Mielopatia

A medula espinhal é uma das estruturas mais importantes do corpo. Por ela, passam os impulsos nervosos que comandam os movimentos de todo o indivíduo. Por isso, é fundamental que a saúde da medula espinhal seja sempre mantida. No entanto, há casos em que ela é afetada por doenças como a mielopatia.

O que é mielopatia?

mielopatiaA medula espinhal é composta por uma série de feixes nervosos. Essas estruturas são as responsáveis por receber o comando do cérebro e levá-los ao membro correto, fazendo o corpo se locomover. Ou seja, braços, pernas e mais se mexerem. É por meio dela também que o ser humano possui funções sensitivas, como a sensação térmica, a percepção da dor e o tato.

Logo, qualquer lesão ou pressão exagerada sobre essa estrutura pode causar desordem, dificultando ou até eliminando a capacidade de movimento e sensibilidade do indivíduo. A medula é protegida pelo canal vertebral, com ossos, discos e vértebras, e assim qualquer desordem nessas estruturas é igualmente perigosa.

O termo mielopatia define qualquer doença que pressione a medula, dificultando as transmissões nervosas pelas quais ela é responsável. O quadro é tomado como um déficit neurológico, ou seja, compromete o sistema nervoso do paciente.

Na maioria das vezes, sua causa está relacionada à degeneração de sua estrutura e da coluna. Degeneração essa comum com o passar da idade, em que o corpo se deteriora naturalmente. Por isso, o quadro é mais recorrente em pessoas com mais de 50 anos de idade.

Assim como o desgaste é natural, o estreitamento da medula também acaba por o ser. Apesar disso, nem todo indivíduo desenvolve o estreitamento como uma patologia.

O problema pode ocorrer em qualquer área da coluna. Entretanto, é mais habitual na região cervical (pescoço) e na lombar (ao fim das costas).

Causas do problema

A degeneração da coluna e de outros ossos do corpo é algo comum ao longo dos anos de vida. Afinal, quando trabalha por um longo período, as estruturas do organismo começam a se desgastar. Como um pneu, que vai ficando careca ao longo de seu uso e precisa ser trocado.

Logo, a partir de certa idade, é habitual que surjam doenças causadas por esse desgaste. O que não significa, porém, que elas vão necessariamente acontecer. Uma série de fatores contribui para ocorrência dos problemas, como os maus hábitos de postura e o sedentarismo.

De qualquer forma, se uma doença degenerativa acontece, há grandes chances da medula espinhal ser afetada. Neste caso então, ocorre a mielopatia, que pode ser um grande problema à saúde.

A mielopatia pode ser provocada por doenças, traumas externos, infecções e processos inflamatórios. Dentre as principais causas do problema está a estenose espinhal, ou seja, o estreitamento do canal espinhal. O canal pode ser diminuído por uma série de doenças, como o bico-de-papagaio.

O bico-de-papagaio ocorre pelo desgaste dos discos vertebrais. Os discos são estruturas fibrocartilaginosas localizadas entre uma vértebra e outra da coluna. Eles servem como amortecedores naturais do corpo, e impedem que as vértebras se atritem. Afinal, caso isso ocorresse o desgaste das estruturas seria intensificado, assim como a dor a cada movimento diário.

No caso do bico-de-papagaio, o que acontece é o crescimento de ossos entre os discos desgastados. Isso porque o corpo tenta “compensar” sozinho a inexistência de seus amortecedores. Os bicos, também chamados de osteófitos, acabam então por pressionar os nervos mais próximos da coluna.

Espondiloses e outras doenças

mielopatiaA hérnia de disco é uma lesão semelhante. Nela, porém, o corpo não busca compensar a ausência do disco. O desgaste permanece, e os ossos continuam a se atritar. Nesse caso, também, o disco não apenas se deteriora, mas ganha uma nova forma. Isso significa que, ao invés de oval, ele se torna mais esticado, devido ao escapamento do seu núcleo, chamado de núcleo pulposo. Logo, essa nova forma pressiona os nervos mais próximos, podendo inclusive afetar a medula.

São várias outras as doenças causadas pelo desgaste da coluna e seus discos. Nesse caso, os problemas são denominados de espondiloses.

Outro quadro que pode levar ao pressionamento da medula é a artrite reumatoide. A artrite é uma doença inflamatória. A inflamação afeta as membranas sinoviais, camadas conjuntivas que envolvem as articulações.

As membranas são responsáveis pela produção do líquido sinovial, uma substância fundamental por lubrificar e nutrir as articulações. Quando há uma inflamação, essas funções do líquido não são realizadas, causando o desgaste das estruturas e a pressão sobre as raízes nervosas.

Há ainda a possibilidade de ocorrência da mielopatia como consequência da hipertrofia facetaria. A hipertrofia é caracterizada pelo aumento das articulações sinoviais que se conectam às raízes nervosas. Essas articulações são cartilaginosas, preenchidas pelo líquido sinovial que realiza a função já citada. O aumento das estruturas diminui o espaço da medula, comprimindo-a.

Tumores, benignos ou malignos, podem igualmente levar ao problema. Se o tumor está localizado próximo à medula, ele pode comprimi-la. Essas situações, porém, são mais raras, assim como casos associados a linfomas, leucemias e cisticercose. Outras causas pouco recorrentes, mas possíveis, são a diabetes, síndrome da imunodeficiência adquirida, lúpus eritematosos e doenças desmielinizantes, isto é, que provocam danos à bainha de mielina dos neurônios.

Outros fatores causais

Uma possibilidade é ainda a calcificação de ligamentos. A condição acontece quando um ligamento ou tendão se inflamam. Como resposta, o corpo deposita sais de cálcio nos locais inflamados, provocando sua ossificação.

Choques externos, como uma grande pancada na coluna, ou então fraturas, também podem causar a doença a que este artigo  se refere. As fraturas podem ser resultado de choques e acidentes, mas também de doenças como a osteoporose, que enfraquece os ossos.

Outro fator possível é o acúmulo de sangue (hematoma) na medula ou áreas próximas, tal qual o acúmulo de pus nessas regiões.  Normalmente, os hematomas ocorrem como consequência de uma lesão por agente externo. No entanto, podem da mesma forma surgir por tumores, uso de anticoagulantes e problemas nos vasos sanguíneos. Já o pus é um líquido amarelo e espesso, que se forma em regiões infeccionadas.

Tipos de mielopatia

A mielopatia é classificada segundo seu fator causal, em duas categorias. A primeira é chamada de espondilótica. Nos casos dessa “modalidade” da doença, o paciente acumula uma série de fatores e problemas degenerativos.  Como a hérnia de disco, o bico-de-papagaio, a hipertrofia de estruturas e a calcificação de ligamentos.

É importante destacar que a ocorrência de quadros degenerativos é bastante comum. Mas nem sempre a mielopatia se desenvolve quando estes quadros aparecem. A gravidade, hábitos de vida e evolução da doença em questão é que determinam a ocorrência ou não da enfermidade secundária.

Já a modalidade traumática da doença, como o próprio nome sugere, é fruto de traumas diretos na região. Assim, qualquer lesão no tecido muscular, provocado por uma queda, acidente automobilístico, pancada ou outros, pode ser causa da condição.

A classificação também pode ser feita pela localização do pressionamento da medula. Assim, há a mielopatia cervical (na área do pescoço), a lombar (ao fim das costas) e a torácica (no meio da coluna espinhal).

Mielopatia completa e incompleta

Outra categorização possível da doença aqui abordada é feita de acordo com as funções afetadas pelo quadro. A mielopatia incompleta dificulta funções abaixo da lesão na medula, de forma leve ou grave. Isso significa que, se a lesão for no meio das costas, a lombar e pernas podem ser comprometidas, tanto no quesito movimento, quanto na sensibilidade.

Já no quadro completo da doença, o paciente perde toda e qualquer sensibilidade e movimento abaixo da área lesionada. Numa lesão acima da cintura, por exemplo, o indivíduo perde a capacidade de andar e até a continência urinária e intestinal.

Sintomas

mielopatiaOs sintomas de uma mielopatia são sinais comuns à maioria das doenças degenerativas da coluna, uma vez que essas são causas comuns do problema. Desta forma, o paciente afetado pela doença tende a perceber a dormência dos membros e formigamento de braços, pernas e costas.

Outro sintoma habitual é a rigidez do pescoço, assim como a dor nessa área. A dor também pode aparecer nos ombros, mãos, braços, pernas e pés. Há ainda a perda de sensibilidade, térmica ou de tato, e até dos reflexos. É possível, ao mesmo tempo, que surjam inchaços nas articulações ou costas.

O sinal que costuma chamar mais atenção, contudo, é a diminuição de força dos membros. Todos eles. Na parte superior do corpo, o indivíduo manifesta essa condição pela dificuldade em manipular e segurar objetos, tal qual de realizar trabalhos manuais como o artesanato ou mesmo o cozinhar.

Nos membros inferiores, as pernas parecem “não responder aos comandos”. Deste modo, elas se tornam “pesadas”, demonstram dificuldade em se mover. O indivíduo também sente falha no equilíbrio e fraqueza para esforços maiores, como subir escadas.

Em casos pouco mais extremos, outro sintoma que se manifesta é a incontinência urinária. Afinal, o ato de urinar é comandado por impulsos nervosos. Se a medula, principal feixe nervoso do organismo, falha, esse processo é igualmente comprometido.

O diagnóstico

O primeiro passo para o diagnóstico da mielopatia é a conversa com o médico. Por meio dela, o especialista busca entender os sintomas do paciente, a progressão dos sinais, sua história clínica e mais. Assim, são feitas ao indivíduo perguntas como: quais seus sintomas atuais? Quando eles surgiram? Onde eles ocorrem? Há algo que melhore ou piore estes sinais? Você já teve algum problema parecido anteriormente? Você ficou doente num período recente? Membros da sua família já manifestaram problemas de coluna ou na medula? Como são seus hábitos alimentares, de postura e exercícios físicos?

Após conhecer melhor esses aspectos da vida do paciente, o profissional médico realiza exames físicos. Da nuca, braços, pernas e costas. São analisadas questões como a limitação de movimentos, dor e flexibilidade dessas regiões.

Nenhum diagnóstico é completo, todavia, se não forem realizados exames de imagem. Vários exames, porque é possível que o raio X, mais “básico”, não revele problemas, mas outros testes o façam. De qualquer modo, o raio X é importante, pois permite a melhor visibilidade da coluna e áreas próximas.

A ressonância magnética, por sua vez, cria imagens em alta definição do organismo. Isso garante melhor visualização das estruturas internas, mostrando inclusive o estreitamento do canal espinhal. O mesmo faz a tomografia axial computadorizada, que permite ver alterações mínimas na região das costas, como tumores.

Como a medula é responsável pela transmissão dos pulsos nervosos, o médico ainda realiza exames neurofisiológicos. Os testes analisam se existe comprometimento de raízes nervosas ou da própria medula.

Níveis da doença

Para avaliar a gravidade da pressão sobre a medula, o médico se utiliza do chamado Sistema de Nurick. Segundo o sistema, a doença possui seis níveis, numerados de 0 a 5. No nível 0, o indivíduo apresenta sintomas de compressão das raízes nervosas da medula. No entanto, a medula em si ainda não possui danos.

Já no nível 1, os sintomas continuam, mas não incluem a dificuldade em se locomover. No 2, as dificuldades em andar se iniciam, mas ainda são leves. Isto é, ainda não afetam as atividades diárias, como trabalho e cuidado com o lar.

No nível 3, a dificuldade para andar já demanda ajuda para tal. Ajuda por meio de instrumentos como uma bengala ou andador, ou mesmo de outras pessoas. A situação dificulta muito o dia a dia, impedindo até um emprego em tempo integral. O nível 4 tem os mesmos efeitos, mas mais graves.

No último grau da doença, o 5, o paciente é obrigado a recorrer a uma cadeira de rodas, pois não consegue se manter em pé de modo algum.

Definindo melhor a gravidade do problema, o médico tem segurança para indicar o tratamento ideal da condição.

Tratamento

Com a definição da causa exata do problema, a mielopatia será então tratada. A doença não tem cura definitiva. Mas o ortopedista pode definir o melhor método para controlá-la e para garantir a qualidade de vida do paciente. Com esses objetivos, existem dois métodos principais de cuidado: o conservador e o cirúrgico.

O tratamento conservador é aquele que inclui medidas não cirúrgicas, e é indicado na maior parte das situações. Entre as medidas, é possível citar o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. Prescritos pelo especialista, os remédios auxiliam a diminuição da dor e de outros sintomas, além de evitar o agravamento da condição inflamatória.

É fundamental que o uso de medicamentos só seja realizado com a indicação médica. Mesmo que esses remédios sejam facilmente adquiridos, eles podem não ser os ideais para seu quadro de saúde. Podem ainda mascarar outros sintomas e dificultar o diagnóstico da doença.

Por isso, não há problema quanto ao uso por algumas vezes, quando os sintomas surgem repentinamente. Porém, se eles persistem, são sinais de algo maior que um mal-estar. Assim, a medicação por conta própria deve ser interrompida, sendo seguida por uma visita ao consultório.

De qualquer modo, após prescrito pelo profissional, o remédio deve ser utilizado seguindo todos os horários e doses recomendadas. Interromper a medicação sem orientação pode agravar o quadro.

Outro método conservador de tratamento é a fisioterapia. Com o auxílio de um fisioterapeuta, o paciente trabalha a postura, força e flexibilidade do corpo. O equilíbrio da marcha é igualmente aperfeiçoado pela técnica, uma vez que a locomoção costuma ser comprometida pela mielopatia.

Ademais, a fisioterapia é capaz de promover a descompressão da região da coluna. Essa realização diminui um pouco dos sintomas do paciente, principalmente a dor, já que os nervos não serão mais pressionados em demasiado.

Tratamento cirúrgico

Em alguns casos, é indicado ainda o uso do colar cervical, para imobilização do pescoço. Isso impede que a lesão se agrave.

O método conservador costuma ser eficaz, principalmente, quando a doença é descoberta rapidamente. Há casos, no entanto, em que ela é percebida já com maior gravidade. Ou outros em que, mesmo “leve”, a lesão não tem boa recuperação com as técnicas antes citadas. Nessas situações, a solução é pelo procedimento cirúrgico. Todos os tipos de operação visam a descompressão dos nervos e alívio da dor.

As cirurgias realizadas geralmente fazem a retirada do disco ou fragmentos que estão comprimindo o nervo da coluna. Em alguns casos, então, o disco pode ser substituído por uma prótese. Outra alternativa é a fusão da coluna. Ou seja, as duas vértebras que tinham o disco fragmentado entre si são “coladas”. Essa última técnica limita parte dos movimentos da coluna, mesmo que minimamente, e por isso é evitada sempre que possível.

Além destas, há a possibilidade da realização de cirurgia plástica nas áreas afetadas pela mielopatia. Quando esta é a determinação do médico, a operação é realizada de modo a aumentar o diâmetro do canal medular. Com o espaço maior, a medula deixa de ser comprimida.

Como em qualquer procedimento cirúrgico, as operações para tratamento da doença trazem riscos. Contudo, a ocorrência de complicações é baixa. De qualquer forma, é importante citar a possibilidade de lesões nos nervos da coluna ou próximos a ela, da medula e músculos da área em que for realizada a incisão. Infecções e hematomas também podem ocorrer nestes casos espaçados, assim como dificuldades em engolir, lesões no esôfago, dores locais e alteração da voz.

Atenção ao pós-cirúrgico!

mielopatiaApós a cirurgia, o paciente precisa ter alguns cuidados importantes. Como o repouso, indicado de acordo com o procedimento realizado e a condição do paciente. O tempo, porém, costuma girar em torno de algumas semanas.

O médico também pode indicar o uso do colar cervical, por aproximadamente seis semanas. Esse cuidado garante que a coluna, e principalmente o pescoço, não se movimentem bruscamente. Movimentos exagerados podem comprometer a recuperação do corpo.

A fisioterapia começa um pouco depois da cirurgia. Ela é necessária para que o corpo se adapte e mantenha plena capacidade de movimentação. Além disso, ela ajuda a diminuir a dor, e melhora força e equilíbrio. O mesmo fazem atividades físicas leves, como a caminhada. O esporte, todavia, só deve ser realizado após conversa com o ortopedista, que poderá indicar o momento e a prática adequada para o bem-estar do corpo. Exercícios feitos desmesuradamente e no período incorreto pode comprometer todo o tratamento.

Cuidados diários

Com a doença instalada ou já em tratamento, o paciente deve ter o cuidado de prevenir acidentes. Inclusive dentro de casa. Considerando que o problema dificulta a locomoção, é interessante abolir tapetes do chão, que poderiam causar escorregões e quedas. Obstáculos, mesmo que façam parte da decoração do cômodo, precisam ser encostados num canto, de modo a não atrapalharem o andar.

Nas escadas, o corrimão é mais que fundamental, assim como a iluminação que permita visualizar bem os degraus. Barras de apoio podem ser instaladas no banheiro, próximas ao vaso sanitário e ao chuveiro, para que o indivíduo tenha apoio aos seus movimentos.

Na hora de se levantar, da cama, uma cadeira ou outros, também é necessária atenção. O ideal é realizar movimentos lentos e calculados. Movimentações rápidas podem intensificar desgastes e causar pontadas de dor.

Prevenção da mielopatia

As principais causas da mielopatia são doenças que causam desgaste da coluna vertebral. Logo, o melhor modo de prevenir a doença é evitar que este desgaste desmedido ocorra. Para isso, é fundamental ter cuidado com a postura.

Quando a coluna permanece numa posição incorreta, ela recebe pressão exagerada. Cabeça baixa, lombar curvada, coluna torta. Deste modo, a espinha precisa sempre se manter ereta. Ao se sentar, procure recostar as costas no assento, de modo que a lombar e o meio das costas fiquem apoiados. Para dormir, o cuidado deve ser o mesmo: a posição ideal é manter o corpo de lado, com um travesseiro entre as pernas, para que a coluna fique o mais reta possível.

Importante também dar apoio a braços e pés, ou seja, recostá-los num suporte específico. Quando permanecem aéreos, inclusive ao trabalhar no computador, os pulsos exigem da coluna. Os pés, por sua vez, devem sempre encostar no chão ou em um apoio mais alto, de maneira que os joelhos se mantenham em ângulo aproximado a 90°.

Exercícios físicos que fortaleçam a musculatura e promovam o equilíbrio são igualmente boas formas de prevenção. Entre os mais indicados estão o Pilates e o Yoga, que utilizam o peso do próprio corpo para os movimentos. Além dos benefícios ao corpo, as atividades melhoram o bem-estar geral do organismo, auxiliando inclusive a manutenção de boas noites de sono.

Mielopatia em animais

Você sabia que, além de afetar os seres humanos, a mielopatia pode ocorrer em animais? Por isso, não estranhe se ouvir falar que o cachorro de um amigo está com a doença – isso é até mesmo comum!

A condição afeta principalmente cachorros e cavalos. No caso dos caninos, os animais perdem, progressivamente, a capacidade de movimento das patas traseiras. Em estágios mais avançados, a locomoção é feita por um arrastar. A doença atinge mais comumente cães de grande porte. Não há cura para o problema nesses pets, e há casos em que a eutanásia é indicada.

Já nos cavalos, a mielopatia é comum a todas as raças. Os sinais da condição habitualmente aparecem em até três anos de vida do equino, por meio da falta de coordenação dos músculos, rigidez muscular e até paralisia. Neste caso, há tratamento, realizado com mudanças na dieta, uso de anti-inflamatórios e de suplementos que melhoram a circulação do sangue. A cirurgia também pode ser indicada.

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