Hiperlordose e Hipercifose

coluna-vertebralA coluna vertebral é uma parte importante do corpo. É ela que sustenta o tronco, mantendo o corpo funcional e em equilíbrio para as atividades básicas, como o caminhar e movimento dos braços. Por isso, é tão comum ouvir de pessoas próximas orientações como: “Melhore esta postura!”, “Coloque a coluna reta!”, para que a região não sofra grandes pressões e depois cause dor e outras complicações. Mas este pequeno conselho tem uma curiosidade interessante: não é possível manter a coluna completamente reta! Por que? Porque a estrutura é formada por curvas naturais, que garantem sua melhor atuação. Estas curvas são chamadas de lordose e cifose, e têm ângulos específicos. Quando estes são ultrapassados, então, há sinal de problemas, que podem gerar a hiperlordose e a hipercifose.

A coluna vertebral é uma estrutura complexa e fundamental para o corpo humano. Ela protege a medula espinhal e os nervos responsáveis pelos movimentos do ser humano, e liga o crânio à pelve. Com funções tão importantes, ela é formada por vértebras e outros ossos, que formam leves curvas.

A coluna é dividida em quatro regiões: a cervical, que compõe sua parte superior, com 7 vértebras, a  torácica, com 12 vértebras, a lombar, com 5 vértebras, e a sacrococcígea, ao final da espinha, com 4 vértebras.

Em cada uma dessas suas partes, a espinha dorsal apresenta, então, uma curvatura diferente. Nas áreas cervical e na lombar, a curva é chamada lordose, e possui leve arqueamento para frente. Já nas regiões torácica e pélvica, a coluna tem uma estrutura côncava ventral chamada cifose, algo que se assemelha ao símbolo gramatical parênteses.

Desta forma, o aspecto original da coluna vertebral apresenta curvas leves. Esta característica é essencial, uma vez que, sem elas, a espinha não teria suporte para manter o corpo de pé. Como uma mola, as curvaturas absorvem os impactos de cada movimento realizado no dia a dia.

Quando a lordose e a cifose são acentuadas, porém, podem ocorrer vários problemas. Afinal, a espinha precisa manter-se com o arqueamento original para permanecer trabalhando adequadamente.

Quando o acentuamento é o caso, existem três distúrbios que podem afetar a região. O primeiro deles é a escoliose, caracterizado pelo arqueamento lateral da espinha. Com o problema, o paciente apresenta uma coluna em C ou em S, e sofre grandes dores e dificuldades locomotoras.

As anomalias mais comuns, porém, são a hiperlordose e a hipercifose. Seja qual for o distúrbio, entretanto, os efeitos acontecem por todo o corpo.

Com o desvio da postura, articulações como ombros, braços, quadris e até pés costumam ser mais demandados, causando o desgaste destas, além de dores. As mudanças ocorrem devido a busca do corpo em compensar o equilíbrio, fragilizado já que a coluna não conseguirá mais mantê-lo completamente. Lesões e desgaste precoce da coluna e outras articulações também são habituais.

Além destes, as curvaturas exageradas na coluna podem levar a problemas mais sérios na espinha, devido ao desgaste das vértebras. Entre estas consequências, estão a hérnia de disco e a espondilolistese, que ocorre quando uma das vértebras da coluna se desloca sobre a outra.

Hiperlordose

Quadros de hiperlordose acontecem quando a alteração na coluna atinge a área cervical ou lombar, nas chamadas curvas de lordose. Na situação, o indivíduo adquire curva que “desloca” a parte inferior da coluna para frente, causando um aspecto arrebitado do bumbum. Na região do pescoço, a coluna também apresenta curvatura diferente, colocando-o um pouco mais para trás do que o normal – uma busca em manter o corpo reto mesmo com o arqueamento da estrutura.

Mas nem toda modificação na curvatura é hiperlordose. A mudança é definida como um problema quando o arqueamento da espinha ganha medição entre 40 e 60 graus na parte superior da coluna, e de 60 graus ao fim da espinha.

Não é difícil perceber a alteração mas, normalmente, são pessoas próximas que apontam o curvamento anormal. Para percepção por conta própria, porém, é possível realizar um teste simples. Colocando-se com as costas contra uma parede, o usuário deve manter suas pernas um pouco afastadas. Não é preciso encostar os calcanhares na superfície.

Nesta posição, a cabeça, ombros e parte inferior das costas devem encostar na parede. Ao fim da coluna, deverá haver um espaço entre parede e corpo, com largura suficiente para a inserção e deslize de uma mão pelas costas. Caso haja, porém, uma curva da coluna que impeça esse deslize completo, há sinal de hiperlordose.

Os resultados da condição são diversos. Há dor na região da lombar e do pescoço, limitação da mobilidade da coluna e de músculos próximos, e fraqueza de músculos flexores, como o abdômen.

Até mesmo questões consideradas mais estéticas, como a celulite nos glúteos e nas coxas, podem ocorrer. Esta consequência é fruto também da curvatura inadequada, que provoca a diminuição da eficiência da circulação sanguínea e linfática.

Causas e sintomas da hiperlordose

hiperlordose-hipercifoseAs causas do distúrbio também são diversas. Alterações genéticas, por exemplo, podem levar ao problema. Fraqueza dos músculos é outra motivação comum, principalmente nos músculos do abdômen ou das costas, essenciais para suporte da coluna e manutenção do corpo ereto.

A má postura, entretanto, é a principal causadora dos casos de hiperlordose. Mantendo o mau hábito de costas curvadas e pressão exagerada na coluna, a espinha tenta compensar a compressão e acaba por tornar seu arqueamento diferente do ideal.

Doenças também podem levar ao problema. A espondilose, distúrbio comum já citado , que encurva a espinha para o lado, pode se agravar e provocar também a hiperlordose. Neste caso, o resultado é uma coluna de lado e, ao mesmo tempo arrebitada. Os quadros de dor costumam ser mais intensos nestas situações.

A obesidade é outro fator de risco. Isso porque, durante seu desenvolvimento, o corpo é preparado para suportar carga específica. O peso ideal pode ser calculado pelo índice de Massa Muscular (IMC) de cada indivíduo, e apenas este peso consegue ser adequadamente sustentado pela coluna.

Em casos de sobrepeso e obesidade, então, a espinha sofre grande pressão, obrigada a firmar mais do que foi preparada. Assim, ela tende a se curvar, buscando equilíbrio. Como efeito, há a má postura o que, consequentemente, leva ao quadro anormal de lordose.

Transtornos nos ossos ainda podem levar à mudança. Citando a osteoporose, os ossos tornam-se porosos, e insuficientes para a sustentação do peso do tronco.

Por último, um grupo específico de indivíduos tem maior tendência a sofrer com o problema: as gestantes. Suportando carga “extra” no período de desenvolvimento do bebê, a futura mamãe demanda bastante da região das costas. Por isso, não é incomum prejudicar a postura na busca por manter a sustentação do peso mais confortável.

Outro motivo para o quadro de hiper neste público é a projeção do corpo para a frente, graças à mudança do centro de gravidade provocada pela barriga. Neste caso, até mesmo atividades simples, como o sentar e levantar, podem ser afetadas.

Hipercifose

Enquanto a hiperlordose cria o aspecto de bumbum arrebitado, a hipercifose age em outra parte do esqueleto: a toráxica, região entre o pescoço e o meio das costas. O efeito resultante é conhecido como corcunda, e projeta os ombros para a frente, curvando ainda a parte central das costas. A cabeça também fica projetada para a frente, como se o crânio do indivíduo chegasse sempre a um lugar antes mesmo de seu corpo acompanhá-lo.

Neste distúrbio, as causas variam de acordo com a idade. Afinal, a hipercifose pode ocorrer em qualquer época da vida, apesar de ser pouco menos comum no nascimento.

Habitualmente, o problema acontece na adolescência. Na puberdade, é bastante comum épocas de crescimento rápido, em que o indivíduo parece, de um dia para o outro, “esticar”. Este crescimento repentino do corpo causa estranhamento, e o adolescente, em alguns casos, tende a procurar manter a altura da cabeça na mesma da anterior, projetando-a para frente.

Outro motivo comum para o arqueamento da espinha na adolescência é a chamada doença de Scheuermann. O problema é originado por um desenvolvimento desigual das partes superior e inferior da coluna, com a parte inferior crescendo mais. Neste quadro, as vértebras, ao invés de apresentarem um formato simétrico, tem uma ponta mais fina que a outra, o que aumenta o ângulo de curva da coluna.

A má postura é outro fator propício para a curva exagerada por hipercifose. Aliás, manter postura inadequada é sempre perigoso para a coluna, e pode gerar inúmeros problemas.

Nos adultos, é possível citar como causas doenças degenerativas na espinha, como a artrite ou hérnia de disco, fraturas e fissuras dos ossos, traumas nas costas e ainda condições como a escoliose. A distrofia muscular e osteoporose também são condições associadas aos quadros de hipercifose.

A deficiência nutricional, principalmente de componentes como a vitamina D, também é percebida em pessoas que sofrem do problema. O nutriente é responsável pelo fortalecimento dos ossos e manutenção do bom funcionamento dos órgãos.

Outras causas comuns do encurvamento exagerado são doenças endócrinas, infecções como a tuberculose, e deformidades neuromusculares, como paralisia cerebral, distrofia muscular e a espinha bífida (má formação da espinha). A fraqueza dos músculos do abdômen e das costas ainda provoca pressão exagerada na espinha, podendo levar ao transtorno.

Finalmente, lactentes e crianças podem apresentar hipercifose quando já há deformação da coluna vertebral advinda do útero, ou seja, um defeito congênito. É o caso da espinha bífida, já citada.

Assim como na hiperlordose, o indivíduo acometido pelo curvamento incomum da hipercifose sente dor nas costas, fadiga, sensibilidade nos músculos e áreas próximas à coluna, e rigidez da espinha, dificultando os movimentos e a torção da área.

Hiperlordose X Hipercifose: as similaridades

Os dois distúrbios de curvamento da coluna são muito parecidos entre si. Os sintomas de dor na coluna são semelhantes, apesar de cada problema atingir uma região das costas. O desequilíbrio e fraqueza muscular, além de uma causa, podem ser consequência das doenças, causando grande incômodo, fraqueza em atividades diárias, estafa do corpo e dificuldade de movimento da espinha, pelo travamento da região.

De forma geral, a alteração da imagem do corpo do indivíduo é percebida por pessoas próximas. Mas além da percepção do outro sobre o sujeito, o paciente acaba por sofrer impactos em sua autoimagem. Assim, é habitual que a autoestima do indivíduo se torne baixa, com pouca confiança no corpo e suas capacidades. Esta autopercepção muda com a melhora do transtorno, o que demanda um tratamento multidisciplinar.

Além destes fatores, os métodos de tratamento dos distúrbios, que serão citados logo mais, também são bastante semelhantes.

Como é feito o diagnóstico?

hiperlordose-hipercifosePara a definição correta da patologia da coluna, é preciso buscar um médico. No consultório, o especialista fará primeiro a verificação clínica do paciente, observando a curvatura da espinha. Com as costas desnudas, o indivíduo é analisado de costas, de perfil e a postura da parte da frente do corpo. Nesta etapa, o paciente também é analisado com a coluna encostada em alguma superfície reta, o que permite comparar melhor a curvatura ideal com a atual do indivíduo.

Em seguida, para confirmação do distúrbio, são realizados exames de imagem. O método também analisa a existência de outros problemas, que podem estar associados ou serem consequência do arqueamento incomum.

Para esta investigação, não são precisos inúmeros exames, como acontece em quadros de hérnia de disco ou outras perturbações na espinha. Usualmente, o teste solicitado pelo especialista é a radiografia, também conhecida como raio X.

As chapas de raio X, assim como é feito no exame físico, analisam todo os ângulos da espinha (de frente, perfil, e pela parte posterior). Por meio dos resultados, oferecido em chapas em azul e branco, o médico verifica o contorno dos ossos, e consegue confirmar o arqueamento e outros problemas possíveis na região.

Quando há suspeita de outros problemas associados, podem ser solicitados testes como a tomografia computadorizada e a eletroneuromiografia.

Por último, o especialista questiona ao paciente os sintomas sentidos até o momento, para que o tratamento seja direcionado corretamente a cada dor apresentada.

Cuide da postura!

O tratamento da hipercifose e da hiperlordose, muitas vezes, consiste na mudança de hábitos e manutenção de práticas saudáveis. Por isso, é comum que as medidas tomadas para cura sejam indicadas também para a prevenção dos problemas.

A primeira medida para a terapia de um dos arqueamentos é a correção da postura. Afinal, ela é a principal causadora dos distúrbios, e acontece pela manutenção da espinha de forma incorreta em atividades simples do dia a dia.

Considere, por exemplo, o tempo que você gasta utilizando o celular de cabeça baixa. Esta posição é extremamente prejudicial à espinha, uma vez que coloca grande pressão sobre o pescoço e provoca o arqueamento das vértebras.

Desta forma, é sempre indicado que o uso do smartphone seja feito com o aparelho a frente dos olhos. O mesmo para computadores e notebooks: seja para o lazer, seja para o trabalho, é importante posicionar a tela de forma que não seja necessário nem arquear a cabeça, nem baixá-la para total visualização do conteúdo.

Sentar em cadeira com encosto confortável também é essencial. Isso porque, oferecer suporte à coluna garante que ela não sofra pressão desnecessária, além de mantê-la ereta pela maior parte do período.

Ao mesmo tempo, é interessante colocar os pés sobre um suporte, caso eles não cheguem ao chão. Mantendo os joelhos em ângulo de noventa graus, o indivíduo permanece com o corpo relaxado, e igualmente evita compressão das costas.

Até mesmo o ato de dirigir merece atenção. É sempre necessário regular o banco do motorista de forma que os joelhos fiquem flexionados, mas sem encostarem na parte inferior do painel do carro. Braços também devem permanecer flexionados durante a condução.

Neste caso, ainda é preciso regular os retrovisores adequadamente, sem que seja necessário esticar a cabeça para verificá-los. Aliás, apenas a parte de trás da cabeça deve encostar no  suporte do banco, mantendo o pescoço ereto e relaxado.

Ao realizar atividades domésticas, é fundamental ainda que o indivíduo preze pela sua postura. Ao varrer a casa, por exemplo, é preciso manter a espinha reta. Quando necessário limpar partes mais baixas, como debaixo dos móveis, nada de se curvar: agache flexionando os joelhos, e só então faça a atividade.

No ato de calçar o sapato também é preciso cuidado. Ao invés de levar o corpo aos pés, é mais interessante sentar-se, trazer o joelho junto ao corpo e só então vestir o calçado.

Já ao deitar na cama, é importante garantir que a espinha vertebral se mantenha em uma curvatura o mais ereta possível. Por isso, dormir de bruços é a pior maneira, pois as costas ficam arqueadas. Assim, dormir de lado, com um travesseiro sob a cabeça e outro entre as pernas, é a forma mais indicada por especialistas.

Tratamento para os distúrbios

hiperlordose-hipercifosePara potencialização deste processo de correção da coluna, o paciente com hiperlordose ou hipercifose costuma realizar uma série de exercícios. Inicialmente, na fisioterapia: com o especialista, o indivíduo aprende a melhorar o hábito postural e consegue retornar com a coluna para o modo correto.

A chamada RPG (Reeducação Postural Global) é a principal técnica utilizada. Ela consiste em variados exercícios para a coluna, em que o indivíduo deve manter uma postura por determinado tempo. Com o treinamento, o paciente consegue realinhar as costas e outras articulações afetadas pelo arqueamento.

Exercícios físicos também ajudam nesta correção. O Pilates é um dos mais procurados, e com mais de quinhentas atividades ajuda na melhora da respiração, fortalecimento dos músculos e reparação da espinha. Sua prática pode ser realizada por qualquer pessoa, acompanhadas as intensidades indicadas para cada situação. A diversidade de modalidades, com bolas de borracha, aparelhos ou ainda no chão, também favorecem esta abrangência de público.

O Yoga é outro exercício bastante indicado, pois além dos benefícios do Pilates, contribui bastante para a flexibilidade do corpo.

Atividades que fortaleçam a musculatura das costas são igualmente indicadas. Assim, são eficazes flexões, com a devida supervisão de intensidade; natação, uma vez que a prática trabalha todos os tecidos posteriores do corpo; e até mesmo alongamentos diários, principalmente após permanecer muito tempo na mesma posição.

Para estes alongamentos, é possível, por exemplo, esticar os braços sobre a cabeça, mantendo-os para cima por pelo menos dez segundos. Pelo mesmo tempo, é interessante levantar o pé pela parte de trás do corpo, encostando-o próximo ao glúteo. Movimentos deste tipo relaxam a musculatura e diminuem a pressão sobre a coluna.

Obviamente, alongamentos e exercícios físicos devem ser realizados com maior cuidado caso a condição de arqueamento exagerado já esteja instalada. Caso contrário, as dores e o próprio distúrbio podem se agravar.

Como há curvatura da coluna, os médicos também costumam indicar para o tratamento a utilização de cintas corretivas da postura. Por meio dela, o paciente tem maior suporte das costas, e o processo de tratamento é agilizado. As peças, porém, devem ser adequadas ao problema, e não modeladoras de corpo, como é possível encontrar facilmente no mercado.

Tratar as doenças causadoras da condição também é passo importante, como é o caso da osteoporose. Afinal, de nada adiantará a correção da coluna se o motivo para o arqueamento ainda estiver presente.

O tratamento psicológico para efeitos na autoconfiança são identicamente apropriados. Utilizar palmilhas e sapatos específicos para melhora da postura também são possibilidades.

Como são comuns  quadros de dor, o especialista costuma indicar ainda o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. Com o artifício, o indivíduo consegue manter atividades diárias e sua qualidade de vida. Ao mesmo tempo, ele ganha auxílio no tratamento, uma vez que o processo de reeducação da postura pode trazer incômodos.

Para o público gestante, há ainda outro meio importante: manter o peso ideal. Em geral, é indicado que a mulher engorde apenas entre nove e doze quilos. O peso varia pouco de acordo com o IMC de cada uma, e manter-se nele garantirá que a pressão sofrida pela coluna não será mais do que o suportável.

Técnicas alternativas também são possíveis. Neste caso, pode ser citada a acupuntura, ramo da medicina chinesa que introduz agulhas em pontos precisos do corpo. Com a prática, há efeito anestésico que pode melhorar a condição de bem estar do indivíduo, assim como diminuir o estresse e rigidez dos músculos.

Além destes, manter o peso ideal e alimentação saudável são essenciais para tratamento e prevenção da hiperlordose e hipercifose.

Em casos mais graves, é possível realizar ainda procedimento cirúrgico, que corrigirá a curvatura da espinha.

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