um médico. Afinal, quando a dor persiste, ela tende a ser mais do que uma distensão ou cansaço muscular. Logo, deverá ser tratada com métodos específicos. Se o indivíduo insiste em utilizar os remédios sem prescrição, fica sujeito a mascarar sintomas e intensificar os problemas.

Quando a dor é fruto de problemas em órgãos, como os rins e os pulmões, os tratamentos são realizados por meio de medicamentos específicos a estes órgãos. Em alguns casos, pode ser necessária ainda a realização de cirurgias, como a retirada de pedras nos rins, por exemplo.

Finalmente, existem métodos conhecidos como “alternativos” ao tratamento de dores nas costas. Sozinhos eles não conseguem curar as dores, mas podem auxiliar a terapia e acelerar a melhora promovida por um recurso tradicional.

Entre estes tratamentos há a acupuntura. A técnica insere finas agulhas no corpo do indivíduo, principalmente nas áreas doloridas, e assim consegue promover o relaxamento da região. A aplicação de bolsas térmicas, geladas ou quentes, tem os mesmos resultados. A osteopatia, por sua vez, manipula as articulações e músculos e incentiva o corpo a liberar seus anti-inflamatórios e analgésicos naturais.

Como prevenir a dorsalgia?

A prevenção de quadros de dor torácica passa por muitos dos métodos já citados como tratamento do problema. Como a prática de exercícios físicos supervisionados, a manutenção de bons hábitos alimentares e o não consumo de álcool e drogas.

Cuidar do corpo em geral é sempre a melhor alternativa. Por isso, é importante evitar também situações que influam nos órgãos que podem causar dores nas costas. Ou seja, pulmões, diafragma, sistema digestivo, rins e a coluna. Evite, por exemplo, colocar sua imunidade em risco utilizando roupas molhadas por tempo prolongado. Dê atenção especial à sua hidratação, fundamental ao funcionamento dos rins, e ao consumo de fibras, importante ao aparelho digestivo.

Lembre-se ainda de, no dia a dia, ter atenção à postura. Manter a cabeça baixa é comum, e pode prejudicar a espinha. Isso uma vez que coloca sobre ela pressão excessiva. Por isso, mantenha a cabeça e a coluna eretas ao se sentar, ao andar e, inclusive, ao utilizar aparelhos eletrônicos como o celular. Com cuidados desse tipo, a ocorrência de dorsalgia fica limitada.

Protrusão Discal

protrusão-discalQuando problemas de saúde são parecidos é comum haver confusão entre os pacientes. “Afinal, o que eu tenho?” é uma dúvida habitual. Ainda mais quando os nomes dos problemas são igualmente parecidos. É o que ocorre, por exemplo, com a protrusão discal: você talvez nunca tenha ouvido falar nela. No entanto, com certeza conhece a hérnia de disco. E ambos os nomes significam algo muito semelhante!

Os discos vertebrais são estruturas fibrocartilaginosas que ficam localizadas entre as vértebras. A coluna humana possui 33 vértebras, e estes ossos são os responsáveis por permitir a mobilidade da espinha. Sem os discos, a cada movimento do corpo as vértebras se chocariam, causando desgaste e dor. Logo, os discos vertebrais funcionam como amortecedores de impactos, que impedem que as vértebras se encontrem diretamente.

Para funcionar adequadamente como amortecedor, o disco vertebral é formado por duas porções: o anel fibroso e o núcleo pulposo. O núcleo pulposo é uma estrutura esponjosa, semelhante a um gel, que absorve os impactos da espinha.

Protrusão discal versus hérnia de disco

Tão importante assim, o pulposo cria problemas quando se modifica. Quando ele escapa levemente do centro do núcleo, cria uma forma diferente do disco, mais oval do que deveria. No entanto, este gel permanece no centro, ou seja, não rompe a estrutura fibrosa. Neste caso, o ocorrido é chamado de protrusão discal.

Se esta condição evolui, e então o núcleo pulposo extravasa o centro do disco, surge então uma hérnia. Isso significa que a protrusão é o primeiro estágio de uma hérnia. Por isso, aliás, o primeiro tipo de herniação possível é chamado de hérnia protusa.

Na seguinte, quando o problema não é mais apenas uma protrusão, ele é nomeado como hérnia extrusa. No último estágio de um abaulamento, o núcleo rompe por completo a capa fibrocartilaginosa do disco, e passa a ocupar espaço no canal medular. Aqui, o problema é conhecido por hérnia sequestrada.

Logo, é possível dizer que toda hérnia de disco é uma protrusão, ou seja, uma saliência do núcleo pulposo, a modificação do espaço que ele ocupa. Na protrusão discal, a “capa” fibrosa do disco não se rompe, apenas se distende, tomando nova forma.

Sintomas da protrusão discal

Em estágios bastante iniciais, a protrusão de disco pode não provocar sintomas. Segundo estatísticas, cerca de 80% dos indivíduos no mundo possui uma protrusão discal, uma inflamação momentânea, que não apresenta sintomas. No entanto, se a protrusão evolui a ponto de pressionar os nervos da coluna, os sinais de sua existência passam a existir.

A coluna é uma parte fundamental para sustentação do tronco. Mais do que isso, ela abriga a medula espinhal e uma série de raízes nervosas que comandam o movimento das costas e membros como os braços e pernas. Afinal, estes nervos saem da espinha e se direcionam aos membros, realizando suas funções de comando. Logo, quando há alterações na estrutura da coluna, esta capacidade de movimento fica comprometida.

Quando o problema é uma protrusão discal, o disco estende sua forma, passa a ocupar um espaço que não deveria e a pressionar as raízes nervosas. Como reflexo, o indivíduo sente dor na região do disco prejudicado. Pode sentir também perda da força na área, perda de sensibilidade, formigamento, queimação e a sensação de que pernas e braços estão “pesados”. O paciente com este problema pode ainda perceber a sensação de instabilidade das costas e rigidez, principalmente matinal.

Por que a protrusão acontece?

protrusão-discalUma série de fatores pode levar ao desenvolvimento de uma protrusão discal. O primeiro deles é a idade: a coluna é a região do corpo responsável por sustentar o peso do indivíduo por toda a vida. Logo, ela “trabalha” bastante, e sofre impactos constantes. Por isso, com o passar dos anos, é normal que a espinha e todas as suas estruturas sofram um desgaste natural. Como a sola de um sapato, que após um longo período de uso torna-se mais fina e gasta.

Com este desgaste natural do discol, seu anel fibroso e núcleo vão se tornando mais frágeis. Isso permite as alterações na forma, mostrando o abaulamento da estrutura. É por este motivo que a protrusão de disco, e também a hérnia, são mais comuns em indivíduos a partir dos 40 anos.

Entretanto, é cada vez mais comum a ocorrência de problemas discais em grupos mais jovens. A causa principal é a manutenção da má postura da coluna no cotidiano. Pense: quantas vezes durante o dia você “se corrige”, endireitando a coluna após ela mostrar algum sinal de cansaço ou dor? Manter as costas curvadas ou tortas, principalmente em frente ao computador, é comum. Assim como durante o uso de dispositivos eletrônicos, como o smartphone.

Quando um indivíduo mantém a coluna “torta”, ele coloca sobre os discos uma pressão exagerada. Isso promove o desgaste mais rápido da estrutura, e por isso vem aumentando a ocorrência da protrusão nos jovens.

Além destas características, fatores genéticos também têm influência no desenvolvimento dos abaulamentos discais. O indivíduo que possui na família casos da protrusão tem maior chance de desenvolver o problema. Neste caso, é ainda mais importante ter atenção à postura, uma vez que mantê-la na posição incorreta pode acelerar o desgaste de suas estruturas.

Mais fatores causais

Outros hábitos ruins também têm espaço entre as causas da protrusão discal. Como a má alimentação. Se você se alimenta mal, primeiramente não oferece ao corpo todos os nutrientes necessários para manutenção de sua força. Somado a isso, você fica mais sujeito ao sobrepeso e à obesidade. Ambas as situações fazem com que a coluna trabalhe mais, pois ela terá que suportar mais do que foi preparada para tal. Por falta de nutrientes, ela não possui “força”. Com o peso acima do ideal, ela carrega mais do que deveria. Deste modo, a espinha fica sobrecarregada e se desgasta mais rapidamente.

O sedentarismo tem efeitos semelhantes. A realização de exercícios físicos garante o fortalecimento dos músculos, ajudando as costas a manterem a sustentação do tronco. O esporte ainda promove bem-estar geral do organismo, fundamental à saúde como um todo.

Finalmente, segundo pesquisas, o tabagismo da mesma forma aumenta a predisposição de um sujeito ao desgaste dos seus discos vertebrais. Tal qual o uso excessivo de medicamentos, o consumo de drogas e o consumo exagerado de álcool.

Diagnóstico do problema

Normalmente, o indivíduo com protrusão discal só procura um médico quando os sintomas aparecem. Afinal, a visita ao médico não é algo tão frequente na cultura brasileira. Além disso, se não houverem sinais dificilmente o médico vai solicitar exames que mostrariam a existência de uma alteração.

Logo que os sintomas surgem, no entanto, o médico irá basear seu diagnóstico em algumas fases. Primeiro, a conversa com o paciente. Neste bate-papo, ele fará perguntas como: quais seus sintomas? Quando eles surgiram? Há algo que melhore ou piore estes sinais? Você tomou algum medicamento sem prescrição recentemente? Há casos de problemas na coluna em pessoas da sua família? Se sim, quais problemas? Quais seus hábitos de vida? Você pratica atividades físicas? Como costuma ser sua postura?

Em seguida, o especialista pode realizar um exame físico. Fazendo pressão na área indicada como dolorida, ele procura perceber os reflexos do paciente a estes pequenos impactos. Verifica também a amplitude desde incômodo.

Para a definição, então, da localização exata e dimensão da protrusão, são realizados os exames de imagem. Exames como o raio X, a ressonância magnética e a tomografia computadorizada. Com cada um dos resultados, o médico pode perceber melhor a evolução do abaulamento do disco, e só então analisar o tratamento mais eficaz à condição.

Não adie a visita ao médico!

protrusão-discalDores nas costas são comuns, exatamente pela grande carga que a região é responsável por sustentar. Também pelos constantes movimentos com a coluna, principalmente se eles forem bruscos, ou se o indivíduo trabalha com o carregamento de peso ou vive impactos diretos nessa área. Mas não é porque são consideradas comuns que essas dores devem ser ignoradas. Se recorrente, é possível que a dor seja o sinal de um problema preocupante.

Quando o problema é uma protrusão discal, o perigo em adiar a consulta ao médico é ainda maior. Isso porque a protrusão é o primeiro estágio de uma hérnia de disco. A herniação acontece quando o núcleo pulposo de um disco já está sendo quase extravasado, ou então se extravasou. Nestas condições, os sintomas são mais fortes, e as consequências também. Afinal, quanto maior o abaulamento da estrutura, maior a chance dele pressionar raízes nervosas, e maiores os riscos de perda de sensibilidade.

Uma dor nas costas comum, ou seja, uma inflamação aguda e momentânea, pode durar entre dois e três dias. Quando o sintoma dura mais que este período, ele provavelmente é sinal de algo maior. Quanto mais grave o estágio de um abaulamento, mais difícil costuma ser para tratar a alteração. Mais longo também o processo de cura.

Fundamental destacar ainda que o uso de analgésicos e anti-inflamatórios sem prescrição médica pode mascarar a intensidade dos sintomas. Deste modo, caso você perceba uma constância no uso destes medicamentos, interrompa esta utilização e verifique o real sintoma existente. Em seguida, procure um médico para verificar a causa destes sinais.

Tratamentos conservadores

Dependendo da gravidade da protrusão discal, o indivíduo pode ter sucesso em tratá-las apenas com as chamadas “terapias conservadoras”. As terapias conservadoras consistem em técnicas que visam, com métodos não invasivos, diminuir os sintomas e eliminar as causas da doença, evitando que ela continue a acontecer.

Desta forma, a primeira possibilidade de tratamento indicada pelo médico é o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. Com base no diagnóstico, o especialista pode indicar substâncias mais eficazes e prescrever o tempo exato de uso para a terapia.

Associada aos remédios, geralmente é indicada também a realização da fisioterapia. No consultório, fisioterapeuta e paciente realizam exercícios diversos para a coluna. As atividades têm como objetivo a manutenção da flexibilidade das costas e o fortalecimento dos músculos que lhe dão sustentação. É interessante também realizar a Reeducação Postural Global (RPG), uma série de exercícios que trabalha a correção da postura. Quando a postura da espinha volta ao normal, o abaulamento tende a não mais pressionar as raízes nervosas, eliminando os sintomas do problema discal.

Vida saudável, coluna saudável

A mudança de hábito é igualmente importante para o tratamento. O indivíduo com protrusão discal deve, por exemplo, iniciar a realização de exercícios físicos específicos. Exercícios estes que ajudarão no fortalecimento das costas, melhorando a capacidade de sustentação do tronco. O esporte é importante ainda para a manutenção do peso ideal do corpo, evitando assim que o indivíduo chegue à obesidade e então exija demais de sua coluna.

As atividades físicas, no entanto, devem ser indicadas e supervisionadas por um médico, fisioterapeuta e profissional de Educação Física. Todos estes poderão analisar frequentemente os efeitos do exercício no corpo e, mais especificamente, sobre a lesão na coluna. Caso o abaulamento sofra impactos extremos, ele pode aumentar, e por isso a necessidade de cuidado.

Dentre os exercícios físicos indicados, um dos mais interessantes costuma ser o Pilates. O Pilates é um método composto por uma série de exercícios e alongamentos, que auxiliam na força e flexibilidade do corpo. Ele também auxilia na reeducação da postura.

Existe ainda a possibilidade das chamadas terapias “alternativas”, que sozinhas não curam a protrusão, mas podem auxiliar na diminuição dos sintomas. Uma delas é a Terapia Por Ondas Mecânicas Extracorpóreas, que aplica ondas relaxantes nos músculos da região inflamada.

A acupuntura tem o mesmo poder, mas realiza o relaxamento e diminuição da dor por meio da inserção de finas agulhas na pele. Assim como a osteopatia, uma terapia que auxilia na descompressão dos nervos e na liberação de substância anti-inflamatórias pelo próprio organismo.

A cirurgia é necessária?

protrusão-discalO uso da cirurgia para cura de uma protrusão discal não é muito comum. Afinal, a condição é um estágio mais “brando” da hérnia, e não costuma ter tamanha dificuldade de tratamento pelos métodos conservadores. Porém, caso os tratamentos não invasivos não funcionem, realizar um procedimento cirúrgico pode ser necessário.

A cirurgia normalmente é indicada pelo médico se, após três a seis meses do início tratamento, o indivíduo não apresenta melhora considerável. A operação realizada pode, primeiro, ser tradicional, em que há a abertura da pele do paciente para a manipulação do disco.

A segunda alternativa, e mais utilizada, é a de cirurgia minimamente invasiva, em que o paciente sofre apenas algumas incisões na pele. Para realização do procedimento, então, um microscópio e os itens cirúrgicos são inseridos no organismo por meio destas incisões. O médico se guia na operação por meio de um monitor de vídeo.

Estenose lombar

Ao longo dos anos, uma série de doenças pode se desenvolver na coluna vertebral. Afinal, é ela que funciona como suporte do corpo, mantendo-o ereto e permitindo os mais diversos movimentos. Logo, isso a torna sujeita ao desgaste e a problemas. Uma das ocorrências mais comuns, então, é a estenose lombar. Você conhece a doença?

Estenose lombar: o que é?

estenose-lombarA coluna vertebral é uma estrutura importante do corpo. No entanto, ela é “apenas” a porção de osso e cartilagens das costas: o que realmente faz a ligação entre cérebro e membros é a medula espinhal e outros nervos. Eles ficam localizados no interior do canal vertebral, protegidos pelas estruturas “duras” (os ossos) da coluna.

A estenose acontece, então, quando o canal vertebral é estreitado. Uma série de fatores pode levar a essa diminuição do espaço. Quando a situação ocorre, no entanto, o resultado é sempre o mesmo: o pressionamento dos nervos da região. Logo, o recebimento de pulsos nervosos fica prejudicado, assim como surgem sintomas incômodos.

A ocorrência do problema é de aproximadamente 150 mil novos casos anuais, isso apenas no Brasil. São dois os tipos de estenose espinhal:  a estenose cervical e a estenose lombar. Elas se diferenciam mais pela localização do que pelos sintomas. A estenose cervical é a que acontece na altura do pescoço, enquanto a lombar afeta a região ao fim das costas.

O incômodo na lombar é muito mais comum que a primeira, mas a condição na cervical é mais perigosa. Isso uma vez que ao ter o canal estreitado nessa região, o indivíduo tem diminuída a transmissão nervosa logo no início da coluna. A situação pode provocar problemas por todo o resto do corpo.

Artrite: causa principal

Na maioria dos casos de estenose lombar, as causas dizem respeito ao desgaste das estruturas da coluna. Vértebras, discos vertebrais, ligamentos da região. Assim, a doença costuma acontecer mais frequentemente em pessoas com idade a partir de 60 anos. Isso uma vez que a coluna, ao longo do tempo, se desgasta naturalmente. Logo, quanto maior o tempo de vida do indivíduo, maior o desgaste da coluna.

No entanto, existem doenças que aceleram essa degeneração, ou que então são causadas por ela. Como consequência, o canal medular perde espaço, dando origem à estenose. Dentre as causas mais frequentes do problema está a artrite.

A artrite é uma doença caracterizada pela degeneração das articulações do corpo. Quando ocorre na coluna vertebral, a doença pode provocar o desgaste acelerado da estrutura. Isso gera uma série de repercussões, que então pressionam o canal espinha.

A primeira repercussão é a compressão exagerada da área lombar. A situação acontece porque, uma vez sem discos “inteiros”, a coluna busca o melhor jeito de se sustentar. A pressão exagerada acaba por comprimir o canal.

O processo funciona como um efeito dominó: ao sustentar mais peso, a coluna é pressionada. Em seguida, pressiona o canal medular, que então pressiona os nervos e dá origem aos sintomas da estenose lombar.

Outro efeito da artrite é a doença conhecida por bico-de-papagaio. Ela ocorre porque, com as estruturas desgastadas, o corpo tenta compensar a ausência de apoio e cria novos ossos. Esses ossos crescem de forma exagerada e desordenada, dando origem a esporas. Essas esporas, então, reduzem o espaço do canal.

Mais fatores causais

Uma resposta adicional à artrite na parte inferior das costas é o aumento de tamanho dos ligamentos localizados ao redor das articulações. Isso também diminui o espaço para os nervos. Os sintomas dolorosos surgem a partir do momento em que o espaço se torna pequeno o suficiente para irritar os nervos espinhais.

A degeneração dos discos vertebrais é a segunda causa mais comum do problema. Os discos ficam localizados entre uma vértebra e outra do corpo, e servem como amortecedores naturais da espinha. Ou seja, a cada movimento impedem que os ossos vertebrais se choquem. Caso isso ocorresse, os indivíduos sentiriam dor constante, além de terem os ossos esfacelados mais rapidamente.

O desgaste do disco vertebral ocorre quando seu núcleo, chamado de pulposo, deixa seu local original. Dessa forma, o “gel” tenta escapar do interior do osso, e dá ao disco uma forma mais achatada. Essa nova forma é que pressiona a coluna.

Circunstâncias mais raras também podem levar ao estreitamento do canal espinhal. Como uma infecção, tumor e doenças como a artrose e a espondilolistese (em que uma vértebra “escorrega” sobre a outra). Uma doença metabólica (como a doença de Paget), a complicação de uma cirurgia nas costas e até um trauma externo também podem levar ao desenvolvimento da condição.

Outro grupo que frequentemente apresenta a doença é aquele que possui defeitos congênitos. Um defeito congênito é algo já existente no nascimento. Nesse caso, ele pode corresponder a uma má formação da coluna, ou à predisposição a um desgaste acelerado. Quando sujeito à estenose por essa condição, o indivíduo costuma notar os primeiros sintomas a partir dos trinta anos de idade.

Sintomas comuns

estenose-lombarA dor na região lombar é o sintoma mais característico da estenose lombar. Afinal, com a diminuição do espaço do canal espinhal os nervos da área são pressionados. Como os nervos são os responsáveis pelas sensações do corpo, essa compressão causa grande desconforto.

Esse sinal, no entanto, nem sempre ganha a devida atenção. A razão disso é que a dor nas costas pode ser causada por uma infinidade de doenças, mas também por simples cansaço, estresse ou maus hábitos. Em alguns casos de estenose, a dor na coluna nem sequer aparece! Deste modo, para perceber a existência do estreitamento é necessário verificar alguns sintomas associados.

O primeiro indício é a irradiação da dor. Quem sofre de estenose lombar pode perceber a difusão da dor para as nádegas e coxas. O incômodo é muito semelhante ao sentido nos casos de inflamação do nervo ciático. A sensação é de queimação intensa.

Costuma ocorrer ainda o entorpecimento das costas e dos membros inferiores, assim como o formigamento dessas áreas.  Quando o indivíduo permanece sentado ou com o corpo inclinado para frente, todas essas sensações tendem a diminuir. Isso porque, nessas posições o canal espinhal é menos pressionado, o espaço disponível aumenta e os nervos ficam mais “livres”. Por esse mesmo motivo, a dor normalmente aumenta quando o paciente permanece em pé, pois o corpo demanda muito da coluna para se manter nessa posição. Tal qual quando realiza movimentos bruscos.

Em casos mais raros, a estenose pode levar à compressão da chamada cauda equina. A cauda é um feixe de nervos presente no fim da lombar. Se comprimidos, esses nervos podem causar anestesia dos membros inferiores e incontinência urinária e intestinal, entre outras condições. Neste caso, a situação se torna uma emergência médica, ou seja, o indivíduo deve rapidamente procurar o hospital.

Diagnóstico da estenose lombar

Como já citado, muitas pessoas tendem a ignorar a ocorrência da dor na lombar. Tomando-a como algo esporádico, fruto do cansaço, o indivíduo apenas faz o uso de um analgésico. Não há grande problema nessa prática se a dor é rara e se desaparece em poucos dias. Por outro lado, se o sintoma é recorrente e permanece por pelo menos uma semana, é fundamental procurar um médico. Isso porque o sinal pode indicar bem mais que um cansaço momentâneo: pode existir uma estenose lombar!

No consultório médico, o especialista vai buscar primeiro entender o quadro geral do paciente. Para isso, ele fará perguntas como: quais são seus sintomas? Quando eles surgiram? Há algo que aumente ou diminua a dor? Você já conviveu com algum problema na coluna? Você possui algum familiar que tem ou já teve problema na coluna? Como são seus hábitos alimentares? Em que postura você costuma manter sua coluna?

Essas informações indicarão, por exemplo, se há alguma doença hereditária em seu grupo familiar, doença essa que possa afetar a coluna vertebral. Vai indicar também se o indivíduo mantém hábitos que o colocam no grupo de risco ao desenvolvimento de doenças na espinha.

Depois de discutir esses dados com o médico, o paciente vai passar por testes clínicos. Nessa etapa, o especialista realiza pressão sobre a área da lombar, e assim pode verificar alterações. Com o método, verifica também as reações do paciente, inclusive em relação ao aumento ou não da dor.

Exames de imagem

De modo complementar, ele realiza ainda o chamado Teste de Lasègue, que analisa o nervo ciático. No procedimento, as pernas são testadas para análise da força, sensibilidade, reflexos e amplitude de movimento. O mesmo para quadris e joelhos. Considerando que a estenose causa pressão dos nervos que comandam essas áreas, o teste é fundamental para constatação das consequências da doença.

No entanto, nenhum diagnóstico da estenose está completo se não forem realizados exames de imagem. Os testes vão permitir ao médico verificar melhor a área de pressionamento dos nervos, tal qual a causa do problema.

Dessa forma, o primeiro teste de imagem indicado é o raio X. Por meio dele, é possível visualizar o esqueleto do paciente, incluindo inclusive o desgaste ou alterações na formação original dos ossos.

Já a ressonância magnética permite avaliar melhor os chamados “tecidos moles”, como nervos, músculos e discos vertebrais. O mesmo faz a tomografia computadorizada, mas de modo ainda mais perceptível. A imagem clara dá segurança ao diagnóstico.

Tratamento não invasivo

estenose-lombarCom a estenose lombar diagnosticada, o médico vai poder indicar o tratamento mais adequado ao problema. Na maior parte das vezes, a terapia é realizada por meios não invasivos, ou seja, que não demandam cirurgia. É importante destacar, no entanto, que normalmente esse tipo de tratamento não elimina o agente causador, mas diminui os sintomas e melhora a qualidade de vida do indivíduo.

O primeiro método utilizado nesse caso é a fisioterapia. Com exercícios desenvolvidos de acordo com o quadro de cada paciente, a técnica melhora a postura e a sustentação do corpo. Isso é importante porque, quando mantém a postura correta, o indivíduo pressiona menos a lombar. Quanto menos pressão, menos dor. Para a sustentação do corpo, são trabalhados exercícios que fortalecem a musculatura das costas.

A realização de exercícios físicos para o tratamento é igualmente interessante. No entanto, considerando que já há uma lesão presente, o sujeito precisa ter cuidado dobrado. Ou seja, a atividade física deve ser leve e, mais importante, recomendada pelo médico. Apenas em conversa com o especialista é possível definir um esporte que vai melhorar, e não prejudicar o quadro já existente de doença.

Outra indicação é pelo uso de remédios anti-inflamatórios e analgésicos. As substâncias conseguem diminuir os sintomas, e assim evitam que o paciente tenha seu dia a dia prejudicado. O uso dos medicamentos, porém, deve ser feito de acordo com a prescrição médica. Isso quer dizer que é fundamental seguir as dosagens corretas e os tempos indicados para utilização. Tomar um remédio a mais ou a menos pode acabar por intensificar a estenose, ou ainda facilitar o surgimento de doenças estomacais, como a gastrite.

Métodos “alternativos”

Dependendo da intensidade dos sintomas, o médico também pode indicar injeções de esteroides. A substância anti-inflamatória é aplicada ao redor dos nervos ou do canal vertebral. O efeito é analgésico, diminuindo consideravelmente a dor. A utilização deve ser de apenas três injeções anuais, no máximo.

Uma técnica também utilizada é a acupuntura. Ela é realizada por meio da inserção de pequenas agulhas na pele, nas áreas onde há dor. Com isso, consegue diminuir os sintomas e promover o relaxamento do corpo.

Apenas para alívio da dor, é interessante ainda posicionar sobre as costas bolsa de água quente ou gelada. A alternativa relaxa e propicia a sensação de alívio.

Tratamento cirúrgico

Quando o tratamento invasivo não dá resultado, ou ainda quando o quadro é grave, a alternativa é a cirurgia. Os procedimentos são realizados para eliminar a causa da compressão da medula, sendo que o mais comum é a laminectomia.

A laminectomia funciona por meio da remoção do osso, ligamentos ou esporão ósseo que esteja comprimindo o canal vertebral. Ela pode ser realizada como uma cirurgia aberta, com uma incisão maior, ou então como um método minimamente invasivo. Nesse último caso, o paciente tem apenas pequenas incisões realizadas no corpo, enquanto o médico se guia pela visualização num monitor. As imagens que chegam a este monitor são oferecidas por meio de um microscópio, inserido no organismo por uma das incisões da cirurgia.

Já na foraminotomia, é realizada a retirada do forame. O forame é a região onde as raízes nervosas saem do canal espinhal. Uma vez retirado, o feixe libera espaço no canal dos nervos, descomprimindo o espaço. Essa técnica pode ser realizada sozinha, ou então em associação à laminotomia.

Quando a faceta articular é retirada, o resultado é o mesmo. Aqui, a cirurgia é chamada de facetectomia medial, e remove pequenas articulações que conectam as vértebras à coluna.

Além desses, há o procedimento conhecido como descompressão indireta. Nele, um pequeno dispositivo é colocado entre as vértebras, de modo a substituir um disco desgastado. O recurso alinha a coluna, diminuindo a pressão sobre a lombar.

Finalmente, há a possibilidade de realização da fusão espinhal, que liga duas ou mais vértebras de modo a estabilizar a espinha. Como limita parte dos movimentos da região fundida, a técnica costuma ser considerada como última opção ao tratamento.

O pós-cirúrgico

estenose-lombarIndependentemente do tipo de cirurgia realizado, existem pequenos riscos associados. Eles incluem infecção, sangramentos, coágulos, reação à anestesia e lesão no nervo. As complicações não são tão recorrentes, mas você pode se sentir mais tranquilo conversando com o médico antes do procedimento.

Os sintomas do paciente que passa por um procedimento geralmente são eliminados. Na maior parte dos casos, o dia a dia mantido antes da estenose pode ser retomado tranquilamente.

O tempo de recuperação total varia de acordo com a técnica utilizada. Quem realiza apenas a descompressão do canal costuma ficar no hospital por 24h, podendo voltar às atividades em apenas algumas semanas. Já quem passa pela fusão da coluna demanda um tempo pouco maior: aproximadamente cinco dias no hospital, com alguns meses para recuperação completa.

Para auxiliar esse processo de reabilitação, o médico costuma indicar, primeiro, o uso de cinta estabilizadora. A peça, semelhante a um espartilho, ajuda na movimentação, pois dá suporte à coluna no cotidiano. Ademais, o acessório consegue diminuir os efeitos de impactos sobre as costas, o que dá mais segurança ao paciente.

Outra indicação é pela fisioterapia. Os exercícios são muito semelhantes aos realizados num tratamento não invasivo. Com eles, o paciente busca fortalecer os músculos das costas, que ajudam no suporte da espinha. Busca também dar estabilidade e flexibilidade à coluna vertebral. O programa de atividades é individualizado, de acordo com o paciente, seu histórico de saúde e tipo de procedimento cirúrgico realizado.

Prevenção da estenose

Os principais métodos de prevenção da estenose dizem respeito ao cuidado com a coluna. Cuidado para que essa região não se desgaste tão rapidamente, e para que não sofra problemas que possam afetar o canal medular.

Dessa forma, é essencial ter atenção principalmente à postura adotada no cotidiano. O correto é que a postura se mantenha sempre ereta. Entretanto, não é incomum que mantenhamos as costas tortas ou curvadas. Por isso, tenha atenção ao se sentar: encoste sempre as costas na cadeira. Dê também apoio aos pés e aos braços pois, se ficarem “suspensos”, os membros também vão causar compressão da lombar.

Ao carregar peso, também deve haver cuidado. Para suspender um objeto do chão, o ideal é se abaixar flexionando os joelhos e deixando as costas eretas. Em seguida, é necessário levantar ainda com as costas eretas, e só então endireitar o corpo em pé.

Quanto menos houverem situações que comprimam a coluna, menor será seu desgaste e a chance de ocorrência da estenose ou outros problemas. Assim, até para dormir esse tipo de cautela deve existir. O melhor é dormir de lado, com a cabeça apoiada no travesseiro e uma almofada entre as pernas.

Além disso, é fundamental realizar atividades físicas. A prática de esportes faz bem para todo o corpo. Importante ainda manter uma alimentação balanceada, rica em fibras e vitaminas, e livre de gorduras. Evitar o consumo de alimentos industrializados é igualmente benéfico.

Por último, mantenha sua saúde mental em dia. Problemas como o estresse também são responsáveis por pressionar a coluna, e podem acabar gerando condições propícias à estenose lombar.

Osteopenia e osteoporose: conheça os problemas e tenha cuidado com seus ossos!

Os ossos são parte fundamental na composição do organismo humano. São eles que dão a sustentação a cada músculo, cada tecido, e assim permitem a rigidez de membros e mobilidade do corpo. Tão importantes assim, os ossos passam, apesar de parecerem tão sólidos e imutáveis, por um processo contínuo de renovação. Quando este processo não acontece como deveria, surge a osteopenia, que se não tratada pode evoluir para a osteoporose.

Osteopenia: o que é?

osteopeniaA decomposição e reconstrução dos ossos do corpo acontecem ao longo de toda a vida. Esta sucessão ocorre graças a três tipos de células presentes na estrutura óssea do corpo: os osteoblastos, os osteócitos e os osteoclastos. Juntas, estas três unidades “destroem” e constroem cada osso.

Funciona assim: os osteoblastos reproduzem a matriz óssea, base para a construção de todo o esqueleto. Em seguida, os osteócitos regulam no tecido ósseo a quantidade presente de minerais, incluindo o cálcio. Por último, os osteoclastos reabsorvem  a massa do osso envelhecida. Estas últimas células são gigantes, e com sua função dão espaço à instalação das matrizes produzidas pelos osteoblastos.

Todo este processo é contínuo e a ação de cada uma das células acontece simultaneamente. Desta forma, enquanto os osteoclastos criam espaços, os osteoblastos preenchem as lacunas e os osteócitos garantem a manutenção da estrutura. Tudo isso mantém os ossos firmes e saudáveis, garantindo a mobilidade do corpo e a prevenção de fraturas.

Há situações, entretanto, em que os osteócitos falham em sua função. Logo, quando isso ocorre, a quantidade de minerais no tecido ósseo fica defasada, resultando no que é chamado de desmineralização dos ossos. A consequência  é a maior porosidade dos ossos, assim como seu enfraquecimento.

Esta deficiência de minerais é comum principalmente em idosos, pois com o passar dos anos o processo e renovação do esqueleto é comprometido. Afinal, os “construtores” da estrutura óssea, as células, vão perdendo a rapidez de renovação. Por isso, as fraturas e trincamento dos ossos também são mais comuns nesta população.

A osteopenia, entretanto, não é considerada uma doença. A condição é uma situação pré-clínica da osteoporose. Isso significa que, se não tratado, o quadro pode evoluir e levar à doença que causa enfraquecimento ainda maior dos ossos.

Causas da osteopenia

As causas da osteopenia são diversas, e vão desde aos maus hábitos diários, a doenças específicas, que dificultam a absorção do cálcio e outros minerais. O primeiro fator causal da condição, entretanto, é natural: o envelhecimento.

Com o passar dos anos, o corpo vai perdendo a capacidade de renovação de suas células, quaisquer que sejam elas. É por isso, por exemplo, que a pele de uma pessoa idosa é mais “enrugada”, pois o corpo não pode mais produzir tantas células de colágeno. É por isso também que estes indivíduos estão mais sujeitos a distensões musculares ou fraturas dos ossos, pois as estruturas tornam-se mais fracas.

Assim, a idade acaba dificultando a absorção de minerais. Isso torna o esqueleto fraco, devido ao desenvolvimento da osteopenia.

A baixa ingestão de minerais é também uma causa do problema. Entre estes minerais, o mais importante para o osso é o cálcio, mas o esqueleto também precisa de outros como o magnésio, flúor e zinco. Estes nutrientes são encontrados em alimentos como o leite, sardinha, granola e verduras.

A osteopenia pode também ser um reflexo de doença em outras regiões do corpo. Neste caso, inflamações no fígado, rins e tireóide podem provocar a condição de desmineralização  dos ossos.

Outras causas

Doenças que provocam dificuldade na absorção de nutrientes são igualmente culpadas. Por isso, é preciso cuidado com situações como de diarréia crônica. Transtornos alimentares como a bulimia e a anorexia também entram nesta categoria de causas, pois os nutrientes que seriam absorvidos ou não são consumidos , ou são expelidos por meio do vômito.

Condições pouco mais graves ainda podem ter como reflexo a osteopenia. A doença celíaca é uma delas, pois o consumo de glúten danifica o intestino e prejudica a absorção dos minerais. A quimioterapia, com exposição à radiação, pode provocar o mesmo efeito.

Também entra na lista de fatores causais da osteopenia a questão genética. Ou seja, caso haja ocorrência na família, o indivíduo está mais suscetível ao aparecimento do problema. O uso prolongado e indiscriminado de alguns medicamentos, como corticóides e hormônios para a tireóide, consumo excessivo de álcool e cafeína são outras motivações conhecidas.

Fatores de risco

osteopeniaA massa dos ossos começa a diminuir a partir dos 30 anos. Nesta época, o corpo passa a reabsorver as células do osso de forma mais rápida  do que consegue recompô-las e minerizá-las. Esta condição ocorre principalmente devido à queda na produção da testosterona, nos homens, e do estrógeno, nas mulheres.

É por esta razão que a população feminina está mais vulnerável à desmineralização óssea. Com a menopausa precoce e a pós-menopausa, a queda na produção dos hormônios é brusca. Como o estrógeno é fundamental para absorção de cálcio no corpo feminino, a falta do componente diminui a densidade óssea do esqueleto.

O sedentarismo é também um fator de risco para a condição aqui abordada. Afinal, a prática de exercícios físicos é fundamental para a manutenção do bom funcionamento do corpo humano.

Ter uma dieta pobre em alimentos com magnésio, flúor, fósforo, zinco e, principalmente cálcio, é também bastante prejudicial, assim como a baixa exposição ao sol. Isso porque, para absorção de alguns componentes, o organismo precisa da luz solar.

Outros agentes de risco da osteopenia são fratura óssea prévia anterior, presença da artrite reumatóide – uma doença inflamatória das articulações –, e o tabagismo.

Sintomas da osteopenia

Um dos  grandes problemas em se desenvolver a osteopenia é que a condição não apresenta sintomas. Não há dor, não há incômodo ou mesmo uma febre, sinal comum de uma inflamação, por exemplo. De forma geral, o paciente só percebe o problema quando procura por ele, ou então quando ele já evoluiu para uma osteoporose.

Na osteoporose, o comprometimento dos ossos provoca dor e sensibilidade óssea, além de facilitar a ocorrência de trincas e fraturas no esqueleto.

Diagnóstico do problema

Um indivíduo possui osteopenia quando a densidade mineral de seu osso está entre menos 1% e menos 2,4%, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta medição indica perda mineral maior do que a esperada para um paciente.

Para a descoberta destes índices, é realizado um exame de densidade óssea. O teste permite que a quantidade de cálcio por centímetro quadrado do osso seja medida. Normalmente, o teste é realizado no fêmur ou coluna vertebral.

Este exame pode ocorrer de duas formas: por tomografia computadorizada, ou pelo chamado teste de densidade óssea DEXA. Este segundo, mais comum, insere o indivíduo em uma aparelho de raio X em que, a medida que o laser passa pela área a ser analisada, digitaliza os ossos e mede a quantidade de radiação que eles absorvem. A percepção desta absorção de radiação indica a densidade óssea do esqueleto.

Associado a este teste, o médico habitualmente solicita ainda exames laboratoriais, como de sangue e urina. Por meio destas alternativas, ele pode verificar, então, causas secundárias da degeneração óssea. Caso existam, o indivíduo terá tratamento diferente do que apenas para a osteopenia.

Faça um exame de densidade óssea!

Como a osteopenia não apresenta sintomas, ela dificilmente é detectada antes de  se tornar uma osteoporose. A descoberta do problema, entretanto, pode evitar evolução para a doença e diversos outros problemas e faltas que o corpo sofre com a condição. Por isso, é indicado que uma parcela da população realize exame de densidade óssea periodicamente.

Mulheres a partir dos 65 anos, e homens com pelo menos 70 anos, por exemplo, devem realizar o teste ao menos uma vez por ano. Adultos que estejam passando ou tenham histórico de doenças como a artrite reumatoide, associada à perda óssea, também precisa ter atenção a este quesito de  saúde.

Mulheres pós-menopausa, indivíduos que consomem medicamentos como corticóides, e adultos com histórico de fratura do osso são igualmente público do exame de densidade óssea.

Qualquer um que, enfim, faça parte do grupo de risco da doença deve avaliar com seu médico a necessidade de realização periódica do teste.

Tratamento da condição

osteopeniaO tratamento para a osteopenia consiste em medidas que retardam a evolução da degradação dos ossos. Afinal, é a continuidade desta corrosão que pode levar o indivíduo à osteoporose.

Desta forma, os principais passos na terapia do problema consiste  na mudança de hábitos. É necessário que o sujeito afetado exponha a pele ao sol por pelo menos 15 minutos, duas vezes por semana.

Assim, braços e pernas devem “tomar” luz pela manhã ou ao fim da tarde. Esta medida é fundamental, pois apenas com a ajuda dos raios solares o corpo obtém a capacidade de sintetizar a vitamina D e então absorver o cálcio consumido na alimentação.

Igualmente eficaz à terapia é a diminuição no consumo de álcool e cafeína, e do uso do tabaco. Estas medidas são básicas à boa saúde, e têm efeitos bastante benéficos ao tratamento da osteopenia. Já a realização de fisioterapia auxilia no fortalecimento dos músculos, o que aumenta a “proteção” do esqueleto e diminui o risco de fraturas.

Exercícios e medicamentos

Praticar atividades físicas regularmente é outra etapa importante do tratamento. O exercício físico auxilia, primeiro, no fortalecimento dos ossos, ao mesmo tempo em que garante a prevenção de quedas e fraturas.

O esporte praticado irrelevante. Você pode correr, dançar, fazer natação, levantamento de peso ou mesmo boxe. No entanto, as práticas mais eficazes ao auxílio na produção contínua de massa do osso são aquelas que provocam grande tensão muscular.

De qualquer forma, entretanto, é indispensável o acompanhamento de um profissional de Educação Física e do médico, que poderão avaliar o esporte mais indicado ao indivíduo  e seu objetivo.

Por último, há a possibilidade de terapia por medicamentos. Esta alternativa é normalmente sugerida aos casos mais graves de osteopenia, e busca corrigir a deficiência de minerais e vitamina D no organismo. Além disso, o especialista pode receitar o uso de biofosfanatos, remédio eficaz na preservação da densidade óssea.

Alimentação: uma arma poderosa

Na hora  de  tratar, e também prevenir a osteopenia, uma alimentação balanceada é o meio mais eficaz a se adotar. Afinal, para se renovar e  manter sua força, o esqueleto precisa de nutrientes como o cálcio, zinco, fósforo, magnésio e flúor. Já a vitamina D é importante para absorção destes nutrientes, e assim deve também ser bastante rica na alimentação diária.

Por isso, a alimentação ideal de um indivíduo deve incluir, por exemplo, produtos lácteos como o queijo e o iogurte, feijão, brócolis, espinafre e salmão. Estes pratos são ricos em cálcio, e ajudam a repor os 1000 mg necessários diariamente ao corpo de um  adulto.

Para o consumo do zinco, o ideal é que o indivíduo prefira alimentos como camarão, fígado de boi, cereais e legumes. Buscando o fósforo, é interessante escolher queijos, sardinha e aveia.

Também é interessante incorporar à alimentação frutas como uva, banana e abacate, soja e amendoim, ricos em magnésio, assim como carnes de peixes e vegetais, cheios de flúor.

Na hora de repor a vitamina D no organismo, os pratos mais indicados são ovos, peixes oleosos como a sardinha, e cogumelos.

Prevenindo a condição

A prevenção da osteopenia é uma medida bastante eficaz quando realizada desde a infância. Ela, basicamente, consiste na alimentação rica em nutrientes como o cálcio e a vitamina D, e na prática de hábitos saudáveis de vida.

Uma medida importante neste quesito é a exposição regular aos raios solares. Por isso, quando crianças, é interessante que os indivíduos corram pelo parque, ou apenas se sentem por 15 minutos numa área com sol. O mesmo para os adultos: que tal utilizar um tempo do horário de almoço para dar um passeio e receber um pouco de calor na pele?

A visita periódica ao médico também é importante em qualquer época da vida. Ao menos uma vez ao ano, é indicado que cada pessoa compareça ao consultório do especialista, realize exames laboratoriais comuns como o de sangue, e verifique o nível de nutrientes no organismo. Caso uma deficiência de minerais seja logo percebida, ela pode ser tratada por meio da suplementação com cálcio e vitamina D.

A realização de atividades físicas regulares também pode auxiliar na manutenção da massa muscular, diretamente relacionada à saúde da massa óssea.

Outra tática indispensável é evitar o consumo dos chamados antinutrientes, práticas que dificultam a absorção dos minerais pelo corpo. Nesta categoria, há maus hábitos como o consumo do álcool, tabagismo, alta ingestão de açúcar, uso de drogas, utilização de medicamentos sem prescrição médica ou de esteróides.

Na época da menopausa, pode ser interessante que a mulher discuta com suas médicas alternativas para a reposição hormonal. Isso porque este período é caracterizado exatamente pela baixa dos hormônios femininos, o que inclusive prejudica a renovação dos ossos. Por isso, uma reposição hormonal pode diminuir os efeitos ruins ao corpo. Nesta mesma etapa da vida, é fundamental que a mulher realize exame de densidade óssea de tempo em tempo.

Osteoporose vem logo depois

osteopeniaSe a osteopenia não é tratada ainda em estágio inicial, ela facilmente pode evoluir para a osteoporose. A doença é uma condição metabólica caracterizada pela diminuição da densidade óssea ao longo do tempo, o que diminui a força de movimentos e aumenta o risco de fraturas do esqueleto.

A osteoporose ocorre como uma fase seguinte à osteopenia. Desta forma, a dificuldade do processo de renovação das células  ósseas que ocorria na osteopenia se intensifica na osteoporose. Isso significa que a absorção das células envelhecidas do osso torna-se mais rápida, enquanto a desmineralização do osso e a renovação das estruturas diminui de velocidade. Logo, o esqueleto humano fica semelhante a uma esponja, cheio de poros, o que dá nome à enfermidade.

O grande perigo da osteoporose é a facilidade de fratura dos ossos. Por vezes, estas estruturas se rompem sozinhas, de forma espontânea. Em outras situações, um movimento simples, como um espirro, ou uma pequena batida na mesa pode resultar na quebra do osso.

A condição, então, dificulta bastante o dia a dia do paciente afetado. Afinal, o mínimo poderá causar fraturas, e a dor e imobilidade destas ocorrências tornam-se frequentes.

Pessoas com histórico da osteoporose na família, que possuem deficiência na produção de hormônios e de pele branca, baixas e magras são mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença. Assim como aqueles que realizam alimentação deficiente em cálcio e vitamina D, tem baixa exposição do corpo à luz solar e tem mais hábitos como o tabagismo. Os fatores de risco, então são os mesmos da osteopenia, acrescidos apenas pela presença de certos tipos de câncer e pela condição de imobilização e repouso prolongado do corpo.

Osteoporose versus osteopenia

Assim como a osteopenia, a osteoporose é uma doença silenciosa. O problema só costuma ser percebido em exames de rotina, ou pela ocorrência da fratura de um osso.

Curiosamente, nem mesmo a ruptura de uma estrutura óssea pode apresentar sinais: são comuns casos  em que o osso trinca, mas o paciente não percebe nenhuma dor ou alteração no organismo. As lesões mais comuns causadas pela doença são fraturas nas vértebras, fêmur, punho e costelas.

No Brasil, 2 milhões de novos casos de osteoporose são registrados por ano. O diagnóstico é realizado igualmente pelo exame de densitometria óssea. Já o tratamento do problema inclui medidas como a reposição do cálcio, principalmente pela ingestão de medicamentos, e a fisioterapia, que auxilia na prevenção e na cura de fraturas dos ossos.

Cuidado com seus ossos!

As medidas citadas para a prevenção e tratamento da osteoporose e osteopenia são, em sua maioria, eficazes também para cuidado de outras doenças que atingem o ossos.

Há, por exemplo, a doença de Paget. A condição é caracterizada pela disfunção das células chamadas osteoblastos e osteoclastos, responsáveis pela absorção das estruturas antigas e reconstrução do osso, respectivamente. Quando a doença de Paget, o tecido ósseo torna-se mais denso, mais grosso. Ao mesmo tempo, os ossos ficam mais suscetíveis a fraturas, devido à forma anormal desenvolvida.

O raquitismo, por sua vez, torna os ossos  mais porosos, mas não o suficiente para chegar à osteoporose. O problema é mais comum nas crianças, durante o crescimento do corpo, e tem como causa a deficiência de vitamina D no organismo. Nesta condição, os ossos também tendem a apresentar curvatura anormal. Os joelhos de crianças afetadas podem, por exemplo, serem jogados “para fora” ou “para dentro”, causando uma anomalia na formação.

Já a osteogênese imperfeita tem fator genético, que prejudica a produção de uma proteína que torna os ossos sólidos e fortes (o colágeno). A doença é conhecida popularmente como ossos de vidro, e torna os ossos extremamente frágeis, sujeitos a fraturas pelo menor impacto.

Por outro lado, a osteomalacia é semelhante aos quadros de raquitismo, uma vez que ambas são causadas pela falta da vitamina D no organismo. Neste caso , porém, a população mais afetada pela doença é composta por adultos, e os ossos ficam enfraquecidos e com formação anormal.

Outras doenças comuns

Na displasia fibrosa, o indivíduo afetado sofre com o crescimento exagerado do osso. A enfermidade também pode ser caracterizada pelo inchaço ocorrido graças ao desenvolvimento anormal das células do tecido ósseo. O problema pode ocorrer pelo esqueleto de todo o corpo, mas afeta principalmente os ossos da face, dentes, braços, coxas, canelas, costelas e crânio.

Isso torna, citando exemplo, uma perna maior que a outra, um braço mais esticado que o outro, e assim sucessivamente. Em muitos casos, a doença se estabiliza, o que interrompe o crescimento diferente. O tratamento pode ser realizado por medicamentos e fisioterapia. Em outros casos, é necessária a realização de intervenção cirúrgica.

Por último, a osteomielite é uma infecção bacteriana que afeta o tecido ósseo. Seus sintomas vão além do esqueleto, e incluem febre, inchaço ou calor na área da infecção, calafrios, dor, cansaço e irritabilidade. O problema geralmente ocorre nas pernas, no braço ou na coluna.

A contaminação deve-se à chegada da bactéria ao osso por meio da corrente sanguínea e, utilizando-se deste mesmo princípio, o tratamento é realizado por meio da aplicação de antibióticos na veia, ou por via oral.  Por vezes, é necessária a remoção cirúrgica do tecido afetado.

Dor na coluna é comum, mas não inofensiva

dor-na-colunaO corpo humano está sempre sujeito a dores. Afinal, cada estrutura do organismo funciona dia após dia, e sofre impactos físicos, estresse e “sobrecarga” de tarefas. Por isso, não é incomum sentirmos dor nos músculos após uma atividade física, ou no osso em seguida a uma pancada no calcanhar, ou mesmo dor de cabeça ao fim de um dia estressante de trabalho. Entre as dores a que o ser humano está sujeito, entretanto, não há nenhuma mais habitual que a dor na coluna.

A dor na coluna

A coluna vertebral é uma estrutura cheia de funções no corpo humano. É ela, por exemplo, que protege a espinha, parte nervosa que liga cérebro e membros e permite a movimentação do corpo. É ela também que dá estrutura à sustentação do tronco, e permite que os indivíduos permaneçam com a postura ereta.

Principalmente por esta característica de sustentação, que ainda permite a mobilidade de braços e pernas, a coluna fica sujeita a impactos contínuos no dia a dia. Estes impactos são físicos, como por uma pancada nas costas, ou ainda pela utilização contínua da região.

Isso significa que a movimentação da coluna tende a causar impactos naturais na região. Os ossos se atritam às cartilagens, torções bruscas causam abalos, a má postura afeta a formação das vértebras. Tão “exposta”, é compreensível que os indivíduos estejam sempre sujeitos a dor na coluna.

Durante a vida, mais de 80% da população mundial passará por episódio de dor na coluna. O incômodo pode durar apenas algumas horas, ou até duas semanas, e assim é considerado normal. Quando persiste, porém, a aflição pode ser sinal de algo mais grave – uma doença ou fratura.

A região das costas que mais sofre com este tipo de dor é a lombar, o fim do dorso. Neste caso, a dor na coluna é chamada de lombalgia. Já quando a cervical, ou seja, a área do pescoço é a afetada, o problema ganha o nome de cervicalgia, e pode vir acompanhada de náuseas e tonturas.

Maus hábitos levam à dor

A causa mais frequente da dor nas costas são os maus hábitos diários, principalmente a má postura. É preciso considerar que, para manter a posição correta da espinha, o indivíduo precisa permanecer ereto. No entanto, esta boa postura é dificilmente adotada.

No trabalho, por exemplo, é comum permanecer com a coluna “torta” ao sentar. No tempo livre, o uso do smartphone mantém a cabeça baixa e a espinha flexionada, enquanto ao andar muitas pessoas curvam  os ombros.

Situações deste tipo prejudicam bastante a coluna espinhal. Afinal, a estrutura recebe mais pressão do que deveria, pois busca sustentar com o tronco com a mesma eficácia do que faria em sua posição correta.

O excesso de peso é outro fator preocupante à dor na coluna. Por excesso de peso, é possível compreender duas situações diversas: primeiro, o peso do próprio corpo. Quando o indivíduo se encontra acima do peso ou obeso, a coluna é obrigada a suportar mais carga do que para a qual se desenvolveu. Isso porque, durante o desenvolvimento do corpo, a estrutura óssea de cada sujeito ganha capacidade de sustentação para o peso considerado ideal. Se mais do que a carga prevista ocorrer, a espinha é pressionada.

Também é possível entender excesso de peso avaliando o carregamento de objetos. Com o mesmo princípio citado para o peso corporal, um objeto pesado demais acaba forçando a espinha. Por isso, é sempre importante carregar apenas o necessário na bolsa, assim como dividir uma grande carga ao invés de carregá-la de uma só vez.

Por último, acidentes e traumatismos nas costas podem levar a quadros de dor na coluna.

Cuidado com os esportes!

Uma causa igualmente comum para a dor na coluna são lesões causadas pelos esportes. Isso dado que, quando se exercita, o indivíduo demanda mais que o comum de todo o corpo, inclusive das costas.

Desta forma, caso realize exercícios de forma incorreta ou excessiva, ou sem a preparação correta do corpo, o atleta pode sofrer lesão nos músculos do tronco e na coluna, causando dor que habitualmente demora dias para desaparecer.

Envelhecimento e dor

dor-na-colunaNão é possível dizer que a dor na coluna acontece mais em idosos, pois os hábitos já citados são frequentemente mais realizados pela população jovem. Entretanto, os indivíduos  na melhor idade são bastante sujeitos a quadros da aflição.

Desta vez, porém, a causa da dor é natural. Ocorre que, ao longo da vida, todo o organismo se desgasta. Os rins não filtram mais com tanta eficácia, os olhos têm  sua visão enfraquecida, os músculos não são tão fortes. Todo este processo é normal, pois após anos  trabalhando, o corpo começa a diminuir a “força em suas engrenagens”.

Então, a coluna vertebral é uma estrutura igualmente sujeita ao desgaste do tempo. Com a idade, o indivíduo costuma ter mais dificuldade para manter a postura ereta, os discos e vértebras se desgastam e desidratam, e o espaço de passagem da medula pelo órgão diminui.

Não é incomum, ainda que a dor na coluna irradie para outros membros. Dependendo do nervo comprimido nas costas, o idoso percebe dor e formigamento em braços e pernas. É possível ainda que haja a sensação de “membros pesados”, e dificuldade de locomoção devido ao mal.

Dor na coluna e gravidez

Para a maioria das mulheres, a gravidez é um período marcado pela dor na coluna. Afinal, ao longo do desenvolvimento do feto, o peso extra suportado pela espinha aumenta, e a região recebe pressão exagerada. A resposta do corpo é a dor, principalmente na área lombar.

As mudanças hormonais também podem ser as culpadas dos incômodos durante a gravidez, pois as articulações ficam mais “soltas”. Esta característica causa instabilidade movimentos, e na aflição na coluna.

A mudança da postura é outra causa habitual. Na gestação, a mulher tende a manter o corpo para frente, pois a barriga muda seu centro de gravidade. A má postura resulta igualmente em dor.

As situações costumam piorar quando a futura mamãe permanece muito tempo em pé. O problema também se intensifica quando ela utiliza sapatos mais altos ou desconfortáveis, como saltos. Nesta época, o ideal é optar por calçados que mantenham a planta do pé no chão. Se eles forem ortopédicos, ainda melhores.

De modo geral, as dores costumam desaparecer algumas semanas após o parto, uma vez que o peso extra não mais existe.

Quando a dor é um sintoma

Quando fatores do ambiente e o envelhecimento são eliminados como fatores causais, o motivo da dor na coluna é uma doença.

São diversas as enfermidades que têm  como sintoma a dor na coluna. Iniciando pelas doenças reumatológicas, que afetam articulações, tendões, ligamentos, ossos e músculos.  Entre elas há a espondiloartropatia, doença inflamatória da articulação da coluna vertebral, e espondilite, em que vértebras acabam se fundindo e provocando uma curvatura anormal da espinha.

Infecções são outros fatores causadores do problema. A osteomielite, por exemplo, ataca as vértebras espinhais, enquanto a dicite é uma inflamação nos discos da coluna. Ambas são responsáveis por alterações na coluna vertebral, e o primeiro sintoma apresentado pelo indivíduo costuma ser a dor intensa nas costas.

O incômodo pode ainda estar associado a um tumor, ou apenas parecer estar na coluna, quando na verdade é advinda de uma infecção urinária. Note que, neste caso, a confusão é possível porque os rins encontram-se na região posterior do abdômen.

Hérnia de disco

Dentre todas as doenças causadoras da  dor na coluna, entretanto, a mais comum é a hérnia de disco. A hérnia é uma enfermidade caracterizada por uma inflamação no disco vertebral. A estrutura cartilaginosa é responsável por separar uma vértebra da outra, e impede o atrito dos ossos na espinha.

O disco é formado por duas partes: o núcleo pulposo e o anel fibroso. O pulposo é uma espécie de gel, que permanece no interior do anel ósseo e assim diminui os impactos dos movimentos na coluna. Quando o núcleo pulposo escapa, o anel fibroso ganha uma nova formação, e assim pressiona nervos localizados nas costas. O resultado é a dor.

Assim que diagnosticada, a hérnia de disco pode ser facilmente tratada. Entretanto, caso isso não ocorra, a doença pode evoluir para a Síndrome da Cauda Equina, que além de intensificar a dor pode provocar incontinência urinária e intestinal. O problema é uma emergência médica, e acontece devido à compressão de nervos lombares.

Qual a causa?

dor-na-colunaA causa da dor na coluna só pode ser determinada com exatidão por um médico especialista. Apesar disso existem situações e sintomas específicos que podem indicar ao indivíduo qual o provável motivo da dor.

Os casos de dor por trauma são mais comuns de perceber. Seja por choque, pancada, um acidente ou pela realização de atividade física em excesso, a dor costuma aparecer poucos momentos após o ocorrido, e permanecer por dias.

Já quando a dor se inicia no fim das costas e irradia pela coxa, é provável que algo esteja comprimindo o nervo ciático. A infecção da coluna, por sua vez, pode normalmente ser percebida pela presença da febre e pelo aumento da dor na coluna ao deitar.

Se o indivíduo afetado sente a dor com maior intensidade ao levantar o joelho, o incômodo em geral é causado por alteração em um ou mais discos vertebrais. Por outro lado, pernas fracas ou adormecidas  ao caminhar podem ser sinal de estreitamento do canal vertebral.

Devo procurar o médico?

Como são consideradas comuns, as dores na coluna dificilmente levam o indivíduo de imediato ao médico. No entanto, é importante ter atenção a alguns sinais que podem indicar problema maior que uma simples torção.

A persistência da dor por mais de uma semana é um dos fatores preocupantes. Habitualmente, aflições com causas mais simples desaparecem logo, principalmente com a mudança da postura e o uso de analgésicos.

A associação de sintoma também é um aspecto a se considerar. Quando a dor na coluna vem acompanhada de febre, dormência ou formigamento de membros, dificuldade para andar e braços e pernas sem força, é bastante provável que haja uma doença ou inflamação afetando o organismo.

O aumento da intensidade da dor e a perda de controle da bexiga ou intestino são, no que lhe concerne, bastante preocupantes. A última situação costuma, inclusive, indicar ocorrência de Síndrome da Cauda Equina, uma emergência médica que deve logo levar o paciente ao hospital.

Finalmente, a recorrência da dor sem causa aparente, como uma pancada, merece atenção. Caso o sintoma persista, é interessante suspender a utilização de qualquer medicamento analgésico buscar aconselhamento médico.

Diagnóstico da dor

Para a certeza da causa da dor na coluna, o médico realiza diagnóstico passando por algumas etapas. A primeira delas é a conversa com o paciente. Por meio do bate-papo, o especialista busca conhecer os pormenores da dor e dos hábitos de vida do indivíduo, informações que auxiliarão na definição do problema.

Desta forma, ele realiza perguntas como: em que região da coluna a dor está ocorrendo? Quando ela começou? Você passou por algum trauma físico recentemente? Houveram situações de estresse no seu dia a dia recente? Há algo que piora a dor? Há algo que melhora a dor? Você percebeu algum outro sintoma? Existem casos de hérnia de disco na sua família? Você realiza atividades físicas? Se sim, em que intensidade?

Em seguida, o médico realiza o chamado exame clínico. Nesta etapa, ele verifica a região indicada pelo paciente como dolorida, realizando compressão da área e analisando a reação do corpo neste caso. Testes básicos como a medição da pressão também são realizados, assim como os de laboratório, incluindo os de sangue e urina.

Para que o diagnóstico seja certeiro, é bastante importante a realização de exame de imagem. Por meio deles, o especialista consegue verificar a região interna do organismo, e então perceber qualquer alteração ou inflamação na coluna.

Os exames de imagem mais comuns são as radiografias, que oferecem chamas em azul e branco com o contorno dos ossos. Já a tomografia computadorizada permite a visualização mais detalhada da região da coluna, assim como a ressonância magnética.

Tratamento do problema

O tratamento da dor na coluna varia de acordo com a sua causa. Para doença como a hérnia de disco e a espondilite, por exemplo, pode ser necessária a realização de cirurgia corretiva da espinha. Para qualquer situação, entretanto, a mudança de hábitos traz ótimos efeitos.

Para dores resultantes de impactos físicos, um tratamento interessante é o uso de compressas de água. Normalmente, a compressa de água morna é mais eficaz, mas alguns indivíduos reagem melhor ao gelo.

Por isso, caso uma não faça efeito, a outra compressa pode ser mais eficaz no alívio da dor. De forma geral, o calor melhora a circulação sanguínea dos músculos, enquanto o gelo tem efeito anestésico. Ao utilizar estes meios, é indispensável o cuidado para não queimar a pele. A compressa de água pode ser preparada em casa, mas a compressa e gel adquirida em farmácias é igualmente potente.

Remédios analgésicos e anti-inflamatórios também podem ser utilizados. Nas drogarias, é possível encontrar alternativas tanto para uso oral, quanto pomadas para manipulação na região dolorida. De qualquer forma, é importante tomar cuidado com a periodicidade de uso do medicamento e seguir a indicação médica. Do contrário, o remédio pode mascarar sintomas que indicariam uma condição mais preocupante.

Já a acupuntura é considerada um método alternativo de tratamento, mas pode trazer vários benefícios ao corpo. A técnica insere finas agulhas em áreas específicas da pele, e assim promove relaxamento e alívio das dores. O ideal é que o indivíduo realize uma sessão por semana.

A fisioterapia acompanhada por um médico é igualmente importante ao tratamento da dor na coluna. Por meio de exercícios pensados a cada sujeito, o especialista consegue melhorar a postura do corpo e eliminar pontos de tensão que contribuem para a dor. A série de movimentos é desenvolvida ainda de acordo com a causa do incômodo, e assim tem efeitos mais rápidos.

Melhore sua postura

dor-na-colunaA melhora da postura do corpo é um meio eficaz para o tratamento das dores na coluna, tal qual para a prevenção do problema. A mudança de hábitos, quando trabalhada ao  longo das semanas, logo se torna uma rotina, e assim o corpo se acostuma a permanecer com a coluna ereta.

É necessário, por exemplo, cuidar da postura ao sentar. No dia a dia, seja no trabalho ou em casa, o indivíduo precisa posicionar-se de forma a manter a coluna apoiada no encosto da cadeira ou sofá. Ao mesmo tempo, ele deve ter cuidado com os pés, e mantê-los apoiados ou no chão, ou num suporte específico. O ideal é que os joelhos fiquem flexionados em ângulo aproximado a 90°, pois assim a coluna não sofre pressão desnecessária.

O hábito de segurar o telefone entre a orelha e o ombro também é prejudicial. Isso porque a coluna e o pescoço ganham curvatura torta, e além de uma dor momentânea, a posição pode causar travamento destas áreas e irradiação da dor.

Ao dirigir, cuidados semelhantes são necessários. O condutor do carro precisa sempre manter joelhos flexionados, apoiando os pés no chão. Também é recomendado que os braços permaneçam arqueados, enquanto o motorista apoia  as costas no banco e o meio do crânio no encosto para cabeça. Estas precauções são interessantes, principalmente porque, além de trazer tensão ao corpo, o trânsito pode causar estresse, que também é um fator causal da dor na coluna. Evitando estes problemas, os incômodos podem ocorrer de forma mais espaçada.

Músculos merecem atenção

Ao carregar peso, os músculos do corpo são demandados. Entretanto, de nada eles  serviriam se não fossem estruturados pelos ossos – e por isso é preciso cuidado ao suspender uma carga.

Carregar peso em excesso nunca é uma boa ideia. Por isso, é importante utilizar mochila ou bolsa apenas com o que será necessário. Desta forma, o sujeito carregará menos peso.

Para levantar alguma carga, por outro lado, além de não suspender um peso excessivo, é interessante ter cuidado em como levantar o objeto. Imagine, por exemplo, que um trabalhador precisa levantar um bloco de concreto do chão. Caso dobre a coluna até o chão e levante o bloco com os braços estendidos, uma pressão imensa será provocada na coluna. Esta pressão irá resultar no desgaste dos discos e das vértebras, e poderá levar à  dor em pouco tempo.

Por outro lado, este mesmo trabalhador pode, primeiro, agachar-se  flexionando os joelhos. Em seguida, ele suspenderá o bloco com os braços flexionados, e levantará  o corpo devagar, com as costas eretas. Mantendo a coluna nessa posição e os braços flexionados, o sujeito evita qualquer tipo de pressão exagerada na espinha, e assim diminui o risco de aparecimento da dor.

Alongue o corpo!

Uma boa pedida é também realizar alongamentos periódicos dos músculos, e não apenas de forma anterior à atividade física. Você pode utilizar a técnica dos dez segundos, e alongar um membro de cada vez.

Por exemplo: suspenda o braço por cima da cabeça, formando um V ao contrário. Com a mão apoiada na parte inferior do pescoço, mantenha esta posição por dez segundos. Em seguida, realize o mesmo movimento com o outro braço, e repita esta sequência por duas vezes.

Para alongar as pernas, você pode suspender o pé pela parte de trás do corpo e segurá-lo à coxa por dez segundos, realizando o mesmo com a outra perna. Mãos e pés podem ser movimentados de forma circular por dez segundos cada, o que vai melhorar a mobilidade.

O cuidado com todos os membros irá diminuir a pressão direta na coluna. Para alongamento direto da região, entretanto, é possível deitar de costas no chão e segurar o joelho junto à barriga, esticar os braços junto no alto do corpo e outros movimentos que “estiquem” as costas.

Prevenção da dor na coluna

Além da mudança na postura, a manutenção de bons hábitos alimentares também é fundamental para prevenção de dores na coluna. Afinal, apenas bem alimentado o corpo pode manter seu funcionamento correto. Assim, preze pelo consumo de frutas, verduras, fibras e vitaminas.

É importante ainda deixar o sedentarismo de lado e realizar atividades físicas. Estas atividades, no entanto, devem ser indicadas por um profissional de Educação Física, pois se realizadas incorretamente podem causar lesões.

Nestes casos, o pilates é uma ótima alternativa. Realizada por meio de exercícios que trabalham a força dos músculos e a flexibilidade do corpo, a atividade é eficaz para a melhora inclusive da postura. Ela pode ser realizada no chão e outros aparelhos, mas sua modalidade mais conhecida inclui uma bola de material elástico.

Será que é hérnia de disco? Conheça os sintomas

hérnia-de-discoExistem diversas causas para dores na região da coluna. Um impacto, um movimento brusco, doenças como a lombalgia e a hérnia de disco. Destas, a hérnia é uma das mais desgastantes para o corpo. Afinal, há casos em que a cura do problema passa pela cirurgia, enquanto o tratamento não invasivo busca manter a qualidade de vida do paciente. Mas você sabe diferenciar a doença de outros incômodos? Conheça os sintomas e descubra se seu problema é hérnia!

Sintomas

Os sintomas da hérnia de disco variam de acordo com a área lesionada da coluna e o tipo da herniação. Um sinal, entretanto, é comum à maioria das  situações: a dor nas costas. Habitualmente, o incômodo é crônico e costuma vir acompanhado da sensação de formigamento.

Além de ocorrer na coluna e costas, a dor provocada pela doença pode irradiar para pernas, nádegas e braços, assim como a dormência nessas regiões. Para a maior parte dos afetados pelo problema, os quadros de dor se intensificam durante a noite, quando o corpo está repousado. Movimentos mais rápidos, como virar o pescoço ou torcer o tronco, normalmente também intensificam a dor.

Outros sinais comuns são a diminuição das forças dos membros superiores e inferiores, sensação de pernas “pesadas” e dificuldade em levantar o calcanhar. Câimbras são igualmente recorrentes nas ocorrências de herniação.

Em casos mais raros, e mais graves, a hérnia de disco pode levar à incontinência urinária e intestinal. As consequências ocorrem quando há inflamação na última vértebra lombar, chamada L5, ou no osso sacro, localizado na base da coluna.

Por último, há situações em que a hérnia de disco é assintomática. Sem sinais, ela acaba não sendo percebida pelo indivíduo, e se agrava ao longo do tempo. Por isso, é fundamental manter a periodicidade de consultas médicas.

Além disso, sintomas estipulados para a herniação são semelhantes aos apresentados em quadros de estenose espinhal e da síndrome de piriformes, também preocupantes. Isto reafirma a necessidade de acompanhamento de especialistas periodicamente.

Hérnia de disco: o que é?

Para a movimentação do tronco e ligação entre cérebro e membros inferiores, o corpo humano conta com a medula espinhal. A medula é envolvida pela coluna vertebral, óssea, que então protege a espinha delicada. A coluna vertebral, por sua vez, é composta por vértebras e pequenos discos – discos estes afetados pela hérnia.

A condição ocorre devido ao desgaste dos discos vertebrais. Os discos são estruturas cartilaginosas que permitem a flexibilidade dos ossos da coluna, e impede que estes ossos se choquem a cada movimento do corpo. O desgaste da região é natural do organismo, e decorre de acordo com a evolução da idade. Por isso, a doença é mais comum entre idosos.

Isso não significa, porém, que a hérnia não acontece na população mais jovem. Em algumas situações, a coluna sofre maior impacto no dia a dia, e a deterioração que seria natural se intensifica.

O desgaste dos discos causa bastante dor, uma vez que as vértebras “perdem” seu apoio. Os ossos passam, então, a colidir, a atritar, e as vértebras  saem de sua posição original. O resultado é o pressionamento das raízes nervosas da coluna.

De forma geral, as regiões do pescoço e do fim das costas, a lombar, são as que mais sofrem com os sintomas.

Estágios da hérnia

hérnia-de-discoNo Brasil, a hérnia afeta 5,4 milhões de pessoas, e é a principal causa da dor nas costas no mundo. Para entender a condição da doença, entretanto, é fundamental conhecer a estrutura do disco vertebral.

Cada disco vertebral é formado por duas partes: o núcleo pulposo e o anel fibroso. O pulposo é a parte interna do disco, e se assemelha a um gel. Ele é o responsável por proteger o organismo contra torções e pressões sofridas pela coluna.

Já o anel fibroso envolve o núcleo pulposo, protegendo-o, ao mesmo tempo em que permite movimentos como a rotação, torção e flexão do corpo.

A hérnia de disco origina-se, então, quando há uma ruptura do anel fibroso e o decorrente “escapamento” do pulposo. Isso significa que o gel ultrapassa a estrutura que lhe é designada dentro da vértebra, e comprime as raízes nervosas da região em que está na coluna.

A gravidade da ruptura do anel e do escapamento do pulposo é o que define o tipo de hérnia e sintomas sofridos pelo indivíduo.

Os tipos são estabelecidos de acordo com as fases de desenvolvimento do problema. Na protusão discal, por exemplo, o disco fibroso apresenta fissuras e o pulposo ameaça escapar, dando à vértebra uma forma oval. Esta nova forma pressiona as raízes nervosas.

No tipo seguinte da doença, o núcleo pulposo é extravasado. Chamada hérnia extrusa, a doença leva o gel para o exterior do disco, mantendo-o em sua periferia.

Com o escoamento do pulposo, a estrutura cartilaginosa sofre ainda processo de achatamento, diminuindo o volume do disco. Esta massa diminuta acaba por minimizar a eficácia do disco, que então não consegue amortecer os impactos dos movimentos do corpo nas vértebras.

Por último, há a chamada hérnia sequestrada. Ela é a forma mais grave da hérnia de disco, e é caracterizada pelo rompimento completo da parede do disco. Com a situação, o núcleo pulposo migra para o canal da medula, e torna o quadro inflamatório bastante intenso.

Causas da doença

A coluna vertebral é a região do corpo que sofre mais impactos do dia a dia. Afinal, a região é responsável pela sustentação do corpo e dá estrutura a pernas e braços para se movimentarem. No dia a dia, ela sofre torções, impactos de “sobe e desce”, choques por batidas e vários outros. Assim, é compreensível que a região esteja sujeita à degeneração, devido à repetição de movimentos.

Desta forma, as principais causas da hérnia de disco se referem a impactos diretos na coluna. Acidentes e quedas são preocupantes neste quesito, pois oferecem impactos mais fortes à área.

Entretanto, abalos de repetição são igualmente perigosos. Assim como acontece em casos de Lesão por Esforço Repetitivo (LER) nas mãos, a recorrência de movimentos ao longo do tempo força a coluna e acaba desgastando os discos.

Aliás, a repetição não precisa ser de movimento: o impacto sofrido pela coluna ao permanecer na mesma posição por muito tempo, como sentado no trabalho, também pode causar lesões nas vértebras.

Forçar os músculos das costas ao carregar excesso de peso ou realizar atividade física intensa demais também é prejudicial ao indivíduo. Isso porque os músculos são responsáveis por dar sustentação à coluna. Caso eles sejam demandados em excesso, podem comprometer esta sustentação, e então a coluna recebe pressão. A pressão, finalmente, causa o desgaste da região, e pode levar à hérnia.

Outras causas comuns da doença são os maus hábitos alimentares. Assim, o tabagismo, o sedentarismo e a má alimentação, que prejudicam o corpo como um todo, podem facilitar o aparecimento da inflamação .

A má postura é mais um ponto destacável. A posição correta da coluna vertebral é ereta. Quando o indivíduo curva a espinha de forma incorreta, como ao manter a cabeça baixa para o uso do celular, ele coloca pressão exagerada nas vértebras. Lidando com esta pressão e evitando o atrito, os discos trabalham mais, e se desgastam mais rapidamente. Quanto maior o desgaste dos discos vertebrais, maiores as chances de desenvolvimento da doença.

Finalmente, a genética é considerada um fator de risco ao aparecimento da hérnia de disco. Isso significa que, caso tenha membros na família com o problema, o sujeito está mais suscetível ao desenvolvimento do problema ao longo da vida.

Diagnóstico do problema

A descoberta da hérnia de disco é realizada normalmente em três etapas. Na primeira delas, a conversa com o médico, o especialista busca conhecer os hábitos de vida do paciente e seu histórico familiar.

Desta forma, ele realiza perguntas como: quais são seus sintomas? Você percebe a sensação e dormência ou formigamento de braços e pernas? Há alguma situação que intensifica sua dor, como deitar ou tossir? Os sintomas estão prejudicando seu dia a dia? Alguém de sua família tem ou já teve problemas na coluna? Você realiza atividades físicas? Se sim, qual e em qual intensidade? Quais seus hábitos alimentares? Você carrega peso diariamente? Qual seu trabalho? Você permanece muito tempo na mesma posição? Em que postura você costuma manter sua coluna?

No passo seguinte, o médico busca verificar os sintomas e situações descritas pelo indivíduo. O profissional então realiza pressões nas áreas consideradas doloridas pelo paciente. Esta ação verifica a intensidade da dor e quais as áreas sensíveis nas costas. Nesta etapa, ainda são realizados testes de força muscular, de sensibilidade e de reflexo.

Outros testes

Para a certeza do diagnóstico, a última etapa dos exames consiste em testes de imagem. Por meio deles, o médico poderá definir o tamanho da lesão e a área da coluna em que ela está localizada.

O raio X é o exame de imagem mais conhecido. Por meio de chapas em “azul e branco”, ela oferece a visualização da estrutura óssea do corpo, e pode mostrar a região inflamada. Já a tomografia computadorizada melhora a percepção da lesão, pois resulta em imagens mais nítidas da coluna.

Quando após estes exames ainda houver dúvida quanto à causa dos sintomas, o especialista pode recorrer a dois outros testes: o mielograma e a eletroneuromiografia. No primeiro, a medula óssea é aspirada do interior do osso e analisada em laboratório.

Já na eletroneuromiografia, o médico analisa a velocidade de resposta do sistema nervoso do paciente, o que pode diagnosticar a compressão das raízes dos nervos da coluna. A condição é chamada radiculopatia.

Quando procurar o médico?

Geralmente, os sintomas da hérnia de disco afetam bastante a rotina do indivíduo. Torna-se difícil dormir, permanecer sentado, levantar os pés e outras ações comuns. Por isso, é preciso ter atenção à periodicidade dos sintomas.

Caso eles permaneçam por mais de 2 semanas, podem indicar a presença de hérnia. Situações em que os sintomas apareçam e diminuam por várias vezes no período de um mês, eles também merecem atenção.

Nestes casos, procurar um médico é fundamental. O diagnóstico correto do problema, além de permitir a cura dos sintomas, pode impedir a evolução do desgaste dos discos.

Por outro lado, se o indivíduo apresentar dor nas costas ou formigamento associados à incontinência urinária ou intestinal, a situação é emergencial. O ideal é correr ao hospital, sem demora, pois a situação é mais grave que uma hérnia comum.

Tratamento da hérnia

O tratamento da hérnia de disco consiste, principalmente, na mudança de hábitos. A primeira delas refere-se à postura: de forma geral, o indivíduo com a doença apresenta um desvirtuamento da posição ideal. Este desvirtuamento pode ser a causa da hérnia, mais comum, ou então consequência dela, uma vez que as dores colocam o corpo em posições diversas.

Desta forma, o paciente diagnosticado deve ter cuidado dobrado no dia a dia. Ao sentar, por exemplo, é importante manter a coluna apoiada no encosto da cadeira, de forma ereta.

É fundamental também dar apoio aos pés, mantendo-os no chão ou em um suporte elevado. A ação evita que a coluna sofra pressão desnecessária. Para as mãos, prefira dar suporte encostando os pulsos na mesa.

Ao carregar peso, mais uma vez é necessário cuidado. Para suspender algo que está no solo, o ideal é flexionar os joelhos, inclinar o corpo com as costas eretas, suspender o objeto, e levantar com as costas ainda na posição correta. Os braços devem permanecer flexionados, nunca esticados – a segunda condição sugere que o peso é maior que o recomendado ao corpo, e a coluna será mais demandada em casos deste tipo.

É ainda interessante realizar alongamentos do corpo no dia a dia. Os alongamentos básicos funcionam em contagem de dez segundos. O indivíduo pode, por exemplo, segurar os braços, um de cada vez, por trás da cabeça; ou então a perna pela parte de trás do corpo, encostando o calcanhar na coxa.

Estas práticas também são reforçadas por exercícios indicadas pelo fisioterapeuta, que corrigem a postura no dia a dia.

Estes cuidados com a postura funcionam tanto para o tratamento, quanto para a prevenção da hérnia de disco.

Cuidados com o corpo

Além da preocupação com a postura, o paciente com hérnia – e os demais indivíduos, aliás – devem ter atenção ao fortalecimento dos músculos das costas. Como as estruturas dão sustentação à coluna, elas precisam ter boa formação.

Desta forma, a musculação supervisionada por um profissional de Educação Física é bastante eficaz. Assim como o Pilates, que auxilia no fortalecimento dos músculos ao mesmo tempo em que promove a reeducação da postura e melhora a flexibilidade do corpo.

Na alimentação, é essencial incluir alimentos ricos em nutrientes, e principalmente em colágeno. O colágeno é importante para a criação de novas células e reparação de um disco vertebral inflamado. Ele pode ser encontrado em alimentos como salmão, folhas verdes e ovos.

A acupuntura é igualmente uma técnica bastante indicada. Ela consiste na aplicação de agulhas em determinados pontos do corpo, que promovem o alívio da dor.

O tratamento da hérnia de disco requer muito repouso por parte do paciente, sendo que o médico também prescreve anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares a fim de aliviar os sintomas da hérnia. Após iniciado o tratamento, a dor costuma diminuir entre 6 a 8 semanas.

Associados a todos estes métodos, o indivíduo pode ainda utilizar-se de analgésicos e anti-inflamatórios. Os medicamentos, quando  receitados pelo médico, são eficazes na diminuição dos quadros de dor.

Tratamentos incisivos

hérnia-de-discoQuando as técnicas citadas não oferecem o resultado esperado, o indivíduo pode ser obrigado a recorrer a tratamentos mais incisivos. Isso, claro, com a indicação médica. Desta forma, o primeiro método possível é a aplicação de injeções de esteroides. As injeções auxiliam no controle da dor e podem potencializar o combate do processo inflamatório do disco. Elas normalmente são aplicadas em centros cirúrgicos ambulatoriais.

Outra possibilidade é a radiofrequência pulsada. Nesta técnica, uma agulha é inserida na raiz nervosa, e a raiz recebe então ondas elétricas, o que trata a dor.

Finalmente, apenas em último caso, o paciente pode passar por cirurgia para a cura da hérnia de disco. Apenas 5% dos casos da doença são tratados por este meio.

São quatro os tipos de cirurgia para hérnia, que variam de acordo com a gravidade do problema e do risco para o indivíduo. Na discectomia, por exemplo, o fragmento do disco que está causando pressão sobre os nervos é removido.

Na laminotomia, o cirurgião realiza uma pequena abertura na base da vértebra, chamada arco vertebral, e então alivia a pressão sobre as raízes nervosas afetadas.

O disco pode também ser completamente removido, e substituído por um artificial produzido por plástico ou metal. Já na fusão espinhal, duas ou mais vértebras são fundidas por meio de parafusos ou enxertos ósseos, o que limita o movimento da coluna e impede que a condição da hérnia se agrave pelos atritos.

Dor na lombar? Descubra o que pode ser!

lombalgiaDificilmente você irá comparecer ao  médico e dizer “estou com lombalgia”. Apesar de o nome ser pouco utilizado, porém, você sabe exatamente do que estamos falando. A lombalgia não é nada mais que a famosa dor nas costas, a dor na lombar ou ainda a dor nos quartos. O incômodo é bastante comum, e estima-se que pelo menos 90% da população mundial sofre ao menos uma vez com uma crise desta dor.

A lombalgia, entretanto, não é uma doença. O incômodo aparece devido a uma série de fatores, e é sempre um sintoma. Um sintoma de uma torção, de cansaço, um reflexo de uma pancada ou ainda um sinal de uma doença. É neste último caso que a dor na lombar preocupa: se não tratada, ela pode se prolongar e intensificar, causando complicações.

Desta forma, é fundamental conhecer a lombalgia e saber quando procurar um médico. Afinal, nem toda dor é um grande problema, mas um grande problema vem sim acompanhado da dor.

A dor lombar

A lombar é a região localizada ao fim das costas, pouco antes da bacia. Ela é formada por uma série de músculos, articulações, nervos, ossos e ligamentos, e tem função importante para o corpo. Isso porque é ela a responsável por sustentar o peso do tronco, garantindo que os indivíduos possam movimentar dos braços aos pés.

É a região lombar também que dá flexibilidade à cintura. Graças a ela, o ser humano pode curvar o corpo, torcê-lo e girar os quadris, principalmente ao caminhar.

Com tantas estruturas em sua base e funções diversas, o fim das costas fica sujeito a diferentes fatores que podem levar à dor. Uma lesão muscular, rompimento de ligamentos, desgaste da coluna, inflamação e outros são alguns dos responsáveis pela lombalgia.

Por estar localizada ao fim da coluna, a região lombar, quando acometida por dor, pode irradiar o incômodo para outras partes do corpo. Nádegas e as pernas são as mais atingidas, inclusive devido ao nervo ciático posicionado nesta região.

Causas da dor: maus hábitos

Os fatores causais mais comuns da lombalgia são os maus hábitos de vida. Estes maus hábitos incluem, por exemplo, a má alimentação, pois quando não recebe os nutrientes adequados, o corpo fica mais suscetível a lesões.

O sedentarismo é outro fator comum. Isso porque para sustentar o tronco, a região lombar de cada indivíduo precisa permanecer fortalecida, principalmente no que se refere à força muscular. Se a estrutura desta área, porém, não tem boa capacidade de manutenção, a lombar e a coluna sofrem pressões contínuas e excessivas, o que pode levar à dor mecânica e a outros problemas.

Dentre todos os costumes ruins do indivíduo, entretanto, nenhum prejudica mais as costas do que a má postura. Neste caso, é preciso considerar que a posição ideal da coluna é ereta. Entretanto, no dia a dia, não é incomum que os sujeitos apresentem uma curvatura diferente da espinha, andando, sentado ou mesmo deitado.

O uso do smartphone, então, é um fator preocupante: por causa do aparelho, é normal mantermos a cabeça inclinada para baixo. Esta posição coloca grande pressão sobre o pescoço, e esta pressão logo é transmitida  à extensão da coluna. Como suporta o peso do tronco, a lombar é a que recebe maior impacto, e assim acaba respondendo com a dor.

Situações deste tipo são, por vezes, mais habituais do que percebemos. Basta que você reflita sobre sua rotina: com que frequência  você se senta “torto” numa cadeira? Em comparação, com que frequência  você se utiliza corretamente do encosto de um banco, e mantém a postura ereta? Analise, e provavelmente você irá perceber que sua coluna suporta muito mais impacto do que seria preciso!

Causas da dor: pressão excessiva

lombalgiaO mesmo ocorre ao analisarmos nossas práticas ao carregar peso. Reflita: sua bolsa ou mochila tem o peso ideal, ou você acaba carregando peso que cansa logo as costas? Na hora de levantar uma carga um pouco mais pesada do que seu corpo suporta, você prefere dividir o peso ou levantar o objeto de uma só vez, para “economizar tempo”?

Suas respostas a perguntas deste tipo provavelmente indicarão pouco cuidado à coluna. Afinal, é muito mais fácil carregar pouco mais de peso do que pensar na saúde da lombar.

No entanto, essas práticas colocam pressão excessiva na coluna, e isso aumenta a velocidade do desgaste dos ossos e músculos da área. Desgaste este que seria comum com o avanço da idade, mas acaba ocorrendo rapidamente e causando dor devido ao “excesso de uso” a lombar.

Esforços repetitivos e, principalmente, sem o condicionamento físico adequado, são igualmente perigosos à lombar.

Causas da dor: traumas

Na categoria dos traumas físicos que um indivíduo está sujeito em sua rotina, os entorses são os mais comuns. Uma entorse ocorre quando há a distensão ou torção brusca de uma região, o que leva ao rompimento ou estiramento dos ligamentos.

Este tipo de lesão pode ocorrer por simples movimentos, como levantar-se rapidamente ou virar o tronco de forma brusca. Os esportes realizados de forma incorreta e sem supervisão, porém, são os principais culpados desta situação. Isso uma vez que o corpo é demandado com maior intensidade durante a prática física, deixando a lombar suscetível às lesões.

Uma entorse também pode se desenvolver ao longo do tempo, devido a movimentos repetitivos.

Uma pancada na região lombar também pode levar a quadros de lombalgia. Casos assim ocorrem de modo súbito, e incluem, por exemplo, uma queda ou um acidente de carro. Fraturas podem ocorrer em circunstâncias semelhantes, e a dor tende a ser mais forte nestes momentos.

Causas da dor: hérnia de disco

A lombalgia não é uma doença. Ela é sempre o sinal de que algo está errado, seja este algo um motivo simples como um entorse, seja ele uma enfermidade que atinge o fim das costas. Dentre as doenças que podem causar este tipo de dor, uma das mais conhecidas é a hérnia de disco.

A hérnia de disco é um problema que ocorre devido a  lesões no disco vertebral. O disco vertebral é uma estrutura cartilaginosa que fica localizada entre cada vértebra da  coluna, e que assim impede o atrito entre estes ossos.

O disco é formado por duas partes: o núcleo pulposo, interior, e o anel fibroso, que envolve o núcleo. Quando após movimentos repetitivos, má postura ou impactos o núcleo escapa do interior do anel, ele transforma a estrutura fibrosa, dando uma forma achatada a ela. Esta nova forma do anel, então, pode pressionar os nervos localizados na coluna, o que então provoca a dor na lombar.

A dor causada pela hérnia de disco, entretanto, pode variar sua posição, de acordo com a localização do disco afetado. Por isso, também é possível que a hérnia provoque aflição na área  do pescoço e no meio das costas de um indivíduo.

Causas da dor: outras doenças

lombalgiaHá ainda outras doenças que, quando afetam o disco vertebral, podem causar lombalgia. A Doença Degenerativa do Disco, por exemplo, desenvolve-se de acordo com a idade, mas pode aparecer mais rápido de acordo com os hábitos de um sujeito.

Também chamado DDD ou osteoartrite, o problema ocorre porque, ao longo do tempo, os discos desidratam e se desgastam. Em seguida, eles acabam perdendo força, o que torna a função de sustentação da coluna mais difícil.

A espondilolistese, por sua vez, ocorre quando uma vértebra desliza sobre outra, deixando-a mais para frente que a segunda. Isso pode causar compressão dos nervos da coluna, além da instabilidade de movimentos.

Já a estenose espinal acontece quando há o estreitamento do canal espinhal, onde as raízes nervosas ficam posicionadas. Se este estreitamento acontece, a compressão dos nervos, como em situações anteriores, causa dor no indivíduo afetado.

Outras situações de lombalgia dizem respeito a deformidades na curvatura da coluna. Na escoliose, a espinha ganha uma curvatura lateral, enquanto a cifose cria uma corcunda no indivíduo ao arredondar as costas para a frente do corpo. Estas mudanças estão associadas normalmente à má postura.

A disfunção articular sacroilíaca é ainda uma causa possível da dor nos quartos. O sacro é um osso em forma de pirâmide localizado ao fim da coluna vertebral, e sua articulação conecta a espinha à pélvis. Caso esta articulação seja utilizada em excesso, ou então muito pouco, ela pode inflamar.

Doenças que enfraquecem os ossos, como a osteoporose, também podem levar à lombalgia. Inflamações nos rins são igualmente comuns como causa, uma vez que estes órgãos estão localizados exatamente na região posterior do abdômen.

Por último, estresse, depressão e ansiedade também podem causar a sensação de dor e cansaço na lombar.

Causas mais graves

A lombalgia ainda conta com fatores causais mais graves. De forma geral, elas ocorrem com menos frequência , mas também são consideradas no momento do diagnóstico do problema.

Uma destas causas é um tumor. Habitualmente, um câncer que afeta a lombar começa em outra parte do organismo, e por metástase se espalha pela coluna vertebral. Os tumores mais comuns neste caso são os do câncer de mama, nos rins, pulmão e tireóide, que então chegam à  lombar.

Doenças  autoimunes são tal qual pouco habituais, mas podem trazer dor em condições como a lúpus, fibromialgia e artrite reumatóide. Finalmente, a osteomielite, uma infecção da coluna vertebral, é bastante rara, mas traz dor lombar bastante intensa ao indivíduo acometido.

Fatores de risco

Os fatores de risco para a lombalgia, via de regra, dizem respeito aos maus hábitos diários dos indivíduos. Desta forma, prática como o tabagismo, que só traz malefícios ao corpo, coloca o sujeito como mais suscetível a quadros de dor nas costas.

A obesidade é outra condição que torna um paciente suscetível à  dor lombar. Isso porque a coluna, ao se desenvolver na puberdade, é preparada para suportar peso específico do corpo. Este peso, saudável, pode ser percebido pelo cálculo do índice de Massa Corporal (IMC) de cada pessoa. Quando ultrapassamos o valor adequado, a espinha é obrigada a suportar mais do que deveria, e assim sofre grande pressão. Esta pressão auxilia no desgaste dos ossos e do músculo, que então leva à lombalgia.

Por isso também, o sedentarismo é perigoso ao surgimento da dor nos quartos. Assim como a má postura, que como já foi exemplificado, desgasta com maior velocidade a coluna vertebral.

Para causas como a hérnia de disco e outras, a predisposição genética é da mesma forma um  fator de risco.

Tipos de lombalgia

A classificação de uma lombalgia obedece dois tipos de categorização: a por tempo e por sua localização.

As dores agudas são aquelas que têm duração de até seis  semanas. Sua incidência é mais frequente na população entre 35 e 55 anos, e geralmente acontece devido a um impacto físico.

Já a dor lombar crônica afeta o paciente por tempo maior que doze semanas.  Normalmente, esta categoria da aflição tem como causa algum problema na coluna, como a degeneração do disco vertebral. A intensidade da dor neste caso, é menor que nos casos das agudas, mas ela ocorre com maior frequência.

Já a classificação por área afetada começa pela dor mecânica. Ela acontece principalmente nos músculos, articulações e ligamentos, mas também é possível nos ossos da região lombar. É comum também que este tipo de incômodo irradie para pernas e nádegas, e muda de intensidade conforme o movimento do corpo.

A dor radicular, por sua vez, ocorre se uma raiz nervosa da espinha é pressionada ou torna-se inflamada. A sensação do incômodo parece queimar e produzir choques elétricos, e normalmente é associada à fraqueza de uma das pernas.

Sintomas do problema

lombalgiaA lombalgia varia seus sintomas de acordo com a causa do problema. De forma geral, no entanto, ela é caracterizada pela dor na área inferior das costas, dor esta que pode ser apenas irritante ou então debilitante, dificultando a realização das atividades do dia a dia.

Existe também a possibilidade de irradiação da dor na lombar, em que o incômodo se move da parte inferior das costas e vai parar nas coxas, pernas e pés. Ela pode vir acompanhada também de espasmos musculares, sensação de aperto nas coxas, sensação de queimação e aumento da tensão nos músculos das costas.

Na maioria dos pacientes, a dor nos quartos ainda piora após muito tempo em pé e durante à noite, quando o paciente deita para dormir.

Lombalgia na gravidez

Na gravidez, é recorrente que a mulher sinta dor na lombar. Afinal, como ocorre nos casos de obesidade, a coluna é obrigada neste período a carregar mais peso do que está preparada para tal. Assim, espinha sofre grande pressão ao longo do desenvolvimento do feto, e o resultado é a lombalgia.

Dois outros fatores provocam essa sensação de dor nos quartos durante a gestação. O primeiro deles é a modificação hormonal, que torna os órgãos da mulher mais “soltos”, dificultando o equilíbrio. O instinto do corpo, então, é curvar a coluna para trás, o que causa a compressão da região lombar.

O segundo fator refere-se à mudança do centro de gravidade da mulher. O aumento do útero altera a curvatura da coluna, trazendo o corpo da gestante para frente. Mais uma vez, a espinha tenta compensar a mudança, e a diferença traz o incômodo na parte inferior das costas.

Como as causas da lombalgia na gravidez, então, são mecânicas, a gestante precisa desenvolver novos hábitos para manutenção da coluna na melhor posição possível.

Deste modo, é interessante, por exemplo, que a mulher grávida evite o uso de saltos, pois isso dificulta o equilíbrio. O ideal neste período é a utilização de sapatos que mantenham a planta do pé no chão e, quem sabe, até mesmo ortopédicos.

É importante também focar no fortalecimento da musculatura das costas. Por isso, a mulher deve realizar atividades físicas, indicadas pelo médico e pelo profissional de Educação Física. O pilates e atividades na água costumam ser as mais indicadas para melhora da flexibilização e da força do corpo.

Também é interessante que a gestante evite ganhar muito peso durante gravidez. Além disso, é fundamental que ela mantenha repouso quando lhe for indicado, e tome cuidado com a postura durante a realização de atividades domésticas ou do trabalho. Nestes casos, é importante evitar o carregamento de peso e movimentos bruscos com as costas.

Diagnóstico

O diagnóstico da causa de uma lombalgia é fundamental. Apenas por meio da definição do agente causal, realizada pelo médico especialista, o paciente poderá verificar a gravidade de seu problema e o tratamento mais adequado.

O indivíduo deve procurar um médico quando, após algumas semanas, a dor na lombar não desaparecer . Se ela também se intensifica após um tempo prolongado deitado ou sentado, quer dizer que merece atenção.

No consultório médico, o profissional irá iniciar o diagnóstico por meio de um bate-papo com o paciente. Na conversa, o especialista buscará entender os hábitos de vida e os sintomas do sujeito.

Desta forma, o médico costuma realizar perguntas como: onde você percebe a dor? Com que frequência  ela aparece? Há alguma situação que intensifica ou diminui a dor? Você percebeu outros sintomas, como febre? A dor irradia para outro local que não a lombar, como as pernas? Qual a característica principal da sua dor: ela queima, formiga, provoca choques elétricos?

As perguntas também costumam caminhar aos hábitos diários e de sono. Assim, o médico questiona situações como: quantas horas de sono você tem por noite? Você dorme de lado, de bruços, de barriga para cima? E quanto a seus hábitos alimentares: você consome frutas e verduras? Realiza atividades físicas semanais? Se sim, qual o esporte? Você sente dor após a prática física? Você sofreu algum acidente ou lesão recente? Há casos em sua família de problemas na coluna ou na lombar, como de hérnia de disco?

Exames físicos

Em seguida, o especialista passa aos exames físicos no paciente. Nesta etapa, ele realiza, por exemplo, a palpação da região indicada como dolorida pelo paciente. Com este toque nas costas, o profissional consegue perceber preliminarmente alterações musculares ou na coluna.

Já no exame neurológico, o paciente é convidado a movimentar joelhos, quadril e pernas, para percepção do agravamento da dor. O teste de escala de movimento também auxilia nesse quesito, assim como permite verificar a limitação de mobilidade causada pelo problema. Nesta etapa, ainda são realizados testes de reflexo.

Testes por imagem

Na maior parte das vezes, ao fim do exame clínico e da conversa com o indivíduo, o médico já tem uma  visão clara da causa da dor lombar. No entanto, para que haja certeza completa do diagnóstico, é indicada a realização de exames de imagem.

Entre os testes possíveis está a radiografia, que por meio de chapas em azul e branco permite a análise óssea do afetado. Deste modo, o médico pode verificar alterações na coluna, como a artrose ou uma fratura que podem ser motivo da lombalgia.

Uma tomografia computadorizada, por sua vez, é um radiografia pouco mais tecnológica. Quando realizada, ela oferece uma imagem em 3D da coluna vertebral, e assim permite a análise da estrutura por diversos ângulos.

A ressonância magnética, também bastante utilizada, avalia inflamações em músculos, ligamentos e discos intervertebrais, enquanto o ultrassom é realizado quando há suspeita de inflamação nos rins.

Remédios para a lombalgia

Feito o diagnóstico, o médico então indica o tratamento mais adequado à cura da  lombalgia. Independente da causa do problema, entretanto, a terapia inclui a mudança de hábitos diários.

As principais variações no tratamento dizem respeito à descoberta de cálculos renais, que então direciona à  medicação aos rins.

Nas situações mais graves, ou em que os tratamentos não invasivos mostram-se ineficazes, o especialista pode indicar a realização de uma cirurgia. Esta indicação ocorre principalmente em casos delicados de hérnia, e a cirurgia normalmente consiste na substituição do disco defeituoso por um de plástico ou metal.

Para o tratamento recorrente da lombalgia, então, o paciente pode contar primeiro com o uso de remédios. Analgésicos, anti-inflamatórios, corticoides e relaxantes musculares são os mais indicados, pois aliviam os quadros de dor e melhoram  a capacidade de movimento da área do fim das costas.

É sempre importante realizar tratamento medicamentoso apenas com indicação médica. Obviamente, no início da lombalgia o paciente realiza a automedicação, acreditando que o problema é simples. Entretanto, após a recorrência da dor, é essencial suspender o uso de remédios, pois eles podem estar mascarando outros sintomas, e então procurar um médico. Após a visita ao especialista, ele poderá indicar o tratamento adequado, e caso a terapia inclua medicamentos, o mais eficaz será receitado.

Demais tratamentos

lombalgiaNa maioria dos casos, a fisioterapia também auxilia bastante na cura. Por meio dela, o paciente reeduca sua postura e consegue diminuir a pressão na coluna e seu desgaste.

Já os exercícios físicos, supervisionados por um profissional de Educação Física, podem melhorar a força dos músculos das costas e a flexibilidade do indivíduo. Neste caso, o pilates e a Yoga são ótimas alternativas, pois trabalham com o peso do próprio corpo e são eficazes tanto na melhora da força, quanto da flexibilidade.

Por último, a acupuntura é considerada um método alternativo de tratamento, e pode ser associado a outros. A alternativa insere finas agulhas em áreas específicas do corpo, e assim promove o relaxamento muscular e alívio do estresse, que geralmente intensifica a dor nos quartos.

Trate você mesmo

Existem também métodos caseiros para o alívio da lombalgia. Eles são eficazes principalmente quando a causa do problema é mecânica, mas podem ser utilizados de forma associada à terapia indicada pelo médico. Assim, a recuperação do organismo tende a ser mais rápida.

Um método interessante desta categoria de tratamento é a utilização de bolsas de água ou gel. A opção promove o relaxamento muscular e alívio da dor. As bolsas de gel podem ser adquiridas na farmácia. Já em casa, é possível preparar uma compressa de água quente, que melhora a circulação sanguínea, ou compressa de gelo, que normalmente tem efeito anestésico. A escolha varia por paciente, e por isso é interessante experimentar  as duas alternativas.

É igualmente eficaz fazer alongamentos, mesmo que não se pretenda realizar atividades físicas em seguida. Desta forma, é interessante, por exemplo, esticar os braços sobre a cabeça e manter as mãos entrelaçadas, nesta posição, por pelo menos dez segundos.

Outro alongamento interessante consiste em dobrar o braço sobre a cabeça, mantendo a mão encostada no pescoço, por pelo menos dez segundos . Com as pernas, é possível levar o calcanhar até a parte de trás da coxa. Para o alongamento dos pés e mãos, é interessante realizar movimentos circulares com cada um. Via de regra, movimentos que “estiquem” a coluna e retirem a tensão do corpo são bem vindos.

Após atividades físicas ou atividades que exigem grande esforço, o repouso é uma terapia importante. Mesmo que por alguns minutos, é indispensável que o corpo tenha tempo para se recuperar de algo de grande intensidade.

Todos estes métodos de tratamento, excluindo o uso indiscriminado de medicamentos, são eficazes também para a prevenção da lombalgia.

Prevenção

Para a prevenção da lombalgia, é possível definir três métodos principais: a alimentação balanceada, eliminação de hábitos não saudáveis (como o tabagismo) e correção da postura.

A boa postura, aliás, pode auxiliar na prevenção de problemas variados. Por isso, é importante ter cuidado, por exemplo, na posição do corpo ao se sentar. O ideal é que o indivíduo utilize-se do encosto da cadeira e apoie a coluna de forma ereta. Ao mesmo tempo, os pés devem ficar apoiados no chão ou outro suporte, pois assim a coluna não sofrerá pressão desnecessária.

Os mesmos  cuidados ao sentar devem ser tomados na condução de um veículo. Neste caso, é primordial também manter a cabeça encostada no apoio do banco, assim como os joelhos e braços flexionados.

Ao utilizar o computador, também é interessante que o sujeito coloque a tela do equipamento na altura dos olhos. Deste modo, a coluna não será curvada nem abaixando, nem elevando  a cabeça.

Para abaixar o corpo, seja para pegar algo no solo, seja para suspender peso, o indivíduo precisa flexionar os joelhos. Desta forma, ele se agacha com a postura ereta, e ao suspender o tronco deve manter a posição da espinha.

Caso vá suspender alguma carga, é preciso que você tenha cuidado com o peso exagerado. Pode ser mais interessante dividir a carga. Caso seja necessário que seus braços fiquem esticados, há o sinal de alerta: a coluna sofrerá pressão demasiada com este carregamento.

Postura correta sempre!

lombalgiaNas atividades domésticas, é indispensável igual cuidado com a coluna. Para limpeza da casa, por exemplo, escolha uma vassoura ou aspirador de pó de cabo alongado. A varredura deve ser realizada sempre com a postura ereta. Caso seja necessária a limpeza debaixo dos móveis ou algum canto, prefira baixar  todo o tronco, ao invés de curvar a coluna para alcançar o espaço.

Até para calçar um sapato é preciso atenção! Nada de curvar as costas até alcançar o chão. O melhor que você se sente, traga o joelho até junto do corpo e só então calce o sapato. Este método evitará a tão prejudicial tensão na lombar.

O cuidado na hora de dormir é identicamente importante. É importante ter cuidado com a escolha do travesseiro (que deve ter a mesma altura que a distância entre cabeça e ombro do indivíduo) e do colchão, nem muito mole, nem muito duro. A posição ideal para dormir é de lado, com um travesseiro entre as pernas, pois assim a coluna permanece a mais ereta possível.

A correção da postura também é fundamental para o tratamento de uma lombalgia já instalada. As técnicas citadas tornam a terapia da fisioterapia e outros já citados  ainda mais eficaz, e acelera o processo de cura do paciente.

Lembre-se: a dor lombar é comum, mas nem por isso não merece atenção. Caso ela se prolongue demais, vá ao médico. Deste modo, você terá um diagnóstico exato da causa da dor, e poderá tratá-la da forma mais adequada.

Desconfie da dor ciática: o incômodo pode indicar problema na coluna!

dor-ciáticaO sistema nervoso do corpo humano é um dos mais importantes de cada indivíduo. Formado por diversos órgãos importantes, como o cérebro e a medula espinhal, ele garante a possibilidade de movimento de cada membro e o funcionamento dos órgãos em geral. Para que consiga comandar toda esta extensão, o sistema nervoso mune-se de nervos, responsáveis pela condução de impulsos elétricos por todo o corpo. Destes, um tem papel fundamental na locomoção de cada indivíduo: o nervo ciático.

O nervo ciático é o responsável pelo controle das articulações inferiores, incluindo quadril, joelho, tornozelo e pés. Ele se inicia no fim da espinha medular, descendo então pela parte de trás da coxa e chegando ao tornozelo.

Para melhor efetivação de seu trabalho, o nervo se subdivide. Ao chegar à metade do fêmur, ele se ramifica em nervo tibial, responsável pelos músculos posteriores da perna, e em nervo fibular, encarregado da frente da perna e dos pés de cada indivíduo. Estas subdivisões, por sua vez, também criam ramificações, abrangendo por completo os membros inferiores.

Por isso, o ciático é o maior do corpo humano, tanto em extensão, quanto  em dimensão. Em um indivíduo adulto, ele chega a atingir a mesma largura de um dedo. Seu início é protegido pelos músculos do glúteo, o que diminui os efeitos dos impactos diários na região.

Quando o músculo se encontra flexionado, porém, pela realização de uma atividade física, ou mesmo pelo andar, o nervo fica “desprotegido”. A condição proporciona condições favoráveis a choques na região, um dos principais motivos para a chamada dor ciática.

A dor ciática acontece em qualquer região trespassada pelo nervo, incluindo a perna, o quadril, a região lombar e a coxa. É comum que os pacientes relatem que “a dor se movimenta”, percorrendo toda a extensão da perna.

Além da dor, problemas no nervo ciático podem ocasionar cansaço, perda da sensibilidade e fraqueza dos membros inferiores, mesmo durante atividades diárias. Entretanto, não é porque o indivíduo percebe estes sinais, que ele está com problema ciático.

Além do incômodo, a dor ciática é caracterizada pela ocorrência em uma perna de cada vez. Ela também costuma se iniciar na lombar ou nas  nádegas, resultando numa dor aguda, como se o nervo estivesse sendo “esticado” contra a vontade.

Se não contar com estas características, o problema pode ser outro. Se o indivíduo sentir dor no lado da coxa, ou na parte da frente da perna, por exemplo, a causa pode ser problemas vasculares ou espasmos musculares comuns.

CAUSAS DA DOR CIÁTICA

A dor ciática em si não é uma doença, mas o sinal de algum outro problema. Suas causas são diversas, mas, em geral, o incômodo ocorre quando alguma pressão ou lesão o afeta.

Entre os motivos mais comuns para a ciatalgia estão lesões degenerativas da coluna vertebral, incluindo, por exemplo, a hérnia de disco. Uma hérnia comprime os nervos da medula espinhal, e assim provoca a costumeira dor lombar, que é seu principal sintoma. Esta compressão pode inflamar o nervo ciático, e assim também provocar incômodo na região.

Existem três tipos de hérnia de disco. A primeira delas é chamada extrusa e é o resultado do escapamento do núcleo pulposo da coluna. A coluna é formada por este núcleo e pelo núcleo fibroso, “anéis” que protegem a composição em gel do primeiro. Quando o disco sofre fissura, o líquido se expande para fora  dele, e pressiona a raiz nervosa da coluna.

Já na hérnia protusa, o núcleo pulposo permanece no centro da coluna, mas o disco se alarga, provocando igual pressão nas áreas nervosas da lombar.

Na hérnia sequestrada, por sua vez,  o gel pulposo migra dentro do próprio canal medular. Além da dor e pressão, há inflamação da região.

De forma geral, a hérnia de disco acontece devido à degeneração natural da coluna e por impactos, sejam eles imediatos e mais fortes, ou com efeito em longo prazo, devido à alta repetição.

Outra causa comum da ciática é espondilolistese. Degenerativa, a doença provoca deslocamento leve de uma vértebra sobre a outra, colocando uma delas mais à frente do que deveria.

Esta modificação da posição da vértebra, inicialmente, diminui o espaço em que a espinha e as terminações nervosas residem no corpo. Logo depois, ela pode causar esmagamento do nervo ciático pelo osso, despontando na dor logo abaixo da lombar.

A estenose espinhal lombar é outra causa provável da dor ciática. A condição também acarreta pressão sobre as raízes nervosas da lombar, graças ao estreitamento anormal do canal da coluna.

Por sua vez, a síndrome do piriforme  afeta o músculo piriforme, localizado na parte debaixo das nádegas. Como passa pela região, o nervo ciático acaba comprimido em situações de espasmo ou aperto da área. Até mesmo alguns objetos, como carteira no bolso ou volume no assento de um banco, podem provocar as dores. Como não tem origem na coluna vertebral, entretanto, esta condição é resolvida mais facilmente, com alongamento do músculo.

Assim, qualquer condição que ofereça compressão do nervo ciático leva à dor. Por exemplo: ao realizar atividade física para os glúteos, o indivíduo pode aumentar o tônus e firmeza da região. Se pressionado por este aumento, o nervo causará incômodo semelhante ao que aconteceria em caso de hérnia de disco. A diferença entre as duas situações seria apenas a associação de outros sintomas à hérnia, além da gravidade do problema.

Por isso, adversidades como a artrose nas vértebras inferiores, tumores, anomalias congênitas, espasmos musculares e osteoartrite também são causas conhecidas da ciatalgia. Lesões na região, traumas por impacto e fraturas podem igualmente comprimir o nervo, criando o transtorno.

Desse modo, um dos grupos mais atingidos pela dor no ciático são os atletas. Mesmo que com o acompanhamento de especialistas médicos e de Educação Física – o que, aliás, é essencial – esportistas demandam muito do corpo. Os músculos dos glúteos, coxas e piriformes recebem grandes impactos na corrida, musculação ou saltos, o que pode provocar estiramento do músculo ou outros impactos mais fortes. Assim, a resposta do corpo é a pressão ao nervo.

Nestes casos, o alongamento do músculo é suficiente para o alívio. Quando há inflamações mais graves e doenças, entretanto, o movimento poderá piorar a dor. Por isso, é importante procurar profissional médico, pois apenas ele saberá indicar a causa do problema e as medidas mais adequadas para resolvê-lo.

SINTOMAS DO PROBLEMA

dor-ciáticaConforme a causa e o paciente, o intervalo de tempo com dores ciáticas varia. Citando um reflexo mecânico como motivo, a dor desaparece em poucos dias, por vezes sozinha. Já se a inflamação é pouco mais grave, ela pode demorar a se curar.

Usualmente, os sintomas da ciatalgia tornam-se mais fortes durante a noite, durante o repouso. Além da sensação de “pinçamento” dos glúteos, coxas ou panturrilha, o indivíduo afetado pela perturbação percebe uma “queimação” e dormência na área pressionada.

A dor parece também oferecer choques elétricos, falta de equilíbrio, espasmos de dor e fraqueza dos músculos da perna acometida. Para alguns, o distúrbio torna-se quase incapacitante, causando grande dor mesmo durante a realização de atividades simples do dia a dia. Para outros, ela é completamente suportável. Para qualquer das situações, porém, o indivíduo costuma apresentar dificuldade para deitar ou levantar, devido às “agulhadas” sentidas.

Por outro lado, caso os sintomas sejam associados à sensação de pernas cansadas e pesadas, o distúrbio pode ser outro. Com estes sintomas, é mais provável que o problema seja síndrome da dor miofascial . Dissociado do nervo ciático, o distúrbio ocorre devido a lesões ou uso excessivo do músculo. O resultado são pontos de dor intensa em partes diversas do corpo, independentemente se ela foi a área a sofrer o impacto ou se está apenas próxima da região.

Em regra, as “crises” de dor no nervo ciático não caracterizam emergência médica. Ela pode ser verificada por especialista após certo período de início, e ainda assim não constituirá nenhum grande problema. Há, contudo, situação que demanda corrida rápida ao médico: quando a dor afeta intestino ou bexiga do paciente, provocando incontinência.

Os sinais podem indicar a chamada síndrome da cauda equina. O problema é causado pela compressão e inflamação do conjunto, ou feixe, de nervos na parte final da coluna. O quadro pode levar à paralisia, e por isso é tão grave. Cirurgia rápida é necessária para o tratamento do distúrbio.

Para casos comuns de dor ciática, a cirurgia é sempre a última indicação. Caso seja necessária, o indivíduo se recuperará completamente em cerca de dois meses.

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO PARA A DOR CIÁTICA

Como é causada por impactos ou lesões degenerativas da coluna vertebral, pode-se acreditar que não existem outras condições de risco para o aparecimento da dor ciática. Afinal, cada patologia já tem suas causas listadas. Entretanto, alguns hábitos de vida podem facilitar a incidência do problema. Principalmente se somados ou ligados às condições causais já citadas.

O primeiro fator destacável é a má postura do corpo. Torcendo a coluna e pouco se preocupando com movimentos bruscos ou alongamento correto do tronco, o paciente oferece condições propícias às dores no nervo.

A obesidade ou sobrepeso são igualmente perigosos. A coluna é preparada, durante o crescimento do sujeito, para suportar carga específica. Como é o principal ponto de suporte do corpo, ela recebe grande pressão para tal.

Se o peso é o ideal, não há problema. Mas se a carga que a coluna vem suportando é maior do que indica o Índice de Massa Corporal (IMC) de cada um, a pressão sobre a área vertebral será muito maior do que a adequada. A compressão pode então passar para o nervo ciático, e associar a dor na região à dor lombar característica destas situações.

O sedentarismo também é ponto notável aqui. A não realização de exercícios físicos, seja qual for  a época da vida, enfraquece a musculatura de todo o corpo. A região da coluna é uma das mais afetadas, e provoca a sobrecarga das vértebras. Os efeitos também incluem a dor lombar e compressão do nervo, resultando em maior incômodo.

O consumo excessivo de álcool e o hábito de fumar cigarros, por serem tão prejudiciais à saúde em geral, igualmente podem ter consequência na ciática.

GRAVIDEZ E DOR CIÁTICA

dor-ciáticaOutra situação propícia à ocorrência da dor ciática é a gestação. Primeiro porque, quando está grávida, a mulher passa a suportar mais peso do que sua coluna está acostumada. Com o crescimento do bebê, ela, por reflexo, acaba ainda por mudar a postura e inclinar as costas para trás, prejudicando o suporte do corpo em geral.

Como altera o centro de gravidade e equilíbrio da mulher, a gravidez facilita então a compressão do nervo ciático. Afinal, torcendo o corpo para mantê-lo em pé, é comum que as nádegas e a coxa sofram maior pressão. Por estar localizado nestas regiões, o nervo ciático é identicamente comprimido.

A flacidez muscular nesta época da vida também pode favorecer o aparecimento de hérnias e problemas mais graves relacionados à dor no ciático. Por isso, é importante que a futura mamãe busque fortalecer principalmente a região inferior do corpo, com exercícios adequados para gestantes. Isso dará a ela maior controle do corpo, diminuindo a compressão do nervo.

Por último, o aumento do útero durante o crescimento do bebê também pode ocasionar esmagamento do nervo. Esta ocorrência é frequente a partir da 12ª semana de gravidez, quando a mulher já costuma ter a barriga pouco mais protuberante.

Após o nascimento do bebê, mesmo que a pressão do crescimento da barriga chegue ao fim, é preciso tomar cuidado. Quando amamentar, mantenha uma postura adequada, com as costas apoiadas e de forma que o peso do bebê não provoque dor nos braços ou inclinação da coluna.

Utilizar um apoio atrás das costas é também uma boa saída para manter a postura. Coloque um apoio lombar, utilize almofada ou travesseiro para escora. Colocar os pés sobre um banquinho ou outro suporte também é importante, pois garantirá o apoio de todo o corpo.

Utilizar almofada também para elevar o bebê é ótima pedida. Na hora de trocá-lo, prefira o apoio do trocador de fraldas, mais alto, do que fazê-lo sobre a cama.

DIAGNÓSTICO E EXAMES

Com tantas causas e efeitos colaterais, uma simples dor no ciático merece atenção. O incômodo teve duração de alguns dias, após algum impacto mecânico? Tudo bem, não é necessário investigar. A dor vem ocorrendo por mais de uma semana? Talvez seja melhor você descobrir logo do que se trata!

O diagnóstico correto das causas da dor ciática só pode ser realizado por um médico. A investigação é essencial, principalmente pelas situações de automedicação.

É comum o consumo de analgésicos por conta própria. De forma imediata, a medicação oferece alívio  da dor, e melhora a qualidade de vida do paciente. Ao longo do tempo, entretanto, os componentes químicos podem mascarar um problema mais grave, dificultar sua percepção e, quem sabe, requerer ainda mais do tratamento.

O primeiro passo para diagnóstico da ciatalgia é a conversa com o médico. Por meio dela, o especialista irá conhecer os hábitos de vida do indivíduo, qual sua percepção de dor, os sintomas associados e o momento do início do problema.

O profissional também deverá questionar o paciente quanto à incidência de dor semelhante na família, já que algumas das causas dela têm relação hereditária. Antes mesmo de comparecer ao consultório, é interessante que o usuário procure conhecer esta incidência familiar, para oferecer o quadro mais detalhado possível na consulta.

Sinais como perda de força, limitação de movimentos, alterações de sensibilidade e perda de equilíbrio também precisam ser relatados, caso seja esta a situação.

Já durante um exame físico, o especialista em saúde deverá realizar os mais variados movimentos no corpo do paciente. O objetivo é verificar quais os efeitos de cada um deles sobre o nervo ciático, a localização da fonte da dor e a intensidade maior ou maior a cada movimento.

Assim, o médico costuma aplicar pressão no quadril, nas costas, pernas, pés, joelhos, e até mesmo na parte superior da coluna. Afinal, é preciso verificar a condição de cada área que poderia ser afetada por incômodos no ciático.

Um dos testes básicos realizados verifica se a dor é provocada por alteração ciática ou na coluna. Deitado de barriga para cima, o indivíduo tem a perna levantada pelo médico e deve listar os sintomas que percebe com o movimento. Caso haja sensação de formigamento ou dor, o problema é uma alteração no nervo. Caso os efeitos sejam na outra perna, deitada na maca, o transtorno diz respeito à coluna.

Este simples teste pode ser realizado até mesmo em casa, para que o paciente tenha maior clareza do que o acomete. A visita ao médico, porém, ainda é essencial, uma vez que só ele terá certeza do diagnóstico.

Seguido a estes, há dois exames que verificam a existência da chamada dor radicular, causada por lesões na coluna espinhal ou estenose do canal vertebral.

Primeiro, o teste de Lasègu. Ainda deitado de costas, o paciente flexiona o joelho, levantando-o até o mais próximo possível do quadril. Se não houver dor no movimento, é provável que não existam problemas ligados a lesões na coluna. Entretanto, se ao estender o joelho o quadril oferecer algum incômodo, o médico terá maior atenção às situações nas vértebras.

O teste de Bragard, então, é utilizado para confirmação do que for percebido no de Lasègu. O exame consiste na elevação da perna, estendida, de forma gradual. O médico interrompe o movimento quando o indivíduo reclama de dor, verificando sua elasticidade. Quando o momento acontecer, o especialista abaixa a perna do paciente e movimenta seu pé. O maneio é feito pela elevação do pé em direção à perna, com movimento de sobe e desce. Se houver dor no movimento, há problema radicular.

Dando continuidade ao processo de diagnóstico, há o exame neurológico. O método analisa os reflexos do corpo e força muscular das áreas próximas ao nervo.

Em seguida, costumam ser solicitados exames de imagem, que complementam e corroboram a identificação da pressão ciática.

Exames como a ressonância magnética e o raio X facilitam a visualização das alterações da coluna e no nervo. A análise dos resultados garante a percepção do real motivo da compressão ao nervo.

O exame de raio X é um dos mais conhecidos. Chamado também de radiografia, ele entrega chapas em azul e branco, que mostra o contorno de ossos e órgãos da área “fotografada”. Com ele, o profissional consegue verificar tumores, fraturas, modificações ósseas ou outras características que podem ser razão das dores ciáticas.

Por sua vez, a tomografia computadorizada é uma espécie de raio X pouco mais avançado, que consegue distinguir melhor o contorno componente dos órgãos.

Já a ressonância magnética oferece imagens em melhor definição, mostrando não apenas contorno em forma de manchas, mas conseguindo distinguir cada detalhe dos órgãos. Até mesmo os vasos sanguíneos podem ser verificados com esta checagem.

Com estas análises, é possível definir se existe ou não alguma modificação na área da coluna. Quando ela está presente, e comprimindo o nervo ciático, o distúrbio provavelmente é mais grave, demandando tratamento mais aplicado. Quando não, a dor habitualmente tem origem muscular, demandando intervenção mais simples.

Outro exame que pode acrescer informações ao diagnóstico é a termografia. O método permite a localização precisa dos pontos de dor do indivíduo. Assim, o médico especialista consegue perceber até mesmo as áreas que têm  incomodado pouco, mas que vêm  recebendo impactos que podem se agravar futuramente. As “fotografias” são realizadas por meio dos mapas de calor que o exame produz.

Após todas estas verificações, o especialista pode desconfiar de alguma lesão no nervo. As situações são raras, mas quando acontecem contam com um exame específico. Chamado eletroneuromiografia, o teste permite o diagnóstico de lesões nos nervos ou doenças dos nervos e músculos. Por ele, o indivíduo tem analisada a capacidade de condução de impulsos  elétricos  pelo nervo ciático, ou seja, a capacidade de resposta motora e sensitiva do tendão.

Nem sempre todos estes testes de diagnóstico são necessários ou requisitados pelo médico. Como envolve um nervo essencial para locomoção, porém, os especialistas dedicam grande atenção à análise do problema.

Apenas com a verificação correta é possível distinguir a causa da dor, e assim direcionar tratamento adequado antes que ela se torne mais grave. Também por isso a investigação precoce é importante. A dor tem durado mais de uma semana? Procure logo o consultório médico! Assim, mesmo que seja algo mais simples, você terá auxílio para terapia do incômodo.

CUIDADO COM A POSTURA!

dor-ciáticaHérnia, impactos mecânicos, espondilolistese. Cada uma das causas possíveis  da dor ciática tem um grupo com maior incidência. Com razões tão variadas, porém, a dor ciática acaba podendo atingir a qualquer um. Assim, homens e mulheres, de qualquer idade, estão propensos a desenvolver o incômodo no nervo. Por isso, a prevenção não precisa esperar determinada época da vida para começar.

A maioria das medidas de prevenção é básica, e busca a manutenção da qualidade de vida dos indivíduos. Tanto especialistas, quanto pessoas próximas a você provavelmente já lhe aconselharam, por exemplo, a manter uma boa postura.

Manter as costas curvadas pode ser a causa, por exemplo, de escoliose, que pode pressionar a coluna e, consequentemente, pressionar o ciático. O problema causa também forte dor lombar, o que pode diminuir a capacidade motora do sujeito. São muitos os distúrbios do tipo, e por isso as costas merecem atenção diária.

No trabalho em frente ao computador, os cuidados devem começar com a escolha da cadeira. É preciso que o assento seja confortável, com encosto que garanta a posição ereta da coluna. É necessário também contar com apoio para os braços, para que eles não sejam elevados sem suporte e sofram grandes impactos.

Também neste quesito, tenha atenção à altura da tela do computador. Ela deve sempre estar em paralelo à altura dos olhos, não exigindo nem a curvatura do pescoço, nem sua inclinação. Se necessário, insira algum apoio abaixo do monitor, seja ele específico para isso ou mesmo improvisado com livros ou outros objetos. O mesmo é indicado para notebooks.

Ofereça ainda suporte para os pés. É sempre interessante que o joelho mantenha ângulo de noventa graus, com os pés apoiados no chão ou em outro objeto. Isso porque deixar pés suspensos, ou mesmo as pernas cruzadas, pressiona a coluna de forma desnecessária.

Se tiver que atender ao telefone, fixo ou celular, evite também manter o pescoço inclinado. Segurar o aparelho na orelha, apoiando-o no pescoço, como é comum em situações de atividades diversas, gera tensão no pescoço e curva a coluna.

COLUNA MERECE ATENÇÃO DIÁRIA

Em casa, busque sempre seu conforto em todas as situações. Ao calçar um sapato, por exemplo, será mais agradável sentar-se, dobrar o joelho e trazer os pés para si, ao invés de torcer a coluna.

Nas atividades de limpeza doméstica, tome igual cautela. Ao limpar o chão com a vassoura ou aspirador de pó, tenha atenção em não curvar a coluna. O ideal é que o utensílio tenha cabo de altura adequada para que não seja preciso abaixar o corpo durante sua utilização. Caso deseje limpar cantos e a parte debaixo dos móveis, prefira agachar flexionando os joelhos. Assim, a coluna receberá menor impacto pelo movimento.

Para passar roupa, monte a mesa de apoio em altura suficiente para manter a coluna reta. Na hora de dormir, é importante contar com dois travesseiros. O primeiro deve ter altura igual à distância entre a cabeça e o pescoço, e ser colocado abaixo da cabeça.

O segundo travesseiro precisa ser inserido entre as pernas. Deitando de lado, o indivíduo consegue manter a postura o mais reta possível, mesmo durante à noite.

Escolher dormir de bruços – a pior opção – ou de costas, pode prejudicar o sono, e é comum que o sujeito acorde “com as costas duras”. Além deste incômodo momentâneo, poderá haver desgaste da região.

Na direção do carro, também é fundamental ter atenção à postura. Regule a distância do banco de forma que seus pés alcancem facilmente os pedais. Os joelhos devem ficar flexionados, mas sem encostar a  parte inferior do volante. Os braços também devem manter-se flexionados durante toda a condução. Lembre-se ainda que o encosto da cabeça deve servir de apoio apenas para o centro do crânio, e não para o pescoço ou o topo da cabeça.

Ao utilizar-se da mochila, prática ao dia a dia, também é preciso cuidado. Caso carregue peso demasiado, o acessório pode sobrecarregar a coluna, causando dores e podendo gerar problemas mais sérios. Por isso, em situações em que os objetos carregados sejam muita carga, prefira carregar algumas peças na mão. A distribuição de peso irá facilitar a manutenção da boa postura da coluna, evitando que ela se incline. Durante o transporte, sempre utilize também ambas as alças da bolsa, ou o peso em apenas um ombro poderá curvar a região lombar.

Por último, ao suspender cargas, é fundamental que os joelhos sejam flexionados. Agache-se, suspenda a carga, e gradualmente volte com a coluna para a posição ereta. Caso o peso incline o corpo para frente, é indicado que você o diminua, solicite ajuda  ou conte com o auxílio de um carrinho ou outro objeto para transporte. Caso contrário, a situação pode causar grande impacto, e levar a lesões e dores lombares e no ciático.

De forma geral, é fundamental evitar a realização de movimentos bruscos com a coluna e pernas.

DEDIQUE-SE À PREVENÇÃO

Seja qual for a atividade, é importante manter a postura ereta. Tome sempre medidas para diminuir os impactos na região lombar. A prevenção vai evitar questões simples, bem como distúrbios mais graves.

Para corrigir a conduta destas atividades, há alguns exercícios auxiliares, além dos cuidados diários citados. A técnica intitulada Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral (RMA), por exemplo, inclui diversos exercícios fisioterapêuticos. As atividades, realizadas com auxílio de um fisioterapeuta, fortalecem os músculos das costas e diminuem a tensão e a pressão na região.

Alongar o corpo diariamente é outra dica. Afinal, alongamentos não são importantes apenas para a realização de atividades físicas. Em qualquer momento, eles garantem melhor mobilidade e relaxamento do corpo.

Os alongamentos básicos consistem em exercícios para coluna, braços, pernas e pés, e demoram poucos minutos. Contando dez segundos para cada movimento, o indivíduo consegue diminuir a pressão sobre os músculos e articulações.

Você pode, por exemplo, alongar os braços suspendendo-os sobre a cabeça, entrelaçando os dedos. Em seguida, segure cada braço por trás da cabeça, encostando a mão no pescoço e formando um triângulo com o cotovelo, direcionando-o para cima. Faça o mesmo movimento segurando os membros na frente do corpo, ora entrelaçando os dedos, ora segurando o pescoço pelo lado oposto ao braço.

Com as pernas, experimente suspender o pé segurando-o pela parte de trás do corpo. Eleve-o até abaixo das nádegas. Depois, faça movimentos de “sobe e desce” do pé, e também circulares.

Ainda é possível alongar o pescoço, esticando-o ora para o lado direito, ora para o esquerdo, frente e para trás.

Para alongamento da coluna, é indicado deitar no chão de costas e fazer exercícios de flexão dos joelhos.

OUTRAS PREVENÇÕES

dor-ciáticaPassando para as atividades físicas, um dos exercícios indicados é o Pilates. Com mais de 500 movimentos possíveis em sua série, a modalidade melhora o equilíbrio e flexibilidade do corpo, e fortalece os músculos, principalmente da região lombar. Os movimentos são acessíveis, uma vez que podem ser praticadas no chão, com o auxílio de bola elástica ou ainda de outros aparelhos.

Mas há diversas outras possibilidades de atividades. Especialistas recomendam a prática por pelo menos três vezes por semana, seja de natação, caminhada, Ioga, ginástica, musculação ou qualquer outra benéfica ao corpo.

Seja qual for a escolha para prática, entretanto, é essencial contar com auxílio de profissionais. Antes de deixar o sedentarismo, procure orientação médica e de profissional de Educação Física. A etapa é importante para conhecimento das limitações de seu corpo e para descoberta do exercício mais indicado às suas condições e objetivos.

Outro passo para a prevenção é manter a qualidade de vida, evitando o tabaco e realizando alimentação saudável diariamente. Ter uma dieta equilibrada ajuda, por exemplo, a manter o peso ideal e evitar “carga extra” a ser suportada pela coluna.

Para prevenção direta da dor ciática, evite colocar objetos volumosos no bolso, como a carteira. O incômodo pode pressionar o nervo, e causar dor na região.

TRATAMENTO

Antes da definição do melhor método de tratamento para a dor ciática, é preciso que o paciente realize seu correto diagnóstico. Afinal, cada uma das causas do sintoma requer cuidados diferentes. Em geral, porém, há medidas que garantem fim ao incômodo.

A primeira alternativa é o uso medicamentoso. Entre os remédios mais comuns indicados estão o Paracetamol ou Ibuprofeno, ou relaxantes musculares. Eles costumam oferecer alívio imediato da dor, mas sozinhos não têm  a capacidade de eliminá-la. Por isso, os medicamentos são associados a outras formas de tratamento, que serão citadas logo mais.

Utilizados muitas vezes por conta própria, os medicamentos podem se tornar um perigo. Em longo prazo, eles são capazes de mascarar problemas mais sérios, levando à dificuldade de diagnóstico e a complicações. Por isso, se após uma semana de uso medicamentoso a dor persistir, o indivíduo deve procurar auxílio médico.

A visita ao especialista pode também indicar composto mais adequado, mais forte ou mesmo em forma de injeções.

A fisioterapia é igualmente utilizada na intervenção contra a dor no ciático. Os aparelhos e exercícios do método fortalecem os músculos e flexibilizam o corpo, reduzindo a dor e a inflamação.

A fisioterapia torna-se ainda mais eficaz se associada à prática física, que é tão importante nesta etapa quanto na prevenção do problema. Afinal, o repouso, apesar de ser tentador em quadros de dor, pode piorar o incômodo, uma vez que mantém o indivíduo por muito tempo na mesma posição.

Por isso, no processo de tratamento é recomendada a prática de exercícios leves. Alongamento, Ioga e pilates são os mais indicados por especialistas neste momento. Em seguida, exercícios de fortalecimento muscular são importantes, pois os músculos são os responsáveis pela proteção do nervo ciático.  

OUTROS MÉTODOS DE TRATAMENTO

Para o alívio da aflição, é possível ainda realizar massagem na região afetada pela dor. Munido de um creme hidratante ou de gel analgésico, o indivíduo pode realizar sozinho leve pressão sobre a área, diminuindo assim a compressão do nervo. Contando com ajuda de alguém próximo, é interessante também massagear os músculos das costas, pernas e glúteos, em toda sua extensão, já que a área é de passagem do ciático.

Para massagem mais forte e aplicada, o melhor é procurar uma clínica especializada ou massoterapeuta, que tem maior aptidão e conhecimento do corpo. Assim, a fricção não irá intensificar a dor, nem agravar seu agente causador.

Na alimentação, é boa pedida aumentar o consumo de vitamina B. O nutriente é ótimo auxiliar no combate e prevenção a inflamações nos nervos do corpo, incluindo o responsável pela locomoção dos sujeitos. A vitamina B está presente em alimentos como pão integral, soja, alho, leguminosas, folhas verdes, noz, arroz, espinafre, ervilha, banana, cereais, amêndoas, peixe e carne de boi.

Como tratamentos alternativos, existem três opções bastante requeridas. A acupuntura, por exemplo, oferece relaxamento e diminuição da dor graças aos estímulos de pequenas agulhas.

A osteopatia, por sua vez, é uma técnica que promove o alongamento dos músculos e estalo das articulações. Ela deve ser sempre realizada com o auxílio de um especialista. O método é opção eficaz para tratamento de hérnias de disco e escoliose, tão comuns causadoras da dor ciática.

Também é possível utilizar-se do calor ou do frio para alívio das dores. Com bolsa de água quente por aproximadamente 20 minutos, o paciente sente relaxamento do músculo e melhora do fluxo sanguíneo.

Com a bolsa de gelo, os efeitos melhoram as dores nas articulações ou causadas por impactos, principalmente se utilizada nas primeiras 48 horas após o início do incômodo.

Por último, o tratamento da dor ciática pode demandar a realização de procedimento cirúrgico. Sempre tomada como última alternativa, a cirurgia é realizada nos casos mais graves, como em situações de hérnia de disco sequestrada.

Antes da decisão por este método, todas as outras medidas indicadas para o tratamento ciático são empenhadas, salvo casos emergenciais como a incontinência da bexiga ou intestino.

Dor lombar: entenda e descubra qual a causa da sua lombalgia

dor-lombarO corpo humano está sujeito a dores. Seja por tensão, cansaço, “mau jeito” ou como um sinal de uma doença, a dor acontece em variadas épocas e episódios da vida. Entre as mais comuns, está a dor de cabeça, que parece fazer latejar o cérebro. Um segundo tipo, porém, é tão comum quanto: a dor lombar.

Chamada também de lombalgia, o problema não é uma doença, mas um reflexo do corpo que tem causas variadas. Ela atinge cerca de 80% da população mundial em algum momento da vida, na parte inferior da coluna vertebral.

Outras dores podem ser confundidas com a dor lombar. Acontecendo muito próximo à bacia, o distúrbio pode ser confundido com quadros de dor pélvica ou abdominais, ou mesmo com a característica “dor nos rins”.

Diferenciar os casos, entretanto, é simples: a lombalgia, além do incômodo na região no fim da coluna, causa tensão muscular na área. Isto acontece principalmente após período maior na mesma posição, em pé ou sentada.

Conhecida ainda como “dor nos quartos”, a aflição deixou de ser um incômodo apenas para adultos e idosos, como era comum há algumas décadas. Atualmente, é cada vez mais comum a incidência no público jovem, incluindo crianças.

Esta mudança de grupo-alvo está relacionada principalmente a uma das causas mais comuns da lombalgia: a má postura. Afinal, a região lombar é essencial ponto de apoio do tronco, e o aumento da tensão e pressão sobre a área exige que ela “trabalhe” pouco mais para manter o corpo em equilíbrio. O resultado é a dor, que provoca sensação de queimação muscular, travamento de movimentos e “pontadas” nas costas.

A dormência e formigamento das pernas também é comum entre pacientes que sofrem episódios de dor. Até mesmo as nádegas podem sentir irradiação do problema, prejudicando o dia a dia do indivíduo.

No entanto, a lombalgia não costuma ser grave. Comumente, os sintomas desaparecem em pouco tempo, com medidas para postura e medicamentos contra a dor. Se ela persistir, porém, pode indicar algum problema mais grave.

Por isso, caso a dor lombar permaneça por mais de doze semanas, é essencial procurar atendimento médico. Afinal, diversos são os problemas que têm  o incômodo como sintoma. Se associado a outras dores e anormalidades no corpo, este auxílio deve ser buscado ainda mais rápido, para que o problema em questão seja diagnosticado e tratado corretamente.

Entre os problemas possíveis, pode-se listar fraturas, infecções, distúrbios neurológicos e inflamações, diretamente relacionados à coluna vertebral ou não.

OS TIPOS DE LOMBALGIA

A principal causa de invalidez no mundo é a lombalgia. Segundo dados de uma pesquisa publicada no periódico inglês Annals Of The Rheumatic Disease em 2017, a dor na lombar é também responsável pela maior parte de afastamento de trabalhadores no planeta. Mais que comum, então, a lombalgia é um problema de saúde pública.

Um problema de saúde pública pode ser caracterizado de variadas formas. A capacidade epidêmica de uma doença, de transmissão fácil, por exemplo, é um dos requisitos adotados por especialistas. Na lombalgia, é possível considerar, entretanto, outros critérios.

O primeiro deles é o impacto na qualidade de vida do indivíduo, já que, por vezes, a dor lombar torna o paciente incapaz de realizar movimentos básicos, tamanho o incômodo.

Em segundo plano, considera-se o impacto dos custos para a sociedade. Considerando os afastamentos do trabalho devido ao problema, e os benefícios sociais por invalidez oferecidos principalmente no Brasil, é fácil classificar a dor como algo que merece atenção.

Os médicos classificam a lombalgia de duas formas: aguda ou crônica.

O modo agudo do problema é o mais simples, e de maior incidência. Com duração de até doze semanas, a dor acontece entre o fim da coluna e nádegas, e piora de acordo com o movimento. A sensação é de entrave da região, e exercícios diários tornam-se de difícil execução.

Geralmente, a causa do distúrbio é qualquer movimento realizado de forma incorreta ou brusca demais. O indivíduo percebe o incômodo de forma repentina, ao agarrar um objeto no alto, abaixar-se  rapidamente, carregar peso excessivo, fazer rotação do tronco sem mexer os pés, realizar atividades físicas intensas, apresentar má postura, manter-se imóvel na mesma posição por tempo prolongado ou ainda outras situações que coloquem pressão demasiada sobre as costas.

Ao longo dos anos, homens e mulheres ficam pouco mais sujeitos a quadros deste tipo. Uma vez que a degeneração natural do corpo pode enfraquecer músculos e coluna vertebral, estiramentos tornam-se mais comuns.

Desde que sejam de tempo menor de duração, sem impactos remanescentes para o corpo, eles são considerados corriqueiros. Quando não, a lombalgia merece cuidado maior, pois se tornou crônica.

A dor lombar crônica dura mais de doze semanas, e tem princípio diferente. Ao invés de desgastes físicos, este tipo de distúrbio é um reflexo de problemas como fraturas, hérnia de disco, degeneração do disco, artrites e outros que afetam tanto músculos, quanto ossos.

O indivíduo acometido pela adversidade sente dor moderada ou muito intensa, e torna-se basicamente incapacitado de realizar movimentos. Qualquer alteração postural, ou mesmo o andar, causam aumento da dor, e o paciente sente-se imobilizado por ela.

Ambos os tipos de lombalgia merecem atenção médica. O importante é verificar o tempo de duração e intensidade da dor.

Com poucos dias de durabilidade, o incômodo pode ser finalizado por medidas físicas e medicamentos anti-inflamatórios. A partir de duas semanas, é interessante procurar um especialista, que conseguirá oferecer tratamento mais eficaz, com exercícios e outros medicamentos, quando for o caso.

Se o intervalo de dor, porém, durar mais de 12 semanas, não adie mais a visita ao hospital: o problema pode ser mais grave do que você imaginava, e requer diagnóstico rápido e tratamento especial.

CAUSAS DA DOR LOMBAR AGUDA

dor-lombarA dor lombar aguda, além de tempo menor de duração, tem outra característica interessante: não há consequência. Ou seja, o paciente afetado por ela não apresenta alterações estruturais na coluna vertebral após o fim dos incômodos. A dor e limitação acontecem apenas durante as “crises” de lombalgia, podendo o indivíduo voltar às suas atividades habituais sem reflexos diretos na coluna.

A peculiaridade acontece graças às causas da dor, chamada de dor funcional. Em geral, movimentos são os responsáveis pelos quadros, e assim não causam lesões permanentes.

O primeiro motivo, e principal entre os pacientes da lombalgia, é a má postura. Manter-se por muito tempo na mesma posição, sentar-se de forma incorreta, curvar a coluna, não oferecer apoio aos pés, deitar de bruços ou sem suporte para pescoço ou pernas, e tensionamento das costas são os fatores responsáveis pela maior incidência do problema.

A sobrecarga das costas é da mesma forma perigosa. No trabalho, realizar levantamento de peso sem flexão dos joelhos, com movimentos repetitivos ou que envolvam a torção frequente da coluna, podem contribuir para o surgimento da lombalgia. A sobrecarga também em mochila e bolsas causa igual fadiga muscular.

Situações de sobrepeso ou obesidade são também condições de risco. Responsável pelo apoio do tronco, a região é preparada durante a fase de crescimento do corpo para sustentar carga específica. Se obrigada a apoiar pesos maiores, a coluna sofre tensão demasiada, maior impacto, e os movimentos exigem mais da área. Por isso, é comum a incidência de dor em indivíduos acima do peso.

Com a idade, a situação pode se tornar ainda mais comum. A resistência das vértebras reduz, assim como a elasticidade e tônus muscular, e promovem condições propícias às dores.

Com a lombalgia, ocorrem outros efeitos sobre o corpo humano. Acrescido à dor nas costas, o indivíduo acaba sentindo tensão na base do pescoço e dores nos ombros, braços e pernas, como se uma sensação de cansaço tomasse conta de todo o tronco.

CAUSAS DA LOMBALGIA CRÔNICA

A dor lombar crônica é aquela que, além do incômodo no fim das costas, provoca alterações na estrutura da coluna vertebral. Estas alterações são a causa da dor e/ou motivo para sua manutenção, o que significa que, enquanto não tratadas, provocarão padecimento do indivíduo.

Desta forma, doenças e problemas que atingem as vértebras, comumente, trazem associadas a lombalgia. Elas são as mais variadas, e demandam atenção ainda maior do paciente. Por isso, é preciso reconhecê-las e buscar atendimento o quanto antes. Como contam com sintomas subjacentes, torna-se mais fácil este reconhecimento.

Uma das primeiras causas da lombalgia crônica é a fissura do disco intervertebral.

O disco intervertebral está presente entre as vértebras e é composto por duas camadas, o núcleo pulposo e o ânulo fibroso. A parte interna do osso é o núcleo pulposo, enquanto o “anel” protetor deste núcleo é chamado fibroso, e conta com inúmeras terminações nervosas. Por isso, qualquer tipo de lesão na área provoca grande dor. Juntas, as partes amortecem na coluna os impactos produzidos pelo movimento corporal.

Seja pela degeneração natural da área, ou devido a algum impacto, o disco invertebral pode sofrer fissuras ou rupturas. Somada à dor nas costas, o paciente acometido percebe irradiação do incômodo para os outros membros.

Quando não por degeneração, é comum também que o indivíduo consiga apontar exatamente o momento do rompimento do disco. Isso porque, na situação, ele sente travamento da coluna, seguida da pontada inicial de dor.

Com tratamento específico, o problema tem bom prognóstico e cicatriza rapidamente.

A hérnia de disco é outra causa recorrente das dores nas costas. O transtorno também é ligado aos discos e núcleos das vértebras, e provoca a compressão da base nervosa da coluna. Suas causas são traumas por impacto ou exercícios repetitivos, sedentarismo ou degeneração pela idade.

Existem três tipos de hérnia: a extrusa, protusa e sequestrada. A Hérnia Extrusa acontece por escapamento do núcleo pulposo. Ou seja, por meio de uma fissura no disco, o “líquido gelatinoso” do núcleo se expande para fora do disco.

O primeiro efeito deste processo é o achatamento do disco, diminuindo seu volume. Em seguida, o “gel” liberado provoca pressão nas raízes nervosas da coluna, causando dor e alterações na força sensibilidade de membros como coxa, pernas e pé.

Já a chamada Protusa é um reflexo do alargamento do disco da vértebra, que mantém o núcleo pulposo em seu centro, mas da mesma forma pressiona as áreas nervosas das costas.

Por último, há a chamada hérnia sequestrada. Nela, tanto o rompimento da parede do disco, quanto vazamento do “gel” do núcleo ocorrem. O líquido, porém, migra para dentro do canal medular, ao invés de para o exterior dela. Além da pressão nervosa, a modalidade causa inflamação e dores muito mais fortes que as demais.

Segundo dados do IBGE, a hérnia de disco atinge 5,4 milhões de brasileiros. A doença não tem cura, mas quando tratada oferece ótimas condições de vida ao paciente. Em casos mais extremos, é requisitada a cirurgia corretiva.

Outro fator responsável pela lombalgia é a dor ciática. O ciático é o nervo que conecta a coluna vertebral aos pés, e assim garante a mobilidade dos membros desde o nascimento do indivíduo. Quando algum tipo de inflamação ou impacto ocorre na região, os discos que envolvem o tendão se rompem e liberam o núcleo pulposo da coluna.

Daí, surgem diversos efeitos. A pressão do nervo provoca dor, tanto nas costas, quanto nas pernas, em forma de queimação ou agulhadas. É recorrente que os sintomas ocorram em apenas um lado do corpo. Outros sinais são a redução dos reflexos dos membros atingidos e perda de sensibilidade nas regiões.

Já a estenose espinal é caracterizada por outro tipo de alteração. A doença ocorre quando a coluna vertebral se estreita e pressiona o nervo ciático e as demais terminações nervosas. Além da dor costumeira, o paciente afetado sente dormência, cólicas e fraqueza nos membros.

Quando há curvaturas diferentes na coluna, dores lombares também são possíveis. Como em ocorrências de escoliose, desvio da coluna vertebral que a direciona para o lado. A curvatura geralmente apresenta forma de C ou S.

Nesta condição, ainda existem, por exemplo, cifose e lordose. Citando problemas degenerativos, existem a artrite, espondilite (inflamação das articulações entre as vértebras), fibromialgia (sensibilidade nos músculos, tendões e articulações) e outras.

Por último, problemas em outras regiões do corpo também causam dor na lombar. Doenças nos rins, endometriose e até mesmo casos de câncer contam com o sintoma.

LOMBALGIA NA GRAVIDEZ E NO ESPORTE

dor-lombarMesmo que atinja a todos os públicos, existem dois grupos com maior fator de risco para a lombalgia: atletas e gestantes.

O impacto muscular para quem pratica esportes é muito maior que o usual. Sujeito a movimentos mais bruscos e repetitivos, o atleta acaba por desgastar pouco mais músculos e vértebras, o que pode causar distensões e dores.

Isso não significa, porém, que o esporte deve deixar de ser praticado. Ao contrário: ele é mais que essencial à qualidade de vida dos indivíduos. Para aqueles que praticam atividades continuamente e de grande performance, entretanto, é preciso tomar precauções diferentes. O treinamento correto e com acompanhamento de um especialista é algo essencial.

Nas grávidas, as dores lombares acontecem por motivos bastante diferentes. Inicialmente, o fator responsável é o peso “extra” que a futura mamãe carrega. A coluna é obrigada a suportar carga maior que a habitual, e mesmo o reflexo da mulher em “jogar o peso para trás”, curvando as costas, gera algum impacto.

Outra característica percebida é o aumento de hormônios como Relaxina e o Estrógeno durante a gestação. Os tecidos conjuntivos e ligamentos de seu corpo, então, são afrouxados, o que igualmente requisita maior trabalho da coluna.

OUTROS FATORES DE RISCO

Para algumas causas de lombalgia, como a artrite autoimune (Espondilite), o fator hereditário é central. Assim, caso haja na família situações de dores lombares, é possível que o indivíduo desenvolva o problema ao longo da vida.

Características de saúde mental, como a ansiedade, também podem provocar os incômodos. Com sensação de estafa e tensão do corpo, o paciente desenvolve o sintoma ou o percebe de forma mais intensa.

Afora estes, existe ainda a questão do condicionamento físico. O indivíduo sedentário apresenta fraqueza nos músculos e pouca flexibilidade. Assim, movimentos mais bruscos ou que demandam em demasia  do corpo acabam por provocar lombalgia, muito mais que em pessoas que praticam atividades continuamente.

Finalmente, o uso do salto alto pelas mulheres provoca da mesma forma a pressão na região final das costas. O efeito é resultado do esforço realizado para “manter-se no salto”, com o corpo ereto, o que exige maior força da área lombar.

Além desta peculiaridade, o apoio dos pés é comprometido. Ao invés de no chão, o ideal, as plantas do corpo ficam suspensas pelo salto. A demanda por apoio sustenta o corpo na ponta dos pés, que por sua vez recorrem à coluna para apoio.

DIAGNÓSTICO DO PROBLEMA

Como possui as mais variadas causas, a dor lombar exige diversos métodos para seu diagnóstico correto. Por isso, a visita ao consultório médico é tão importante. Somente o profissional conseguirá apontar o motivo do problema, e o consequente tratamento eficaz.

A primeira etapa do diagnóstico, e bastante importante, é a conversa com o médico. Explicar ao profissional o período de início das dores, momentos em que ela se torna mais intensa e sintomas associados dará a ele base para considerar as alternativas causais.

Em seguida, o exame clínico analisa a postura do paciente, capacidade de movimento do indivíduo mesmo com as dores, e sua força muscular. Os reflexos do corpo a cada pontada de dor, espasmos musculares e a localização exata do incômodo são igualmente verificados.

As características indicam, logo de cara, se a dor é mecânica ou inflamatória. A particularidade é percebida do seguinte modo: quando é mecânico, o incômodo diminui sempre que o indivíduo se encontra em repouso. Por outro lado, quando há algum tipo de inflamação, seja no músculo, seja no osso, o movimento do corpo irradia dor mais fraca no paciente.

A análise da irradiação da dor é outro método utilizado, essencial para conhecer as áreas afetadas por ela, e que efeitos colaterais podem ocorrer.

A medição dos membros inferiores, ou seja, as pernas, é realizada por meio de um equipamento nivelador. Afinal, quando há diferença de tamanho entre as pernas do paciente, é possível que ele demande pouco mais da coluna, causando as dores lombares.

Já os exames de imagem são quase praxe no diagnóstico. A radiografia, por exemplo, visualiza a possibilidade de fraturas ou mudanças na coluna, mostrando as estruturas ósseas em detalhes.

Mas não apenas o conhecido raio-X é solicitado. A tomografia computadorizada é pouco mais avançada, e consegue distinguir melhor as vértebras e demais componentes da coluna vertebral. Ela é utilizada para percepção de tumores, rompimentos de discos, estenose espinal e outras doenças associadas.

Por sua vez, a ressonância magnética produz imagens de todos os tecidos da região lombar, incluindo ossos, músculos, ligamentos e mesmo vasos sanguíneos. Ela geralmente é associada à tomografia computadorizada, uma vez que esta última provavelmente terá apontado preliminarmente uma condição mais grave causadora da lombalgia.

Quando há suspeita de compressão de nervos ou de hérnia de disco, a eletroneuromiografia é o exame mais indicado. Por meio de cargas eletroeletrônicas, a atividade elétrica do músculo é medida, analisando a eficácia da condução de impulsos nervosos pelo corpo. Normalmente, é detectada ou não a fraqueza muscular. O procedimento é minimamente invasivo, e requer a inserção de finas agulhas no tecido do músculo.

Outro exame que pode ser solicitado para diagnóstico correto é a densitometria, que verifica a quantidade de osso nas diferentes partes do esqueleto. Isso significa que a densidade óssea do indivíduo é verificada, percebendo ou não a presença da osteoporose. A condição de osteoporose costuma ser fator de risco para fraturas, que também causariam dores na região lombar.

POSTURA: VILÃ E “MOCINHA”

dor-lombarEm geral, o tratamento para dores lombares inclui medidas simples, como a correção da coluna e o uso medicamentoso. Nestas ações, excluindo a utilização contínua de remédios, pode-se apontar que todas as medidas funcionam também como prevenção dos problemas. Em sua maioria, os meios, chamados conservadores, garantem, afinal, boa qualidade de vida do indivíduo.

A manutenção da boa postura é um dos pontos mais destacados por especialistas, especialmente na maneira de sentar.

É sempre importante sentar em cadeira com encosto confortável, mantendo a coluna ereta. Apoiar os pés no  chão, ou em suporte próprio ou mesmo numa pilha de livros, é da mesma forma importante, pois balanceia o apoio de todos os membros do corpo e elimina a necessidade de desgaste da coluna para tal.

É interessante ainda utilizar suporte lombar na cadeira. Sentado, basta inserir um rolo lombar ou uma toalha enrolada na altura da terceira vértebra lombar, ou seja, quase ao fim da coluna. O apoio ajuda na manutenção da boa postura.

No trabalho diário, caso ele aconteça de frente ao computador, mantenha a tela do equipamento na altura dos olhos. Uma postura que exija o pescoço abaixado é veementemente descartada. Seja para computador fixo ou notebook, insira objeto que eleve a altura da tela.

Ao telefone, evite manter o pescoço inclinado. Segurar o gancho do aparelho com a mão evitará tensão no pescoço, assim como posição torta da coluna. Manter os braços também apoiados é identicamente importante, de preferência sobre apoio da cadeira ou da própria mesa de trabalho.

Caso seu trabalho envolva o carregamento de peso, atente-se à posição correta de elevação da carga. Nunca se abaixe sem flexionar os joelhos, nem mantenha os braços retos no transporte – eles também devem ser flexionados. O método garantirá que a região lombar não seja exigida de forma demasiada, assim como permitirá que você eleve apenas a carga que seu corpo está preparado a suportar.

Os mesmos cuidados devem ser tomados em atividades domésticas. A flexão de braços e pernas precisa ser associada à manutenção da posição ereta, principalmente nos momentos de limpeza do chão. Utilizando aspirador de pó ou vassoura, certifique-se de não curvar a coluna. Caso seja necessário limpar cantos ou debaixo dos móveis, escolha agachar com os joelhos flexionados.  

Ao passar roupa, monte a mesa com altura suficiente para que consiga manter a postura ereta. Já para calçar um sapato, sente-se e levante o pé, ao invés de se inclinar ao chão.

Na hora de dormir, eleja travesseiro que tenha a altura exata da medida entre sua cabeça e ombro, permitindo apoio confortável. A posição ideal na cama é de lado, com uma almofada entre as pernas. O suporte mantém a coluna a mais ereta possível, evitando dores aos “dormir de mau jeito”, por exemplo. Entre todas as posições, dormir de bruços é a pior, uma vez que provoca curvas na região lombar.

Na direção do carro, também é fundamental ter atenção à postura. Considerando todo o estresse que a atividade já causa, devido ao trânsito das grandes cidades, é ótimo prevenir um novo problema. Assim, regule a distância do banco de forma que seus pés alcancem facilmente os pedais. O ideal é que os joelhos fiquem flexionados, mas sem encostar-se à parte inferior do volante.

Da mesma forma, os braços devem ficar relaxados, flexionados e confortáveis. A posição vai eliminar qualquer possibilidade de tensão do pescoço e coluna durante a condução.

Um quesito nem sempre lembrado, mas fator de risco para dores lombares, é a mochila. Prática, ela é uma das preferidas principalmente entre estudantes. Não regulada e com peso excessivo, porém, ela só trará malefícios. Por isso, é sempre importante utilizar ambas as alças da bolsa para seu transporte. Posicione-a também corretamente, com a parte inferior da mochila alcançando até, no máximo, o fim da coluna. Caso os objetos a serem carregados deixem a mochila pesada em excesso, prefira carregar algumas peças na mão, avulsas ou em uma pasta.

Ao utilizar o smartphone, cuidado para não manter o pescoço abaixado por muito tempo. A tensão na área poderá também afetar a região lombar.

CORRIJA A POSTURA!

Sendo tão importante, a postura precisa ser trabalhada e cuidada ao longo da vida, para que em poucos momentos as posições incorretas causem dores. Por isso, existem técnicas e exercícios que podem auxiliar na manutenção da coluna ereta. Eles funcionam tanto para prevenção, quanto para o tratamento da lombalgia.

A primeira técnica é chamada Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral (RMA). Realizada como uma série de exercícios fisioterapêuticos, a técnica promove o fortalecimento dos músculos, reeducação da postura e a diminuição da compressão dos nervos da coluna, que provocam dores em situações de hérnia de disco, por exemplo.

Fazer alongamento lombar diariamente é outra dica. Mesmo que não vá realizar nenhuma atividade física, o paciente pode promover o relaxamento dos músculos e, consequentemente, da tensão do corpo. O resultado é a menor ocorrência de quadros de dor.

Para tal, é possível realizar os alongamentos básicos. Contando até dez, segure cada braço por trás da cabeça, encostando a mão no pescoço e formando um triângulo com o cotovelo, direcionando-o para cima. Utilize os mesmos princípios para segurar os braços, um de cada vez, a frente do corpo, agarrando com a mão o pescoço do lado oposto ao braço.

Com as pernas, experimente suspender o pé segurando-o pela parte de trás do corpo, mantendo cada um encostado próximo às nádegas.

Pelo mesmo período dos outros exercícios, segure o pescoço para um lado e para o outro, esticando-o.

Para alongamento da coluna, é indicado deitar no chão de costas, mantendo pernas esticadas. Em seguida, é preciso levantar o joelho direito e passar a perna por cima do corpo, posicionando-a no chão ao lado esquerdo do corpo. Mantendo a posição por vinte segundos, basta trocar o joelho e a posição da perna, realizado o exercício novamente.

Por último, um grande aliado da boa postura é o Pilates. A prática física, com mais de 500 exercícios, pode ser praticada no chão, com o auxílio de bola elástica ou ainda de outros aparelhos. A técnica fortalece os músculos, melhora a estabilidade do corpo e promove sua flexibilidade.

OUTROS TRATAMENTOS E PREVENÇÕES

dor-lombarA realização de outras práticas físicas, além do Pilates, é outra recomendação de especialistas. Fundamental para a manutenção da saúde em qualquer época da vida, o exercício pode acontecer até mesmo por pequenas atividades do dia a dia, como subir e descer escadas ou caminhar até o restaurante no horário de almoço, diminuindo o sedentarismo.

Em geral, é indicada a realização de atividade física pelo menos três vezes por semana. Exercícios como natação, musculação, Ioga e ginástica são ótimas alternativas para melhora do tônus dos músculos.

É essencial, entretanto, nunca realizar atividades físicas sem o aconselhamento de um médico e profissional de Educação Física. Mesmo que prefira realizar caminhada ou corrida, fora de uma academia, é importante que você conheça quais as aptidões físicas e limites do seu corpo. Do contrário, podem ocorrer situações de estiramento muscular, fissura dos ossos, mal estar e outros efeitos maléficos.

Outro passo para a prevenção é manter a qualidade de vida, evitando o tabaco e realizando alimentação saudável diariamente.

Para o alívio das dores lombares, opte pela aplicação de compressas quentes ou de gelo na área afetada. Massagens locais são igualmente eficazes para tal. Ao fim, a acupuntura ainda pode tratar a lombalgia, promovendo relaxamento da musculatura e do estresse.