Dor nas costas pode ser sinal de problema

dor-nas-costasNão é incomum sentir dor nas costas. Afinal, a área é a responsável pela sustentação do tronco, e sofre inúmeros impactos ao longo do dia a dia.

Formada por ossos, articulações, estruturas nervosas, ligamentos e músculos, sua constituição é incrivelmente bem estruturada e conectada. Por isso, lesões em um destes componentes podem irradiar dor por toda a extensão das costas.

Por vezes, o incômodo ainda pode ser relacionado a problemas mais graves – o que demanda atenção a quadros de dor.

O tipo de dor e sua gravidade dependem de sua fonte causadora, que são as mais diversas. Em geral, porém, o paciente costuma perceber a sensação de estiramento do músculo, agulhadas e dor latejante.

Há casos em que a dor “se move”, iniciando em parte das costas e podendo chegar aos ombros ou às coxas. Espasmos musculares são igualmente comuns, associados a desconfortos ao realizar movimentos simples, como andar.

Os incômodos podem ainda começar de repente, ou se desenvolverem gradualmente. Em situações como a última, é comum que um quadro leve de dor seja percebido, depois deixe de existir, retorne pouco mais forte, pare e, assim, sucessivamente.

As dores nas costas são classificadas em agudas, subagudas e crônicas, cada uma requerendo um tipo de cuidado. A dor aguda, por exemplo, acontece de repente, após alguma lesão ou dano ao músculo das costas. O incômodo dura por alguns dias, ou até cinco semanas, e é curada quase que sozinha, contando apenas com o auxílio de alongamentos e medicamentos anti-inflamatórios.

Por sua vez, a dor subaguda dura entre seis semanas e três meses. Habitualmente, o incômodo prejudica atividades diárias do indivíduo, mantendo constância mesmo com o maior cuidado com a postura ou movimentos. A tensão muscular e danos mais graves aos ligamentos ou articulações são as causas mais comuns, e por isso é indicado buscar auxílio médico.

Quando dura mais que três meses, a dor nas costas é considerada crônica. Normalmente, sua causa é radicular, ou seja, por alguma inflamação ou desgaste do nervo espinhal. Pacientes que sofrem deste tipo de dor costumam perceber sensação de choques elétricos, além da irradiação da dor para as pernas e, em algumas situações, perda gradual da sensibilidade dos membros inferiores.

Dor nas costas: causas mais leves

A dor nas costas é uma das principais causas de afastamento do trabalho. Entre suas inúmeras causas, as mais comuns são por impactos e características físicas, motivos recordistas das visitas a consultórios médicos.

Assim, movimentos bruscos ou feitos de forma incorreta, como o levantamento de carga além do que o corpo suporta, pode causar o conhecido “mau jeito” na coluna. Assim, a dor é repentina, e vem em forma de agulhadas. O resultado é maior dificuldade de locomoção, uma vez que a dor é ampliada por movimentos mínimos.

Nesta categoria, há dois problemas que podem levar à dor: a entorse e a distensão. A entorse acontece quando há o estiramento ou rompimento dos ligamentos, tecido que liga os ossos e articulações. Por sua vez, a distensão ocorre no rompimento ou alongamento exagerado e repentino do músculo.

Já quando a causa da dor são movimentos repetitivos, é mais comum que ela apareça gradualmente. Assim, a torção ou curvatura constante da coluna, ou mesmo um exercício físico feito de forma inadequada, pode lesionar uma articulação ou músculo aos poucos. A dor será então percebida numa crescente, sendo intensificada de forma gradual.

Há também situações em que a dor surge “atrasada”, dias após algum impacto mais forte ou lesão nas costas. Ela acaba por causar uma dor mais intensa, mas tende a desaparecer rapidamente, pois é um efeito colateral do processo de cura natural da área lesionada.

A má postura é outra causa corriqueira de dor nas costas. Isso porque, idealmente, a coluna deve permanecer ereta na maior parte do dia, evitando sua curvatura e pressão exagerada para manutenção do tronco. Entretanto, as vértebras são constantemente demandadas no dia a dia, de forma exagerada e incorreta, o que pode irradiar a dor.

Note, por exemplo, seu período diário do uso do smartphone. Com certeza é mais comum que você mantenha a cabeça curvada, do que o celular à altura dos olhos. Esta posição provoca na coluna maior pressão, e a resposta do corpo vem por meio do incômodo da dor.

O mesmo acontece a mulheres que utilizam salto alto. O sapato com elevação muda o centro de gravidade do corpo, e provoca inclinação do tronco para a frente. Isso exige que a coluna trabalhe mais que o normal para manter o corpo ereto, causando pressão em excesso.

Aliás, qualquer situação que demande em demasia da coluna pode causar dor. Ainda para as mulheres, os seios muito grandes podem ser um problema, pois o busto provoca inclinação do tronco para a frente.

Quando o indivíduo apresenta também quadril desigual, ou seja, um lado da pelve maior que o outro, o equilíbrio do corpo também fica comprometido. Assim, mais uma vez a coluna sofre maior pressão. A consequência básica é a dor nas costas, mas outros quadros podem ocorrer, como as causas mais graves da dor, que serão citadas a seguir.

Com dor crônica é preciso ficar alerta

dor-nas-costasA partir de três meses de dor, o indivíduo entra no quadro de dor crônica nas costas, o que merece maior atenção. Afinal, crises de dor por período tão prolongado costumam ter como causa problemas na coluna vertebral – parte fundamental na locomoção do corpo.

Habitualmente, a causa principal desta modalidade de dor são as doenças degenerativas. Elas são caracterizadas por sintomas associados, e o incômodo costuma acontecer esporadicamente, tornando-se mais severo a cada crise.

Assim, a dor pode ocorrer, por exemplo, devido a hérnia de disco. A hérnia é uma condição em que o núcleo pulposo da coluna, que fica em seu interior, desloca-se de seu lugar original e pressiona as raízes nervosas da vértebra. Este “gel” pode se deslocar para o exterior da coluna, na chamada hérnia extrusa, em que o disco (ou anel) vertebral sofre fissura e permite sua saída.

Quando o núcleo pulposo se desloca pela extensão da própria coluna, a hérnia é chamada de sequestrada. Ela causa pressão das raízes nervosas e inflamação da região.

Por último, a hérnia protusa é caracterizada pelo alargamento do disco da vértebra, que por sua vez pressiona os nervos lombares e causa dor. Já o contrário, o estreitamento do canal espinhal, ocorre na estenose espinhal, o que também provoca pressão nervosa.

A conhecida dor no ciático também pode causar problemas nas costas. O nervo ciático é a terminação nervosa responsável pela ligação da coluna e os membros inferiores, o que permite o movimento de pernas e pés. Caso sofra grande impacto, o nervo acaba lesionado, provocando dor na lombar. O incômodo costuma “se deslocar” das costas à coxa, e pode causar ainda cansaço, perda da sensibilidade e fraqueza dos membros inferiores.

Em casos de disfunção articular sacroilíaca, a região do sacro é a afetada. O sacro é um osso em forma de pirâmide invertida que fica localizado na região lombar das costas. É ele quem absorve os principais impactos de movimentos do corpo em geral, e se sofrer pressão incorreta ou pancada pode inflamar e causar dor aguda.

Já na espondilolistese, uma das vértebras da coluna se desloca sobre a outra, deixando-as “desemparelhadas”, causando curvatura para frente ou para trás da coluna. Por outro lado, a escoliose causa curvatura da coluna para o lado, provocando dor idêntica nas costas.

Problemas no tecido ósseo são iguais causadores de dores nas costas. Citando a osteoartrite, há o desgaste do disco vertebral e do tecido nas extremidades dos ossos. A condição é progressiva, e costuma acontecer com o avanço do envelhecimento do indivíduo.

A artrite, inflamação das articulações, também acaba provocando dor nas costas, podendo irradiar para o quadril, joelhos e mãos. O mesmo ocorre com o enfraquecimento dos ossos provocado pela osteoporose, já que as fraturas por pequenos movimentos se tornam mais recorrentes.

Distúrbios causais podem ir além da coluna

Além das circunstâncias mecânicas e problemas mais comuns na coluna, há outras situações que podem levar à dor nas costas. As causas são menos comuns, mas ainda assim estão entre fontes do incômodo.

Em ocasiões em que, somada à dor, há incontinência urinária ou intestinal, o problema costuma ser a síndrome de cauda equina. A cauda equina é um emaranhado de raízes nervosas localizada ao fim da coluna, e extremamente importante ao movimento dos membros inferiores. Sua dor característica costuma também ser associada à perda de sensibilidade na altura das nádegas. Em geral, a condição é uma emergência médica, e resolvida apenas por procedimento cirúrgico.

Tumores espinhais também podem originar dor lombar. A anomalia consegue pressionar o nervo da coluna, e assim causa o incômodo. Normalmente, os cânceres nesta região são “ramificações” de tumores na mama, próstata, tireóide, rim ou pulmão. Por isso, é preciso ficar atento às consequências de qualquer câncer no restante do corpo.

Em casos de infecção da coluna vertebral, o paciente passa por quadros de febre, somados à dor e a percepção de que as costas têm uma região “mais macia”. O distúrbio pode ocorrer por reflexo de procedimento cirúrgico, injeções e deficiências no sistema imunológico.

Traumas, fraturas e fissuras são da mesma forma causas de dores nas costas. Assim, caso sofra algum impacto mais forte, e mesmo que após dias perceba dor na região, é importante que o paciente procure o consultório médico. Afinal, uma pequena fissura pode levar a problemas maiores, de pressão do nervo vertebral e outros distúrbios.

Finalmente, a dor nas costas pode ser sintoma de infecção no trato urinário. Em geral, o paciente acometido pelo problema sente fortes pontadas de dor do meio ao fim das costas. A dor é conhecida por obrigar o paciente a se curvar para frente durante a crise, num movimento involuntário do corpo.

Fatores de risco para a dor

dor-nas-costasHábitos e condições de um indivíduo podem deixá-lo propenso ao desenvolvimento de dor nas costas. O estilo de vida sedentário é o principal deles – afinal, quando o corpo não se exercita, ele perde força e flexibilidade, e fica mais vulnerável a grandes impactos.

Questões psíquicas também estão associadas ao mal. Desenvolver diariamente trabalho mental estressante, sofrer de ansiedade ou de depressão pode levar a quadros de dor aparentemente sem causa, mas que precisam ser tratados com igual atenção de um médico.

O envelhecimento também contribui para o desenvolvimento de quadros assim, uma vez que o corpo se degenera com o passar dos anos. Quanto a isso não há medidas preventivas, apenas aquelas que podem amenizar os efeitos. Ou seja, é preciso manter um estilo de vida saudável.

Exercícios físicos realizados de forma incorreta, ou em excesso, são igualmente prejudiciais às costas. Isso porque a região fica sujeita a impactos muito fortes, que podem distender o músculo ou levar a lesões no nervo ciático ou ossos.

Condições em que a coluna é demandada em demasia também podem provocar dores. É o que acontece, por exemplo, quando o paciente apresenta obesidade e excesso de peso, dado que o corpo é desenvolvido para suportar carga específica. Quando, então, o Índice de Massa Corporal (IMC) ultrapassa o indicado, sua coluna é obrigada a apoiar mais do que está preparada.

Assim, períodos de gestação também costumam ser marcados pelo incômodo. Enquanto o feto cresce, a mulher acaba carregando peso extra. Portanto, é essencial que a grávida conte com acompanhamento do médico, que poderá indicar práticas e exercícios para diminuição da dor.

As gestantes convivem também com a condição devido a ação dos hormônios, que provocam relaxamento dos ligamentos e instabilidade ao realizar alguns movimentos.

Estudos ainda indicam o tabagismo como um grande fator de risco para a dor nas costas. Para especialistas, as substâncias químicas do cigarro dificultam a irrigação dos músculos, enfraquecendo e podendo provocar dor nas costas.

Utilizar roupas muito apertadas também pode ser um problema. Quando utiliza calça muito justa, por exemplo, o indivíduo comprime o final da coluna e o quadril, o que diminui a amplitude de movimento da região. Assim, é comum curvar a coluna de forma involuntária, e ainda torcer a coluna em movimentos mais bruscos, já que o corpo não tem liberdade de movimento.

Até mesmo a má nutrição pode levar a dores nas costas. Conforme dados do AsianSpineJournal, 25% dos homens e 31% das mulheres que sofrem de dores nas costas consumiam alimentos ricos em açúcar e gordura, nutrientes considerados fonte de inflamações pelo corpo, inclusive na região lombar.

Por último, o principal fator de risco para a dor nas costas é a mápostura. Realizar movimentos inadequados, manter-se na mesma posição por muito tempo, colocar pressão nas costas ou pescoço pode levar tanto a quadros mais leves, quanto de dor crônica.

Os tipos de dor nas costas

Como são diversas as causas da dor nas costas, é interessante poder identificar sintomas associados e os “tipos” de dor, que deixarão mais claro ao paciente qual sua condição.  Sentir dor nas costas em apenas um lado, por exemplo, pode ser sinal de uma lesão muscular, ou pela má postura durante o dia a dia.

Em contrapartida, o indivíduo que percebe dor ao respirar pode ser sinal de algum problema ou infecção no pulmão, o que merece atenção redobrada.

Dor na região lombar, onde localizam-se os rins, é mais recorrente em casos de cálculo renal ou infecção urinária. Quando o incômodo irradia para as pernas, o paciente geralmente é diagnosticado com dor ciática.

Se o distúrbio se faz sentir no meio das costas, são habituais hérnias de disco. Se está mais próximo da parte superior da coluna, na área dos ombros, a causa pode ser o cansaço, atividade física em excesso ou ainda o estresse.

O quadro que merece maior atenção, entretanto, é aquele em que a dor vem associada da sensação de enjoo e mal estar. Os sintomas são corriqueiros em infartos.

Diagnóstico do problema

Como já foi possível notar, a dor nas costas não é o problema central, mas sim um sintoma de alguma condição ou mau hábito. Por isso, para colocar fim ao incômodo, é fundamental descobrir a causa correta da dor. Para isso, há passo a passo importante do diagnóstico, que avalia cada aspecto clínico do paciente.

O diagnóstico se inicia na conversa frente a frente com o médico. Por meio dela, o especialista vai conhecer a recorrência da dor e seu tipo, sintomas associados e o início do quadro, todos estes dados fornecidos pelo paciente.

Os hábitos de saúde do indivíduo também serão questionados. Como é sua alimentação? Ele realiza atividades físicas frequentemente? Estas atividades são de alta ou baixa intensidade? Qual seu trabalho? Como é sua postura diária?

Conhecendo estes fatores, o médico terá ideia mais clara das possibilidades, podendo indicar a próxima etapa mais adequada ao diagnóstico.

Em geral, este segundo passo consiste no exame físico. Nele, o especialista faz pressões nos pontos de dor e áreas próximas, e move os membros para verificar o reflexo da dor com os movimentos.

Outro método nesta etapa é a verificação da escala de movimento, o que significa perceber a capacidade do paciente em se movimentar, mesmo com dor.

Quando a conclusão inicial é por algo pouco mais grave que uma entorse ou distensão, o indivíduo é requisitado a exames de imagem.

São diversas as opções de teste por imagem. Delas, o raio-X é uma das mais comuns, e apresenta uma “fotografia” em azul e branco em que é possível verificar os ossos da coluna e quadril.

Por sua vez, a tomografia computadorizada oferece uma imagem mais detalhada da coluna vertebral, graças à imagem em 3D gerada.

Há também a possibilidade da ressonância magnética. Este exame consegue detectar anormalidades, além de nos ossos, nos músculos e ligamentos do corpo.

Já o escaneamento ósseo consegue verificar a osteoporose ou mesmo fraturas, enquanto o eletromiografia, também por imagem, mede a resposta dos músculos aos impulsos elétricos dos nervos. Assim, o especialista pode perceber se há compressão nervosa na região da coluna – afinal, a resposta do corpo será mais fraca.

Boa postura é prevenção da dor

dor-nas-costasAs medidas para a prevenção da dor nas costas são, em geral, simples, e prezam por algo básico: a qualidade de vida do usuário. Assim, a primeira e principal medida a se tomar para cuidado com as costas é a boa postura.

É comum que, ao levantar peso, o indivíduo se curve. Esta posição, entretanto, está longe do ideal. Antes de recolher um objeto do chão, é indicado que o usuário flexione os joelhos, busque o que procura, e levante-se devagar, buscando deixar os braços flexionados. Caso a carga demande que os braços fiquem muito esticados, em direção ao solo, pode ser mais indicado diminuir o peso ou contar com a ajuda de um suporte. Assim, o indivíduo terá a certeza de estar carregando apenas o que seu corpo suporta.

Ao mover um objeto pesado pelo chão, é interessante ainda empurrá-lo usando a força das pernas, ao invés de puxá-lo curvando as costas.

Diferente do que pensam alguns, aqueles que trabalham no escritório precisam ter cuidado redobrado com a postura. Isso porque curvar as costas e o pescoço é algo recorrente no uso do computador, mas prejudica, e muito, a coluna.

Assim, ao trabalhar de frente a uma tela, é importante colocar o monitor na altura dos olhos, para que não seja preciso nem baixar, nem levantar o pescoço para a visualização. Sentar com as costas encostadas na cadeira também é importante, e dá o apoio que a coluna precisa.

Da mesma forma, é fundamental dar suporte aos pés. É preciso mantê-los no solo, ou então colocá-los em um apoio, impedindo que eles fiquem suspensos no ar. Os joelhos devem, assim, permanecer dobrados em ângulo de aproximadamente 90 ° conforto e, ao mesmo tempo, a retidão das costas.

Os braços precisam ter igual cuidado, sempre oferecendo aos punhos apoio na digitação. Deixar os braços suspensos sobre o teclado colocará maior pressão sobre os punhos, o que consequentemente causará impacto na coluna e então dor nas costas.

Ao dirigir um automóvel, tenha o mesmo cuidado em oferecer suporte aos membros. Os braços devem permanecer flexionados durante toda a condução. As pernas precisam ficar em um ângulo confortável, que não encoste no volante, mas que também não exija que  motorista se estique para alcançar os pedais. As costas da mesma forma precisam de apoio, e a parte de trás do crânio deve permanecer no encosto de cabeça.

Na hora de dormir, é interessante ter dois travesseiros: um da altura entre ombro e cabeça, para repousá-la, e o outro para inserção entre as pernas. A posição ideal para o descanso é de lado, pois assim a coluna permanecerá o mais ereta possível, mesmo na madrugada. Evite sempre dormir de bruços, a pior posição para as costas.

Quais as outras formas de prevenção?

Como o sobrepeso do corpo provoca pressão desnecessária da coluna, é importante manter o corpo no peso ideal. Assim, é preciso manter alimentação saudável, rica em frutas, verduras e carnes magras.

Além disso, há os exercícios físicos, essenciais em qualquer época da vida. Seja na academia, seja na caminhada pela rua, o indivíduo deve contar com a prática para manter o corpo em forma.

Seja qual for a escolha do exercício, porém, é essencial contar com o aconselhamento de um médico e de um profissional de Educação Física. Os especialistas serão os responsáveis por indicar o melhor exercício para seu tipo físico. Eles também poderão verificar sua capacidade de prática – afinal, caso seu joelho, por exemplo, tenha predisposição a uma fissura, é melhor não realizar corrida, não é mesmo?

Alongar-se algumas vezes por dia também é uma prática indicada. Os exercícios não precisam ser complexos. Basta realizar séries de dez segundos, alongando braços, pernas, pescoço e pés.

Em geral, os movimentos são feitos segurando o membro à frente ou acima do corpo, como esticar os braços acima da cabeça, entrelaçando os dedos. Estas práticas garantem relaxamento ao corpo, e permitem que os músculos fiquem mais preparados tanto para realizar movimentos, quanto para permanecer em uma mesma posição por certo período.

Utilizar sapatos confortáveis é igualmente importante. Mesmo que a escolha seja por um salto alto, a mulher consegue encontrar no mercado opções anatômicas e belas. A alternativa precisa garantir que a coluna não será forçada ao andar. Assim, a dor mecânica nas costas será evitada, assim como problemas mais sérios.

Para as grávidas, é vantajoso ainda utilizar faixa de suporte da barriga, ou a chamada cinta de sustentação. O acessório consegue diminuir o impacto sobre os músculos, causado pelo sobrepeso, e redistribui a carga “extra”, evitando as dores.

Tratamento da dor

dor-nas-costasO primeiro método de tratamento da dor nas costas, utilizado tanto por conta própria, quando o paciente ainda não visitou o médico, quanto pós-diagnóstico, é o uso de medicamentos. Realizada principalmente com anti-inflamatórios, a etapa diminui a dor do indivíduo.

Apesar de eficaz, porém, a utilização medicamentosa não deve ser feita com exagero. Isso porque, antes do diagnóstico, os químicos podem acabar mascarando algum sintoma ou problema mais grave. Já no pós-diagnóstico, é fundamental seguir a indicação correta do médico, pois o especialista tem real noção da quantidade necessária a cada usuário.

Utilizar-se de bolsas de água quente e bolsas de gelo também é benéfico. Os recursos têm a capacidade de diminuir a dor e, especialmente durante crises, conseguem oferecer alívio ao indivíduo.

Habitualmente, o calor tem o poder de melhorar a circulação sanguínea dos músculos, entregando mais oxigênio e nutrientes para que o órgão se cure. Já o gelo tem efeito anestésico, combatendo inclusive inflamações.

Para a terapia física, os exercícios indicados são para a reeducação da postura do paciente e alongamento da musculatura. Afinal, as duas características são fatores de risco para a dor nas costas, e podem agravar o problema caso continuem sendo realizadas de forma incorreta.

Por isso, os meios indicados se iniciam pela fisioterapia. Associada a ela, porém, costuma haver um exercício físico de reforço da musculatura e melhora da flexibilidade. Yoga e Pilates cumprem bem este papel.

O Pilates é um tipo de exercício que reúne mais de quinhentos movimentos de alongamento e fortalecimento. O exercício é realizado com o auxílio de uma bola de material elástico, em outros aparelhos ou mesmo no chão. Já o Yoga envolve poses e exercícios de respiração, com os mesmos benefícios do anterior.

Fazer acupuntura também tem efeito tratativo, uma vez que a técnica diminui desconfortos por meio de pequenas agulhas inseridas na pele.

Para a melhoria do fluxo sanguíneo e relaxamento dos músculos, há ainda a possibilidade de massagem terapêutica. O melhor é que o indivíduo busque um especialista, para que os movimentos sejam realizados da forma correta e mais eficaz.

Entretanto, se com todos estes métodos pouco invasivos a dor não cessa, resta a cirurgia. O método é sempre tomado como última solução, normalmente para solucionar um distúrbio na coluna vertebral.

O procedimento cirúrgico pode, por exemplo, descomprimir a faixa nervosa da coluna, retirando o agente causador desta pressão, como uma anomalia no osso. Há também aquele que insere enxerto ósseo entre duas vértebras que se juntaram, ou ainda a inserção de um disco artificial entre elas.

A melhor saída é sempre definida pelo  médico. Para que isso ocorra, no entanto, é preciso comparecer ao consultório. Por isso, lembre-se: se sua dor nas costas se prolongar por algumas semanas, procure o especialista. Assim, a descoberta do real motivo da dor e o melhor tratamento poderão logo ser realizados!

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