Dor nas costas pode ser sinal de problema

dor-nas-costasNão é incomum sentir dor nas costas. Afinal, a área é a responsável pela sustentação do tronco, e sofre inúmeros impactos ao longo do dia a dia.

Formada por ossos, articulações, estruturas nervosas, ligamentos e músculos, sua constituição é incrivelmente bem estruturada e conectada. Por isso, lesões em um destes componentes podem irradiar dor por toda a extensão das costas.

Por vezes, o incômodo ainda pode ser relacionado a problemas mais graves – o que demanda atenção a quadros de dor.

O tipo de dor e sua gravidade dependem de sua fonte causadora, que são as mais diversas. Em geral, porém, o paciente costuma perceber a sensação de estiramento do músculo, agulhadas e dor latejante.

Há casos em que a dor “se move”, iniciando em parte das costas e podendo chegar aos ombros ou às coxas. Espasmos musculares são igualmente comuns, associados a desconfortos ao realizar movimentos simples, como andar.

Os incômodos podem ainda começar de repente, ou se desenvolverem gradualmente. Em situações como a última, é comum que um quadro leve de dor seja percebido, depois deixe de existir, retorne pouco mais forte, pare e, assim, sucessivamente.

As dores nas costas são classificadas em agudas, subagudas e crônicas, cada uma requerendo um tipo de cuidado. A dor aguda, por exemplo, acontece de repente, após alguma lesão ou dano ao músculo das costas. O incômodo dura por alguns dias, ou até cinco semanas, e é curada quase que sozinha, contando apenas com o auxílio de alongamentos e medicamentos anti-inflamatórios.

Por sua vez, a dor subaguda dura entre seis semanas e três meses. Habitualmente, o incômodo prejudica atividades diárias do indivíduo, mantendo constância mesmo com o maior cuidado com a postura ou movimentos. A tensão muscular e danos mais graves aos ligamentos ou articulações são as causas mais comuns, e por isso é indicado buscar auxílio médico.

Quando dura mais que três meses, a dor nas costas é considerada crônica. Normalmente, sua causa é radicular, ou seja, por alguma inflamação ou desgaste do nervo espinhal. Pacientes que sofrem deste tipo de dor costumam perceber sensação de choques elétricos, além da irradiação da dor para as pernas e, em algumas situações, perda gradual da sensibilidade dos membros inferiores.

Dor nas costas: causas mais leves

A dor nas costas é uma das principais causas de afastamento do trabalho. Entre suas inúmeras causas, as mais comuns são por impactos e características físicas, motivos recordistas das visitas a consultórios médicos.

Assim, movimentos bruscos ou feitos de forma incorreta, como o levantamento de carga além do que o corpo suporta, pode causar o conhecido “mau jeito” na coluna. Assim, a dor é repentina, e vem em forma de agulhadas. O resultado é maior dificuldade de locomoção, uma vez que a dor é ampliada por movimentos mínimos.

Nesta categoria, há dois problemas que podem levar à dor: a entorse e a distensão. A entorse acontece quando há o estiramento ou rompimento dos ligamentos, tecido que liga os ossos e articulações. Por sua vez, a distensão ocorre no rompimento ou alongamento exagerado e repentino do músculo.

Já quando a causa da dor são movimentos repetitivos, é mais comum que ela apareça gradualmente. Assim, a torção ou curvatura constante da coluna, ou mesmo um exercício físico feito de forma inadequada, pode lesionar uma articulação ou músculo aos poucos. A dor será então percebida numa crescente, sendo intensificada de forma gradual.

Há também situações em que a dor surge “atrasada”, dias após algum impacto mais forte ou lesão nas costas. Ela acaba por causar uma dor mais intensa, mas tende a desaparecer rapidamente, pois é um efeito colateral do processo de cura natural da área lesionada.

A má postura é outra causa corriqueira de dor nas costas. Isso porque, idealmente, a coluna deve permanecer ereta na maior parte do dia, evitando sua curvatura e pressão exagerada para manutenção do tronco. Entretanto, as vértebras são constantemente demandadas no dia a dia, de forma exagerada e incorreta, o que pode irradiar a dor.

Note, por exemplo, seu período diário do uso do smartphone. Com certeza é mais comum que você mantenha a cabeça curvada, do que o celular à altura dos olhos. Esta posição provoca na coluna maior pressão, e a resposta do corpo vem por meio do incômodo da dor.

O mesmo acontece a mulheres que utilizam salto alto. O sapato com elevação muda o centro de gravidade do corpo, e provoca inclinação do tronco para a frente. Isso exige que a coluna trabalhe mais que o normal para manter o corpo ereto, causando pressão em excesso.

Aliás, qualquer situação que demande em demasia da coluna pode causar dor. Ainda para as mulheres, os seios muito grandes podem ser um problema, pois o busto provoca inclinação do tronco para a frente.

Quando o indivíduo apresenta também quadril desigual, ou seja, um lado da pelve maior que o outro, o equilíbrio do corpo também fica comprometido. Assim, mais uma vez a coluna sofre maior pressão. A consequência básica é a dor nas costas, mas outros quadros podem ocorrer, como as causas mais graves da dor, que serão citadas a seguir.

Com dor crônica é preciso ficar alerta

dor-nas-costasA partir de três meses de dor, o indivíduo entra no quadro de dor crônica nas costas, o que merece maior atenção. Afinal, crises de dor por período tão prolongado costumam ter como causa problemas na coluna vertebral – parte fundamental na locomoção do corpo.

Habitualmente, a causa principal desta modalidade de dor são as doenças degenerativas. Elas são caracterizadas por sintomas associados, e o incômodo costuma acontecer esporadicamente, tornando-se mais severo a cada crise.

Assim, a dor pode ocorrer, por exemplo, devido a hérnia de disco. A hérnia é uma condição em que o núcleo pulposo da coluna, que fica em seu interior, desloca-se de seu lugar original e pressiona as raízes nervosas da vértebra. Este “gel” pode se deslocar para o exterior da coluna, na chamada hérnia extrusa, em que o disco (ou anel) vertebral sofre fissura e permite sua saída.

Quando o núcleo pulposo se desloca pela extensão da própria coluna, a hérnia é chamada de sequestrada. Ela causa pressão das raízes nervosas e inflamação da região.

Por último, a hérnia protusa é caracterizada pelo alargamento do disco da vértebra, que por sua vez pressiona os nervos lombares e causa dor. Já o contrário, o estreitamento do canal espinhal, ocorre na estenose espinhal, o que também provoca pressão nervosa.

A conhecida dor no ciático também pode causar problemas nas costas. O nervo ciático é a terminação nervosa responsável pela ligação da coluna e os membros inferiores, o que permite o movimento de pernas e pés. Caso sofra grande impacto, o nervo acaba lesionado, provocando dor na lombar. O incômodo costuma “se deslocar” das costas à coxa, e pode causar ainda cansaço, perda da sensibilidade e fraqueza dos membros inferiores.

Em casos de disfunção articular sacroilíaca, a região do sacro é a afetada. O sacro é um osso em forma de pirâmide invertida que fica localizado na região lombar das costas. É ele quem absorve os principais impactos de movimentos do corpo em geral, e se sofrer pressão incorreta ou pancada pode inflamar e causar dor aguda.

Já na espondilolistese, uma das vértebras da coluna se desloca sobre a outra, deixando-as “desemparelhadas”, causando curvatura para frente ou para trás da coluna. Por outro lado, a escoliose causa curvatura da coluna para o lado, provocando dor idêntica nas costas.

Problemas no tecido ósseo são iguais causadores de dores nas costas. Citando a osteoartrite, há o desgaste do disco vertebral e do tecido nas extremidades dos ossos. A condição é progressiva, e costuma acontecer com o avanço do envelhecimento do indivíduo.

A artrite, inflamação das articulações, também acaba provocando dor nas costas, podendo irradiar para o quadril, joelhos e mãos. O mesmo ocorre com o enfraquecimento dos ossos provocado pela osteoporose, já que as fraturas por pequenos movimentos se tornam mais recorrentes.

Distúrbios causais podem ir além da coluna

Além das circunstâncias mecânicas e problemas mais comuns na coluna, há outras situações que podem levar à dor nas costas. As causas são menos comuns, mas ainda assim estão entre fontes do incômodo.

Em ocasiões em que, somada à dor, há incontinência urinária ou intestinal, o problema costuma ser a síndrome de cauda equina. A cauda equina é um emaranhado de raízes nervosas localizada ao fim da coluna, e extremamente importante ao movimento dos membros inferiores. Sua dor característica costuma também ser associada à perda de sensibilidade na altura das nádegas. Em geral, a condição é uma emergência médica, e resolvida apenas por procedimento cirúrgico.

Tumores espinhais também podem originar dor lombar. A anomalia consegue pressionar o nervo da coluna, e assim causa o incômodo. Normalmente, os cânceres nesta região são “ramificações” de tumores na mama, próstata, tireóide, rim ou pulmão. Por isso, é preciso ficar atento às consequências de qualquer câncer no restante do corpo.

Em casos de infecção da coluna vertebral, o paciente passa por quadros de febre, somados à dor e a percepção de que as costas têm uma região “mais macia”. O distúrbio pode ocorrer por reflexo de procedimento cirúrgico, injeções e deficiências no sistema imunológico.

Traumas, fraturas e fissuras são da mesma forma causas de dores nas costas. Assim, caso sofra algum impacto mais forte, e mesmo que após dias perceba dor na região, é importante que o paciente procure o consultório médico. Afinal, uma pequena fissura pode levar a problemas maiores, de pressão do nervo vertebral e outros distúrbios.

Finalmente, a dor nas costas pode ser sintoma de infecção no trato urinário. Em geral, o paciente acometido pelo problema sente fortes pontadas de dor do meio ao fim das costas. A dor é conhecida por obrigar o paciente a se curvar para frente durante a crise, num movimento involuntário do corpo.

Fatores de risco para a dor

dor-nas-costasHábitos e condições de um indivíduo podem deixá-lo propenso ao desenvolvimento de dor nas costas. O estilo de vida sedentário é o principal deles – afinal, quando o corpo não se exercita, ele perde força e flexibilidade, e fica mais vulnerável a grandes impactos.

Questões psíquicas também estão associadas ao mal. Desenvolver diariamente trabalho mental estressante, sofrer de ansiedade ou de depressão pode levar a quadros de dor aparentemente sem causa, mas que precisam ser tratados com igual atenção de um médico.

O envelhecimento também contribui para o desenvolvimento de quadros assim, uma vez que o corpo se degenera com o passar dos anos. Quanto a isso não há medidas preventivas, apenas aquelas que podem amenizar os efeitos. Ou seja, é preciso manter um estilo de vida saudável.

Exercícios físicos realizados de forma incorreta, ou em excesso, são igualmente prejudiciais às costas. Isso porque a região fica sujeita a impactos muito fortes, que podem distender o músculo ou levar a lesões no nervo ciático ou ossos.

Condições em que a coluna é demandada em demasia também podem provocar dores. É o que acontece, por exemplo, quando o paciente apresenta obesidade e excesso de peso, dado que o corpo é desenvolvido para suportar carga específica. Quando, então, o Índice de Massa Corporal (IMC) ultrapassa o indicado, sua coluna é obrigada a apoiar mais do que está preparada.

Assim, períodos de gestação também costumam ser marcados pelo incômodo. Enquanto o feto cresce, a mulher acaba carregando peso extra. Portanto, é essencial que a grávida conte com acompanhamento do médico, que poderá indicar práticas e exercícios para diminuição da dor.

As gestantes convivem também com a condição devido a ação dos hormônios, que provocam relaxamento dos ligamentos e instabilidade ao realizar alguns movimentos.

Estudos ainda indicam o tabagismo como um grande fator de risco para a dor nas costas. Para especialistas, as substâncias químicas do cigarro dificultam a irrigação dos músculos, enfraquecendo e podendo provocar dor nas costas.

Utilizar roupas muito apertadas também pode ser um problema. Quando utiliza calça muito justa, por exemplo, o indivíduo comprime o final da coluna e o quadril, o que diminui a amplitude de movimento da região. Assim, é comum curvar a coluna de forma involuntária, e ainda torcer a coluna em movimentos mais bruscos, já que o corpo não tem liberdade de movimento.

Até mesmo a má nutrição pode levar a dores nas costas. Conforme dados do AsianSpineJournal, 25% dos homens e 31% das mulheres que sofrem de dores nas costas consumiam alimentos ricos em açúcar e gordura, nutrientes considerados fonte de inflamações pelo corpo, inclusive na região lombar.

Por último, o principal fator de risco para a dor nas costas é a mápostura. Realizar movimentos inadequados, manter-se na mesma posição por muito tempo, colocar pressão nas costas ou pescoço pode levar tanto a quadros mais leves, quanto de dor crônica.

Os tipos de dor nas costas

Como são diversas as causas da dor nas costas, é interessante poder identificar sintomas associados e os “tipos” de dor, que deixarão mais claro ao paciente qual sua condição.  Sentir dor nas costas em apenas um lado, por exemplo, pode ser sinal de uma lesão muscular, ou pela má postura durante o dia a dia.

Em contrapartida, o indivíduo que percebe dor ao respirar pode ser sinal de algum problema ou infecção no pulmão, o que merece atenção redobrada.

Dor na região lombar, onde localizam-se os rins, é mais recorrente em casos de cálculo renal ou infecção urinária. Quando o incômodo irradia para as pernas, o paciente geralmente é diagnosticado com dor ciática.

Se o distúrbio se faz sentir no meio das costas, são habituais hérnias de disco. Se está mais próximo da parte superior da coluna, na área dos ombros, a causa pode ser o cansaço, atividade física em excesso ou ainda o estresse.

O quadro que merece maior atenção, entretanto, é aquele em que a dor vem associada da sensação de enjoo e mal estar. Os sintomas são corriqueiros em infartos.

Diagnóstico do problema

Como já foi possível notar, a dor nas costas não é o problema central, mas sim um sintoma de alguma condição ou mau hábito. Por isso, para colocar fim ao incômodo, é fundamental descobrir a causa correta da dor. Para isso, há passo a passo importante do diagnóstico, que avalia cada aspecto clínico do paciente.

O diagnóstico se inicia na conversa frente a frente com o médico. Por meio dela, o especialista vai conhecer a recorrência da dor e seu tipo, sintomas associados e o início do quadro, todos estes dados fornecidos pelo paciente.

Os hábitos de saúde do indivíduo também serão questionados. Como é sua alimentação? Ele realiza atividades físicas frequentemente? Estas atividades são de alta ou baixa intensidade? Qual seu trabalho? Como é sua postura diária?

Conhecendo estes fatores, o médico terá ideia mais clara das possibilidades, podendo indicar a próxima etapa mais adequada ao diagnóstico.

Em geral, este segundo passo consiste no exame físico. Nele, o especialista faz pressões nos pontos de dor e áreas próximas, e move os membros para verificar o reflexo da dor com os movimentos.

Outro método nesta etapa é a verificação da escala de movimento, o que significa perceber a capacidade do paciente em se movimentar, mesmo com dor.

Quando a conclusão inicial é por algo pouco mais grave que uma entorse ou distensão, o indivíduo é requisitado a exames de imagem.

São diversas as opções de teste por imagem. Delas, o raio-X é uma das mais comuns, e apresenta uma “fotografia” em azul e branco em que é possível verificar os ossos da coluna e quadril.

Por sua vez, a tomografia computadorizada oferece uma imagem mais detalhada da coluna vertebral, graças à imagem em 3D gerada.

Há também a possibilidade da ressonância magnética. Este exame consegue detectar anormalidades, além de nos ossos, nos músculos e ligamentos do corpo.

Já o escaneamento ósseo consegue verificar a osteoporose ou mesmo fraturas, enquanto o eletromiografia, também por imagem, mede a resposta dos músculos aos impulsos elétricos dos nervos. Assim, o especialista pode perceber se há compressão nervosa na região da coluna – afinal, a resposta do corpo será mais fraca.

Boa postura é prevenção da dor

dor-nas-costasAs medidas para a prevenção da dor nas costas são, em geral, simples, e prezam por algo básico: a qualidade de vida do usuário. Assim, a primeira e principal medida a se tomar para cuidado com as costas é a boa postura.

É comum que, ao levantar peso, o indivíduo se curve. Esta posição, entretanto, está longe do ideal. Antes de recolher um objeto do chão, é indicado que o usuário flexione os joelhos, busque o que procura, e levante-se devagar, buscando deixar os braços flexionados. Caso a carga demande que os braços fiquem muito esticados, em direção ao solo, pode ser mais indicado diminuir o peso ou contar com a ajuda de um suporte. Assim, o indivíduo terá a certeza de estar carregando apenas o que seu corpo suporta.

Ao mover um objeto pesado pelo chão, é interessante ainda empurrá-lo usando a força das pernas, ao invés de puxá-lo curvando as costas.

Diferente do que pensam alguns, aqueles que trabalham no escritório precisam ter cuidado redobrado com a postura. Isso porque curvar as costas e o pescoço é algo recorrente no uso do computador, mas prejudica, e muito, a coluna.

Assim, ao trabalhar de frente a uma tela, é importante colocar o monitor na altura dos olhos, para que não seja preciso nem baixar, nem levantar o pescoço para a visualização. Sentar com as costas encostadas na cadeira também é importante, e dá o apoio que a coluna precisa.

Da mesma forma, é fundamental dar suporte aos pés. É preciso mantê-los no solo, ou então colocá-los em um apoio, impedindo que eles fiquem suspensos no ar. Os joelhos devem, assim, permanecer dobrados em ângulo de aproximadamente 90 ° conforto e, ao mesmo tempo, a retidão das costas.

Os braços precisam ter igual cuidado, sempre oferecendo aos punhos apoio na digitação. Deixar os braços suspensos sobre o teclado colocará maior pressão sobre os punhos, o que consequentemente causará impacto na coluna e então dor nas costas.

Ao dirigir um automóvel, tenha o mesmo cuidado em oferecer suporte aos membros. Os braços devem permanecer flexionados durante toda a condução. As pernas precisam ficar em um ângulo confortável, que não encoste no volante, mas que também não exija que  motorista se estique para alcançar os pedais. As costas da mesma forma precisam de apoio, e a parte de trás do crânio deve permanecer no encosto de cabeça.

Na hora de dormir, é interessante ter dois travesseiros: um da altura entre ombro e cabeça, para repousá-la, e o outro para inserção entre as pernas. A posição ideal para o descanso é de lado, pois assim a coluna permanecerá o mais ereta possível, mesmo na madrugada. Evite sempre dormir de bruços, a pior posição para as costas.

Quais as outras formas de prevenção?

Como o sobrepeso do corpo provoca pressão desnecessária da coluna, é importante manter o corpo no peso ideal. Assim, é preciso manter alimentação saudável, rica em frutas, verduras e carnes magras.

Além disso, há os exercícios físicos, essenciais em qualquer época da vida. Seja na academia, seja na caminhada pela rua, o indivíduo deve contar com a prática para manter o corpo em forma.

Seja qual for a escolha do exercício, porém, é essencial contar com o aconselhamento de um médico e de um profissional de Educação Física. Os especialistas serão os responsáveis por indicar o melhor exercício para seu tipo físico. Eles também poderão verificar sua capacidade de prática – afinal, caso seu joelho, por exemplo, tenha predisposição a uma fissura, é melhor não realizar corrida, não é mesmo?

Alongar-se algumas vezes por dia também é uma prática indicada. Os exercícios não precisam ser complexos. Basta realizar séries de dez segundos, alongando braços, pernas, pescoço e pés.

Em geral, os movimentos são feitos segurando o membro à frente ou acima do corpo, como esticar os braços acima da cabeça, entrelaçando os dedos. Estas práticas garantem relaxamento ao corpo, e permitem que os músculos fiquem mais preparados tanto para realizar movimentos, quanto para permanecer em uma mesma posição por certo período.

Utilizar sapatos confortáveis é igualmente importante. Mesmo que a escolha seja por um salto alto, a mulher consegue encontrar no mercado opções anatômicas e belas. A alternativa precisa garantir que a coluna não será forçada ao andar. Assim, a dor mecânica nas costas será evitada, assim como problemas mais sérios.

Para as grávidas, é vantajoso ainda utilizar faixa de suporte da barriga, ou a chamada cinta de sustentação. O acessório consegue diminuir o impacto sobre os músculos, causado pelo sobrepeso, e redistribui a carga “extra”, evitando as dores.

Tratamento da dor

dor-nas-costasO primeiro método de tratamento da dor nas costas, utilizado tanto por conta própria, quando o paciente ainda não visitou o médico, quanto pós-diagnóstico, é o uso de medicamentos. Realizada principalmente com anti-inflamatórios, a etapa diminui a dor do indivíduo.

Apesar de eficaz, porém, a utilização medicamentosa não deve ser feita com exagero. Isso porque, antes do diagnóstico, os químicos podem acabar mascarando algum sintoma ou problema mais grave. Já no pós-diagnóstico, é fundamental seguir a indicação correta do médico, pois o especialista tem real noção da quantidade necessária a cada usuário.

Utilizar-se de bolsas de água quente e bolsas de gelo também é benéfico. Os recursos têm a capacidade de diminuir a dor e, especialmente durante crises, conseguem oferecer alívio ao indivíduo.

Habitualmente, o calor tem o poder de melhorar a circulação sanguínea dos músculos, entregando mais oxigênio e nutrientes para que o órgão se cure. Já o gelo tem efeito anestésico, combatendo inclusive inflamações.

Para a terapia física, os exercícios indicados são para a reeducação da postura do paciente e alongamento da musculatura. Afinal, as duas características são fatores de risco para a dor nas costas, e podem agravar o problema caso continuem sendo realizadas de forma incorreta.

Por isso, os meios indicados se iniciam pela fisioterapia. Associada a ela, porém, costuma haver um exercício físico de reforço da musculatura e melhora da flexibilidade. Yoga e Pilates cumprem bem este papel.

O Pilates é um tipo de exercício que reúne mais de quinhentos movimentos de alongamento e fortalecimento. O exercício é realizado com o auxílio de uma bola de material elástico, em outros aparelhos ou mesmo no chão. Já o Yoga envolve poses e exercícios de respiração, com os mesmos benefícios do anterior.

Fazer acupuntura também tem efeito tratativo, uma vez que a técnica diminui desconfortos por meio de pequenas agulhas inseridas na pele.

Para a melhoria do fluxo sanguíneo e relaxamento dos músculos, há ainda a possibilidade de massagem terapêutica. O melhor é que o indivíduo busque um especialista, para que os movimentos sejam realizados da forma correta e mais eficaz.

Entretanto, se com todos estes métodos pouco invasivos a dor não cessa, resta a cirurgia. O método é sempre tomado como última solução, normalmente para solucionar um distúrbio na coluna vertebral.

O procedimento cirúrgico pode, por exemplo, descomprimir a faixa nervosa da coluna, retirando o agente causador desta pressão, como uma anomalia no osso. Há também aquele que insere enxerto ósseo entre duas vértebras que se juntaram, ou ainda a inserção de um disco artificial entre elas.

A melhor saída é sempre definida pelo  médico. Para que isso ocorra, no entanto, é preciso comparecer ao consultório. Por isso, lembre-se: se sua dor nas costas se prolongar por algumas semanas, procure o especialista. Assim, a descoberta do real motivo da dor e o melhor tratamento poderão logo ser realizados!

Sua dor no pescoço pode ser mais do que um “mau jeito”: descubra tudo sobre cervicalgia

cervicalgia-dor-cervicalA cervical, parte da coluna vertebral que forma o pescoço, é uma área delicada do corpo. É ela quem sustenta o crânio e que permite a ligação do cérebro ao restante da espinha, garantindo que impulsos nervosos cheguem aos membros e tornem-se movimentos físicos. Por esta importância, é comum que quadros de dor na área causem preocupação – entretanto, na maior parte das vezes, a dor na cervical tem motivo simples, que pode ser resolvido pelo próprio indivíduo.

Também chamada cervicalgia, a dor na cervical, por si só, não é um distúrbio, mas o sinal de que há algo errado. Habitualmente, o problema acontece por aspectos motores, que prejudicam o músculo da região.

Isso não quer dizer, porém, que a cervicalgia não merece atenção. Associada a outros sintomas, o incômodo no pescoço pode indicar problemas mais sérios, na coluna ou músculo da área.

O que causa dor na cervical?

A cervical é a porção mais flexível da coluna. Afinal, ela permite os mais variados movimentos, para cima, baixo, lados e até mesmo deslocamentos circulares. Esta capacidade é garantida por sete vértebras, que a formam e absorvem os impactos diários. Também no pescoço, o indivíduo apresenta ligamentos e inúmeras raízes nervosas.

Fortes impactos ou alterações nestas estruturas são os responsáveis pelas dores cervicais. Em geral, os incômodos aparecem de repente, por algum abalo mecânico, ou por infecções ou desgastes.

A motivação mais comum para a cervicalgia é a tensão muscular ou a entorse do tecido. Uma entorse consiste na lesão dos ligamentos devido a uma torção brusca. Assim, ao virar o pescoço de forma muito rápida, o indivíduo fica sujeito a uma apontada de dor, que pode persistir por dias.

A torcicolo, também de início súbito, é outra causa comum do problema. Ela é caracterizada pela rigidez do pescoço, que parece “travar” o pescoço para um lado. Assim, quando tenta movimentar a região para a outra direção, o sujeito sente dor intensa, e por ela é quase impossibilitado de locomover a cabeça. A dor acontece apenas de um lado do pescoço.

Ambas as situações, de impacto ou torcicolo, são habitualmente causadas pela má postura. No dia a dia ou em casa, e principalmente na hora de dormir, é preciso ter atenção à posição da coluna. Outra circunstância comum ao aparecimento da rigidez da cervical é a prolongada exposição ao frio.

A fadiga dos músculos por toda coluna também pode provocar o conhecido “mau jeito” no pescoço. Seja por movimentos repetitivos, ou pelo estresse emocional, ansiedade ou depressão, a dor na cervical é um reflexo da pressão excessiva exercida sobre o ponto.

Assim, atletas são um público altamente vulnerável ao problema, uma vez que seu corpo suporta impactos mais bruscos, e também repetitivos durante a prática. É esta a real importância de sempre realizar exercícios físicos sobre a recomendação de um médico e supervisão de um profissional de Educação Física. Os especialistas conhecem as melhores alternativas para cada composição corporal, e os movimentos adequados para manter a saúde e, ao mesmo tempo, garantir o bem estar da área cervical e todo o restante do tronco.

Há causas mais sérias

A dor no pescoço por efeitos mecânicos, como os citados, é considerada aguda. Ela não dura mais que alguns dias, e em geral melhora pelo uso de analgésicos e retomada controlada do movimento. Quando passa de seis semanas, no entanto, a cervicalgia é considerada crônica, e pode ser sinal de problemas mais sérios na coluna.

O primeiro diagnóstico possível para a dor crônica é a infecção de algum nervo cervical. Normalmente, a condição provoca a compressão das raízes nervosas, e assim leva à dor.

Há também a possibilidade de doença degenerativa de disco cervical. O desgaste da espinha é uma condição comum ao longo do avanço da idade, visto que a utilização constante das estruturas do corpo provoca a deterioração de forma gradual. Em casos específicos e de doenças associadas, porém, esta degeneração pode se tornar mais rápida, e levar a quadros de dor no pescoço.

A hérnia de disco é um destes problemas associados à degeneração. O distúrbio ocorre quando o disco vertebral, localizado entre as vértebras, sofre fissura. Responsável por amortecer os impactos de uma vértebra sobre a outra, este tecido discal, quando rompido, pode sozinho pressionar as raízes nervosas.

Em outros casos, a fissura maior ainda permite o escapamento do chamado núcleo pulposo. O gel interior do disco pode comprimir os nervos e provocar inflamações quando fora da estrutura de que é originada.

Habitualmente, a hérnia de disco acontece na região lombar da coluna, mas é possível em qualquer área da espinha. Independentemente de sua localização, é possível perceber efeitos na cervical.

A osteoartrite cervical é outro porquê recorrente à cervicalgia. O transtorno, também chamado espondilose cervical, acontece quando há o desgaste das articulações da coluna. A situação é resultado da degeneração natural da região, ao longo dos anos, ou pelo uso excessivo da área.

Por sua vez, na espondilose uma vértebra escorrega sobre a outra, causando uma posição anormal da coluna e a compressão desta. Já a dor originada pela estenose da coluna vertebral cervical é o resultado do estreitamento do canal espinhal.

Há causas surpreendentes

cervicalgia-dor-cervicalA dor na cervical pode ter ainda causas pouco consideradas. Há, por exemplo, a possibilidade de dissecção da artéria cervical. Apesar de pouco corriqueira, a patologia aparece quando algum dos importantes vasos sanguíneos do pescoço, as artérias carótidas e vertebrais, sofrem obstrução. Neste caso, há coágulo sanguíneo na área, que pode bloquear o fluxo e levar ao AVC (Acidente Vascular Cerebral). A dor, associada a tonturas, visão dupla e desequilíbrio do corpo, é sinal do problema. Com todos os sintomas, o indivíduo deve procurar imediatamente a emergência hospitalar.

Disfunções da articulação têmporo-mandibular, as DATM, é outra circunstância adicional. Os transtornos consistem em qualquer problema na ATM, articulação que liga a mandíbula ao crânio e funciona quando mastigamos, falamos ou respiramos.

Nos casos de má-mordedura e bruxismo como DATM, o pescoço pode sofrer reflexos doloridos, assim como a dor cervical pode levar às disfunções.

Inflamações na glândula tireoide, como a tireoidite, são outras causas admissíveis à cervicalgia. Nestes casos, a dor costuma ser acompanhada pela sensação de “cabeça distorcida”, depressão e constipação.

Até mesmo a triciníase, doença causada pela ingestão de carne de porco infectada por parasita, pode levar a dores cervicais. Finalmente, há casos em que câncer no pescoço, doenças autoimunes ou problemas estruturais, como a hiperlordose, podem levar a dor na região. Estas situações, todavia, são menos comuns.

Sintomas da cervicalgia

A dor no pescoço tem diferentes intensidades, de acordo com sua causa e com os hábitos do indivíduo. Em alguns casos, é possível ignorá-la facilmente, e permanecer com a realização das atividades habituais. Em outros, porém, o incômodo é forte, e dificulta muito a rotina.

A cervicalgia pode também durar apenas alguns dias, ir e vir, e se tornar constante. Segundo estudos, quase 70% das pessoas no mundo sofre de dor na cervical ao longo da vida.

Os tipos de incômodo variam entre a sensação de agulhadas e a sensação de cansaço intenso, ambas na base do pescoço. Outra possibilidade é a dor irradiada, que se espalha por ombros e braços, causando impressão de queimação.

Dependendo da área da raiz do nervo comprimida, os sinais também variam. Quando a região das primeiras duas vértebras é atingida, a dor no pescoço é associada à dor de cabeça. Atingindo as vértebras C3 e C4, o indivíduo também percebe certa dificuldade na respiração, uma vez que a estrutura tem raízes nervosas que regulam o diafragma. Aqui, a dor se espalha pelos ombros.

Já a partir da quinta vértebra da coluna, os impactos provocam fraqueza. Fraqueza dos ombros, dos braços e punho. Verifica-se ainda sensação de entorpecimento e formigamento destes membros.

Desta forma, o indivíduo com dor na cervical pode sentir também sua coordenação prejudicada e equilíbrio prejudicado.

Quando acontecem episódios como tontura, náusea, vômito, incontinência urinária e do intestino, febre e mesmo calafrios, é preciso ainda maior atenção. Isso porque os sintomas indicam algo mais grave que uma simples torção do pescoço.

A hora ideal para buscar ajuda médica acontece quando estes sintomas mais sérios são verificados. Também é importante procurar o diagnóstico quando o indivíduo também sentir que o toque em outras partes da coluna é doloroso, que a dor de cabeça associada é intensa e torna quase impossível a movimentação do crânio, ou ainda perceber a perda de peso repentina e involuntária do corpo.

Caso a dor no pescoço apareça ainda alguns dias após um acidente com grande impacto, como uma batida de carro ou a queda de uma altura elevada, é fundamental comparecer imediatamente ao consultório médico. Nestas situações, a dor costuma aparecer de forma retardada, e pode ser sinal de alguma sequela.

Por último, a investigação deve ser logo marcada quando os sintomas atrapalharem atividades do dia a dia, como se vestir ou dormir.

Dor cervical durante a gravidez

cervicalgia-dor-cervicalGestantes são um grupo, assim como atletas, bastante suscetíveis ao aparecimento da dor cervical. Não por grandes impactos, mas devido à carga “extra” que a mulher carrega durante o desenvolvimento do bebê.

Isso acontece porque a coluna vertebral é preparada, durante a puberdade e crescimento do corpo, para a sustentação de determinado peso. Como suporta pouco mais durante a gestação, a mulher acaba pressionando a coluna em toda a sua extensão, inclusive na cervical. A mesma situação acontece em casos de sobrepeso e obesidade de qualquer indivíduo.

O resultado da compressão exagerada na espinha é o incômodo recorrente nos músculos da área.

Na gestação, o sinal é ainda agravado pela atuação de alguns hormônios, que relaxam a região da pelve na preparação gradual para o parto. A barriga ainda sempre projeta a futura mamãe para a frente, mudando seu centro de gravidade e demandando mais das costas.

Como é feito o diagnóstico?

Ao perceber a insistência e recorrência da dor cervical, é fundamental que o indivíduo procure o médico. Apenas o especialista poderá definir a real causa do transtorno, e assim indicar o melhor tratamento para o corpo.

O primeiro passo para o diagnóstico é a conversa com o médico. Por meio dela, o profissional questionará o paciente quanto aos seus hábitos e as características da dor. Quando a dor começou? Houve algum trauma físico na época do início? Ela é recorrente? A dor permanece apenas no pescoço, ou irradiada para ombro e para os braços? Há algum sintoma associado às crises do incômodo?

A ocupação profissional do indivíduo também é verificada. O trabalho é manual? Demanda o carregamento de peso? Se na frente do computador, a empregadora oferece material adequado e cadeira confortável?

Quanto ao estilo de vida, o especialista costuma questionar os hábitos de prática de exercícios físicos e alimentação.

Outro aspecto importante é a postura. Ao utilizar o smartphone, o usuário mantém o aparelho na altura dos olhos, ou baixa a cabeça? Ao sentar-se numa cadeira, ele costuma apoiar as costas em seu encosto?

Da mesma forma, os hábitos na hora de dormir são analisados. Aqui, o médico questiona quanto ao uso de travesseiros, posição mais comum para o sono, e conforto do colchão são algumas das características citadas.

Por último, o indivíduo narra se houve  ferimentos recentes na região do pescoço e coluna, ou algum impacto mais forte, como uma batida de carro. Situações pouco mais antigas, que provocaram lesões à época, são igualmente importantes de citação.

Com estas informações, o especialista terá melhor noção das possíveis causas da dor na cervical. Em seguida, serão realizados exames físicos.

Por meio da observação, por exemplo, o médico verifica a postura do paciente, e qualquer encurvamento que pode estar presente. Apalpando a região indicada como dolorida, ele também verifica a incidência e irradiação da dor, analisando inclusive áreas da coluna, mesmo que elas não tenham sido indicadas com o problema. Com o tatear, ainda é possível perceber mudanças causadas por estiramento ou espasmo do músculo.

Testes para os reflexos também ocorrem. Afinal, é essencial analisar se a dor não está causando diminuição da capacidade motora do indivíduo.

Com exercícios mais simples, como o levantar dos membros, o profissional ainda analisa a escala de movimento do paciente, que pode estar prejudicada pela dor e sua causa. Normalmente, o paciente realiza inclinação do corpo, flexão dos membros e ainda rotação dos ombros e quadris. Pelo mesmo exame, são investigadas a sensibilidade e a força dos músculos.

Testes de imagem

Após os testes preliminares, é hora de realizar alguns exames de imagem. Habitualmente, o primeiro solicitado é o raio X. Por meio dele, o especialista obtém uma chapa em azul e branco que mostra o contorno dos ossos. Com ele, é possível analisar qualquer alteração na coluna.

Logo depois, vem a tomografia computadorizada. As imagens criadas por ela têm qualidade um pouco melhor que as radiografias, e permitem a visualização quase em 3D da coluna, com detalhes das divisões das vértebras e discos.

Outro exame comum é a ressonância magnética, que cria imagens ainda mais detalhadas, esta vez dos ossos, nervos e outros tecidos. Finalmente, há a possibilidade do teste de eletrodiagnóstico, que percebe a capacidade de condução elétrica pelos nervos na região da coluna.

Nem sempre todos estes exames são necessários para o correto diagnóstico do problema. A análise completa, porém, consegue determinar com precisão a origem da cervicalgia e consequências dela, garantindo terapia mais eficaz.

Testes de laboratório, como exame de sangue ou urina, também podem ser solicitados, pois oferecem dados sobre inflamações ou infecções que podem ser a causa da dor.

Tratamento e prevenção andam lado a lado

cervicalgia-dor-cervicalAs medidas para a prevenção e tratamento da dor na cervical são, muitas vezes, as mesmas. A mudança da postura, hábitos saudáveis… A utilização de remédios e a cirurgia são meios  apenas para a terapia curativa, acontecendo somente pela indicação do médico.

Primeiro, a correção postural. Atividades simples do dia a dia como ler um livro ou assistir a um vídeo na cama, podem levar às  dores cervicais, graças à má postura do corpo. Isso porque, nestes momentos, o indivíduo tende a manter a cabeça baixa por tempo prolongado, o que força tanto musculatura, quanto vértebras do pescoço. Ao mesmo tempo, é habitual segurar o livro ou aparelho celular nas mãos, o que demanda muito dos braços.

Assim, para estas atividades, é interessante contar com um apoio ou uma mesinha, que dê suporte  ao objeto. Assim, as articulações não serão demandadas em excesso.

Ao utilizar o computador, é preciso igual cuidado. É fundamental, por exemplo, manter o monitor do aparelho na altura dos olhos, para que não seja necessário nem inclinar, nem suspender a cabeça para correta visualização do conteúdo. O mesmo para notebooks, que devem ser colocados em um suporte.

Sentado na cadeira, o indivíduo ainda precisa ter atenção em oferecer apoio à coluna e aos pés. As costas devem permanecer em encosto confortável, de forma que permaneçam eretas. Já os joelhos devem permanecer em ângulo de 90°, mantendo os pés no solo ou em apoio suspenso.

Na hora de dormir, é também importante cuidar da posição do corpo. Dormir de bruços é uma péssima opção, uma vez que causa grande curvatura da coluna. Por isso, o ideal é dormir de lado, apoiar a cabeça sobre um travesseiro, e inserir outra almofada entre as pernas, evitando o contato direto entre os joelhos.

Ao levantar peso, ter zelo com os joelhos também contribuirá para a coluna de uma forma geral. Considerando que a cervical é o início da estrutura, os efeitos são igualmente benéficos. Por isso, a forma correta ao levantar uma carga é agarrar flexionando os joelhos e mantendo a coluna ereta. Em seguida, deve-se agarrar o objeto, levantá-lo ainda com a espinha reta, e permanecendo com os braços levemente flexionados.

Caso a carga obrigue o indivíduo a esticar muito os braços, é mais interessante dividi-la. Do contrário, o peso extra estará demandando muito do corpo.

A fisioterapia é outro método eficaz para tratamento da cervicalgia. Determinada em conjunto com o médico, a técnica mais adequada pode incluir exercícios para a correção da postura da coluna, flexibilidade, recuperação do equilíbrio e mobilidade correta do pescoço e ombros.

Realizar as atividades dentro da água, com a hidroterapia é também uma ótima alternativa, visto que os exercícios dentro da piscina oferecem também relaxamento do corpo, diminuem os impactos das atividades sobre as articulações e ainda promovem o fortalecimento acelerado da musculatura.

O segredo é se mexer!

Com dor na região do pescoço é bastante comum que o indivíduo prefira realizar poucos movimentos, por vezes até utilizando um colar cervical por conta própria. Afinal, o corpo assume uma posição de defesa, buscando evitar a dor.

Entretanto, a imobilidade é completamente contra-indicada: com ela, a cervical tende a ficar ainda mais rígida, e agravar os incômodos já sentidos. Dessa forma, a indicação é simples: praticar exercícios físicos!

Quando o quadro de dor já está instalado, as atividades para o corpo devem começar de forma mais leve. Procurar o auxílio de profissional de Educação Física é útil e poderá ajudar a definir a ginástica mais adequada.

Os preferidos entre os pacientes, porém, são o Pilates e o Yoga. Os exercícios auxiliam na melhora da postura, da flexibilidade, promovem o fortalecimento dos músculos, melhora do equilíbrio e ainda relaxamento do corpo. Os efeitos para a coluna e pescoço são extremamente benéficos, e podem inclusive ser prolongadas pela prática contínua das atividades, mesmo após o fim do tratamento para a dor na cervical.

Exercícios aeróbicos de baixo impacto, como caminhada, bicicleta ergométrica, flexão e dança também são alternativas interessantes. Além disso, eles podem auxiliar na manutenção da boa forma e da saúde em geral.

A utilização de analgésicos e anti-inflamatórios nas crises de cervicalgia ainda é indicado, mas nunca deve ser feito em excesso. Afinal, medicamentos possuem efeitos colaterais, e ainda podem mascarar problemas mais graves. O autocuidado com utilização de bolsas de gelo e repouso também pode diminuir os efeitos do incômodo.

Como técnica alternativa ao fim da dor, pode-se citar a acupuntura. A técnica chinesa é realizada pela inserção de pequenas agulhas na pele, o  meio elimina pontos e tensão e consegue diminuir o mal do sujeito.

Quando é realizada cirurgia?

Entre as cirurgias possíveis na região cervical há, por exemplo, a discectomia, que remove o disco vertebral desgastado e causador da dor. É possível também substituir o disco por uma estrutura de plástico e metal.

Em geral, para realização de um procedimento no pescoço, o especialista considera três situações especiais: a necessidade de estabilização da coluna cervical, a descompressão da medula espinhal, ou a retirada de uma estrutura que permanentemente esteja causando irritação na raiz nervosa.

Como em qualquer outro transtorno que envolva a coluna vertebral – excluída a síndrome da cauda equina, que é uma emergência médica –, o procedimento cirúrgico é sempre a última indicação para tratamento.

Bico de Papagaio: o mal da era tecnológica e postura ruim

bico-de-papagaioVocê provavelmente já ouvir falar da Osteofitose. A doença é comum, principalmente, em idosos e causa dores e incômodos no dia a dia. A limitação de movimentos também é comum, assim como o formigamento nos braços e pernas. Entretanto, será difícil ouvir alguém dizer: “Tenho osteofitose”. Por quê? Porque o problema é muito mais conhecido como Bico de Papagaio!

O bico de papagaio é assim chamado porque, quando visto na radiografia, o osso afetado apresenta certa protuberância, em formato do bico da ave. A modificação acontece devido ao crescimento ósseo “incorreto”, uma resposta do corpo ao desgaste das articulações.

Ou seja: por motivos diversos, as vértebras e os ligamentos se desgastam, criando “folgas”, espaços que não deveriam existir entre um osso e outro. Esta aproximação das vértebras acaba por comprimir a raiz nervosa e músculos.

Assim, como forma de proteção, o corpo cria calcificações ósseas em volta dos ligamentos danificados, calcificações estas conhecidas por osteófitos. Seu objetivo é criar um novo “apoio” ao osso, estabilizando os movimentos do indivíduo e mantendo a região na posição correta. Deste modo, a sobrecarga na área é diminuída, assim como a deterioração do osso.

Os osteófitos surgem, principalmente, na borda dos discos intervertebrais  da coluna, mas podem acontecer também nas mãos, calcanhares, pescoço ou qualquer outra articulação do corpo.

O bico de papagaio não aparece rapidamente, mas se desenvolve ao longo do tempo. Sempre que é desgastada, uma articulação recebe a “proteção” por osteófitos, o que não gera grandes problemas. O incômodo acontece, porém, com o aumento destes “espinhos ósseos“. A cada novo desgaste, o osso ganha uma “nova camada” de calcificação e, assim, o bico aumenta, comprime os nervos e causa a doença.

Não há cura, mas você pode prevenir o bico de papagaio

Não existe meio de curar a osteofitose. Como é uma resposta direta do corpo, o problema, quando aparece, passa a fazer parte da rotina do paciente. Entretanto, atitudes simples, que prezam pela saúde geral do físico, podem prevenir a doença.

A primeira prática é a boa postura corporal. Se a depressão é considerada o mal do século, problemas relacionados à tecnologia também se encaixam na lista. Numa geração em que o smartphone é um dos principais companheiros do dia a dia, é comum ver pescoços abaixados e colunas curvadas. Mas, além de pequenas dores momentâneas ao usuário, o comportamento pode promover o desgaste das articulações, que no futuro causarão a osteofitose.

A mesma má postura no uso do computador ou ao dormir, são fatores relevantes ao problema. É preciso que, sentado para o uso da internet, o usuário mantenha a coluna ereta, de preferência encostada em cadeira confortável, e coloque a tela do computador na altura dos olhos.

É essencial também manter os pés com toda a sua superfície encostada no chão ou em algum apoio que não os deixe  suspensos no ar. Assim, o tronco obtém suporte, alinhando joelhos e quadris.

Já ao deitar na cama é importante garantir que a espinha vertebral se mantenha em sua curvatura natural. Posições de bruços ou barriga para cima não são as ideais, uma vez que o próprio colchão impede a manutenção ereta das vértebras. Deste modo, dormir de lado com um travesseiro na altura exata entre o ombro e o pescoço, e outro entre as pernas, é a forma mais indicada por especialistas.

Ao realizar atividades domésticas é interessante também procurar manter a postura a mais ereta possível. Curvar-se para utilizar a vassoura, ou se abaixar para pegar um objeto no chão sem flexionar os joelhos, é bastante prejudicial.

Fazer alongamentos durante o dia é mais uma medida vantajosa para a prevenção. Movimentos como esticar braços e pernas eliminam a tensão e relaxam os músculos, garantindo que eles agirão com menor impacto sobre os ossos. Realizar pausas no trabalho, por cerca de cinco minutos, para  realizar as atividades sugeridas é o mais adequado e pode ajudar ainda na melhora da produtividade.

Outras causas comuns à osteofitose, muitas vezes prevenidas pelos meios já citados, são a sobrecarga das articulações, devido ao sobrepeso ou obesidade – afinal, a estrutura óssea de um indivíduo é desenvolvida para suportar carga definida pelo índice de Massa Corporal (IMC), nunca mais; anomalias na articulação, como fraturas ou inflamações; sedentarismo; esforços ou impactos repetitivos. É importante resguardar-se contra essas adversidades ao longo da vida.

A predisposição genética e envelhecimento são também fatores preponderantes  ao aparecimento do bico de papagaio. Ao longo dos anos, as articulações sofrem desgaste natural, o que só pode ser amenizado pelas ações apresentadas.

Com medidas de prevenção, é possível diminuir os efeitos do problema, ou retardar seu aparecimento. Se você não fez até agora, nunca é tarde para começar!

Diagnóstico rápido é essencial. Conheça os sintomas!

Com a incidência do bico de papagaio sobre o corpo, o indivíduo apresenta diversos sinais. A primeira delas é a dor forte próxima ao local da calcificação formada, devido à pressão sobre o nervo da região.

Ao mesmo tempo, há também a perda da força muscular, limitação dos movimentos – devido à “anomalia” e às fortes dores, e diminuição da sensibilidade e dos reflexos. O formigamento também é comum.

Após a percepção de qualquer um dos sintomas, e principalmente da associação deles, é essencial buscar pela opinião de um especialista. Quando recorrentes, os sinais com certeza indicarão um problema maior do que apenas cansaço ou “mau jeito”, e devem ser verificados. Mesmo que não seja este distúrbio, o indivíduo poderá apresentar outro que merece cuidado.

Após avaliação criteriosa, o ortopedista irá desenvolver o melhor plano de intervenção ao paciente. Isso porque, como são diversas as manifestações e gravidade do problema, cada indivíduo necessita de atenção especial. A demora na busca pelo diagnóstico é um fator que influencia, e muito, nos métodos de tratamento.

Tratamentos garantem qualidade de vida

bico-de-papagaioO meio mais “caseiro” ao alívio das dores causadas pela osteofitose é o uso de compressas quentes na área afetada. Momentaneamente, o recurso oferece relaxamento do corpo e diminui os sintomas. Repouso também é indicado a qualquer tempo.

Com auxílio médico, é possível passar para o tratamento medicamentoso. Como provoca quadro de dor aguda, a doença pode ser controlada por analgésicos orais ou na forma de injeções espinhais, que diminuirão os incômodos.

Entre todos os métodos de combate ao bico de papagaio, porém, a principal é a fisioterapia. Exercícios sistêmicos têm objetivos diversos, e acabam por melhorar bastante a qualidade de vida do paciente afligido pela enfermidade.

O primeiro resultado oferecido pela prática é a correção de problemas nos músculos , por meio do relaxamento destes. O fortalecimento das estruturas da coluna são outros efeitos, associados, claro, à correção da postura corporal. Colocar a coluna alinhada novamente irá diminuir dores e formigamentos, assim como o impacto dos movimentos sobre a calcificação formada.

Os exercícios físicos fazem parte de  outra etapa que, quando associados  aos demais recursos, diminuem os sintomas. Com a prática, há o fortalecimento dos músculos abdominais e extensores, e da estrutura óssea. Ao mesmo tempo, exercícios como flexões, abdominais e atividades na água garantem a melhora sem que haja grandes impactos desgastantes à região afetada.

De qualquer modo, é importante contar com a orientação adequada para os exercícios físicos, tanto no tratamento, quanto ao longo da vida. Praticar atividades por conta própria pode trazer impactos maléficos ao corpo, e causar desgaste de músculos e ossos, sejam eles já afetados pela osteofitose ou não.

Por exemplo: caso a estrutura do joelho de um paciente já esteja comprometida, a não avaliação do problema e realização de corridas diariamente podem  agravar o distúrbio. O mesmo com a coluna, principal afetada pelos osteófitos.

Por isso, o auxílio de um profissional de educação física é fundamental, mesmo que você decida realizar práticas ao ar livre.

Outra técnica bastante indicada, por especialistas, para o tratamento do distúrbio atualmente  é o Pilates. O conjunto de exercícios normalmente se utiliza de uma bola em material elástico, que no chão promove movimentos que reeducam a postura. São mais de 500 movimentos possíveis com o equipamento, que promovem  a simetria corporal.

Além da modalidade do Pilates no chão, há ainda aquela que demanda equipamentos para o exercício, e traz benefícios igualmente interessantes ao bem estar.

Demais pontos trabalhados pela técnica são o  controle motor e a flexibilidade. A resistência e força do corpo são igualmente empenhadas, enquanto há a diminuição de  tensão, stress e fadiga.

A eliminação das dores crônicas é outro produto da atividade, que tem atraído cada vez mais praticantes no Brasil – basta verificar o crescimento de estúdios e academias que oferecem aulas.

Como é importante trabalhar sempre a necessidade específica do paciente, o professor de Pilates também desenvolve exercícios especiais ao aluno, contribuindo para sua recuperação e qualidade de vida.

Em último caso, o tratamento para o bico de papagaio passa para o procedimento cirúrgico. A alternativa é considerada apenas quando o diagnóstico demonstra maior gravidade, ou quando os métodos menos invasivos não apresentam resultado satisfatório. Danos neurológicos e desalinhamento progressivo da coluna também recebem indicação de cirurgia, tal como alteração contundente de força ou da sensibilidade de membros como os braços.

Este tipo de procedimento habitualmente é realizado pela utilização de implantes e enxertos ósseos. Os dispositivos diminuirão o impacto sobre a estrutura óssea e seu consequente desgaste, minimizando os sintomas.

Mas lembre-se: a prevenção é a melhor opção para qualquer problema de saúde. Comece já a praticar hábitos saudáveis e garanta um futuro sem complicações!

Hiperlordose e Hipercifose

coluna-vertebralA coluna vertebral é uma parte importante do corpo. É ela que sustenta o tronco, mantendo o corpo funcional e em equilíbrio para as atividades básicas, como o caminhar e movimento dos braços. Por isso, é tão comum ouvir de pessoas próximas orientações como: “Melhore esta postura!”, “Coloque a coluna reta!”, para que a região não sofra grandes pressões e depois cause dor e outras complicações. Mas este pequeno conselho tem uma curiosidade interessante: não é possível manter a coluna completamente reta! Por que? Porque a estrutura é formada por curvas naturais, que garantem sua melhor atuação. Estas curvas são chamadas de lordose e cifose, e têm ângulos específicos. Quando estes são ultrapassados, então, há sinal de problemas, que podem gerar a hiperlordose e a hipercifose.

A coluna vertebral é uma estrutura complexa e fundamental para o corpo humano. Ela protege a medula espinhal e os nervos responsáveis pelos movimentos do ser humano, e liga o crânio à pelve. Com funções tão importantes, ela é formada por vértebras e outros ossos, que formam leves curvas.

A coluna é dividida em quatro regiões: a cervical, que compõe sua parte superior, com 7 vértebras, a  torácica, com 12 vértebras, a lombar, com 5 vértebras, e a sacrococcígea, ao final da espinha, com 4 vértebras.

Em cada uma dessas suas partes, a espinha dorsal apresenta, então, uma curvatura diferente. Nas áreas cervical e na lombar, a curva é chamada lordose, e possui leve arqueamento para frente. Já nas regiões torácica e pélvica, a coluna tem uma estrutura côncava ventral chamada cifose, algo que se assemelha ao símbolo gramatical parênteses.

Desta forma, o aspecto original da coluna vertebral apresenta curvas leves. Esta característica é essencial, uma vez que, sem elas, a espinha não teria suporte para manter o corpo de pé. Como uma mola, as curvaturas absorvem os impactos de cada movimento realizado no dia a dia.

Quando a lordose e a cifose são acentuadas, porém, podem ocorrer vários problemas. Afinal, a espinha precisa manter-se com o arqueamento original para permanecer trabalhando adequadamente.

Quando o acentuamento é o caso, existem três distúrbios que podem afetar a região. O primeiro deles é a escoliose, caracterizado pelo arqueamento lateral da espinha. Com o problema, o paciente apresenta uma coluna em C ou em S, e sofre grandes dores e dificuldades locomotoras.

As anomalias mais comuns, porém, são a hiperlordose e a hipercifose. Seja qual for o distúrbio, entretanto, os efeitos acontecem por todo o corpo.

Com o desvio da postura, articulações como ombros, braços, quadris e até pés costumam ser mais demandados, causando o desgaste destas, além de dores. As mudanças ocorrem devido a busca do corpo em compensar o equilíbrio, fragilizado já que a coluna não conseguirá mais mantê-lo completamente. Lesões e desgaste precoce da coluna e outras articulações também são habituais.

Além destes, as curvaturas exageradas na coluna podem levar a problemas mais sérios na espinha, devido ao desgaste das vértebras. Entre estas consequências, estão a hérnia de disco e a espondilolistese, que ocorre quando uma das vértebras da coluna se desloca sobre a outra.

Hiperlordose

Quadros de hiperlordose acontecem quando a alteração na coluna atinge a área cervical ou lombar, nas chamadas curvas de lordose. Na situação, o indivíduo adquire curva que “desloca” a parte inferior da coluna para frente, causando um aspecto arrebitado do bumbum. Na região do pescoço, a coluna também apresenta curvatura diferente, colocando-o um pouco mais para trás do que o normal – uma busca em manter o corpo reto mesmo com o arqueamento da estrutura.

Mas nem toda modificação na curvatura é hiperlordose. A mudança é definida como um problema quando o arqueamento da espinha ganha medição entre 40 e 60 graus na parte superior da coluna, e de 60 graus ao fim da espinha.

Não é difícil perceber a alteração mas, normalmente, são pessoas próximas que apontam o curvamento anormal. Para percepção por conta própria, porém, é possível realizar um teste simples. Colocando-se com as costas contra uma parede, o usuário deve manter suas pernas um pouco afastadas. Não é preciso encostar os calcanhares na superfície.

Nesta posição, a cabeça, ombros e parte inferior das costas devem encostar na parede. Ao fim da coluna, deverá haver um espaço entre parede e corpo, com largura suficiente para a inserção e deslize de uma mão pelas costas. Caso haja, porém, uma curva da coluna que impeça esse deslize completo, há sinal de hiperlordose.

Os resultados da condição são diversos. Há dor na região da lombar e do pescoço, limitação da mobilidade da coluna e de músculos próximos, e fraqueza de músculos flexores, como o abdômen.

Até mesmo questões consideradas mais estéticas, como a celulite nos glúteos e nas coxas, podem ocorrer. Esta consequência é fruto também da curvatura inadequada, que provoca a diminuição da eficiência da circulação sanguínea e linfática.

Causas e sintomas da hiperlordose

hiperlordose-hipercifoseAs causas do distúrbio também são diversas. Alterações genéticas, por exemplo, podem levar ao problema. Fraqueza dos músculos é outra motivação comum, principalmente nos músculos do abdômen ou das costas, essenciais para suporte da coluna e manutenção do corpo ereto.

A má postura, entretanto, é a principal causadora dos casos de hiperlordose. Mantendo o mau hábito de costas curvadas e pressão exagerada na coluna, a espinha tenta compensar a compressão e acaba por tornar seu arqueamento diferente do ideal.

Doenças também podem levar ao problema. A espondilose, distúrbio comum já citado , que encurva a espinha para o lado, pode se agravar e provocar também a hiperlordose. Neste caso, o resultado é uma coluna de lado e, ao mesmo tempo arrebitada. Os quadros de dor costumam ser mais intensos nestas situações.

A obesidade é outro fator de risco. Isso porque, durante seu desenvolvimento, o corpo é preparado para suportar carga específica. O peso ideal pode ser calculado pelo índice de Massa Muscular (IMC) de cada indivíduo, e apenas este peso consegue ser adequadamente sustentado pela coluna.

Em casos de sobrepeso e obesidade, então, a espinha sofre grande pressão, obrigada a firmar mais do que foi preparada. Assim, ela tende a se curvar, buscando equilíbrio. Como efeito, há a má postura o que, consequentemente, leva ao quadro anormal de lordose.

Transtornos nos ossos ainda podem levar à mudança. Citando a osteoporose, os ossos tornam-se porosos, e insuficientes para a sustentação do peso do tronco.

Por último, um grupo específico de indivíduos tem maior tendência a sofrer com o problema: as gestantes. Suportando carga “extra” no período de desenvolvimento do bebê, a futura mamãe demanda bastante da região das costas. Por isso, não é incomum prejudicar a postura na busca por manter a sustentação do peso mais confortável.

Outro motivo para o quadro de hiper neste público é a projeção do corpo para a frente, graças à mudança do centro de gravidade provocada pela barriga. Neste caso, até mesmo atividades simples, como o sentar e levantar, podem ser afetadas.

Hipercifose

Enquanto a hiperlordose cria o aspecto de bumbum arrebitado, a hipercifose age em outra parte do esqueleto: a toráxica, região entre o pescoço e o meio das costas. O efeito resultante é conhecido como corcunda, e projeta os ombros para a frente, curvando ainda a parte central das costas. A cabeça também fica projetada para a frente, como se o crânio do indivíduo chegasse sempre a um lugar antes mesmo de seu corpo acompanhá-lo.

Neste distúrbio, as causas variam de acordo com a idade. Afinal, a hipercifose pode ocorrer em qualquer época da vida, apesar de ser pouco menos comum no nascimento.

Habitualmente, o problema acontece na adolescência. Na puberdade, é bastante comum épocas de crescimento rápido, em que o indivíduo parece, de um dia para o outro, “esticar”. Este crescimento repentino do corpo causa estranhamento, e o adolescente, em alguns casos, tende a procurar manter a altura da cabeça na mesma da anterior, projetando-a para frente.

Outro motivo comum para o arqueamento da espinha na adolescência é a chamada doença de Scheuermann. O problema é originado por um desenvolvimento desigual das partes superior e inferior da coluna, com a parte inferior crescendo mais. Neste quadro, as vértebras, ao invés de apresentarem um formato simétrico, tem uma ponta mais fina que a outra, o que aumenta o ângulo de curva da coluna.

A má postura é outro fator propício para a curva exagerada por hipercifose. Aliás, manter postura inadequada é sempre perigoso para a coluna, e pode gerar inúmeros problemas.

Nos adultos, é possível citar como causas doenças degenerativas na espinha, como a artrite ou hérnia de disco, fraturas e fissuras dos ossos, traumas nas costas e ainda condições como a escoliose. A distrofia muscular e osteoporose também são condições associadas aos quadros de hipercifose.

A deficiência nutricional, principalmente de componentes como a vitamina D, também é percebida em pessoas que sofrem do problema. O nutriente é responsável pelo fortalecimento dos ossos e manutenção do bom funcionamento dos órgãos.

Outras causas comuns do encurvamento exagerado são doenças endócrinas, infecções como a tuberculose, e deformidades neuromusculares, como paralisia cerebral, distrofia muscular e a espinha bífida (má formação da espinha). A fraqueza dos músculos do abdômen e das costas ainda provoca pressão exagerada na espinha, podendo levar ao transtorno.

Finalmente, lactentes e crianças podem apresentar hipercifose quando já há deformação da coluna vertebral advinda do útero, ou seja, um defeito congênito. É o caso da espinha bífida, já citada.

Assim como na hiperlordose, o indivíduo acometido pelo curvamento incomum da hipercifose sente dor nas costas, fadiga, sensibilidade nos músculos e áreas próximas à coluna, e rigidez da espinha, dificultando os movimentos e a torção da área.

Hiperlordose X Hipercifose: as similaridades

Os dois distúrbios de curvamento da coluna são muito parecidos entre si. Os sintomas de dor na coluna são semelhantes, apesar de cada problema atingir uma região das costas. O desequilíbrio e fraqueza muscular, além de uma causa, podem ser consequência das doenças, causando grande incômodo, fraqueza em atividades diárias, estafa do corpo e dificuldade de movimento da espinha, pelo travamento da região.

De forma geral, a alteração da imagem do corpo do indivíduo é percebida por pessoas próximas. Mas além da percepção do outro sobre o sujeito, o paciente acaba por sofrer impactos em sua autoimagem. Assim, é habitual que a autoestima do indivíduo se torne baixa, com pouca confiança no corpo e suas capacidades. Esta autopercepção muda com a melhora do transtorno, o que demanda um tratamento multidisciplinar.

Além destes fatores, os métodos de tratamento dos distúrbios, que serão citados logo mais, também são bastante semelhantes.

Como é feito o diagnóstico?

hiperlordose-hipercifosePara a definição correta da patologia da coluna, é preciso buscar um médico. No consultório, o especialista fará primeiro a verificação clínica do paciente, observando a curvatura da espinha. Com as costas desnudas, o indivíduo é analisado de costas, de perfil e a postura da parte da frente do corpo. Nesta etapa, o paciente também é analisado com a coluna encostada em alguma superfície reta, o que permite comparar melhor a curvatura ideal com a atual do indivíduo.

Em seguida, para confirmação do distúrbio, são realizados exames de imagem. O método também analisa a existência de outros problemas, que podem estar associados ou serem consequência do arqueamento incomum.

Para esta investigação, não são precisos inúmeros exames, como acontece em quadros de hérnia de disco ou outras perturbações na espinha. Usualmente, o teste solicitado pelo especialista é a radiografia, também conhecida como raio X.

As chapas de raio X, assim como é feito no exame físico, analisam todo os ângulos da espinha (de frente, perfil, e pela parte posterior). Por meio dos resultados, oferecido em chapas em azul e branco, o médico verifica o contorno dos ossos, e consegue confirmar o arqueamento e outros problemas possíveis na região.

Quando há suspeita de outros problemas associados, podem ser solicitados testes como a tomografia computadorizada e a eletroneuromiografia.

Por último, o especialista questiona ao paciente os sintomas sentidos até o momento, para que o tratamento seja direcionado corretamente a cada dor apresentada.

Cuide da postura!

O tratamento da hipercifose e da hiperlordose, muitas vezes, consiste na mudança de hábitos e manutenção de práticas saudáveis. Por isso, é comum que as medidas tomadas para cura sejam indicadas também para a prevenção dos problemas.

A primeira medida para a terapia de um dos arqueamentos é a correção da postura. Afinal, ela é a principal causadora dos distúrbios, e acontece pela manutenção da espinha de forma incorreta em atividades simples do dia a dia.

Considere, por exemplo, o tempo que você gasta utilizando o celular de cabeça baixa. Esta posição é extremamente prejudicial à espinha, uma vez que coloca grande pressão sobre o pescoço e provoca o arqueamento das vértebras.

Desta forma, é sempre indicado que o uso do smartphone seja feito com o aparelho a frente dos olhos. O mesmo para computadores e notebooks: seja para o lazer, seja para o trabalho, é importante posicionar a tela de forma que não seja necessário nem arquear a cabeça, nem baixá-la para total visualização do conteúdo.

Sentar em cadeira com encosto confortável também é essencial. Isso porque, oferecer suporte à coluna garante que ela não sofra pressão desnecessária, além de mantê-la ereta pela maior parte do período.

Ao mesmo tempo, é interessante colocar os pés sobre um suporte, caso eles não cheguem ao chão. Mantendo os joelhos em ângulo de noventa graus, o indivíduo permanece com o corpo relaxado, e igualmente evita compressão das costas.

Até mesmo o ato de dirigir merece atenção. É sempre necessário regular o banco do motorista de forma que os joelhos fiquem flexionados, mas sem encostarem na parte inferior do painel do carro. Braços também devem permanecer flexionados durante a condução.

Neste caso, ainda é preciso regular os retrovisores adequadamente, sem que seja necessário esticar a cabeça para verificá-los. Aliás, apenas a parte de trás da cabeça deve encostar no  suporte do banco, mantendo o pescoço ereto e relaxado.

Ao realizar atividades domésticas, é fundamental ainda que o indivíduo preze pela sua postura. Ao varrer a casa, por exemplo, é preciso manter a espinha reta. Quando necessário limpar partes mais baixas, como debaixo dos móveis, nada de se curvar: agache flexionando os joelhos, e só então faça a atividade.

No ato de calçar o sapato também é preciso cuidado. Ao invés de levar o corpo aos pés, é mais interessante sentar-se, trazer o joelho junto ao corpo e só então vestir o calçado.

Já ao deitar na cama, é importante garantir que a espinha vertebral se mantenha em uma curvatura o mais ereta possível. Por isso, dormir de bruços é a pior maneira, pois as costas ficam arqueadas. Assim, dormir de lado, com um travesseiro sob a cabeça e outro entre as pernas, é a forma mais indicada por especialistas.

Tratamento para os distúrbios

hiperlordose-hipercifosePara potencialização deste processo de correção da coluna, o paciente com hiperlordose ou hipercifose costuma realizar uma série de exercícios. Inicialmente, na fisioterapia: com o especialista, o indivíduo aprende a melhorar o hábito postural e consegue retornar com a coluna para o modo correto.

A chamada RPG (Reeducação Postural Global) é a principal técnica utilizada. Ela consiste em variados exercícios para a coluna, em que o indivíduo deve manter uma postura por determinado tempo. Com o treinamento, o paciente consegue realinhar as costas e outras articulações afetadas pelo arqueamento.

Exercícios físicos também ajudam nesta correção. O Pilates é um dos mais procurados, e com mais de quinhentas atividades ajuda na melhora da respiração, fortalecimento dos músculos e reparação da espinha. Sua prática pode ser realizada por qualquer pessoa, acompanhadas as intensidades indicadas para cada situação. A diversidade de modalidades, com bolas de borracha, aparelhos ou ainda no chão, também favorecem esta abrangência de público.

O Yoga é outro exercício bastante indicado, pois além dos benefícios do Pilates, contribui bastante para a flexibilidade do corpo.

Atividades que fortaleçam a musculatura das costas são igualmente indicadas. Assim, são eficazes flexões, com a devida supervisão de intensidade; natação, uma vez que a prática trabalha todos os tecidos posteriores do corpo; e até mesmo alongamentos diários, principalmente após permanecer muito tempo na mesma posição.

Para estes alongamentos, é possível, por exemplo, esticar os braços sobre a cabeça, mantendo-os para cima por pelo menos dez segundos. Pelo mesmo tempo, é interessante levantar o pé pela parte de trás do corpo, encostando-o próximo ao glúteo. Movimentos deste tipo relaxam a musculatura e diminuem a pressão sobre a coluna.

Obviamente, alongamentos e exercícios físicos devem ser realizados com maior cuidado caso a condição de arqueamento exagerado já esteja instalada. Caso contrário, as dores e o próprio distúrbio podem se agravar.

Como há curvatura da coluna, os médicos também costumam indicar para o tratamento a utilização de cintas corretivas da postura. Por meio dela, o paciente tem maior suporte das costas, e o processo de tratamento é agilizado. As peças, porém, devem ser adequadas ao problema, e não modeladoras de corpo, como é possível encontrar facilmente no mercado.

Tratar as doenças causadoras da condição também é passo importante, como é o caso da osteoporose. Afinal, de nada adiantará a correção da coluna se o motivo para o arqueamento ainda estiver presente.

O tratamento psicológico para efeitos na autoconfiança são identicamente apropriados. Utilizar palmilhas e sapatos específicos para melhora da postura também são possibilidades.

Como são comuns  quadros de dor, o especialista costuma indicar ainda o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. Com o artifício, o indivíduo consegue manter atividades diárias e sua qualidade de vida. Ao mesmo tempo, ele ganha auxílio no tratamento, uma vez que o processo de reeducação da postura pode trazer incômodos.

Para o público gestante, há ainda outro meio importante: manter o peso ideal. Em geral, é indicado que a mulher engorde apenas entre nove e doze quilos. O peso varia pouco de acordo com o IMC de cada uma, e manter-se nele garantirá que a pressão sofrida pela coluna não será mais do que o suportável.

Técnicas alternativas também são possíveis. Neste caso, pode ser citada a acupuntura, ramo da medicina chinesa que introduz agulhas em pontos precisos do corpo. Com a prática, há efeito anestésico que pode melhorar a condição de bem estar do indivíduo, assim como diminuir o estresse e rigidez dos músculos.

Além destes, manter o peso ideal e alimentação saudável são essenciais para tratamento e prevenção da hiperlordose e hipercifose.

Em casos mais graves, é possível realizar ainda procedimento cirúrgico, que corrigirá a curvatura da espinha.

Sua coluna é curvada? Cuidado, pode ser Escoliose!

Durante sua vida, você provavelmente já ouviu frase semelhante a “Sente-se direito! Quer ficar corcunda?”. Seja em casa ou no trabalho, sempre há alguém mais atento, que aconselha manter uma boa postura. Se você não costuma dar atenção a tal, talvez seja interessante começar. Afinal, manter a coluna reta evita dores e problemas mais graves, como a Escoliose.

A escoliose é um desvio da coluna vertebral, que a torna curva para o lado. Podendo ocorrer em todas as idades, o problema costuma atingir a coluna na área do tórax e na parte inferior das costas. O resultado é um curvatura em forma de C ou S, que deixa o tronco torto.

Tipos de escoliose

escolioseSão diversas as causas conhecidas para a doença. Má postura por tempo prolongado, transporte de peso excessivo de forma incorreta (como em mochilas muito pesadas) e até distúrbios do tecido conjuntivo estão entre os fatores de risco da doença.

Há, porém, causas mais proeminentes, que acabam por definir o tipo de escoliose sofrida. A primeira delas é a malformação do bebê, que caracteriza a Escoliose Congênita. Com incidência de 10% entre todos os casos da anormalidade, o tipo de escoliose surge por anomalia óssea no desenvolvimento do feto, que funde costelas ou vértebras e provoca o crescimento curvo da espinha.

Já a Escoliose Neuromuscular acontece por sequela de desordem do sistema neurológico, paralisia cerebral, espinha bífida, ou distrofia muscular. Por ocasionarem fraqueza muscular, os problemas não permitem boa sustentação do corpo, e o paciente acaba por desenvolver curva em C na coluna.

O tipo mais comum do desequilíbrio, entretanto, é a Escoliose Idiopática. Sem causa exata definida, ela é percebida em 80% dos pacientes. Seus fatores de risco conhecidos incluem a hereditariedade e gênero, pois as mulheres costumam apresentar maior índice da anormalidade.

Os sinais do problema podem ser percebidos, principalmente, de forma visual. O indivíduo com desvio apresenta corpo inclinado mais para um lado, comprimento irregular entre as duas pernas, e cintura, ombros e quadris assimétricos. As roupas também parecem ficar mais justas de um lado do tronco e largas no outro, destacando o recurvado do corpo.

Os efeitos físicos, por sua vez, são dor crônica, dificuldade de respiração e incômodos durante a prática de exercícios físicos, mesmo que eles sejam mínimos e de rotina.

Entretanto, os sintomas não são causados pela escoliose em si: o que acontece é que a disfunção provoca desequilíbrios no tronco e espasmos musculares, então levando a quadros de dor.

Quando não percebida na infância ou adolescência, o desvio pode aparecer na idade adulta, sendo chamada de Degenerativa. Ela é agravada por quadros de osteoporose, degeneração dos discos da espinha ou por fratura na região comuns em idades mais avançadas. Os sintomas não diferem dos outros tipos de escoliose, mas a curvatura provocada por esta pode demandar tratamento diferente.

Exames para diagnóstico

Como pode apresentar diversas causas e tipos, a escoliose é diagnosticada por meio de uma bateria de exames minuciosos. A definição exata das características da anormalidade em cada paciente é essencial para a recomendação do melhor tratamento, também diverso.

Inicialmente, o médico realiza o exame físico. Analisando quadris, ombros, costas e pernas, o especialista verifica a posição comum dos membros.

O ângulo do desequilíbrio é medido e a forma da curva examinada, o que permite inclusive verificar a probabilidade de progresso do problema. Os músculos das costas também são investigados, descobrindo se possuem a mesma força em cada lado da coluna.

Com a constatação de alguma disfunção, a segunda etapa é a análise de imagem. Por meio de um raio-X, o especialista consegue confirmar todas as informações anteriores, e perceber a localização do “ápice da escoliose”, ou seja, qual vértebra é a mais descentrada.  

Por último, é realizada a avaliação das causas da disfunção, por meio do histórico médico do paciente. Existem defeitos congênitos? Houve alguma disfunção ou trauma nervoso? Há casos na família? Com todas as informações listadas, o clínico consegue oferecer o tratamento mais adequado ao paciente.

Os fatores para tratamento

escolioseQualquer curvatura da coluna com pelo menos 10 graus já é considerada escoliose. Pequeno, porém, este desvio não é facilmente percebido visualmente, e por isso o paciente não costuma procurar um especialista. De qualquer forma, a medida não requer tratamento, mas observação da evolução do quadro.

A progressão do arqueamento em direção aos 20 graus já requer cuidado. Percebido mais facilmente, o quadro demanda tratamento fisioterápico.

Os métodos de combate mudam, portanto, de acordo com a evolução da curvatura. Com trinta graus de curva é indicado o uso de colete ortopédico. A partir de 40 graus, a solução é o tratamento cirúrgico.

Além deste fator, o tratamento do desvio considera flexibilidade do corpo, formato da curva e idade do indivíduo. Crianças com a disfunção, por exemplo, não costumam requerer tratamento, pois seu crescimento corrigirá a posição da coluna.

A cada grau, uma intervenção

No chamado “tratamento conservador”, o método adotado é o da Reeducação Postural Global, com exercícios de fisioterapia. Junto a este, é possível associar exercícios físicos que também trabalhem a postura, como o Pilates.

O Pilates é um conjunto de exercícios com mais de 500 movimentos, que pode ser realizado no chão, com auxílio de bola de material elástico ou ainda em outros aparelhos. A alternativa trabalha diretamente os músculos da coluna e ajuda a estabilizá-los, retomando a posição ereta das vértebras. Com a prática, os sintomas do problema também são amenizados, havendo a melhora da respiração, equilíbrio e resistência do corpo.

Seja qual for a prática física escolhida, ela deve ser indicada pelo especialista médico e de Educação Física. Afinal, atividades intensas demais ou não pensadas para o indivíduo em questão podem piorar a disfunção.

Se o paciente apresentar curvatura entre 20 ou 25 graus da coluna, o uso de suporte para a espinha é indicado. O apoio impede que o arqueamento piore, e normalmente é oferecido por cinta lombar ou por cinto colocado na parte superior do tronco.

Em casos mais graves de escoliose, a cirurgia se faz necessária. O procedimento é realizado por meio de enxertos ósseos, que conectados a vértebras servem como suporte à coluna. A medida estabiliza a espinha, a exemplo de um calço no pé de uma mesa. O resultado é a redução da curvatura da espinha, interrompendo a progressão do problema.